terça-feira, 13 de abril de 2010

Clint é o cara


Clint Eastwood é um profissional diferente. Um ator que participou de filmes fora de série e agora, como diretor, deixa um toque especial em cada uma das produções com que se envolve.

Diferentemente de outros diretores, os filmes de Clint se transformam em obras de arte. Pode reparar. Existe uma preocupação com todos os detalhes. A fotografia tem uma qualidade extra, o som costuma ser fantástico, o elenco vai sempre muito bem, a narrativa e a velocidade da edição não cansam, e as histórias, muitas delas baseadas em fatos reais, sempre se superam.

Invictus não é diferente. Com um elenco rico, que conta com Morgan Freeman e Matt Damon, a história acompanha o período em que Nelson Mandela sai da prisão em 1990, torna-se presidente em 1994 e os anos subsequentes. Na tentativa de diminuir a segregação racial na África do Sul, o rugby é utilizado para tentar amenizar o fosso entre negros e brancos, fomentado por quase 40 anos. O jogador François Pienaar é o capitão do time e será o principal parceiro de Mandela na empreitada.

Morgan Freeman é outro clichê de qualidade. Não canso de ver este veterano ator na tela. Ele traz uma paz aos seus papéis (até mesmo na sua participação em Batman), e no papel de Mandela mais uma vez se supera.

O filme é fantástico. Mesmo sendo um drama, a mensagem que fica é muito positiva e, embora retrate um período e ocorrências muito tristes, deixa a sensação de que o ser humano é muito melhor do que às vezes pode parecer. Vale cada centavinho do ingresso!!!

domingo, 11 de abril de 2010

Fanáticos espinafram criador de "Star Wars" em documentário

É uma frase pra lá de novelesca, mas que marcou uma geração: "Eu sou seu pai", revela Darth Vader a Luke, na primeira trilogia de "Star Wars", lançada entre 1977 e 1983.

"Eu tinha oito anos, foi devastador. O 'Império Contra-Ataca' mudou a minha vida", diz Alexandre Philippe, 37, diretor do filme "O Povo Contra George Lucas" (EUA, 2009), atração do É Tudo Verdade.

Acontece que, 20 anos depois da estreia da saga intergaláctica, o diretor George Lucas resolveu restaurar a trilogia, causando o primeiro desconforto na base de fãs fiéis, que por todo esse tempo vinham comprando uma enxurrada de merchandising --sabres de luz, bonecos, pijamas, cuecas etc.

Lucas limpou negativos, incluiu novos efeitos e, de quebra, mudou detalhes, gigantescos para os fanáticos --como fazer Han Solo (Harrison Ford) revidar um tiro, no lugar de dar o primeiro e matar um alien.

"Não vejo problema em voltar atrás e mudar, todo diretor faz isso. A questão é que Lucas se nega a restaurar os originais, ele quer que apenas as edições novas fiquem para a história. Isso é extremamente questionável e deixa os fãs indignados", disse Philippe à Folha.

A revolta continuou quando Lucas lançou a segunda trilogia, a partir de 1999, rompendo um hiato de 16 anos. "O filme foi mais hypado que Jesus", diz um fã. "Todo mundo viu mais de uma vez para ter certeza de que era mesmo uma decepção", diz outro. "Eu amo odiar George Lucas. Muito."

Os fãs têm participação fundamental no documentário. No site peoplevsgeorge.com, gente de todo o mundo enviou vídeos, depoimentos e paródias de "Star Wars", que ilustram o filme. No total, foram mais de 600 horas de material. "Tivemos coisas do Chile e da Argentina, mas não lembro de nada do Brasil", diz o diretor. "Achei curioso, sei que tem uma base grande de fãs ai. Talvez eles sejam tímidos? Pode encorajá-los a nos mandar. Ainda temos os extras de DVD."

Além de fãs, críticos renomados e personalidades do cinema também comentam o fenômeno cultural. "O grande sucesso de 'Star Wars' não o levou à independência. George nunca mais fez outro grande filme depois. No lugar disso, ele virou produtor, um empreendedor", diz Francis Ford Coppola.

E o próprio Lucas aparece bastante em imagens de arquivo: "Lutei contra o sistema corporativo e agora eu tenho uma corporação. Tem uma certa ironia aí. Virei o que eu tentava evitar, como Darth Vader."

