quarta-feira, 21 de abril de 2010
Estúdio Metro-Goldwyn-Mayer estuda ofertas de compra
Os estúdios Metro-Goldwyn-Mayer, que atravessam muitas dificuldades financeiras, anunciaram nesta terça-feira ter recebido várias propostas financeiras, inclusive de compra, que estão sendo examinadas, segundo um comunicado.
Durante este prazo de avaliação, o estúdios têm a intenção de negociar com seus credores para adiar os prazos de pagamentos de 31 de março e 8 de abril, o que constitui um novo adiamento do pagamento de US$ 3,7 bilhões que deve.
A MGM não revelou o nome dos interessados. Entre as opções, avalia a possibilidade de continuar funcionando como uma entidade independente e a possibilidade de vender suas atividades.
O jornal The New York Times afirma que nenhuma das ofertas feita supera os US$ 1,5 bilhão, quando a MGM esperava 2 bilhões. Esta situação poderá conduzir a empresa à falência e posteriormente ser recuperada pelos credores.
A MGM afirma ter o maior catálogo de filmes do mundo,c om 4 mil títulos, incluindo a série James Bond, Pantera Cor de Rosa e Rocky.
MGM interrompe filmagem de novo '007' por crise financeira

Fonte: EFE em http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201004201719_EFE_78908302&idtel=
Os problemas financeiros no estúdio Metro Goldwyn Mayer (MGM) levaram à suspensão por tempo indefinido da filmagem do novo longa-metragem do agente 007, James Bond, segundo um comunicado divulgado hoje pela produtora Eon Productions.
O mais famoso dos espiões britânicos esteve pela última vez no cinema em 2008, interpretado por Daniel Craig no filme Quantum of Solace, e estava previsto que um novo capítulo da série da MGM chegasse aos cinemas no final de 2011 ou no início de 2012 para comemorar os 50 anos da franquia.
"Devido às incertezas sobre o futuro da MGM e o fracasso nas tentativas de venda do estúdio, suspendemos o desenvolvimento de Bond 23 por tempo indeterminado", afirmaram os produtores Eon, Barbara Broccoli e Michael G. Wilson.
Broccoli e Wilson disseram que não sabem quando o projeto "será retomado" e que não têm uma data para a estreia do filme, "que é uma sequência de Quantum of Solace.
Até agora, a próxima produção de Bond estava sendo supervisionada por Sam Mendes, que tinha participado da criação do roteiro com a intenção de chegar a dirigir o filme.
Desde 1995, Eon tem os direitos para a realização dos filmes de James Bond produzidos pela MGM, companhia com uma dívida de US$ 3,7 bilhões.
Os credores do estúdio pressionaram pela venda ou reestruturação com um novo fluxo de capital que permita a MGM ser totalmente independente. A Warner Brothers ofereceu US$ 1,5 bilhão para assumir o controle da companhia, mas ainda não houve resposta à oferta.
Os dois últimos filmes de James Bond, Cassino Royale e Quantum of Solace, foram coproduções de Sony e MGM e arrecadaram quase US$ 1,12 bilhão de bilheteria no mundo, apesar de posteriormente a MGM ter recuperado o controle unitário da franquia.
terça-feira, 20 de abril de 2010
A luta de um atleta em fim de carreira

O Lutador é um daqueles filmes que não agrada a todos. Particularmente, não sou um fã do gênero luta, e achei que o roteiro fosse mais um daqueles que explora a violência desnecessária, ou algo no estilo Rocky Balboa. Acreditei que o filme não fosse grande coisa, mas os prêmios dados à atuação de Mickey Rourke me convenceram a assisti-lo e, devo confessar, o filme surpreendeu.
Mais do que a atuação de um elenco (Marisa Tomei, Mickey Rourke, Evan Rachel Wood, Mark Margolis, Toddy Barry, Wass Stevens, Judah Friedlander, Ernest Miller) que trabalha muito bem em cada papel, o roteiro (Robert D. Siegel) e a velocidade da narrativa envolvem o telespectador, com uma fotografia (Maryse Alberti) bem trabalhada e uma edição bastante dinâmica.
O resultado é um filme biográfico com uma mensagem que agrada.
Mickey Rourke, no papel de um atleta de luta livre nos anos 80 é impedido de se apresentar depois de sofrer um ataque cardíaco. Também se envolve com drogas, consegue um emprego em um restaurante, inicia uma relação com uma stripper e tenta se aproximar da filha. É tanta coisa e mesmo assim consegue convencer (embora ele esteja a capa da gaita).
Se realmente não é a sua praia, evite, mas no geral, é um excelente filme, com uma trama agradável e uma história que não decepciona, o filme é uma boa pedida e diversão garantida.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Tim Burton, o deslocado
Kristian Dowling/Associated PressBURTON - Aí é que está a beleza desta obra. Por mais que tenham sido feitas mil análises sobre “Alice no País das Maravilhas”, a história permanece um enigma e seu poder se mantém ao longo dos anos. Entrar em contato com essa história é como quebrar o “Código Da Vinci”. Eu amo isso! Carroll fez algo que você não consegue penetrar realmente, que não fala ao raciocínio lógico, mas que dialoga com algo profundo em todos nós, algo subconsciente. Para mim, esse é o tipo de criação mais puro e fascinante que existe.
