sexta-feira, 30 de novembro de 2012

OSCAR 2013: Academia divulga pré-candidatos ao prêmio de Melhores Efeitos Visuais


A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a lista com dez filmes que disputam as cinco vagas de finalistas ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais.

Entre os concorrentes estão O Espetacular Homem-Aranha, A Viagem e Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, claro.

A cerimônia de entrega do 85º Oscar acontece no dia 24 de fevereiro de 2013. A Academia divulgará a lista final de indicados em 10 de janeiro. Seth MacFarlane, o criador de Uma Família da Pesada e American Dad será o apresentador.

Veja a lista com os 10 semifinalistas:

O Espetacular Homem-Aranha
A Viagem
Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge
O Hobbit - Uma Jornada Inesperada
John Carter - Entre Dois Mundos
As Aventuras de Pi
Os Vingadores
Prometheus
007 - Operação Skyfall
Branca de Neve e o Caçador

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Nova Lei da TV Paga

Começou a valer a partir desse mês, a nova lei da TV Paga, a Lei 12.485/2011, que foi votada no início deste ano, e que valeria a partir de setembro, mas que por alguma razão desconhecida (muito provavelmente pelo pedido das próprias operadoras de TV a cabo, para ajustes nos canais) só passou a valer a partir de agora. Enfim, o que esperar da lei que, além de regulamentar alguns parâmetros técnicos de controle da operação das TVs a cabo, também obriga que parte da programação de TODOS os canais tenha conteúdo nacional, além da obrigatoriedade de uma cota de canais com programação exclusivamente nacional?

O discurso geral afirma que a Lei permitirá que produtores nacionais tenham mais espaço, que os canais nacionais terão condição de divulgar suas programações, sem se preocuparem com os enlatados internacionais. Mas será que a nova lei não visa apenas a quantidade, e não a qualidade? Canais associados à Rede Globo parecem ter um cuidado técnico que já é marca do canal. Embora tudo tenha cara de novela, o jornal é bem produzido, o canal infantil tem um cuidado com toda a estrutura, os canais de esporte são top já faz algum tempo, enfim, apesar de criticada, a Rede Globo criou um conceito de qualidade muito própria, e consegue disseminar isso por seus canais e sua variada programação. No entanto, ao mesmo tempo, isso pode significar que outros não terão a mesma condição. Não por incapacidade técnica ou de conteúdo. Simplesmente pelo fato de o espectador brasileiro ser mais crítico com a programação nacional do que com os programetes de outros países.

Também existe a chance de acontecer o mesmo que já acontece com a TV aberta. Faustão todos os domingos há 499 anos... Xuxa com programa, há 1987 anos... Silvio Santos, quase o mesmo tempo que a Xuxa no ar... e tantos outros exemplos. Muitas vezes os caras mudam de canal, mas o programa fica igual, com outra roupagem. Pela falta de identidade, ou pela vontade de criar um programa com história longa, as emissoras criam esses elefantes brancos, e depois temem qualquer alteração, por prejudicar o espectador já acostumado.

Será que o assinante de TV a cabo quer que o conteúdo da TV aberta invada sua programação PAGA? Será que esse espaço de entretenimento, que já possui tantas restrições por causa de programação internacional distribuída pelos canais, com uma qualidade que nem sempre acompanha os aumentos de valores em suas mensalidades, precisaria de uma interferência do governo, para garantia e manutenção da produção audiovisual nacional?

Não acredito. Particularmente avalio a situação como um jeito de criar empregos para os inúmeros artistas nacionais que não param de surgir, todos com seu espaço, a justificativa de seu salariozinho pago, e a qualidade da programação em queda livre. Tudo em defesa produção audiovisual brasileira.

É um jeito de mudar a opinião da audiência, que sempre avaliou como sendo de mais qualidade os programas internacionais? Com certeza, mas é um jeito de privar o acesso ao que é produzido em outras bandas, também. Justificativas haverão às pencas, pode ter certeza.

