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terça-feira, 6 de março de 2012

Tribeca 2012: Confira a lista dos filmes participantes



O 11º Festival de Tribeca, que ocorre de 18 a 29 de abril, em Nova York, acaba de anunciar a lista dos filmes participantes da edição de 2012.

Foram selecionados 46 filmes de 32 países diferentes, que estão para estrear mundialmente. A novidade este ano fica por conta do prêmio da audiência Heineken, que será conferido à um longa de ficção e um documentário, de qualquer uma das mostras.

Na lista abaixo, você confere os competidores nas categorias Ficção e Documentário, assim como as produções que serão exibidas na Mostra Viewpoints, fora da competição.

Confira a lista completa dos selecionados:

Ficções - Competitiva

All In (La Suerte En Tus Manos) -- Daniel Burman, Argentina
Beyond the Hill (Tepenin Ardi), de Emin Alper, Turquia/Grécia
First Winter, de Benjamin Dickinson – Estados Unidos
The Girl, de David Riker – Estados Unidos/México
Jack and Diane, de Bradley Rust Gray – Estados Unidos
Nancy, Please, de Andrew Semans – Estados Unidos
Postcards From the Zoo (Kebun Binatang), de Edwin - Indonesia
Una Noche, de Lucy Mulloy – Reino Unido/Cuba/Estados Unidos
Unit 7 (Grupo 7), de Alberto Rodriguez – Espanha
War Witch (Rebelle), de Kim Nguyen – Canadá
While We Were Here, de Kat Coiro – Estados Unidos
Yossi (Ha-Sippur Shel Yossi), de Eytan Fox – Israel

Documentários - Competitiva

-Ballroom Dancer, de Christian Bonke e Andreas Koefoed – Dinamarca
-Downeast, de David Redmon e Ashley Sabin – Estados Unidos
-Fame High, de Scott Hamilton Kennedy – Estados Unidos
-The Flat (Ha-dira), de Arnon Goldfinger – Israel/Alemanha
-High Tech, Low Life, de Stephen Maing – Estados Unidos/China
-The List, de Beth Murphy – Estados Unidos
-Off Label, de Michael Palmieri e Donal Mosher – Estados Unidos
-Planet of Snail, de Seung-Jun Yi – Coréia do Sul
-The Revisionaries, de Scott Thurman – Estados Unidos
-The Virgin, the Copts and Me (La Vierges, les Coptes et Moi), de Namir Abdel Messeeh – França/Catar
-Wavumba, de Jeroen van Velzen - Holanda
-The World Before Her, de Nisha Pahuja - Canadá

Viewpoints – Fora da Competitiva

-Babygirl, de Macdara Vallely – Irlanda/Estados Unidos
-Benji, de Coodie e Chike – Estados Unidos
-Burn, de Tom Putnam e Brenna Sanchez – Estados Unidos
-Caroline and Jackie, de Adam Christian Clark – Estados Unidos
-Certain People (Katinkas Kalas), de Levan Akin - Suécia
-Consuming Spirits, de Chris Sullivan – Estados Unidos
-Cut, de Amir Naderi - Japão
-Death of a Superhero, de Ian Fitzgibbon – Irlanda/Alemanha
-El Gusto, de Safinez Bousbia – Argélia/Irlanda/Emirados Árabes Unidos
-Fairhaven, de Tom O’Brien – Estados Unidos
-The Fourth Dimension, de Harmony Korine, Alexey Fedorchenko e Jan Kwiecinski – Estados Unidos/Polônia/Rússia
-Francophrenia (or: Don’t Kill Me, I Know Where the Baby Is), de Ian Olds e James Franco – Estados Unidos
-Journey to Planet X, de Josh Koury e Myles Kane – Estados Unidos
-On The Mat, de Fredric Golding – Estados Unidos
-Resolution, de Justin Benson e Aaron Scott Moorhead – Estados Unidos
-Room 514, de Sharon Bar-Ziv – Israel
-Rubberneck, de Alex Karpovsky – Estados Unidos

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Public Speaking



Um tipo de filme dirigido a um tipo de público que gosta desse estilo de cinema, esse é o caso dos documentários. Produções que costumam apresentar determinado assunto e, quer seja por meio de entrevistas, ou apresentações de especialistas, investiga esse assunto até esgotá-lo, ou até que se consiga comprovar/confirmar o ponto de vista do seu produtor.

O caso de Public Speaking pode ser caracterizado por esse detalhe. A apresentação de uma personalidade, que se "despe" para o espectador, colocando seus pensamentos e vicências para que este consiga conhecer melhor essa pessoa.

