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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Resident Evil 5: Retribuição

246480Ao assistir Resident Evil 5: Retribuição, fico imaginando quando foi que a série Resident Evil se perdeu?!?! Ainda achava um dos filmes menos ruins de zumbis, por envolver boas doses de ação, uma atmosfera dark que realmente funcionava, e até assustava mas, assim como a série de jogos, Resident Evil parece ter se perdido no desejo de se tornar muito complexo.

A parte visual e técnica ainda é um grande destaque para o filme. Excelente fotografia, grandes efeitos visuais, e que realmente dão valor ao produto final. No mais, o filme é só um grande apanhado de gente tentando explicar algo que ia bem enquanto ninguém explicava nada.

Óbvio que Milla Jovovich ainda é um grande destaque dentro do elenco. Elenco? Pois é... adicionaram vários personagens, que pouco acrescentam à trama. Você sabe que boa parte deles morreu ou ainda morrerá, mas isso também não importa, já que agora a história está repleta de clones e "ressuscitados" que uma hora ou outra ressurgirá no meio de toda a ação.

A história se perdeu. Eu ainda prefiro um filme que segue em 5, 7, ou 10 partes sem querer se explicar, a outro que depois do terceiro capítulo decide mostrar todas as suas origens, para justificar o que aconteceu em sua primeira parte, que rolou 5 (ou mais) anos atrás. Lastimável! O roteiro segue detalhando acontecimentos que pouco explicam e, no final, termina sem ter feito nada.

É muito simples. Quem gosta de Resident Evil o faz por causa de sua ação, de ver como os zumbis podem ser ágeis e até inteligentes, apesar de mortos, de seus movimentos e jogadas de câmera à la Matrix, mas com uma personalidade própria, sem se apegar a detalhes como saber que antes do episódio ZERO do filme existia um vírus que misturado à água salgada e nitrogênio líquido poderia criar um zumbi mutante de oito braços que parecia o super homem (OK, essa foi por minha conta, você não encontrará esse cara no filme...). Enfim... mais ação, e menos explicação. Isso faria, ou deixaria, a série Resident Evil ainda agradável aos seus espectadores, mesmo aqueles que nem curtem tanto assim o gênero terror (ou quase isso).

No filme, o mortal vírus T, da Umbrella Corporation, continua a desvastar o planeta Terra, transformando a população em mortos-vivos. A última esperança da raça humana, Alice (Milla Jovovich), acorda no coração de um escritório clandestino da Umbrella e revela mais de seu passado misterioso. Sem um refúgio seguro, Alice continua sua busca pelos responsáveis pelo surto na Terra; uma busca que a leva de Tóquio para Nova York, Washington e Moscou, culminando em uma revelação que a forçará a repensar tudo o que um dia achou que fosse verdade. Auxiliada por novos aliados e velhos amigos, Alice precisa lutar para sobreviver e escapar de um mundo hostil à beira do esquecimento.

A promessa é de muita ação, muita luta, muito zumbi, e muita porrada em zumbi. No entanto o filme se perde em explicações filosóficas de existência após a invasão zumbi. Talvez para os grandes fãs da série sejam detalhes imperdíveis, mas para quem procura entretenimento, e um filme com bons sustos, a coisa toda fica chata e sem sentido. O aspecto visual ainda é o ponto mais forte. Se é a sua praia, vá em frente. Se você nem é tão fã assim, ou procura algo mais assustador, passe longe.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Paul W. S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Sienna Guillory, Michelle Rodriguez, Aryana Engineer, Bingbing Li, Boris Kodjoe, Johann Urb, Robin Kasyanov, Kevin Durand, Ofilio Portillo, Oded Fehr, Colin Salmon, Shawn Roberts, Toshio Oki, Takato Yamashita, Mika Nakashima, Megan Charpentier, Ave Merson-O'Brian, Ryan Olubowale, Kevin Shad, Razaaq Adoti, Kim Coates, Martin Crewes, Iain Glen, Sandrine Holt, Thomas Kretschmann, Ali Larter, Spencer Locke, Eric Mabius, Wentworth Miller, James Purefoy, Norman Yeung, Anna Bolt, Indra Ové, Joseph May, Heike Makatsch, Liz May Brice, Pasquale Aleardi, Parys Sylver, Amanda Dyar, Chris Sullins
Produção: Paul W. S. Anderson, Jeremy Bolt, Don Carmody
Roteiro: Paul W.S. Anderson
Fotografia: Glen MacPherson
Trilha Sonora: tomandandy
Duração: 97 min.
Ano: 2012
País: Alemanha/ EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Constantin Film International / Davis Films/Impact Pictures (RE5)
Classificação: 16 anos