O aumento do espaço não significa uma melhor qualidade. Não é de uma hora pra outra que investidores aparecerão querendo colocar seu dinheiro e seu sonho na "nova" TV por assinatura. Vide o caso do cinema. Claro que existem casos positivos, mas nem tudo é baseado em qualidade, e a dificuldade para conseguir apoio e patrocínio é muito grande. Assim como nem toda a programação internacional se baseia na qualidade, em revés da quantidade, mas quando você distribui a responsabilidade (mas não só a responsabilidade) entre mais canais e mais estúdios, a chance de dar mais certo aumentaria. O que não acontece, necessariamente, ao forçar que determinado canal produza um determinado conteúdo.

Independente de avaliarmos qualidade ou quantidade, o fato pode ser visto de uma maneira ainda mais simplista e crua. Se eu já pago por uma programação que nem sempre atende de maneira adequada a minha necessidade (quantos dos 199 canais de TV, você assiste de verdade?), com canais que são empurrados de acordo com o seu pacote, com uma programação que nem sempre atende a sua exigência, mas que faz com que você se adapte e busque algo valioso dentre tantas tranqueiras, por que eu preciso de mais gente interferindo naquilo que eu pago?

Já é tremendamente revoltante você pagar e não poder fazer uma seleção de canais e programas que realmente valem o seu tempo, e o seu dinheiro, e agora alguém interessado em defender os valores audiovisuais da produção brasileira chega e faz com que o seu produto sofra alterações que podem satisfazer sua exigência. Em termos de qualidade e quantidade...

O justo? Permitir que cada espectador ou assinante optasse por uma programação que valha a pena, com canais e programas úteis (ou inúteis, por que não?), mas que atendam sua vontade de assistir, de se divertir, que lhe proporcionem educação, cultura, independente da origem desse programa ou da programação desse canal. Mais uma vez, como espectadores, somos obrigados a engolir uma programação fora da necessidade, só por causa do interesse político em valorizar o produto audiovisual brasileiro. Quando isso realmente se tornar uma verdade, e o produto brasileiro atender a expectativa do brasileiro, e também do momento em que esse brasileiro passe a ser respeitado como consumidor, talvez, só talvez, seja possível ver uma luz no fim do túnel. Enquanto isso, a nova Lei só justifica a criação de canais sem nenhum conteúdo válido, com o aumento dos valores das mensalidades, prejudicando aquele que de fato valoriza o produto audiovisual brasileiro, seu consumidor.

A Lei

A Lei 12.485/2011 destrava a concorrência no setor, ao permitir que as concessionárias de telefonia utilizem suas redes para fornecer serviços de TV paga. Permite, assim, que mais brasileiros tenham acesso aos serviços de televisão por assinatura e a outros serviços, tais como banda larga e telefonia, por um preço cada vez menor. A Lei foi aprovada no Congresso Nacional em agosto de 2011 e sancionada em setembro, após quase 5 anos de discussão, em um processo no qual todos os interessados foram ouvidos pelos representantes do povo brasileiro.

Um dos principais objetivos da lei é aumentar a produção e a circulação de conteúdo audiovisual brasileiro, diversificado e de qualidade, gerando emprego, renda, royalties, mais profissionalismo e o fortalecimento da cultura nacional. A lei é fruto do esforço coletivo do Governo federal e dos agentes do mercado, na luta por um novo marco regulatório, atendendo aos interesses da sociedade. A ANCINE se empenhou em conduzir uma transição suave da realidade atual para o novo cenário, estimulando as empresas produtoras e programadores a negociarem a veiculação de produção audiovisual brasileira. Inicia-se assim a construção de uma cultura regulatória do setor audiovisual que seja benéfica para o desenvolvimento do mercado e, ao mesmo tempo, seja capaz de induzir o crescimento da atividade de produção e programação brasileiras, atraindo mais investimento privado para o setor, num ambiente de maior competitividade.

A Lei 12.485 foi regulamentada em 4 de junho pelas Instruções Normativas 100 e 101 da ANCINE. Todas as regras que as duas INs estabeleceram passam a vigorar a partir de 2 de setembro, garantindo a presença de mais conteúdos nacionais e independentes nos canais de TV por assinatura, a diversificação da produção e a articulação das empresas brasileiras que atuam nos vários elos cadeia produtiva do setor.

