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quarta-feira, 6 de março de 2013

A Família do Futuro

5527A Família do Futuro é mais uma grande animação Disney, no entanto, sua passagem pelo cinema foi tão abreviada, e mesmo quando passou na TV, logo sucumbiu para os canais de menos expressão, que o filme parece ter caído em um gigantesco limbo de esquecimento.

Apesar de toda a sua qualidade técnica, muita ação, roteiro bem funcional, personagens que valorizam e que também dão valor à trama, muitíssimo colorido, o que tem tudo para agradar os pimpolhos mais novos, o filme não é colocado em uma lista de preferência ou melhores animações.

Parece mesmo ter sido um problema de divulgação, ou até de estratégia de lançamento. Mas é o que se tem para o momento. E no conjunto geral, A Família do Futuro cumpre bem seu papel e garante boa dose de entretenimento ao seu espectador. Claro, não se compara a Madagascar, ou A Era do Gelo, ou Wall-E, ou Encantada, mas ainda assim é uma produção bastante interessante.

No filme, Lewis é um jovem inventor que cria máquina capaz de recuperar lembranças perdidas. Ele só quer encontrar em suas memórias a figura de sua mãe, que o abandonou quando bebê, mas acaba viajando no tempo. Em algum lugar do futuro, ele encontra uma família cuja sobrevivência está em suas mãos.
Apesar de ter passado quase totalmente despercebido, ainda é uma produção Disney, com todo o cuidado e a qualidade que sempre procura investir em seus filmes. Uma história com uma mensagem de fundo que funciona, personagens bem divertidos e funcionais, muita cor, muitos sons, e uma narrativa rápida, que não se perde em detalhes desnecessários. No geral, um filme pra assistir e, se bobear, até repetir. Tenho certeza que os mais novos adorarão, e os mais velhos não se decepcionarão.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Stephen J. Anderson
Elenco: Angela Bassett, Paul Butcher, Jessie Flower, Spencer Fox, Jordan Fry, Daniel Hansen, Tom Kenny.
Produção: Dorothy McKim
Roteiro: Michelle Bochner
Trilha Sonora: Danny Elfman
Duração: 96 min.
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Walt Disney Pictures
Classificação: Livre

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Hotel Transilvânia

Pra recomeçar, depois das férias, nada como uma boa animação. Hotel Transilvânia funciona bem, tem altos detalhes técnicos, personagens carismáticos, boas piadas, e um roteiro que vai bem do começo ao fim. Não se trata de um Madagascar, ou um A Era do Gelo, mas ainda assim empolga.

O roteiro talvez seja o elo fraco do filme. Cai na velha máxima de tentar vender uma mensagem de fundo. Mas tantos filmes fazem isso. Não que esse detalhe enfraqueçe a trama, muito pelo contrário. Existem detalhes engraçados suficientes para compensar os momentos mais melosos. E um filme com teor mais familiar também não deixa de empolgar. Acontece que muitas vezes pode se esperar algo mais dinâmico e alucinado como emoutras animações, mas não é o caso por aqui.

Os personagens são o ponto forte do filme. Excelente ver uma readequação, ou uma repintura de vários personagens que fazem parte de tantas outras produções, principalmente de terror, em uma versão mais light, e com características mais humanas. Os diálogos e as piadinhas são deliciosas, deixando o filme seguir tranquilo do começo ao fim.

A narrativa é muito fluída, sem embaçar em detalhes desnecessários ou explicações complicadas. Quando se percebe, o filme acabou, e deixa um gostinho de quero mais. A parte técnica inclui grandes efeitos e apuradíssimo nível de animação. Os detalhes são muito ricos, e a combinação (e o excesso) de cores, deixa o filme ainda mais agradável.

Não tive a sorte de assistir o filme com a dublagem original. Animações com legenda, se tornaram raridade. Mas a versão em português não é tão ruim, embora eu ainda prefira o original. Creio que ambos os casos sirvam bem a todos os tipos de audiência. Só achei dispensável o detalhe 3D. Nada extraordinário, e em vários momentos foi possível tirar os óculos e ver o filme normalmente.