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Bilheterias da América do Norte têm maior queda em uma década

As bilheterias de cinema da América do Norte registraram no fim de semana sua maior queda em mais de dez anos, e o filme com maior faturamento, o terror "Possessão", arrecadou menos de 10 milhões de dólares.
 
O começo de setembro é historicamente uma época ruim, na entressafra entre os grandes lançamentos do verão (boreal) e os filmes do final de ano.
 
Mas o resultado do último fim de semana foi excepcionalmente ruim -- um total estimado entre 65 e 68 milhões de dólares entre todos os filmes em cartaz nos EUA e Canadá.
 
Se confirmada, a cifra terá sido a pior desde o fim de semana de 21 a 23 de setembro de 2001 --duas semanas depois dos traumáticos atentados do 11 de Setembro nos EUA--, quando o total ficou em 59,7 milhões de dólares.
 
"É bem assustador quando o principal filme fatura só 9,5 milhões de dólares", disse Paul Dergarabedian, analista de bilheterias da Hollywood.com. "Esse é um dos fins de semana com pior faturamento em dez anos. No verão, havia filmes sozinhos que tinham fins de semana de estreia maiores do que todo o faturamento desse fim de semana."
 
Mas ele disse que há perspectiva de melhora, com a estreia do próximo episódio da série de terror "Resident Evil" e o relançamento em 3D de "Procurando Nemo".
 
O atual verão na América do Norte está sendo marcado por alguns fracassos de bilheterias que levaram a uma queda de 5 por cento no faturamento dos cinemas em comparação ao mesmo período de 2011.
 
Mas, no acumulado do ano, o resultado está 3 por cento acima do que era registrado na mesma época em 2011, chegando a 7,7 bilhões de dólares. O número de ingressos vendidos subiu 2 por cento.
Um dos poucos destaques positivos foi o documentário "2016: Obama's America", uma crítica ao atual governo dos EUA, que já faturou mais de 26 milhões de dólares -- segundo melhor resultado de um documentário político nos últimos anos, superado apenas por "Fahrenheit 11/9" (2004), de Michael Moore.
 
O único lançamento incluído entre os dez mais lucrativos foi o thriller "The Words", que somou 5 milhões de dólares. O filme, estrelado por Bradley Cooper e Zoe Saldana, foi produzido com apenas 6 milhões de dólares.

terça-feira, 17 de julho de 2012

A hora da Escuridão

A Hora da Escuridão não é necessariamente um filme de terror, embora a ficha técnica o avalie como tal. Na melhor das hipóteses é uma produção com algum fundo de suspense. Daqueles que exigem muito esforço, por parte do seu espectador, para que aconteça o menor dos arrepios de susto ou preocupação com seu enredo.

O filme é fraco. Simples assim. Mesmo a melhor das intenções de parecer qualquer filme que trate a invasão do planeta por seres psicodélicos que querem destruir a vida terrestre e fugir com todos os recursos naturais, não consegue deixar a história mais animada. Tudo é muito dark, sem sentido, com passagens estranhas e sem significado algum.

O elenco é cheio de novidades, mas ninguém que segure a onda com uma atuação extraordinária. Parecem esquecer que estão atuando para um filme, se apegando a diálogos fracos, e ação que não resolve. Tudo acaba em choradeira, pela própria ignorância e falsa coragem dos personagens.

Os efeitos especiais não dão força à trama, e às vezes tudo parece uma imitação de Eu Sou a Lenda ou até um Resident Evil, mas com qualidade muitíssimo inferior. Lugares abandonados, em uma Europa bem estranha, e seres que saem da escuridão para transformar em purpurina tudo e todos. E pra coroar, um roteiro pra lá de bagunçado. 

O filme conta que após sair de uma festa em um clube de Moscou, cinco jovens descobrem que a Terra está sob ataque de uma estranha raça de alienígenas invisíveis. Então, resta a eles defender o planeta contra esta ameaça interestelar e liderar uma luta pela sua própria sobrevivência.