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE A NOVA LEI DA TV PAGA

- Para quê foi criada a Lei 12.485?
A Lei 12.485 foi discutida por 5 anos no Congresso Nacional e propõe remover barreiras à competição, valorizar a cultura brasileira e incentivar uma nova dinâmica para produção e circulação de conteúdos audiovisuais produzidos no Brasil, de modo que mais brasileiros tenham acesso a esses conteúdos.

Abrindo o mercado a novos competidores, a lei amplia a oferta do serviço e estimula a diminuição do preço final ao assinante, além de estabelecer a obrigação de programação de conteúdos brasileiros nos canais de espaço qualificado, e de canais brasileiros dentro de cada pacote ofertado ao assinante.

Trata-se do primeiro marco regulatório convergente para a comunicação audiovisual no Brasil, ao unificar a regulamentação dos serviços de televisão por assinatura que estava dispersa em diferentes comandos legais.

O sentido da lei é criar as condições para a multiplicação de empreendimentos e a geração de riqueza interna, para que o Brasil se torne um grande pólo produtor de audiovisual, a exemplo de outros países que se consolidaram como produtores de conteúdos e exportadores de formatos audiovisuais.

A Lei 12.485 abre oportunidades de crescimento para diferentes segmentos do mercado: para as produtoras, porque haverá demanda por 1.070 horas anuais de conteúdos nacionais e independentes inéditos; para as programadoras brasileiras, já que a lei induz o aumento da demanda por novos canais brasileiros de espaço qualificado; e para a programadoras estrangeiras, que terão uma proximidade maior do público brasileiro.

- Para o assinante, o que muda de fato? Em que elementos ele verá as mudanças propiciadas pela Lei?
O efeito mais evidente para o consumidor será a maior oferta de conteúdo nacional. Outro efeito importante para o assinante é que as novas regras deverão promover a redução do preço dos pacotes de serviços de TV paga e também do acesso à Internet de banda larga de alta velocidade, já que as empresas de telecomunicações serão estimuladas a investir na modernização das redes de infra-estrutura e expandir sua atuação para novos municípios.

- Por que a transmissão de esporte não foi classificado como espaço qualificado?
Canais de TV aberta, canais esportivos e canais jornalísticos não terão que cumprir qualquer obrigação de veiculação de obras nacionais. Eles continuarão a exibir os mesmos conteúdos que hoje exibem. Nada muda para esses canais a não ser o fato de que terão de observar o limite máximo de 25% de publicidade, como todos os outros canais. É falsa, portanto, a sugestão de que os conteúdos e canais esportivos serão prejudicados pela Lei 12.485: esses canais estão totalmente livres da obrigatoriedade de veiculação de conteúdos nacionais, sem sofrer qualquer impacto.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A Perseguição

Em um momento do filme, um dos seus protagonistas pergunta ao restante do grupo "por que é que sobrevivemos a tudo isso? qual seria a razão para isso?" Pois bem, essas duas perguntas resumem de maneira fantástica uma opinião a respeito do filme. Afinal de contas, por tudo o que acontece, pelos que sobrevivem a um acidente aéreo, e otras cositas , qual a razão para alguém assistir um filme como A Perseguição? Perder seu precioso tempo pode ser uma boa resposta.

Sim, porque apesar da fantástica fotografia da produção, tudo mais é dispensável. O elenco, que conta com o perdidíssimo Liam Neeson, e o irreconhecível Dermot Mulroney (pois é, ele está lá, escondido sob uma densa barba, e um par de óculos pra lá de garrafais), não funciona junto, difícil saber a razão de estarem juntos, e qual seria o entrosamento entre eles.

O filme tem todos os clichês dos pseudo terrores da atualidade. Se você imagina que algo vai acontecer num determinado momento, é muito provável estar certo. Sem contar a história. Sem nenhum ineditismo, a produção tenta vender uma moral religiosa, ou nem tanto assim, para justificar a sobrevivência do grupo. Em determinado momento não é mais isso. Em outro, volta a ser, mas com o fundo de resolver questões familiares. No fim... bom, não quero estragar a surpresa, mas passa a ser tudo isso, e nada disso ao mesmo tempo. Difícil, não é?