BURTON - Porque o mundo está ficando mais estranho, e não mais normal. No entanto, as pessoas continuam se esforçando em separar realidade de fantasia, quando essa divisão está cada vez mais embaralhada por conta da internet, da televisão etc. Para mim, fantasia sempre foi uma forma de explorar a realidade. Essa é a razão por que gostei tanto de fazer “Alice”. Nela, a vida interior, os sonhos e as imagens bizarras que uma imaginação pode produzir são, no fim das contas, reais e se transformam em ferramentas importantes para lidar com questões concretas.
BURTON - Existem mais de 20 versões de Alice que, a meu ver, sofrem do mesmo problema: tentam ser muito literais. É por isso que nunca me conectei com nenhuma delas. Aquilo de que gostei do roteiro de Linda [Woolverton, roteirista] foi o fato de ela ter pego o universo de Alice e o ter colocado num contexto um pouquinho diferente, criando uma Alice mais velha, com 19 anos. O meu objetivo foi tentar da melhor maneira possível ser verdadeiro com o legado e o espírito dos personagens de Carroll, e não com a história em si. Segui meus instintos e minhas emoções sem medo. E, para mim, essa é a mensagem de “Alice”: continuar a ver as coisas de formas novas, diferentes e estranhas, algo saudável e artístico ao mesmo tempo.
BURTON - Certamente! Ela não se encaixa no mundo nem na idade que tem. Está naquela fase esquisita em que não se sente confortável na própria pele. Há uma certa tristeza naquele personagem, e me identifico muito com ela nesse sentido. Acho que de tempos em tempos me sinto esquisito, desconfortável. Isso se torna mais forte em certas fases da vida. Do início da adolescência aos meus 20 e poucos anos foi um período muito complicado e difícil porque não me identificava com nada nem ninguém. É uma sensação que não abandona você nunca mais. Fica lá em algum lugar por mais que você esteja feliz e realizado. Toda vez que completo uma idade redonda, 30, 40, 50 anos, também enfrento esse desconforto por me sentir vulnerável, em transição.
BURTON - Para começar, hoje eu vivo na casa que era o antigo estúdio de Rackman. É um carma muito bizarro! Ele fez ilustrações de Alice e do Cavaleiro Sem-Cabeça, e hoje moro na casa dele! É incrível! Conheci seu trabalho ainda pequeno, quando vi algumas ilustrações que acompanhavam um conto de Edgar Allan Poe e achei que eram imagens de grande impacto. Por isso sabia de suas ilustrações para um livro de Carroll e as usei como referência.
BURTON - Tenho uma relação engraçada com a Disney. Eles já me convidaram para projetos e depois me mostraram o caminho da porta de saída umas cinco vezes (risos). É uma relação de amor e ódio. Eles me adoram e chamam de volta, depois ficam com raiva de mim e me chutam pra fora. Eu tenho certeza de que isso vai continuar. No caso de Alice, eu disse que queria fazer esse material, sem ser muito sombrio ou fazer nada muito maluco. O material é esquisito o suficiente! É tão subversivo que, se fosse feito hoje em dia, provavelmente seria banido!
BURTON - Pois é! Se fosse produzido nos dias de hoje, jamais seria chamado de literatura infantil. Seria, provavelmente, proibido para crianças. E talvez para adultos também!
BURTON - Eu converso com muita gente que faz filme independente e percebo que os problemas são sempre os mesmos: você precisa da grana de alguém, seja de um estúdio ou de algum ricaço maluco, o que pode ser ainda mais complicado. A natureza do cinema é essa. Eu entendo essa natureza e aprendi a aceitá-la. Hoje consigo fazer filmes grandes ou de orçamento pequeno.
BURTON - Nós nunca pensamos nisso, e talvez seja essa a mágica. Nós vivemos o presente, não pensamos no que já fizemos nem no que vamos fazer no futuro. Além disso, temos um gosto muito parecido, e isso ficou muito claro pra mim em “Edward Mãos de Tesoura”. Temos um atalho na comunicação que torna tudo mais fácil e divertido.
BURTON - Eu não sei se teria feito esse filme se não fosse 3D. A proposta me pareceu uma mistura de mídias interessante. E isso me deixou muito animado. O 3D é mais uma ferramenta. Algo que tem potencial de adicionar mais uma camada extra de sensações ao cinema. Existe a música, a cor, o movimento... e o 3D. Mas essa tecnologia não vai ser salvadora de nada nem a razão de ser do cinema. Pode acreditar que nos próximos meses será lançada uma porção de filmes 3D bem porcarias porque muita gente vai achar que basta ser 3D para ser bom. É a nova onda.