Por FERNANDA EZABELLA, no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo de 11/04/2010.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

As peripécias de Woody


O que falar a respeito de um filme dirigido por Woody Allen? Só de estar relacionado a ele já o torna cult, mas o roteiro modernoso de Vicky Cristina Barcelona deixa a desejar.
A fotografia do filme é muito bonita, e as atuações do elenco, que conta com Scarlett Johansson, Penélope Cruz e Javier Bardem, vai muito bem e convence. A narrativa é aquela clássica de Woody Allen, com muitos diálogos e, pelo menos no caso desta película, com uma edição que chega a cansar pelos excessos.
Fica difícil falar de filmes como esse, já que é um pecado mortal criticar Woody Allen e suas produções exóticas. Pra começar, a definição de comédia, em um filme que apresenta as peculiaridades de um relacionamento a três (ou quatro), não sei se pode ser caracterizado como comédia. Confesso que não achei muita graça.
A história gira em torno de duas jovens norte-americanas, em viagem para Barcelona a fim de passar as férias de verão, que acabam se envolvendo em confusões amorosas com um artista local.
Vale a pena assistir, os filmes de Woody costumam ser ousados, buscar o diferente, mas no caso de Vicky Cristina Barcelona, não deposite todas as esperanças na garantia de entretenimento.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Sucessos que ganharam as telonas

Esse talvez seja um assunto bastante intrigante, e que exija uma discussão bastante longa mas, o que leva os produtores e estúdios de cinema a acreditarem que histórias de sucesso como brinquedos ou jogos eletrônicos farão sucesso nos cinemas?

Não me refiro a adaptações de obras literárias, ou remakes baseados em produções anteriores (filmes antigos ou seriados). Os exemplos são numerosos. Alguns com o final feliz, outros, nem tanto. São jogos de videogames ou computadores, e linhas de brinquedos que ganharam as telonas, no intuito de explorar o sucesso que já existia.

Muitas vezes são produções precárias, com um elenco de nomes famosos (na maioria), mas roteiros muito fracos, que não agregam valor ao nome e se transformam em fiascos.

Vamos aos exemplos. Mortal Kombat, um jogo de sucesso, chegou às telonas apostando alto no formato dos filmes de lutas, mas era (e ainda é) um filme feio, com uma narrativa confusa, e que não chegou a ser um sucesso.

O encanador Mario também arriscou nos cinemas, em Super Mario Bros, com nomes conhecidos como Bob Hoskins, Dennis Hopper e John Lequizamo. Não agradou, e sua bilheteria não cobriu nem os gastos com a produção. O filme é horroroso, e não consegue repetir o charme dos jogos.

Street Fighter, outro clássico dos games de luta que se tornou um fiasco nos cinemas. Raul Julia até tentou, mas Van Damme, cá entre nós, não dá. Nem em 1994, quando o filme foi lançado. O resultado? Fracasso total.

Doom não é tão antigo, e tenta explorar o sucesso do jogo de tiros em primeira pessoa. Confesso que não consegui assistir inteiro. E pelo visto não fui o único. Também não cobriu os gastos de produção.

Por outro lado, existem os exemplos mais positivos. Tomb Raider era um hit dos computadores que foi bem assimilado pelos aficionados dos cinemas. Acho que mais pela presença de Angelina Jolie. A história nem era grande coisa, nem a atuação de Angelina, mas o filme foi bem, embora não tenha conseguido criar a mesma atmosfera do game. A continuação, no entanto, não correspondeu.

Resident Evil, com Milla Jovovich, também foi bem nas telonas, e se transformou em série. Não é meu estilo preferido de filme, mas consigo assistir na boa. Não é daqueles filmes de terror que exploram a dor e abusam do sangue (bom, talvez só um pouquinho). Acho que caiu um pouco a qualidade nas sequências, mas ainda vende bem.

Temos também Transformers, da série de brinquedos. Dirigido por Michael Bay, com Shia LaBeouf e Megan Fox, que é um caso à parte. O filme é bem produzido, com muitos efeitos, boa quantidade de ação (embora algumas vezes não se saiba quem é do bem e quem é do mal), atraiu a legião de fãs dos colecionáveis, mas está entre o sucesso e o fracasso. Todos querem ver o filme, mas ele não agrada do jeito que deveria. É um daqueles casos de amor e ódio.