O filme conta que ao tentar fazer uma viagem tranquila para casa, um grupo de extratores de petróleo do Alasca acaba sofrendo um acidente aéreo. Do total de 125 passageiros, apenas oito sobrevivem. Machucados, eles tentam se recuperar quando descobrem que aquele é um local habitado por uma matilha de lobos selvagens. Considerando os humanos invasores, os animais passam a caçar lentamente os sobreviventes da queda do avião, levando-os a uma intensa luta por sobrevivência.

Honestamente, não imagino como Liam Nesson possa ter amarrado a carreira dele em um filme tão ruim, mas acho que é que fazemos quando precisamos pagar algumas contas. A Perseguição consegue ter uma fotografia fantástica, difícil não acertar quando o pano de fundo é a natureza, mas no resto, parece tudo errado e sem sentido. O elenco não vai bem, a premissa da história é confusa, e seu desenrolar, um assombro. Se você busca um filme sem emoção e com uma moral da história meio distorcida, talvez seja uma boa pedida, mas se não quer perder o seu tempo, fique longe.


FICHA TÉCNICA

Diretor: Joe Carnahan
Elenco: Liam Neeson, Dermot Mulroney, James Badge Dale, Nonso Anozie, Joe Anderson, Frank Grillo, Dallas Roberts, Larissa Stadnichuk, Ben Bray, James Bitonti, Jonathan Bitonti, Anne Openshaw, Peter Girges, Ella Kosor, Jacob Blair, Lani Gelera, Larissa Stadnichuk
Produção: Mickey Liddell, Tony Scott, Ridley Scott, Joe Carnahan, Jules Daly
Roteiro: Joe Carnahan, Ian Mackenzie Jeffers
Fotografia: Masanobu Takayanagi
Trilha Sonora: Marc Streitenfeld
Duração: 117 min.
Ano: 2012
País: EUA/ Canadá
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Liddell Entertainment / Scott Free Productions
Classificação: 14 anos

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O Ditador

Achar que o humor de Sacha Baron Cohen é ousado ou ofensivo vai do repertório de cada espectador. Imaginar que seu "protesto" em forma de filme serve para algum propósito político é, no mínimo, valorizar demais a força de sua atuação. Ao mesmo tempo, se ofender com as tiradas nem sempre politicamente corretas de Sacha é bancar o inocente, em uma época que o humor abandonou o lado engraçadinho para atingir o espectador de uma maneira mais racional. Nem sempre o humor tem apenas a intenção de fazer seu espectador rir, mas também refletir a respeito do que acontece no seu entorno. É o que acontece com os filmes de Sacha, em seu jeito peculiar de criticar o mundo, e a partir disso, colecionar fãs ou alguns não tão fãs assim.

No caso de O Ditador, creio haver uma diferença com suas outras produções. Em Borat, ou mesmo Bruño, Sacha tenta aplicar uma cara de documentário às suas produções. Agora a trama segue de maneira diferente, com um enredo e uma história como coluna para sua produção.

O filme capricha na fotografia, e consegue criar uma atmosfera bastante curiosa a respeito da sua história. Com pitadas de realidade aqui e acolá, O Ditador critica abertamente os EUA e sua política internacional. Seu jeito de lidar com as minorias, imigrantes ilegais, trabalho escravo, e como o governo observa e age com cada caso envolvendo estrangeiros. Não deixa de ser um ponto de vista, mas se é o mais correto, ou o mais incorreto, cabe a cada um dos espectadores julgar. O filme é capaz de provocar algumas boas risadas e também alguns bons momentos de reflexão.