BURTON - Vou refilmar “Frankenweenie”, o segundo filme da minha carreira, em 3D.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Aficionado por ficção?

Blade Runner é ficção científica pura. O filme dirigido por Ridley Scott, que tem em seu elenco nomes como Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Daryl Hannah e Edward James Olmos, tornou-se um cult dos anos 80.
Atual até hoje, seu roteiro mescla boas doses de aventura, o suspense de um bom thriller, e até um pouco de drama. Alguns ousam dizer que existem até pitadas filosóficas ao longo da história.
No filme, que acontece no século 21 (antigamente o século 21 parecia tão distante), um policial é designado para exterminar andróides, conhecidos como Replicantes, que se revoltaram contra o sistema e se misturaram aos seres humanos. O filme desenha um futuro escuro e multicultural, cheio de poluição visual, prédios enormes e grandes diferenças sociais (acho que quase todos os filmes de ficção imaginavam algo assim).
O filme é diversão garantida. Com efeitos que funcionam até hoje e um elenco que trabalha muito bem. Existem versões diferentes, a original de 1982, e uma outra de 1992 com cenas extras e algumas modificações (versão do diretor), mas ambas são excelentes. Uma ótima pedida para um vídeo a qualquer hora.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Luz, câmera, suor!
O ranking relaciona somente longas-metragens de ficção (os documentários sobre esporte merecem uma lista à parte), mas foram privilegiadas as histórias baseadas em fatos verídicos. O critério decisivo foi a capacidade de recriar na tela as sensações experimentadas por atletas e também por torcedores.
10 - "Wimbledon - O Jogo do Amor" (Wimbledon, 2004) O maior templo do tênis mundial ambienta a jornada heroica de um veterano em decadência (Paul Bettany) que encontra forças para avançar no torneio graças ao romance com uma jovem atleta (Kirsten Dunst). As cenas de partidas são impecáveis.
9 - "Um Domingo Qualquer" (Any Given Sunday, 1999) A temporada de um fictício time de futebol americano, Miami Sharks, tratada como espiral de emoções, rivalidades e disputas de bastidores. Destaque para o técnico veterano (Al Pacino), o quarterback afastado por contusão (Dennis Quaid) e a filha do proprietário (Cameron Diaz).
8 - "Grand Prix" (idem, 1966) Imagens de corridas da Fórmula 1 em 1966 foram usadas nessa recriação do circo do automobilismo, mas os carros dos personagens (interpretados por James Garner e Yves Montand, entre outros) eram de Fórmula 3. Na trama, toda a adrenalina que circula em autódromos.
2 - "Carruagens de Fogo" (Chariots of Fire, 1981) O atletismo em visão espiritualizada, com célebre trilha sonora de Vangelis, a partir da vitoriosa participação da equipe britânica nos Jogos Olímpicos de 1924, em Paris. A história se concentra no missionário escocês Eric Liddell (Ian Charleson) e no estudante judeu Harold Abrahams (Ben Cross).
1 - "Touro Indomável" (Raging Bull, 1980) Como o boxe é o esporte que melhor tratamento recebeu do cinema, a liderança no ranking fica, em nome de todos os outros grandes filmes sobre boxeadores, com a também espiritualizada visão da trajetória verídica do meio-pesado Jake LaMotta (Robert De Niro), da sarjeta ao triunfo, dali novamente à sarjeta, e por fim até a redenção. quarta-feira, 14 de abril de 2010
Sucesso nos quadrinhos, mas na telona...

Constantine não é tão novo (foi lançado no longelíneo ano 2003), nem se caracterizou como um sucesso absoluto. Na verdade, esta adaptação dos quadrinhos não agradou quase nada. Prova de que nem todos os sucesso dos quadrinhos servem para as telonas (ou telinhas).
O próprio roteiro teve vários remendos, atores que não aceitaram os papéis, o protagonista (originalmente britânico) precisou ser repatriado e o nome da história original (Hellblazer) também foi alterado.
O elenco tem a participação de Keanu Reeves, Rachel Weisz e até Shia LaBeouf (acho que um dos seus primeiros filmes), em atuações sem nenhum glamour (confesso que ver Keanu como protagonista em qualquer filme não me anima nem um pouco).
O resultado é um filme com boas doses de ação, efeitos e fotografia sinistros (que não agradam), num roteiro cuja narrativa lenta torna a história cansativa, e um elenco que, trabalhou como se não estivesse recebendo salário.
Constantine conta a história do exorcista John Constantine, que, literalmente, chegou ao inferno. Ele une-se à policial Angela para solucionar o misterioso assassinato da irmã gêmea dela. A investigação leva a dupla a um mundo sombrio, com anjos e demônios, provocando vários acontecimentos terríveis. A partir de agora, o único objetivo deles é conseguir se livrar das forças do mal e ter paz novamente, custe o que custar.
O filme vale ser assistido, mas sem muitas pretensões. Na verdade, sugiro assistir naqueles pacotes de fim de semana, em que são vistos vários filmes na sequência (ele pode ser o primeiro ou o segundo da série).