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terça-feira, 14 de junho de 2011

As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada



As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada é uma boa sequência para a série As Crônicas de Nárnia. Parece ter perdido um pouco da qualidade Disney das outras duas produções, no entanto, o filme impressiona e é igualmente, uma excelente pedida.


Sinto mais quanto à diferença de tempo entre o lançamento deste terceiro episódio para o primeiro, que beira os 6 anos. Parte do elenco protagonista, antes formado com crianças, agora se tornaram adolescentes, mas não no mesmo sentido de Harry Potter, em que os personagens cresceram com a história. Aqui, esta janela é sentida, e fica a percepção de que algo foi perdido



Em nenhum momento a qualidade do filme é reduzida por causa disso, apenas fica a sensação de que os filmes poderiam ter sido lançados com intervalos menores, sem prejudicar o espectador.


No mais, o filme continua se esmerando em sua fotografia, efeitos especiais, e excelentes sequências de ação. Deixando um gostinho de quero mais.


Nesta terceira aventura, os irmãos Lúcia (Georgie Henley) e Edmundo Pevensie (Skandar Keynes) voltam a Nárnia através de uma pintura, desta vez, acompanhados do pentelho primo Eustáquio (Will Poulter). Caspian (Ben Barnes) não entende o que fez os reis retornarem ao reino, já que Nárnia está em paz. Começa, então, a saga deste grupo por cinco ilhas misteriosas procurando por espadas encantadas dos sete Lordes de Telmar.


O filme acabou trocando de estúdios, e o carimbo Disney de qualidade passou para as mãos da Walden Media. O mesmo aconteceu com a direção, que agora é de Michael Apted. Em algumas passagens é perceptível essa mudança, mas no geral, a história continua seguindo a mesma linha de excelência.


Ainda há muita discussão a respeito do conteúdo das histórias de C.S. Lewis, autor dos livros da série As Crônicas de Nárnia, quer seja por seu teor religioso, machista, ou mesmo anti semita. Mas no geral, o filme atende deliciosamente a expectativa de entretenimento de quem o assiste.


O futuro do filme também é uma incógnita. Alguns especialistas disseram que esse teria sido o último filme da série (que originalmente é dividido em 7 livros), enquanto o próprio diretor afirma que a história suportaria mais um capítulo. Particularmente, eu adoraria ver o desfecho dessa história com o lançamento de todos os 7 filmes. Gostaria de ver se o fim dos filmes causaria a mesma surpresa que causa nos livros.


Enfim, se você busca um bom filme, com uma belíssima fotografia, excelentes doses de ação, bons efeitos e uma trama inteligente, essa produção é uma excelente pedida. Mesmo com algumas mudanças, o filme é excelente e é diversão garantida para toda a família. Se conseguir, assista os outros filmes também, para relembrar algumas passagens. Para quem curte uma boa fantasia é uma pedida imperdível!!!


FICHA TÉCNICA
Diretor: Michael Apted
Elenco: Ben Barnes, Eddie Izzard, Skandar Keynes, Georgie Henley, Will Poulter, Liam Neeson.
Produção: Andrew Adamson, Mark Johnson, Philip Steuer
Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely e Michael Petroni, baseados na obra de C. S. Lewis
Fotografia: Dante Spinotti
Trilha Sonora: David Arnold
Duração: 120 min.
Ano: 2010
País: Reino Unido
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: 20th Century Fox Home Entertainment / Fox 2000 Pictures / Twentieth Century-Fox Film Corporation / Walden Media
Classificação: 10 anos

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Muito mais do mesmo...





Acabo de ver uma relação de filmes a serem lançados nos próximos meses... comparo com uma lista de filmes lançados nos últimos meses... e pergunto: por que o cinema tem dado chance a tantas continuações e remakes? Isso tem acontecido tanto, e a fórmula é tão conhecida, que até desanima. Antes ainda, pelo menos no caso dos remakes, eram histórias ou produções de mais de 30 anos atrás. Agora, estão recorrendo a filmes dos anos 90. Filmes que já foram sucesso de bilheteria. Que já provaram seu valor e, em alguns casos, entraram na história do cinema.