Não é um filme para qualquer estômago. Fica longe do terror, e mesmo o pouco suspense oferecido não agrada em nada. Elenco fraco, efeitos desnecessários ou sem rumo, e uma história absurda e cansativa. Existem outras opções muito melhores do que A Hora da Escuridão. A menos que você encare qualquer filme com bom humor, mesmo que o andamento não seja dos melhores, então vale o risco. Mas se você prefere não perder tempo com bobagens, fique longe.

FICHA TÉCNICA


Diretor: Chris Gorak
Elenco: Emile Hirsch, Olivia Thirlby, Rachael Taylor, Joel Kinnaman, Max Minghella, Veronika Ozerova, Dato Bakhtadze, Yuriy Kutsenko, Nikolay Efremov, Vladimir Jaglich
Produção: Timur Bekmambetov, Tom Jacobson
Roteiro: Leslie Bohem, M. T. Ahern, Jon Spaihts
Fotografia: Scott Kevan
Trilha Sonora: Tyler Bates
Duração: 92 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Regency Enterprises
Classificação: 12 anos

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

SCREAM Awards 2011



Foram anunciados, no dia 18/10 (o evento foi gravado no dia 15/10), os vencedores do SCREAM Awards. Destaques em filmes de fantasia, horror, ficção científica e suspense foram premiados, assim como aqueles que chamaram atenção nas histórias em quadrinhos.

O grande vencedor da noite foi Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, que levou pra casa o maior prêmio da noite, The Ultimate Scream, e melhor roteiro, ator, vilão, efeitos especiais e cena mais incrível do ano.

Confira a lista completa dos vencedores:

THE ULTIMATE SCREAM
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

MELHOR FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA
Super 8

MELHOR FILME DE FANTASIA
X-Men: Primeira Classe

MELHOR FILME DE HORROR
Deixe-Me Entrar

MELHOR THRILLER
Sem Limites

MELHOR PROGRAMA DE TV
Game of Thrones

MELHOR DIRETOR
Darren Aronofsky (Cisne Negro)

MELHOR SCREAM-PLAY
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

MELHOR CENA DE PERSEGUIÇÃO
Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas

MELHOR ATRIZ DO GÊNERO FANTASIA
Natalie Portman (Cisne Negro)

MELHOR ATOR DO GÊNERO FANTASIA
Daniel Radcliffe (Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2)

MELHOR ATRIZ DO GÊNERO FICÇÃO CIENTÍFICA
Milla Jovovich (Resident Evil 4)

MELHOR ATOR DO GÊNERO FICÇÃO CIENTÍFICA
Matt Smith (Doctor Who)

MELHOR ATRIZ DO GÊNERO HORROR
Chloë Grace Moretz (Deixe-Me Entrar)

MELHOR ATOR DO GÊNERO HORROR
Alexander Skarsgård (True Blood)

MELHOR VILÃO
Ralph Fiennes como Lord Voldemort (Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2)

MELHOR SUPER-HERÓI
Chris Evans como Capitão América (Capitão América: O Primeiro Vingador)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Mila Kunis (Cisne Negro)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Peter Dinklage (Game of Thrones)

REVELAÇÃO FEMININA
Emilia Clarke (Game of Thrones)

REVELAÇÃO MASCULINA
Joe Manganiello (True Blood)

MELHOR PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
Hugh Jackman (X-Men: Primeira Classe)

MELHOR ELENCO
True Blood

MUTILAÇÃO MEMORÁVEL
Escalpelado vivo por motor de barco (Piranha 3D)

MELHOR LUTA DO ANO
Batalha final: Scott Pilgrim vs. Gideon Graves (Scott Pilgrim Contra o Mundo)

CENA MAIS INCRÍVEL DO ANO
A sala do Fiendyfire (Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2)

MELHOR FILME INDEPENDENTE
Monstros

MELHOR FILME EM 3D
Transformers: O Lado Oculto da Lua

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

MELHOR REVISTA EM QUADRINHOS
The Walking Dead (Os Mortos-Vivos)

MELHOR ESCRITOR DE QUADRINHOS
Ed Brubaker (Captain America, The Marvels Project, Steve Rogers: Super Soldier)

MELHOR DESENHISTA DE QUADRINHOS
John Romita, Jr. (Vingadores, Kick-Ass 2)

MELHOR FILME BASEADO EM QUADRINHOS
Scott Pilgrim Contra o Mundo

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Sucessos que ganharam as telonas

Esse talvez seja um assunto bastante intrigante, e que exija uma discussão bastante longa mas, o que leva os produtores e estúdios de cinema a acreditarem que histórias de sucesso como brinquedos ou jogos eletrônicos farão sucesso nos cinemas?

