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terça-feira, 17 de julho de 2012

A hora da Escuridão

A Hora da Escuridão não é necessariamente um filme de terror, embora a ficha técnica o avalie como tal. Na melhor das hipóteses é uma produção com algum fundo de suspense. Daqueles que exigem muito esforço, por parte do seu espectador, para que aconteça o menor dos arrepios de susto ou preocupação com seu enredo.

O filme é fraco. Simples assim. Mesmo a melhor das intenções de parecer qualquer filme que trate a invasão do planeta por seres psicodélicos que querem destruir a vida terrestre e fugir com todos os recursos naturais, não consegue deixar a história mais animada. Tudo é muito dark, sem sentido, com passagens estranhas e sem significado algum.

O elenco é cheio de novidades, mas ninguém que segure a onda com uma atuação extraordinária. Parecem esquecer que estão atuando para um filme, se apegando a diálogos fracos, e ação que não resolve. Tudo acaba em choradeira, pela própria ignorância e falsa coragem dos personagens.

Os efeitos especiais não dão força à trama, e às vezes tudo parece uma imitação de Eu Sou a Lenda ou até um Resident Evil, mas com qualidade muitíssimo inferior. Lugares abandonados, em uma Europa bem estranha, e seres que saem da escuridão para transformar em purpurina tudo e todos. E pra coroar, um roteiro pra lá de bagunçado. 

O filme conta que após sair de uma festa em um clube de Moscou, cinco jovens descobrem que a Terra está sob ataque de uma estranha raça de alienígenas invisíveis. Então, resta a eles defender o planeta contra esta ameaça interestelar e liderar uma luta pela sua própria sobrevivência.

Não é um filme para qualquer estômago. Fica longe do terror, e mesmo o pouco suspense oferecido não agrada em nada. Elenco fraco, efeitos desnecessários ou sem rumo, e uma história absurda e cansativa. Existem outras opções muito melhores do que A Hora da Escuridão. A menos que você encare qualquer filme com bom humor, mesmo que o andamento não seja dos melhores, então vale o risco. Mas se você prefere não perder tempo com bobagens, fique longe.

FICHA TÉCNICA


Diretor: Chris Gorak
Elenco: Emile Hirsch, Olivia Thirlby, Rachael Taylor, Joel Kinnaman, Max Minghella, Veronika Ozerova, Dato Bakhtadze, Yuriy Kutsenko, Nikolay Efremov, Vladimir Jaglich
Produção: Timur Bekmambetov, Tom Jacobson
Roteiro: Leslie Bohem, M. T. Ahern, Jon Spaihts
Fotografia: Scott Kevan
Trilha Sonora: Tyler Bates
Duração: 92 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Regency Enterprises
Classificação: 12 anos

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Speed Racer



Esse filme estava passando esse final de semana na TV, e lembrei de quando fui vê-lo no cinema. Filas intermináveis, marmanjos fãs da série original do desenho dos anos 1960, e aquela criançada, meio que empurrada pelos pais, para assistir o filme que representava um desenho que, com certeza, marcou a infância de muitos. Na porta do cinema havia uma réplica bonita do Mach 5 e, claro, muita gente posando ao lado do veículo dos "sonhos".

Mas os comportamentos durante o filme me chamaram a atenção. Tirando uma dupla que comentava com detalhes cada passagem, comparando ao desenho original, a criançada parecia pouco interessada, e os marmanjos não pareciam muito encantados com o resultado do filme. E, exceto pelo momento de lançamento, o filme caiu em um limbo esquisito, sendo esquecido, ou nem mesmo comentado pelos especialistas da área.

A verdade é uma só. Apesar de o filme ter um apelo visual fantástico, e até representar com certa maestria o desenho animado, a aparência poluída e muito ligada ao de gráficos de video games perturbou muitos espectadores. Com isso, muitos criticaram alguns exageros e, principalmente, o excesso de cores do filme.

Mesmo com um elenco com nomes como Emile Hirsch, Susan Sarandon, Christina Ricci, Matthew Fox, e John Goodman, os personagens não tem o apelo necessário para haver uma conexão com o espectador. É o típico caso de produções que sem os efeitos não conseguem se segurar apenas com as atuações de seu elenco.

E na parte de efeitos o filme usa e abusa. Com sucesso, arrisco dizer. Muitas cenas, mesmo que pareçam absurdas, reproduzem a maluquice que acontecia nos desenhos. Muita fragmentação, trocas incessantes de cenas e tomadas, tudo para adicionar ainda mais cor e velocidade à produção.

No filme, Speed Racer (Emile Hirsch) tenta honrar a memória do irmão Rex (Scott Porter), morto na pista de corrida. Quando Speed recusa uma oferta milionária da Royalton Industries para ser seu piloto, ele não só enfurece o dono da companhia como descobre um segredo: algumas das maiores corridas do circuito estão sendo arranjadas. O único jeito de Speed salvar o negócio de sua família é se unir ao rival Corredor X (Matthew Fox) e vencer The Crucible, rali que atravessa o país e desafia a morte.

Um filme saudosista, mas para poucos. Particularmente, sou daqueles que não se empolgaram com o resultado final da produção. O filme é cansativo e confuso. Um show de efeitos e cores, mas sem muita força. Personagens sem apelo e, por fim, um roteiro fraco e previsível. Se você curtiu a série e gosta de filmes sem muito sentido, é pedida certa. Caso contrário, pode passar bem longe.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Andy Wachowski, Larry Wachowski
Elenco: Emile Hirsch, Susan Sarandon, Christina Ricci, Matthew Fox, Scott Porter, John Goodman, Richard Roundtree, Benno Fürmann, Hiroyuki Sanada, Christian Oliver, Cosma Shiva Hagen, Paulie Litt.
Produção: Larry Wachowski, Andy Wachowski, Grant Hill, Joel Silver
Roteiro: Tatsuo Yoshida, Christian Gudegast
Fotografia: David Tattersall
Duração: 132 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Silver Pictures
Classificação: 10 anos