As continuações também não ficam atrás. Você alguma vez imaginou que precisaria esperar até 10 anos para saber o fim de um filme? Pois é isso mesmo que acontece em algumas vezes. Harry Potter é uma saga desse tipo. Foram 6 filmes, um por ano, e no último capítulo, decidiram dividir o cara em vários pedacinhos. E já planejam lançar depois mais um explicando como tudo começou. O mesmo para O Senhor dos Anéis. A trilogia seguiu 3 anos e, quando inventaram de apresentar a história que deu início a tudo, rolou uma espera de mais de 8 anos (O Senhor dos Anéis: O retorno do Rei foi lançado em 2003), e decidiram que a última parte (que na verdade é a primeira) será dividida em outras tantas, cada uma delas lançada em anos diferentes.



O camarada do marketing dirá que isso é um jeito de ganhar um pouco mais de dinheiro. Esticar ao máximo o sucesso de algumas produções, e reaproveitar a fórmula daquelas que já deram certo, com uma nova perspectiva, novos efeitos, mais investimentos. Tá legal... eu entendo que o comercial é a alma do negócio, mas como esperar aquela sensação do "novo", que muitas vezes só o cinema é capaz de proporcionar? E mais, para muitos daqueles que viram as versões originais, ou assistiram os episódios iniciais dessas multitripologias, novas filmagens e continuações intermináveis só servirão para comparações e críticas ao novo. Sim, porque muitas vezes o capítulo seguinte não chega aos pés da produção inicial. E muitas vezes, a regravação abandona elementos e detalhes que fazem toda a diferença.



Alguns casos podem ser considerados hors concours, como os filmes de super heróis e, na melhor das intenções, até alguns filmes de terror (embora ninguém mereça ver a décima sétima continuação de Sexta Feira 13).



O que fazer então quando a situação é parecida com a de Crônicas de Nárnia? A história é dividida em 7 livros. Nos cinemas, a primeira versão foi lançada cheia de pompas em 2005, mas não agradou gregos e troianos. A continuação, lançada 3 anos depois, não agradou gregos. O terceiro episódio, lançado 2 anos depois do segundo, não agradou os poucos troianos que restaram. E por isso mesmo, existe uma grande chance de não gravarem os outros 4 episódios. O que fazer?



Outro exemplo interessante é o da hexalogia de Star Wars. Os 3 filmes finais (que contam o final da história) foram lançados antes dos filmes iniciais (que contam o início da história) com uma diferença de mais de duas décadas. O resultado foi percebido na qualidade dos filmes, e na opinião dos fãs. Obviamente, os filmes mais antigos foram muito superiores, embora os mais recentes tivessem mais efeitos e recursos.



A lista de regravações e continuações é extensa, não cabe listá-los por aqui, mas muitas vezes o espectador fica preso a essa mesmice do cinema, já que o que é "diferente" pode muitas vezes ficar de fora do circuito comercial das redes de cinema e somente ser lançado em DVD. Mais do que isso, o espectador acaba sem opções e precisa fazer número nos lançamentos de grandes blockbusters. Mais do que qualidade, seria importante haver condições de uma escolha justa.



A questão principal, por aqui, não é nem a de qualidade das novas produções, mas oferecer conteúdos e histórias diferentes e que apresentem, de fato, novas perspectivas do mundo à nossa volta, sem nos enclausurar numa sala lotada de cinema só porque se tornou febre assistir a trigésima primeira versão de determinado filme, só porque agora ele tem 1 minuto e quarenta e dois segundos de cenas extras. E você, o que acha dessa febre de remakes e continuações no cinema?


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Segundo capítulo de fantasias



Na continuação de As Crônicas de Nárnia, mais uma vez, destaque para a excelente qualidade de toda a produção. A fotografia do filme é belíssima, com o amadurecimento do elenco, que agora acolhe novas estrelas. Mas, como não poderia deixar de ser como em qualquer continuação, perde um pouco da sua excelência. A narrativa é mais veloz, tornando difícil pegar a história pela metade, para aqueles que não assistiram o primeiro longa. E os personagens perdem um pouco da sua riqueza.

