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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Leilão nesta segunda-feira decidirá quem fica com a rede Blockbuster

Diversos interessados devem disputar o controle da concordatária rede de locadoras de vídeo Blockbuster em um leilão nesta segunda-feira (4) que decidirá quem controlará a empresa e quanto terá de pagar aos credores. A Blockbuster, no passado a maior rede de locadoras de vídeo do mundo, chegou a ter valor de mercado superior a US$ 5 bilhões em seu pico, em 2002, mas posteriormente passou a sofrer forte pressão por parte de concorrentes digitais e de entrega postal como a Netflix. O leilão pode preservar a Blockbuster como empresa, ainda que os participantes devam ter a opção de liquidar a companhia ou fechá-la. Os proventos da venda se tornarão parte da massa falida. A operadora de TV via satélite Dish Network e o investidor bilionário Carl Icahn se qualificaram para o leilão ao submeter lances na semana passada, reportou o “Wall Street Journal” na sexta-feira, mencionando fontes familiarizadas com o tema. A empresa decidiu se colocar à venda em fevereiro, depois do fracasso de um plano de reorganização. O leilão da segunda-feira será seguido por uma audiência diante do juiz Burton Lifland, do tribunal de falências, em 7 de abril, para aprovar o novo proprietário, que tirará a empresa da concordata. Um lance inicial apresentado em fevereiro por um grupo de fundos de hedge liderado pela Monarch Alternative Capital, no valor de US$ 290 milhões, estabeleceu um piso para as ofertas. Outros participantes apresentaram lances de valor inferior a US$ 296 milhões para se qualificar para o leilão, na semana passada, de acordo com o jornal. Um porta-voz da Dish se recusou a comentar; Icahn não respondeu a telefonemas solicitando comentários. O grupo liderado pela Monarch inclui Owl Creek Asset Management, Stonehill Capital Management e Varde Partners. A SK Telecom, maior operadora de telefonia móvel da Coreia do Sul, também está interessada em investir na Blockbuster, disse um executivo da empresa à Reuters na semana passada. Em 04/04/2011, no link http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2011/04/04/leilao-nesta-segunda-feira-decidira-quem-fica-com-a-rede-blockbuster.jhtm

sexta-feira, 11 de março de 2011

Após concordata, Blockbuster inicia processo de venda nos EUA


A rede de locadoras de vídeo Blockbuster, que havia entrado com pedido de concordata nos Estados Unidos em setembro, iniciará processo de venda da companhia em abril, após acordo firmado com seus credores. Um grupo de fundos de investimento liderado pela Monarch Capital chegou a um acordo com os credores - que incluem estúdios em Hollywood como a Disney - quanto aos termos do processo de venda.

A dívida da Blockbuster junto aos estúdios soma mais de US$ 100 milhões. Na ocasião do pedido de concordata, a empresa planejava reduzir sua dívida total de quase US$ 1 bilhão para cerca de US$ 100 milhões. Os estúdios e outros credores solicitaram à Justiça que o processo de concordata fosse convertido em uma liquidação total da companhia, mas o juiz Burton Lifland decidiu contra um processo de "Chapter 7".

O acordo prevê uma audiência em 4 de abril, seguida por outra três dias depois para aprovar a venda. Os atuais negócios da Blockbuster podem ser preservados após a operação, ainda que o comprador tenha a opção de encerrá-los parcial ou totalmente. A companhia, que conta com 2,5 mil lojas nos Estados Unidos, vem lutando contra a concorrência de serviços online de filmes como o Netflix.

No Brasil, o direito de uso da marca Blockbuster foi adquirido pela Lojas Americanas em 2007, por 20 anos, não possuindo vínculos com as operações internacionais da empresa. A Monarch submeteu oferta inicial de US$ 290 milhões pela empresa. A companhia listou ativos de cerca de US$ 1 bilhão até 30 de janeiro.