Não me refiro a adaptações de obras literárias, ou remakes baseados em produções anteriores (filmes antigos ou seriados). Os exemplos são numerosos. Alguns com o final feliz, outros, nem tanto. São jogos de videogames ou computadores, e linhas de brinquedos que ganharam as telonas, no intuito de explorar o sucesso que já existia.

Muitas vezes são produções precárias, com um elenco de nomes famosos (na maioria), mas roteiros muito fracos, que não agregam valor ao nome e se transformam em fiascos.

Vamos aos exemplos. Mortal Kombat, um jogo de sucesso, chegou às telonas apostando alto no formato dos filmes de lutas, mas era (e ainda é) um filme feio, com uma narrativa confusa, e que não chegou a ser um sucesso.

O encanador Mario também arriscou nos cinemas, em Super Mario Bros, com nomes conhecidos como Bob Hoskins, Dennis Hopper e John Lequizamo. Não agradou, e sua bilheteria não cobriu nem os gastos com a produção. O filme é horroroso, e não consegue repetir o charme dos jogos.

Street Fighter, outro clássico dos games de luta que se tornou um fiasco nos cinemas. Raul Julia até tentou, mas Van Damme, cá entre nós, não dá. Nem em 1994, quando o filme foi lançado. O resultado? Fracasso total.

Doom não é tão antigo, e tenta explorar o sucesso do jogo de tiros em primeira pessoa. Confesso que não consegui assistir inteiro. E pelo visto não fui o único. Também não cobriu os gastos de produção.

Por outro lado, existem os exemplos mais positivos. Tomb Raider era um hit dos computadores que foi bem assimilado pelos aficionados dos cinemas. Acho que mais pela presença de Angelina Jolie. A história nem era grande coisa, nem a atuação de Angelina, mas o filme foi bem, embora não tenha conseguido criar a mesma atmosfera do game. A continuação, no entanto, não correspondeu.

Resident Evil, com Milla Jovovich, também foi bem nas telonas, e se transformou em série. Não é meu estilo preferido de filme, mas consigo assistir na boa. Não é daqueles filmes de terror que exploram a dor e abusam do sangue (bom, talvez só um pouquinho). Acho que caiu um pouco a qualidade nas sequências, mas ainda vende bem.

Temos também Transformers, da série de brinquedos. Dirigido por Michael Bay, com Shia LaBeouf e Megan Fox, que é um caso à parte. O filme é bem produzido, com muitos efeitos, boa quantidade de ação (embora algumas vezes não se saiba quem é do bem e quem é do mal), atraiu a legião de fãs dos colecionáveis, mas está entre o sucesso e o fracasso. Todos querem ver o filme, mas ele não agrada do jeito que deveria. É um daqueles casos de amor e ódio.

O mesmo acontece com G.I. Joe. Os brinquedos são sucesso até hoje (um pouco menos no Brasil, já que os preços não ajudam), e o filme tem uma produção boa, um elenco bem coeso e funcional, e uma dose bem agradável de ação e efeitos, mas não fez o sucesso imaginado. Também é daqueles que deixa a história sem fim, mas que a continuação não é garantia de sucesso ou qualidade.

Os exemplos são muitos, com Final Fantasy (horroroso), Double Dragon (lastimável), Barbie (ainda não vi), e muitos mais. E as produções desse estilo de filmes não para por aqui. Nomes como Smurfs, Thundercats (esse está difícil), He-man, e tantos outros devem chegar aos cinemas em breve. E embora tenham feito sucesso no passado, não significa garantia de diversão. Se depender dos exemplos passados, a tendência pode não ser boa. E você, o que acha? É uma boa ideia investir em filmes baseados em games e brinquedos? Mande a sua opinião.