O mesmo acontece com G.I. Joe. Os brinquedos são sucesso até hoje (um pouco menos no Brasil, já que os preços não ajudam), e o filme tem uma produção boa, um elenco bem coeso e funcional, e uma dose bem agradável de ação e efeitos, mas não fez o sucesso imaginado. Também é daqueles que deixa a história sem fim, mas que a continuação não é garantia de sucesso ou qualidade.

Os exemplos são muitos, com Final Fantasy (horroroso), Double Dragon (lastimável), Barbie (ainda não vi), e muitos mais. E as produções desse estilo de filmes não para por aqui. Nomes como Smurfs, Thundercats (esse está difícil), He-man, e tantos outros devem chegar aos cinemas em breve. E embora tenham feito sucesso no passado, não significa garantia de diversão. Se depender dos exemplos passados, a tendência pode não ser boa. E você, o que acha? É uma boa ideia investir em filmes baseados em games e brinquedos? Mande a sua opinião.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Simplesmente adorável!!!



Como diz o rítulo, acredito que seja uma excelente forma de resumir a qualidade deste filme (adorável). O Pequeno Traidor é um filme fantástico.

A direção de Lynn Roth acerta em cheio, em uma película em que a fotografia é destaque, e as atuações de Alfred Molina e do garoto Ido Port funcionam muito bem.

O filme retrata o surgimento de uma grande amizade entre um menino israelesnse e um oficial das forças de ocupação inglesa, na Palestina (1947), meses depois de Israel se tornar um estado independente.

Existe como pano de fundo um fato histórico (a independência de Israel), mas foge da tentativa de lição de moral. A narração é rápida e agradável, sem diálogos intermináveis e em uma dinâmica que deixa um gosto de quero mais.

A história abandona um pouco a ideia de apresentar a tragédia/tom mais sério (comum em filmes parecidos), e foca em saídas divertidas e até inusitadas para retratar os acontecimentos que se desenrolam. Excelente produção, em vídeo, para toda a família.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Nossos novos vizinhos



O produtor Peter Jackson (o mesmo da trilogia Senhor dos Anéis) abusou da originalidade e, em parceria com o diretor Neill Blomkamp e um elenco sem nomes de peso, preparou um filme repleto de situações fora do comum.

O longa Distrito 9 até surpreende. No início parece um documentário, não é um primor em qualidade gráfica, mas cumpre bem o seu objetivo.

O filme leva o telespectador a um mundo no qual alienígenas aterrisam e acabam exilados em uma favela nos limites de Johannesburg, na África do Sul. Mas a história tem uma reviravolta quando um humano começa a sofrer uma estranha mutação e passa a ser perseguido por todos os lados.

Muitos consideram a história como uma metáfora para os preconceitos modernos. Pode ser verdade. O roteiro trabalha bem essa linguagem, e a boa combinação com cenas de ação se torna um atrativo.

Particularmente, achei o filme feio, com alguns clichês previsíveis e algumas passagens desnecessárias, mas os amantes de ficção científica têm nas mãos um bom produto, que no fundo cumpre o seu papel de entreter e ainda dá uma mensagem de moral (coisa que tem se tornado comum, em muitas produções).

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Surpresas, de fato



Filmes com John Travolta e Robin Williams costumam ser garantia de boa qualidade (claro que existem exceções), mas a reunião dessas duas feras no longa Surpresa em Dobro, da Disney, é simplesmente envolvente e sensacional.

A história não tem nada de extravagante (quem viu um filme de pais e filhos acha que já viu todos), mas o roteiro funciona bem e se transforma em uma ótima pedida para a matinê de sábado.

O elenco é uma ótima pedida. Além de Travolta e Williams, participam da trama Kelly Preston, Bernie Mac, Matt Dillon, e Ella Bleu Travolta. Ver a família Travolta unida emociona.

No filme, dois grandes amigos entram em diversas enrascadas pra satisfazer as vontades de duas crianças, filhos de um deles, isso sem perder o contato com a atribulada rotina de homens de negócios.

Pode até ser considerado uma história voltada ao público infantil, mas agrada os adultos também. O filme é super divertido, com passagens bastante engraçadas (algumas até previsíveis) e com certeza vale o preço do ingresso.