O filme conta sobre um ditador árabe (Sacha Baron Cohen) que tenta fazer de tudo para que a democracia não chegue ao seu país. Durante uma reunião da ONU, nos Estados Unidos, ele conhece um sósia e acaba se apaixonando pela dona de uma loja de alimentos, a partir daí, seu governo é colocado em uma situação de risco. Perdendo a cadeira de governante para seu sósia, talvez apenas a democracia, tão odiada e evitada anteriormente, possa ajudá-lo a recuperar seu governo, e também o seu amor.

Não se trata de uma comédia para todos os públicos. Pensar no jeito peculiar com que muitas situações são apresentadas, pode parecer ofensivo em vários momentos. Isso também não transforma o filme em um lixo total. O espectador precisa saber escolher o que vai assistir, e se optar por uma produção desse tipo, preparar seu coração e espírito para a visão crítica de seus produtores, diretores e porque não, até de seu elenco. O Ditador consegue ser mais agradável que os filmes anteriores de Sacha, mas a todo instante rola uma pitadinha de crítica politicamente incorreta. Humor? Talvez. O filme consegue arrancar algumas risadas, mas nem sempre tem apenas a intenção de fazer rir. Uma pedida interessante para quem curte uma comédia mais ácida, ou para quem gosta do estilo de filme feito por Sacha. No geral, embora não seja um filme para toda a família, é menos pesado e mais "atraente" que outras tantas produções que também tentam ser críticas e engraçadinhas.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Larry Charles
Elenco: Megan Fox, Sacha Baron Cohen, Anna Faris, John C. Reilly, Ben Kingsley, B. J. Novak, Kevin Corrigan, J.B. Smoove, Jim Piddock, Aasif Mandvi, Danielle Burgio, Ross Ryman, Fred Melamed, Niyi Oni, Adeel Akhtar, Jeff Grossman, Chris Gethard, Rock Kohli, Pean T. Krishnan, Peter Conboy, Moe Hindi, Joanna Moskwa, Natasha Ononogbo, Tracey Ruggiero, Andrew Rogers, Tony Joe, Loukas Papas, Eliyas Qureshi, Daniel Burress, Mohamed Alshami, Jasmine Hope Bloch, Anton Obeid, Larry Gevirtz, Jenny L. Saldaña, Mahmoud Atry, Carmel Amit, Glenn Andreiev, Ari Barkan, Akim Black, Ivan Cardona, Sheena Colette, Tara Copeland, Barbara Ann Davison, Kevin Dedes, Stephen Dexter, Amanda Dutton, Marshall Factora, Aja Frary, Shawn Gonzalez, Sean Grady, Michael C Hoaglin, Peter Iasillo Jr., Sam Ibram, Ebrahim Jaffer, Sondra James, Alex Kruz, Arash Mokhtar, Dushawn Moses, Michelle Nagell, Kelsey O'Brien, Melina Paez, Catherine Pierce, Dennis Rees Sardor Sodikov, Naeem Uzimann, Steven Weisz
Produção: Sacha Baron Cohen, Alec Berg, David Mandel, Scott Rudin, Jeff Schaffer
Roteiro: Sacha Baron Cohen, Alec Berg, David Mandel, Jeff Schaffer
Fotografia: Lawrence Sher
Trilha Sonora: Erran Baron Cohen
Duração: 94 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Four by Two / Kanzaman
Classificação: 14 anos 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Os Vingadores

Agora sob o comando da Disney, o filme dos Vingadores só podia ser algo grandioso. A aposta na reunião de grandes astros, como grandes super-heróis, resulta em algo incomparável até então. Talvez não por sua excelência, mas por toda a preparação para tal acontecimento, com o lançamento de todos os filmes solo desses personagens, com direito a teasers (aqueles trechinhos que mostram o que vem nos próximos filmes) em todos eles.

Mas, apesar de toda a sua grandiosidade, todos os astros, a riqueza nos detalhes e efeitos visuais, toda a costura necessária para reunir esses personagens, ainda acredito que o filme não tenha a força de Batman, Homem Aranha e, da série Marvel, do próprio Homem de Ferro.

Não, não se trata de defender o heróis da Marvel ou da DC, mas de colocar esses personagens lado a lado e pesar qual deles, verdadeiramente, conseguem criar uma história interessante e agradável.

