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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Hotel Transilvânia

Pra recomeçar, depois das férias, nada como uma boa animação. Hotel Transilvânia funciona bem, tem altos detalhes técnicos, personagens carismáticos, boas piadas, e um roteiro que vai bem do começo ao fim. Não se trata de um Madagascar, ou um A Era do Gelo, mas ainda assim empolga.

O roteiro talvez seja o elo fraco do filme. Cai na velha máxima de tentar vender uma mensagem de fundo. Mas tantos filmes fazem isso. Não que esse detalhe enfraqueçe a trama, muito pelo contrário. Existem detalhes engraçados suficientes para compensar os momentos mais melosos. E um filme com teor mais familiar também não deixa de empolgar. Acontece que muitas vezes pode se esperar algo mais dinâmico e alucinado como emoutras animações, mas não é o caso por aqui.

Os personagens são o ponto forte do filme. Excelente ver uma readequação, ou uma repintura de vários personagens que fazem parte de tantas outras produções, principalmente de terror, em uma versão mais light, e com características mais humanas. Os diálogos e as piadinhas são deliciosas, deixando o filme seguir tranquilo do começo ao fim.

A narrativa é muito fluída, sem embaçar em detalhes desnecessários ou explicações complicadas. Quando se percebe, o filme acabou, e deixa um gostinho de quero mais. A parte técnica inclui grandes efeitos e apuradíssimo nível de animação. Os detalhes são muito ricos, e a combinação (e o excesso) de cores, deixa o filme ainda mais agradável.

Não tive a sorte de assistir o filme com a dublagem original. Animações com legenda, se tornaram raridade. Mas a versão em português não é tão ruim, embora eu ainda prefira o original. Creio que ambos os casos sirvam bem a todos os tipos de audiência. Só achei dispensável o detalhe 3D. Nada extraordinário, e em vários momentos foi possível tirar os óculos e ver o filme normalmente.

O filme conta que em um fim de semana especial, Drácula (Adam Sandler) convida para seu luxuoso resort cinco estacas alguns dos mais famosos monstros do mundo - Frankenstein (Kevin James) e sua esposa, a Múmia, o Homem-Invisível, uma família de lobisomens e outros mais -, para comemorar o aniversário de 118 anos de sua filha Mavis (Selena Gomez). Para ele, reunir todos estes monstros legendários não é problema, mas seus planos podem ir por água abaixo quando um rapaz comum aparece no hotel e coloca os olhos em Mavis.

O roteiro tem uma sacada muito legal, mas não sei se suficiente para garantir continuações. A parte técnica é de altíssima qualidade, e os personagens divertidíssimos. O filme agrada todas as audiências e deixa um gostinho de quero mais. Uma grande animação, mas poderia investir mais no humor de cada personagem. Boa pedida para uma sessão em família.

Em tempo... o diretor é o mesmo que criou O Laboratório de Dexter, Samurai Jack, as Meninas Super Poderosas, e até Star Wars - Guerras Clônicas (entre outros), todos eles passaram pelo canal de TV a cabo Cartoon Network. Seu trabalho é conhecido, e é possível perceber que não sofre influencia de seus outros personagens.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Genndy Tartakovsky
Elenco: Vozes na versão original de: Adam Sandler, Selena Gomez, Steve Buscemi, Kevin James, David Spade
Produção: Michelle Murdocca
Roteiro: Dan Hageman, Kevin Hageman
Trilha Sonora: Mark Mothersbaugh
Duração: 93 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Sony Pictures Animation
Classificação: Livre

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O céu não pode esperar



A reação das pessoas durante esse filme é o que mais marca. Como era de esperar, todos imaginavam que um filme com Rob Schneider fosse daquelas comédias comuns, cheia de detalhes escatológicos, alguns momentos de boas risadas, e o jeitão de sempre de Rob. Mas a medida que o filme vai passando, as pessoas começam a se perguntar: "esse cara fez um drama?". E é essa a dúvida que paira por todo o filme. Embora classificado como comédia, o filme arranca algumas poucas risadas amarelas de seus espectadores e, por fim, surpreende com o seu conteúdo mais dramático do que engraçado.