Ok, detalhes técnicos desnecessários. Mas o caso é que Public Speaking apresenta a escritora Fran Lebowitz, explicada por ela mesma. A escritora, conhecida por suas produções relacionadas a questões sociais americanas é uma figura muito irreverente, e com um ponto de vista bastante peculiar. Em formato de monólogo, onde o entrevistador apenas aparece no cantinho da cena, o filme passeia por vários assuntos, sem uma ordem rígida, como se fosse uma conversa informal com a autora.

Entrevistador, nesse caso, que é o próprio diretor do longa, ou seja, o grande diretor Martin Scorsese. Martin deixa que a personalidade se apresente e consegue deixar a narrativa do filme inquieta, como a personalidade do filme. O resultado é grandioso. Uma fotografia com cara de produto jornalístico, mas com temas atuais e interessantes, analisados sob o ponto de vista de uma pessoa controversa.

O gênero documentário costuma não agradar muito aos espectadores, mas nesse caso, o filme é uma grande pedida, quer seja pela inteligência de Fran, quer seja pela construção do filme por parte de Martin. Uma grande pedida para quem procura um novo ponto de vista para a sociedade moderna. Apesar do jeito conservador, Fran é uma pessoa surpreendente, e que conquista o ouvinte com o seu jeito falador e inquieto. Para quem curte o gênero, ou procura uma produção inteligente, é uma excelente pedida.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Martin Scorsese
Elenco: James Baldwin, William F. Buckley, Truman Capote, Pablo Casals, Candy Darling, Serge Gainsbourg, Fran Lebowitz, Oscar Levant
Produção: Margaret Bodde, Graydon Carter, Emma Tillinger Koskoff, Fran Lebowitz, Martin Scorsese
Fotografia: Ellen Kuras
Duração: 84 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Documentário
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A crise americana explicada por Michael Moore



Não sei se Michael Moore pode ser definido como um grande cineasta. Acredito mais na hipótese de ele ser um grande contador de histórias, com muita coragem, e uma câmera na mão. A diferença? Bom, sem discutir a qualidade das suas produções, sempre impecáveis, diga-se de passagem, ele vende a história que ele quer, do jeito que ele quer, e faz com que você termine de assistir seus filmes acreditando no seu discurso de protesto. Isso é errado? Não! Mas é somente uma das formas em que o cinema, e os documentários podem ser explorados.

Nada contra. Sou até um grande admirador de suas produções, e compartilho de várias de suas opiniões. E, por isso mesmo acho que em Capitalismo: Uma história de Amor, Michael adotou uma postura mais conservadora, diferente dos seus primeiros filmes, em que ele queria colocar o dedo na ferida, independente de QUEM fosse essa ferida.

Claro que ele continua um cara muito corajoso com uma câmera na mão. Resultado, muito provavelmente, do seu sucesso em filmes anteriores. Como pode ser visto na cena em que ele isola a bolsa de valores de NY e outras empresas com uma fita de polícia com a inscrição "cena de crime", e com um megafone pede para que todos saiam com as mãos para cima pois aquele local aconteceram crimes e todos devem ser presos. Qualquer outro documentarista talvez não se arriscasse tanto.

O documentário explora as raízes da crise financeira global, no período de transição entre a saída de George Bush e a posse de Barack Obama no governo dos EUA, as falcatruas políticas e econômicas que culminaram no que o diretor descreve como "o maior roubo da história dos EUA": a transferência de dinheiro dos contribuintes para instituições financeiras privadas.

Fantástico talvez, pois suas produções têm a sua "cara", e mais do que mostrar a realidade, ele mostra o seu ponto de vista, e a sua contribuição numa situação com a qual não concorda.

Um documentário não é pra qualquer audiência, assim como não o é Michael Moore. Sua visão política e de protesto pode ser um pouco assustadora, mesmo para os já acostumados com suas peripécias. Sua produção é impecável, com grande cuidado com fotografia e áudio (grande parte com sua própria narração e entrevistas diversas com especialistas ou envolvidos nas questões apontadas). Uma grande pedida para quem busca um pouco mais de informação além do entretenimento, mas fica a ressalva de ser assistido com a cabeça aberta, uma vez que a realidade de Michael Moore pode ser mais chocante do que aquilo que estamos acostumados a ver nos telejornais.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Michael Moore
Elenco: -documentário-
Produção: Kathleen Glynn, Michael Moore
Roteiro: Michael Moore
Duração: 120 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Documentário
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Dog Eat Dog Films / Overture Films / Paramount Vantage