Se avaliarmos os filmes solo de Hulk, Thor e Capitão América, tirando efeitos e áudio, os filmes perdem na questão de suas histórias. Novamente, não se trata de uma questão de preferência, mas de histórico de de sucesso de bilheteria. Capitão América ainda tentou, mas não tem o mesmo apelo fora dos EUA, não somente por ser o tipo de herói americanizado (ou americano mesmo, se preferirem), mas por não conseguir   se aproximar da audiência fora da América do Norte. Claro, ainda são grandes produções, mas que ainda não conseguem ter o mesmo efeito e alcançar o mesmo efeito que Batman, por exemplo.

Independente disso, Os Vingadores pega forte e deixa claro que ainda há muito por vir. Se a ideia é reunir todos os Vingadores, podemos esperar muitos filmes mais.

Na questão da qualidade gráfica, efeitos visuais, e qualidade de vídeo, Os Vingadores é uma excelente pedida. Tudo é gráfico. Tudo é visual. Tudo é colorido e cheio de explosões e movimento. A parte de áudio também é igualmente rica.

O elenco, com nomes como Chris Evans, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson e Jeremy Renner, funciona muito bem, independente de você gostar do Hulk ou não.

O grande ponto fraco? Ainda acho que o elo fraco da produção seja seu roteiro. Sua história tem em sua primeira metade vários detalhes cansativos e desnecessários. Precisam justificar a união dos heróis, e como isso acontece, mas esquecem de animar um pouco mais as coisas. A partir da metade o filme cresce, e ao fim, ainda deixa um gostinho de quero mais.

No filme, Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johanson) e Nick Fury (Samuel L. Jackson) são alguns dos heróis da Marvel que se reúnem na agência de espionagem internacional S.H.I.E.L.D. para defender o planeta e a humanidade de ameaças intergalácticas.

Uma grande pedida para quem quer um filme com muita ação, principalmente para os fãs de super heróis. A produção investe forte na parte áudio visual, com excelente seleção musical, grandes efeitos especiais e muita qualidade gráfica. O elenco de peso não decepciona. A história começa meio devagar, mas depois pega ritmo e deixa o espectador sem nenhum pingo de sono. Grande pedida para a sessão em família (a criançada adora o filme do início ao fim), ou para quem busca um filme com muito barulho e muitas peripécias visuais.


FICHA TÉCNICA

Diretor: Joss Whedon
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson, Jeremy Renner, Stellan Skarsgård, Cobie Smulders, Gwyneth Paltrow, Tom Hiddleston, Paul Bettany (voz), Amanda Righetti, Lou Ferrigno (voz), Clark Gregg, Jenny Agutter, Walter Perez, Alicia Sixtos, Evan Kole, Sean Meehan, Carmen Dee Harris
Produção: Kevin Feige
Roteiro: Joss Whedon
Fotografia: Seamus McGarvey
Trilha Sonora: Alan Silvestri
Duração: 136 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Disney
Estúdio: Marvel Enterprises / Marvel Studios
Classificação: 12 anos

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Morre o ator Larry Hagman, o vilão J.R. Ewing da série "Dallas"


O ator Larry Hagman, que ficou famoso por viver o vilão J.R. Ewing na série televisiva "Dallas" e por integrar o elenco de "Jeannie é um gênio", morreu nesta sexta-feira (23), aos 81 anos, nos Estados Unidos, em decorrência de complicações surgidas em sua luta contra o câncer.

O ator morreu às 16h20 (local) em um hospital em Dallas, indicaram integrantes da família.
No momento da sua morte, que coincidiu com a celebração do Dia de Ação de Graças nos EUA, a família e os amigos mais próximos se encontravam junto a ele, segundo precisou um comunicado familiar. "Quando expirou, estava cercado por seus entes queridos. Partiu tranquilamente, como ele teria desejado", diz a nota.

Larry Hagman, nascido em 21 de setembro de 1931, em Fort Worth (Texas), ficou mundialmente famoso por seu papel como John Ross Ewing, mais conhecido como J.R., na série "Dallas", na qual vivia um homem de negócios sem escrúpulos, malicioso e manipulador.