Nada disso atrapalha o telespectador. O filme ainda é uma excelente pedida para toda a família.

Dessa vez, a história volta tempos depois, quando Nárnia precisa novamente da ajuda dos irmãos Pevensie contra a dominação dos telmarinos, que baniram os animais falantes e as criaturas mitológicas. Eles são invocados pela trompa mágica de Susana (Anna Popplewell) e, ironicamente, Caspian (Ben Barnes), legítimo herdeiro desse povo, clama pelos reis em nome da antiga magia de Nárnia.

A história toma corpo e prepara a jornada para os próximos filmes. Só espero que a partir do terceiro, que foi lançado agora, em dezembro de 2010, os lançamentos sejam mais próximos.

Apesar da troca de produtoras (Disney por Fox), o filme mantém a sua essência principal, e seu zelo pela qualidade. Os efeitos especiais, somados às doses de ação e aventura são deliciosos. Realmente, uma excelente pedida para aqueles que gostam de uma boa produção cinematográfica.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Andrew Adamson
Elenco: Liam Neeson, Warwick Davis, Ben Barnes, Peter Dinklage, William Moseley, Anna Popplewell, Georgie Henley, Skandar Keynes, Shane Rangi, Sergio Castellitto.
Produção: Andrew Adamson, Mark Johnson, Perry Moore, Philip Steuer
Roteiro: Andrew Adamson, Christopher Markus, Stephen McFeely, baseado na obra de C.S. Lewis
Fotografia: Karl Walter Lindenlaub
Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams
Duração: 147 min.
Ano: 2008
País: EUA/ Reino Unido
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Walt Disney Pictures / Walden Media
Classificação: 10 anos

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Um mundo de fantasia


Em meio à estreia da parte 3 desse belo filme, me sinto inspirado para uma avaliação. Inspiração, que realmente enriquece e comove, de tão bela. Uma produção Disney, sem sombra de dúvida, com toda a sua riqueza de detalhes, roteiro apuradíssimo, elenco formidável, personagens intrigantes e apaixonantes, efeitos especiais, cenas de ação e aventura, diversão e muito mais.

O filme é espetacular. E apesar de não ser mais tão novinho (2005), é tão atual e continua nos oferecendo um belo mundo de fantasias e imaginação.

Uma pena a demora nas suas continuações (Príncipe Caspian só foi lançado em 2008, e A Viagem do Peregrino da Alvorada apenas no fim de 2010), causada principalmente pelo desinteresse da própria Disney na sua produção, o que a fez abandonar a série em sua terceira parte, e que agora, além da Walden Media, tem a 20th Century Fox e outros estúdios da família Fox como produtores.

No filme, os irmãos Peter (William Moseley), Susan (Anna Popplewell), Edmund (Skandar Keynes) e Lucy (Georgie Henley), separados dos pais em meio aos ataques nazistas a Londres durante a Segunda Guerra Mundial, são mandados para o interior da Inglaterra. Lá, eles descobrem um guarda-roupa mágico que leva ao maravilhoso mundo de Nárnia, onde vivem muitas aventuras.

Rico, muito bem construído, com um elenco novato, mas ainda assim de primeira linha, com uma excelente velocidade, colorido, divertido, é um filme pra toda família e pra todos os momentos. Pra todos que gostarem do filme recomendo os livros. Além da surpreendente história, os livros complementam os filmes, tornando-os ainda mais agradáveis.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Andrew Adamson
Elenco: Georgie Henley, William Moseley, Skandar Keynes, Anna Popplewell, Tilda Swinton, Rupert Everett, James McAvoy, Shane Rangi, Patrick Kake, Elizabeth Hawthorne, Kiran Shah, Ray Winstone, Liam Neeson.
Produção: Mark Johnson
Roteiro: Andrew Adamson, Christopher Markus, Stephen McFeely, Ann Peacock
Fotografia: Donald McAlpine
Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams
Duração: 135 min.
Ano: 2005
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Walt Disney Pictures / Walden Media
Classificação: 10 anos