Mostrando postagens com marcador procurando nemo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador procurando nemo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Bilheterias da América do Norte têm maior queda em uma década

As bilheterias de cinema da América do Norte registraram no fim de semana sua maior queda em mais de dez anos, e o filme com maior faturamento, o terror "Possessão", arrecadou menos de 10 milhões de dólares.
 
O começo de setembro é historicamente uma época ruim, na entressafra entre os grandes lançamentos do verão (boreal) e os filmes do final de ano.
 
Mas o resultado do último fim de semana foi excepcionalmente ruim -- um total estimado entre 65 e 68 milhões de dólares entre todos os filmes em cartaz nos EUA e Canadá.
 
Se confirmada, a cifra terá sido a pior desde o fim de semana de 21 a 23 de setembro de 2001 --duas semanas depois dos traumáticos atentados do 11 de Setembro nos EUA--, quando o total ficou em 59,7 milhões de dólares.
 
"É bem assustador quando o principal filme fatura só 9,5 milhões de dólares", disse Paul Dergarabedian, analista de bilheterias da Hollywood.com. "Esse é um dos fins de semana com pior faturamento em dez anos. No verão, havia filmes sozinhos que tinham fins de semana de estreia maiores do que todo o faturamento desse fim de semana."
 
Mas ele disse que há perspectiva de melhora, com a estreia do próximo episódio da série de terror "Resident Evil" e o relançamento em 3D de "Procurando Nemo".
 
O atual verão na América do Norte está sendo marcado por alguns fracassos de bilheterias que levaram a uma queda de 5 por cento no faturamento dos cinemas em comparação ao mesmo período de 2011.
 
Mas, no acumulado do ano, o resultado está 3 por cento acima do que era registrado na mesma época em 2011, chegando a 7,7 bilhões de dólares. O número de ingressos vendidos subiu 2 por cento.
Um dos poucos destaques positivos foi o documentário "2016: Obama's America", uma crítica ao atual governo dos EUA, que já faturou mais de 26 milhões de dólares -- segundo melhor resultado de um documentário político nos últimos anos, superado apenas por "Fahrenheit 11/9" (2004), de Michael Moore.
 
O único lançamento incluído entre os dez mais lucrativos foi o thriller "The Words", que somou 5 milhões de dólares. O filme, estrelado por Bradley Cooper e Zoe Saldana, foi produzido com apenas 6 milhões de dólares.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Pixar tornou Steve Jobs o maior acionista da Disney



O premiado estúdio de animação Pixar, que foi comprado da Lucasfilm e rebatizado – chamava-se Graphics Group – por Steve Jobs, em 1986, por US$ 10 milhões, acabaria transformando o cofundador da Apple no maior acionista individual da Disney. Isso porque, em 2006, após diversos atritos surgidos nas parcerias entre as duas companhias, a Disney pagou US$ 7,4 bilhões pela Pixar, parte do montante em ações ao empresário, que morreu ontem, vítima de câncer.

Após o anúncio da morte de Jobs, colegas da Pixar que lideram a empresa desde o tempo de sua fundação emitiram um comunicado, lamentando o fato. "Steve Jobs foi um visionário extraordinário, um amigo querido e uma luz guia para a família Pixar", diz um texto assinado por John Lasseter (atual chefe da parte de animação da Disney Pixar) e Ed Catmull (um dos diretores da empresa). "Ele enxergou o potencial do que poderia ser a Pixar antes de nós, e a levou além de onde qualquer um teria imaginado".

Antes de Jobs, a empresa era focada na produção e venda de equipamentos de informática (ou hardwares). Após a chegada do executivo, a Pixar revolucionou a computação gráfica e passou a colecionar diversos prêmios Oscar com animações como "Carros" (2006), "Toy Story" (1995) e "Procurando Nemo" (2003).

O CEO da Disney também lamentou a morte de Jobs, que era membro do conselho da tradicional gigante dos desenhos animados. “Steve Jobs era um grande amigo e um conselheiro confiável”, disse Bob Iger. “Seu legado se estenderá muito além dos produtos que ele criou ou dos negócios que construiu. (...) Steve era dono de imensa originalidade, criatividade sem limites e de uma mente imaginativa que definiu uma era”, disse.

Ao vender a Pixar, Jobs disse que a Disney era a única empresa que tinha “animação em seu DNA”. Desde então, o estúdio lançou bem sucedidas sequências de "Carros" e "Toy Story", além de novos títulos premiados como "Up - Altas Aventuras" (2009), vencedor do Oscar de melhor animação e melhor trilha sonora em 2010.