O ator também integrou o elenco da série de TV "Jeannie é um gênio (em inglês, "I dream of Jeannie), transmitida entre 1965 e 1970 nos EUA e que também fez sucesso no Brasil.

Hagman interpretou o astronauta Anthony Nelson, que tinha em casa uma moça chamada Jeannie, que era um gênio das histórias das "Mil e Uma Noites".

O ator era casado desde 1954 com a decoradora sueca Maj Axelsson, com quem tinha dois filhos. Desde 13 de junho, apesar da idade, ele voltara a Dallas para dar vida a J.R. na nova série "Dallas 2.0", produzida pela rede de televisão "TNT".

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Bilheteria: Amanhecer – Parte 2 tem a maior abertura da história do Brasil

Pode-se questionar a qualidade técnica da Saga Crepúsculo, porém é impossível ir contra a máxima: a série arrasta multidões para o cinema. Amanhecer – Parte 2 superou todas as expectativas, inclusive os números da própria distribuidora, e conseguiu arrecadar R$ 37 milhões em apenas quatro dias.

O número é quase irreal para o mercado brasileiro, dessa maneira o último episódio da Saga Crepúsculo acaba de se tornar a maior abertura da história do país. Em uma breve comparação, o longa conseguiu quase o dobro de público e renda do que o sucesso Tropa de Elite 2 no seu primeiro fim de semana em cartaz.

Com a ajuda do feriado, cerca de 3,1 milhões de pessoas foram assistir ao filme. Só na quinta-feira, a produção vendeu um milhão de ingressos e esperava-se que o seu fôlego fosse diminuindo. Mas isso não aconteceu, nos três dias seguintes Amanhecer – Parte 2 fez mais US$ 25 milhões para as contas.

Em apenas quatro dias, o título já era a oitava maior bilheteria de 2012 no Brasil. Os números tendem a aumentar, já que são 1.213 salas exibindo o filme. Robert Pattinson, Kristen Stewart e Taylor Lautner devem quebrar o recorde de ingressos vendidos no ano em terras tupiniquins.

Devido a exibição exclusiva em 2D, a liderança por renda de 2012 deve continuar nas mãos de Os Vingadores. Mesmo assim, o sucesso da Saga é gigantesco por aqui, tanto que o Brasil foi a quarta maior bilheteria do longa, que já soma US$ 340,9 milhões ao redor do mundo.

A segunda colocação do ranking ficou para o agente James Bond. 007 - Operação Skyfall teve uma queda de 36% e fez mais R$ 2,2 milhões. O pódio foi completado pela comédia nacional Até que a Sorte nos Separe, em sua sétima semana em cartaz, ela conseguiu manter o nível e ultrapassou a marca dos R$ 30 milhões arrecadados.

Confira abaixo o ranking completo do fim de semana, além das maiores aberturas, por público, da história do cinema brasileiro.

Top 10 - Bilheteria (16,17 e 18)

1. A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2 - R$ 25,3 milhões
2. 007 - Operação Skyfall - R$ 2,2 milhões
3. Até que a Sorte nos Separe - R$ 1,4 milhão
4. Gonzaga - De Pai para Filho - R$ 1,3 milhão
5. Argo - R$ 675 mil
6. Possessão - R$ 420 mil
7. Diário de um Banana 3- R$ 302 mil
8. Atividade Paranormal 4 - R$ 278 mil
9. Hotel Transilvânia - R$ 250 mil
10.Frankenweenie - R$ 239 mil

Top 10 - Maiores Aberturas no Brasil (Público)
1. A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2 - 2,1 milhões
2. A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1 - 1,79 milhão
3. Homem-Aranha 3 - 1,71 milhão
4. Os Vingadores - 1,68 milhão
5. Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 - 1,56 milhão
6. A Saga Crepúsculo: Lua Nova - 1,41 milhão
7. Homem-Aranha 2 - 1,36 milhão
8. Tropa de Elite 2 - 1,3 milhão
9. Homem-Aranha - 1,29 milhão
10.Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 - 1,25 milhão