Mostrando postagens com marcador holland taylor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador holland taylor. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de março de 2013

O Show de Truman - O Show da Vida

17218Considero um dos melhores filmes estrelado por Jim Carrey. O filme foi lançado antes do sucesso e da chuva de reality shows que invadiriam a TV brasileira e mundial. É uma produção fantástica, com excelentes efeitos especiais, ótima fotografia, elenco de primeiríssima linha, e um roteiro justo, com começo, meio e fim bem definidos.

Além de Carrey, participam do filme Laura Linney, Ed Harris, Noah Emmerich, Natascha McElhone, Holland Taylor. A parte visual e musical são muito bem sacadas, e o ritmo do filme prende a atenção do espectador do começo ao fim.

Destaque positivo para a atuação de Carrey, que consegue ser engraçado sem apelar para as suas exageradas e repetitivas caretas. Consegue dosar os tons mais dramáticos com a graça necessária e arranca boas risadas. É um grande momento de sua carreira, e sinto que deveria se repetir mais vezes, embora ele tenha marcado sua carreira muito mais pelas caretas do que pelas boas atuações.

O roteiro é outro ponto que merece destaque. Uma história inteligente, com uma mensagem muito atual, e muito funcional. A narrativa é muito bem dosada e o filme consegue dosar boas piadas, com momentos mais sérios sem perturbar ou cansar o espectador.

O filme é uma crítica e também uma sátira da persuasiva manipulação da mídia. O vendedor de seguros Truman Burbank (Jim Carrey) tem todos os momentos da sua vida capturados por câmeras escondidas. Tudo é televisionado para uma audiência gigantesca, sem que ele saiba. Seus amigos e sua família são atores que lhe sorriem agradavelmente. Tudo não passa de uma farsa, incluindo a cidade onde vive e seu casamento com Meryl (Laura Linney). Aos 30 anos, Truman desconfia que há algo estranho em seu mundo, percebe que está preso num grande esquema que cerceia sua liberdade e tenta fugir. O filme teve 3 indicações ao Oscar e foi vencedor de 3 Globos de Ouro, incluindo o de melhor ator para Jim Carrey.
Um filme pra ser assistido por toda a família. Excelente parte técnica, ótimo elenco, com Jim Carrey atuando com seriedade e em um papel que traduz bem sua personalidade, com um roteiro magnífico. Entrega ao espectador exatamente o que promete, altas doses de entretenimento de altíssima qualidade. Ótimo filme para a matinê do final de semana, e até para o vídeo da noite. Pra assistir e repetir.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Peter Weir
Elenco: Jim Carrey, Laura Linney, Ed Harris, Noah Emmerich, Natascha McElhone, Holland Taylor.
Produção: Ed Feldman, Andrew Niccol, Scott Rudin, Adam Schroeder
Roteiro: Andrew Niccol
Fotografia: Peter Biziou
Trilha Sonora: Burkhard Dallwitz, Philip Glass
Duração: 102 min.
Ano: 1998
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O céu não pode esperar



A reação das pessoas durante esse filme é o que mais marca. Como era de esperar, todos imaginavam que um filme com Rob Schneider fosse daquelas comédias comuns, cheia de detalhes escatológicos, alguns momentos de boas risadas, e o jeitão de sempre de Rob. Mas a medida que o filme vai passando, as pessoas começam a se perguntar: "esse cara fez um drama?". E é essa a dúvida que paira por todo o filme. Embora classificado como comédia, o filme arranca algumas poucas risadas amarelas de seus espectadores e, por fim, surpreende com o seu conteúdo mais dramático do que engraçado.

Entre uma coisa e outra a produção não vai bem para nenhum dos lados. É um filme comum, que provoca algumas reflexões, vende a mensagem de revisão de conceitos, mas no geral é uma história sem tempero. Curioso, mas com alguns elementos delirantes (ou vai me dizer que seria realmente necessário mandar gurus da Colômbia até os EUA para dizer a um camarada que ele precisa mudar o rumo da sua vida para que volte a ter neve no pico de uma montanha???), daqueles que tiram todo o valor da produção.

O elenco, além de Rob Schneider, que não se encaixa no gênero dramático, e como comediante começa a dar sinais de saturação, conta ainda com Steve Buscemi, velho parceiro de Rob e de outros comediantes contemporâneos, e Holland Taylor, a mãe de Charlie e Alan no seriado Two and a Half Men. Juntos, tentam salvar uma história que segue sem muito rumo.

No filme, uma tribo sagrada, que vive afastada do mundo, passa a eternidade na busca pelo Escolhido. Paul (Rob Schneider) é um homem de negócios em decadência que de uma maneira inesperada começa a ser venerado por membros desta tribo.

História sem muito fundamento, um elenco que sai da sua zona de conforto, em um filme que tem de tudo, menos o que promete, o lado cômico com boas doses de risadas. Confesso que me surpreendi. Não negativamente. Apenas não imaginava que Rob Schneider tivesse esses repentes mais sérios. Ao mesmo tempo, imaginei uma comédia baseada na já manjada "O céu pode esperar". Vale pela curiosidade da situação, mas como entretenimento, o filme é extremamente fraco.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Rob Schneider
Elenco: Steve Buscemi, Rob Schneider, Holland Taylor, Jack McGee, Brandon Molale, Peter Riegert, George Dzundza, Samantha Smith, Marcus Giamatti, Carolina Gómez, Sanny Van Heteren
Produção: Joe Q. Bretz, John Schneider, Rob Schneider, Boon Collins, Scott Dolezal
Roteiro: Rob Schneider, Boon Collins
Fotografia: Kees Van Oostrum
Trilha Sonora: Jeff Rona
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Costa Rica Production Support / Desperado Film / Deviant Films / From Out of Nowhere Productions / TapWater Entertainment