Mostrando postagens com marcador Mortal Kombat. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mortal Kombat. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de junho de 2010

11 filmes baseados em games cobriram custos de produção

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo chegou aos cinemas brasileiros na quinta-feira (4/6) e levanta a seguinte questão: do ponto de vista financeiro, é um bom negócio levar games consagrados ao cinema? O Cineclick investigou os números das adaptações em live-action (não contam animações) para encontrar respostas à pergunta.

A primeira versão cinematográfica com atores de um game aconteceu em 1993: Chao ji xue xiao ba wang, uma obscura adaptação vinda de Hong Kong para uma das franquias mais respeitadas dos jogos, Street Fighter.

Desde então, foram produzidos 35 longas-metragens em live-action. A lista de prejuízos é grande: apenas 11 filmes – ou 31%– arrecadaram mundialmente um valor maior do que os gatos de produção. Se fizermos um filtro ainda mais rígido, apenas nove filmes conseguiram arrecadar o dobro do orçamento.

No caminho, rastros de desastres de bilheteria, muitos filmes que “apenas” ficaram no vermelho e raras exceções de sucessos estrondosos. A lista das tristezas conta com ilustres como BloodRayne, que custou US$ 25 milhões, mas arrecadou apenas US$ 3,6 milhões. Ou Super Mario Bros., para o qual foram gastos US$ 48 milhões, mas lucrou menos da metade, US$ 20 milhões. Ou também Postal que arrecadou apenas 1% (US$ 146 mil) do orçamento (US$ 15 milhões).

Em 17 anos, Hollywood presenciou pouquíssimos sucessos retumbantes de adaptações vindas do videogame. O grande exemplo é Lara Croft: Tomb Raider , de 2001, que custou US$ 115 milhões e, graças também à presença de Angelina Jolie como heroína, rendeu US$ 274 milhões.

Apesar de a aventura liderar a arrecadação de adaptações, proporcionalmente o maior sucesso que uniu cinema e videogame é Mortal Kombat – O Filme. Lançado em 1995, o filme de pancadaria teve o discreto orçamento de US$ 18 milhões e arrecadou quase sete vezes mais (US$ 122 milhões).

O que esperar em 2010

As esperanças de reverter o histórico de resultados negativos de bilheteria (e de qualidade cinematográfica) em 2010 estão depositadas especialmente em dois filmes.

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo tem um enorme desafio nas mãos: recuperar os US$ 200 milhões na produção, maior orçamento da história de adaptações cinematográficas de games. Os primeiros passos rascunham um futuro razoável: no fim de semana de estreia nos Estados Unidos, arrecadou US$ 30 milhões, que coloca a aventura com Jake Gyllenhaal como a 9ª maior abertura da história entre as adaptações de game. Ao redor do mundo, já são US$ 138 milhões.

A outra expectativa está em torno da única franquia vinda dos games realmente consolidada, Resident Evil. O quarto capítulo, Afterlife, estreia apenas em setembro nos Estados Unidos e no Brasil. Quando estreou em 2002, O Hóspede Maldito arrecadou o triplo do orçamento, lucro parecido com a da sequência Apocalipse e do terceiro capítulo A Exintção.

Entre 2010 e 2013, esperam-se 32 produções, entre elas algumas adiantadas, como Kane & Lynch, ou eternas novelas, no caso de Castlevania. De qualquer forma, o cinema tem olhado cada vez para os games .

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Sucessos que ganharam as telonas

Esse talvez seja um assunto bastante intrigante, e que exija uma discussão bastante longa mas, o que leva os produtores e estúdios de cinema a acreditarem que histórias de sucesso como brinquedos ou jogos eletrônicos farão sucesso nos cinemas?

Não me refiro a adaptações de obras literárias, ou remakes baseados em produções anteriores (filmes antigos ou seriados). Os exemplos são numerosos. Alguns com o final feliz, outros, nem tanto. São jogos de videogames ou computadores, e linhas de brinquedos que ganharam as telonas, no intuito de explorar o sucesso que já existia.

Muitas vezes são produções precárias, com um elenco de nomes famosos (na maioria), mas roteiros muito fracos, que não agregam valor ao nome e se transformam em fiascos.

Vamos aos exemplos. Mortal Kombat, um jogo de sucesso, chegou às telonas apostando alto no formato dos filmes de lutas, mas era (e ainda é) um filme feio, com uma narrativa confusa, e que não chegou a ser um sucesso.

O encanador Mario também arriscou nos cinemas, em Super Mario Bros, com nomes conhecidos como Bob Hoskins, Dennis Hopper e John Lequizamo. Não agradou, e sua bilheteria não cobriu nem os gastos com a produção. O filme é horroroso, e não consegue repetir o charme dos jogos.

Street Fighter, outro clássico dos games de luta que se tornou um fiasco nos cinemas. Raul Julia até tentou, mas Van Damme, cá entre nós, não dá. Nem em 1994, quando o filme foi lançado. O resultado? Fracasso total.

Doom não é tão antigo, e tenta explorar o sucesso do jogo de tiros em primeira pessoa. Confesso que não consegui assistir inteiro. E pelo visto não fui o único. Também não cobriu os gastos de produção.

Por outro lado, existem os exemplos mais positivos. Tomb Raider era um hit dos computadores que foi bem assimilado pelos aficionados dos cinemas. Acho que mais pela presença de Angelina Jolie. A história nem era grande coisa, nem a atuação de Angelina, mas o filme foi bem, embora não tenha conseguido criar a mesma atmosfera do game. A continuação, no entanto, não correspondeu.

Resident Evil, com Milla Jovovich, também foi bem nas telonas, e se transformou em série. Não é meu estilo preferido de filme, mas consigo assistir na boa. Não é daqueles filmes de terror que exploram a dor e abusam do sangue (bom, talvez só um pouquinho). Acho que caiu um pouco a qualidade nas sequências, mas ainda vende bem.

Temos também Transformers, da série de brinquedos. Dirigido por Michael Bay, com Shia LaBeouf e Megan Fox, que é um caso à parte. O filme é bem produzido, com muitos efeitos, boa quantidade de ação (embora algumas vezes não se saiba quem é do bem e quem é do mal), atraiu a legião de fãs dos colecionáveis, mas está entre o sucesso e o fracasso. Todos querem ver o filme, mas ele não agrada do jeito que deveria. É um daqueles casos de amor e ódio.

O mesmo acontece com G.I. Joe. Os brinquedos são sucesso até hoje (um pouco menos no Brasil, já que os preços não ajudam), e o filme tem uma produção boa, um elenco bem coeso e funcional, e uma dose bem agradável de ação e efeitos, mas não fez o sucesso imaginado. Também é daqueles que deixa a história sem fim, mas que a continuação não é garantia de sucesso ou qualidade.

Os exemplos são muitos, com Final Fantasy (horroroso), Double Dragon (lastimável), Barbie (ainda não vi), e muitos mais. E as produções desse estilo de filmes não para por aqui. Nomes como Smurfs, Thundercats (esse está difícil), He-man, e tantos outros devem chegar aos cinemas em breve. E embora tenham feito sucesso no passado, não significa garantia de diversão. Se depender dos exemplos passados, a tendência pode não ser boa. E você, o que acha? É uma boa ideia investir em filmes baseados em games e brinquedos? Mande a sua opinião.