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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Oscars Honorários foram entregues no último sábado, em Los Angeles

Na noite do último sábado (1), em Los Angeles, aconteceu a cerimônia de entrega dos Oscars Honorários. São prêmios geralmente desconhecidos do grande público, mas que fazem a diferença nas telonas.

Há quatro anos estes prêmios foram separados da cerimônia tradicional e deixaram de ser televisionados. Tom Hanks, Quentin Tarantino, Steven Spielberg e o documentarista Michael Moore compareceram ao evento, além de outros cineastas e celebridades hollywoodianas.

Algumas partes do evento poderão ser incluídas e transmitidas na noite de entrega do Oscar, que acontece no dia 24 de fevereiro de 2013.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Bilheterias da América do Norte têm maior queda em uma década

As bilheterias de cinema da América do Norte registraram no fim de semana sua maior queda em mais de dez anos, e o filme com maior faturamento, o terror "Possessão", arrecadou menos de 10 milhões de dólares.
 
O começo de setembro é historicamente uma época ruim, na entressafra entre os grandes lançamentos do verão (boreal) e os filmes do final de ano.
 
Mas o resultado do último fim de semana foi excepcionalmente ruim -- um total estimado entre 65 e 68 milhões de dólares entre todos os filmes em cartaz nos EUA e Canadá.
 
Se confirmada, a cifra terá sido a pior desde o fim de semana de 21 a 23 de setembro de 2001 --duas semanas depois dos traumáticos atentados do 11 de Setembro nos EUA--, quando o total ficou em 59,7 milhões de dólares.
 
"É bem assustador quando o principal filme fatura só 9,5 milhões de dólares", disse Paul Dergarabedian, analista de bilheterias da Hollywood.com. "Esse é um dos fins de semana com pior faturamento em dez anos. No verão, havia filmes sozinhos que tinham fins de semana de estreia maiores do que todo o faturamento desse fim de semana."
 
Mas ele disse que há perspectiva de melhora, com a estreia do próximo episódio da série de terror "Resident Evil" e o relançamento em 3D de "Procurando Nemo".
 
O atual verão na América do Norte está sendo marcado por alguns fracassos de bilheterias que levaram a uma queda de 5 por cento no faturamento dos cinemas em comparação ao mesmo período de 2011.
 
Mas, no acumulado do ano, o resultado está 3 por cento acima do que era registrado na mesma época em 2011, chegando a 7,7 bilhões de dólares. O número de ingressos vendidos subiu 2 por cento.
Um dos poucos destaques positivos foi o documentário "2016: Obama's America", uma crítica ao atual governo dos EUA, que já faturou mais de 26 milhões de dólares -- segundo melhor resultado de um documentário político nos últimos anos, superado apenas por "Fahrenheit 11/9" (2004), de Michael Moore.
 
O único lançamento incluído entre os dez mais lucrativos foi o thriller "The Words", que somou 5 milhões de dólares. O filme, estrelado por Bradley Cooper e Zoe Saldana, foi produzido com apenas 6 milhões de dólares.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A crise americana explicada por Michael Moore



Não sei se Michael Moore pode ser definido como um grande cineasta. Acredito mais na hipótese de ele ser um grande contador de histórias, com muita coragem, e uma câmera na mão. A diferença? Bom, sem discutir a qualidade das suas produções, sempre impecáveis, diga-se de passagem, ele vende a história que ele quer, do jeito que ele quer, e faz com que você termine de assistir seus filmes acreditando no seu discurso de protesto. Isso é errado? Não! Mas é somente uma das formas em que o cinema, e os documentários podem ser explorados.

Nada contra. Sou até um grande admirador de suas produções, e compartilho de várias de suas opiniões. E, por isso mesmo acho que em Capitalismo: Uma história de Amor, Michael adotou uma postura mais conservadora, diferente dos seus primeiros filmes, em que ele queria colocar o dedo na ferida, independente de QUEM fosse essa ferida.

Claro que ele continua um cara muito corajoso com uma câmera na mão. Resultado, muito provavelmente, do seu sucesso em filmes anteriores. Como pode ser visto na cena em que ele isola a bolsa de valores de NY e outras empresas com uma fita de polícia com a inscrição "cena de crime", e com um megafone pede para que todos saiam com as mãos para cima pois aquele local aconteceram crimes e todos devem ser presos. Qualquer outro documentarista talvez não se arriscasse tanto.

O documentário explora as raízes da crise financeira global, no período de transição entre a saída de George Bush e a posse de Barack Obama no governo dos EUA, as falcatruas políticas e econômicas que culminaram no que o diretor descreve como "o maior roubo da história dos EUA": a transferência de dinheiro dos contribuintes para instituições financeiras privadas.

Fantástico talvez, pois suas produções têm a sua "cara", e mais do que mostrar a realidade, ele mostra o seu ponto de vista, e a sua contribuição numa situação com a qual não concorda.

Um documentário não é pra qualquer audiência, assim como não o é Michael Moore. Sua visão política e de protesto pode ser um pouco assustadora, mesmo para os já acostumados com suas peripécias. Sua produção é impecável, com grande cuidado com fotografia e áudio (grande parte com sua própria narração e entrevistas diversas com especialistas ou envolvidos nas questões apontadas). Uma grande pedida para quem busca um pouco mais de informação além do entretenimento, mas fica a ressalva de ser assistido com a cabeça aberta, uma vez que a realidade de Michael Moore pode ser mais chocante do que aquilo que estamos acostumados a ver nos telejornais.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Michael Moore
Elenco: -documentário-
Produção: Kathleen Glynn, Michael Moore
Roteiro: Michael Moore
Duração: 120 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Documentário
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Dog Eat Dog Films / Overture Films / Paramount Vantage