O filme conta que em um fim de semana especial, Drácula (Adam Sandler) convida para seu luxuoso resort cinco estacas alguns dos mais famosos monstros do mundo - Frankenstein (Kevin James) e sua esposa, a Múmia, o Homem-Invisível, uma família de lobisomens e outros mais -, para comemorar o aniversário de 118 anos de sua filha Mavis (Selena Gomez). Para ele, reunir todos estes monstros legendários não é problema, mas seus planos podem ir por água abaixo quando um rapaz comum aparece no hotel e coloca os olhos em Mavis.

O roteiro tem uma sacada muito legal, mas não sei se suficiente para garantir continuações. A parte técnica é de altíssima qualidade, e os personagens divertidíssimos. O filme agrada todas as audiências e deixa um gostinho de quero mais. Uma grande animação, mas poderia investir mais no humor de cada personagem. Boa pedida para uma sessão em família.

Em tempo... o diretor é o mesmo que criou O Laboratório de Dexter, Samurai Jack, as Meninas Super Poderosas, e até Star Wars - Guerras Clônicas (entre outros), todos eles passaram pelo canal de TV a cabo Cartoon Network. Seu trabalho é conhecido, e é possível perceber que não sofre influencia de seus outros personagens.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Genndy Tartakovsky
Elenco: Vozes na versão original de: Adam Sandler, Selena Gomez, Steve Buscemi, Kevin James, David Spade
Produção: Michelle Murdocca
Roteiro: Dan Hageman, Kevin Hageman
Trilha Sonora: Mark Mothersbaugh
Duração: 93 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Sony Pictures Animation
Classificação: Livre

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Valente

Existem algumas situações, ou acontecimentos que transformam uma produção e fazem dela algo especial. Na parceria entre Disney e Pixar (ambos Disney, agora), o histórico é positivo. Foram grandes e atraentes animações, que reciclaram e transformaram o gênero. Mas ultimamente, ou desde que a Disney comprou a Pixar, as coisas não funcionam tão bem assim.

Valente é uma animação maravilhosa. Desenho de primeiríssima qualidade, com detalhes riquíssimos, cores vibrantes, e que agrega à história, personagens ricos e divertidíssimos. Mas quem vê o trailer, ou mesmo a capa do filme, imagina uma situação completamente diferente. É possível confundir a trama com a de Mulan, desenho animado, também da Disney, que conta a história de uma garota que cresce em um mundo masculino e quer mudar as tradições. Quer fazer parte do exército, e batalhar. Ok, as histórias não se parecem nem um pouco, talvez apenas pelo desejo de mudar as tradições, mas era de se esperar que Valente fosse uma produção com mais força, com mais apelo, com um roteiro muito mais intenso.

Não, a história não é ruim. O filme segue uma narrativa mais lenta e cansativa. Demora para engrenar. Se apega a detalhes e ao valor da mensagem. Mensagem de muito valor, diga-se de passagem. Perde a oportunidade de envolver e investir nas tiradas mais engraçadas, comum nas animações, e ganhar de vez o seu público. Como aconteceu em Enrolados. Mas essa lentidão, essa falta de graça e, até mesmo da valentia que dá nome à produção, torna o filme um pouco confuso. A ponto de assustar algumas das crianças da sala de cinema, pela força de certos personagens e passagens mais intensas. E fazer com que alguns adultos perguntem se o filme quer vender a ideia de que os filhos devem enfrentar seus pais. Nenhuma das duas situações está correta. O filme é muito mais profundo do que é possível imaginar, e por isso mesmo perde um pouco daquela ligação com as animações que comumente assistimos. Não é um primor, mas tende a ter características de muitas produções Disney. Daquelas que preferem vender uma mensagem positiva, a um momento de puro entretenimento.