Entre uma coisa e outra a produção não vai bem para nenhum dos lados. É um filme comum, que provoca algumas reflexões, vende a mensagem de revisão de conceitos, mas no geral é uma história sem tempero. Curioso, mas com alguns elementos delirantes (ou vai me dizer que seria realmente necessário mandar gurus da Colômbia até os EUA para dizer a um camarada que ele precisa mudar o rumo da sua vida para que volte a ter neve no pico de uma montanha???), daqueles que tiram todo o valor da produção.

O elenco, além de Rob Schneider, que não se encaixa no gênero dramático, e como comediante começa a dar sinais de saturação, conta ainda com Steve Buscemi, velho parceiro de Rob e de outros comediantes contemporâneos, e Holland Taylor, a mãe de Charlie e Alan no seriado Two and a Half Men. Juntos, tentam salvar uma história que segue sem muito rumo.

No filme, uma tribo sagrada, que vive afastada do mundo, passa a eternidade na busca pelo Escolhido. Paul (Rob Schneider) é um homem de negócios em decadência que de uma maneira inesperada começa a ser venerado por membros desta tribo.

História sem muito fundamento, um elenco que sai da sua zona de conforto, em um filme que tem de tudo, menos o que promete, o lado cômico com boas doses de risadas. Confesso que me surpreendi. Não negativamente. Apenas não imaginava que Rob Schneider tivesse esses repentes mais sérios. Ao mesmo tempo, imaginei uma comédia baseada na já manjada "O céu pode esperar". Vale pela curiosidade da situação, mas como entretenimento, o filme é extremamente fraco.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Rob Schneider
Elenco: Steve Buscemi, Rob Schneider, Holland Taylor, Jack McGee, Brandon Molale, Peter Riegert, George Dzundza, Samantha Smith, Marcus Giamatti, Carolina Gómez, Sanny Van Heteren
Produção: Joe Q. Bretz, John Schneider, Rob Schneider, Boon Collins, Scott Dolezal
Roteiro: Rob Schneider, Boon Collins
Fotografia: Kees Van Oostrum
Trilha Sonora: Jeff Rona
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Costa Rica Production Support / Desperado Film / Deviant Films / From Out of Nowhere Productions / TapWater Entertainment

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Casa Monstro



Quem disse que uma animação não pode dar sustos? Nada de animação infantil, A Casa Monstro é uma produção voltada ao público mais adulto, capaz de assustar mesmo os mais acostumados. Não que seja um filme de terror, mas dentro do universo de animações mais animadas, esse filme tem um lado mais obscuro, que procura entreter por meio de sustos.

O uso de uma tecnologia especial (Real D), que utiliza o movimento de atores reais para então serem animados, dá uma nova perspectiva, mas apesar de querer impressionar e causar um efeito natural, não tem um acabamento que o aproxime do real, e também fica meio longe da qualidade de outras animações. O resultado não é ruim, mas causa um estranhamento, principalmente nas características de alguns personagens.

Algumas cenas lembram, inclusive, outras de filmes reais. O resultado é muito bom, apesar de a história querer aplicar uma espécie de epílogo quando tudo parece ter terminado. Com isso o filme se alonga demais, dá voltas com explicações que o espectador não precisaria, e deixa algumas dúvidas no ar.

No filme, três crianças atravessam para o outro lado da rua para desvendarem um mistério e viverem a maior aventura de suas vidas. DJ, a criança do outro lado da rua, é quem tem o plano. Jenny, a novata, tem a inteligência e Bocão, o melhor amigo de DJ, não tem a menor idéia de nada.

Uma produção interessante, com personagens previsíveis, mas uma temática inovadora para uma animação. Boa pedida para quem curte uns sustos leves. A história poderia ser mais curta, e menos cansativa, mas isso não tira tantos pontos do filme. Não se trata de um filme fantástico, como podem ser outras animações, mas ainda assim é uma boa pedida.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Gil Kenan
Elenco: Mitchel Musso, Sam Lerner, Spencer Locke, Steve Buscemi, Nick Cannon, Matthew Fahey, Maggie Gyllenhaal, Kathleen Turner, Jason Lee.
Produção: Jack Rapke, Steve Starkey
Roteiro: Dan Harmon, Gil Kenan, Pamela Pettler, Rob Schrab
Fotografia: Paul C. Babin, Xavier Pérez Grobet
Duração: 90 min.
Ano: 2006
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Sony Pictures Animation / Amblin Entertainment
Classificação: Livre