Tecnicamente o filme é maravilhoso. Detalhes riquíssimos e personagens que agradam em cheio. Algumas tiradas engraçadas são, de fato, muito boas, e fazem todos rirem. Outras, que poderiam ser melhor exploradas, perdem força, e deixam o filme lento e desanimado. É o caso dos irmãos da princesa Mérida. Três garotos endiabrados que poderiam gerar muitos momentos de muitas risadas, mas que são pouco explorados na história. Têm um importante papel, mas os produtores, ou o diretor, perdem a oportunidade de lhes dar uma chance de transformar a trama.

No filme, Mérida (Keely Macdonald) é uma habilidosa e impetuosa arqueira, filha do rei Fergus (Billy Connolly) e da rainha Elinor (Emma Thompson). Determinada a trilhar o próprio caminho, ela desafia um antigo costume considerado sagrado pelos ruidosos senhores da terra: o imponente lorde MacGuffin (Kevin McKidd), o carrancudo Lorde Macintosh (Craig Ferguson) e o perverso lorde Dingwall (Robbie Coltrane). Involuntariamente, os atos de Mérida desencadeiam o caos e a fúria no reino e, quando ela se volta para uma velha feiticeira (Julie Walters) em busca de ajuda, tem um desejo mal-aventurado concedido. Os perigos resultantes a forçam a descobrir o significado da verdadeira valentia para poder desfazer o brutal curso dos acontecimentos, antes que seja tarde demais.


Uma animação interessante, diferente daquelas que costumam pulular pelos cinemas. Parece investir na mensagem da história, e perde pelo menos metade do filme explicando e dando detalhes que são desnecessários e chatos. Técnica perfeita, com muitos detalhes e cores enriquecem a produção, que perde força com sua história cheia de firulas que não valeriam tanta intensidade. Ainda assim, com boas sacadas de graça e com uma moral da história de muito valor. Pra assistir, mas sem a pretensão de ser como outras animações atuais, como Shrek, Madagascar, A Era do Gelo, entre outros.


Ainda em tempo, em Walt Disney - O triunfo da Imaginação Americana, Neal Gabler coloca em um dos capítulos, que Disney não se preocupava em fazer filmes para as crianças (já falei um pouco a respeito disso no blog). Creio ser o caso de Valente. Claro que Walt Disney já se foi, mas parece que sua influência cultural ainda é muito forte em algumas das produções que levam a assinatura de seus estúdios. Valente parece mesmo não ser um desenho para as crianças.


FICHA TÉCNICA
Diretor: Mark Andrews, Brenda Chapman
Elenco: Kelly Macdonald, Emma Thompson, Kevin McKidd, Billy Connolly, Robbie Coltrane, Julie Walters, John Ratzenberger, Craig Ferguson
Produção: Katherine Sarafian
Roteiro: Brenda Chapman, Irene Mecchi
Trilha Sonora: Patrick Doyle
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Disney
Estúdio: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Paramount anuncia novo departamento dedicado a animações



O estúdio Paramount anunciou nesta quarta-feira (6/7) que está inaugurando uma nova divisão na empresa dedicada à criação de animações, a Paramount Animation. Ela realizará filmes anualmente com orçamentos superiores a US$ 100 milhões.

Atualmente, a Paramount distribui as franquias de animação da DreamWorks, como Shrek, Kung Fu Panda, Madagascar e Como Treinar o seu Dragão, mas o estúdio não se envolvia na história e no desenvolvimento dos filmes. A expectativa é que as produções da Paramount Animation sejam realizadas integralmente por sua própria equipe criativa.

A primeira investida da companhia no setor foi Rango, animação dirigida por Gore Verbinski (Piratas do Caribe - No Fim do Mundo) e cujo personagem principal foi dublado por Johnny Depp (O Turista). O filme lucrou US$ 240 milhões mundialmente, dando certeza à empresa sobre a nova empreitada.

Segundo anúncio oficial, a decisão é resultado de um processo de seis anos trabalhando com marketing e distribuição na área, fazendo com que a criação de uma divisão específica para a elaboração dos desenhos fosse o "próximo passo lógico" para a empresa.

O primeiro lançamento oficial da Paramount Animation, que pode ser a adaptação dos quadrinhos The New Kid, está previsto para 2014.