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sexta-feira, 8 de março de 2013

007 - Operação Skyfall

256774Sempre gostei dos filmes de 007. Eles tinham aquele detalhe inteligente, aquele diálogo sagaz, aquele roteiro redondinho. Sempre combinou bem ação, romance, comédia (toques irônicos geniais), e nos últimos tempos, muita adrenalina. Alguns atores representavam melhor do que outros, e a gente sempre selecionava os melhores. Daniel Craig parecia não merecer o papel do maior agente secreto de todos os tempos, mas parece ter amadurecido como James Bond, e hoje oferece ao espectador, muito provavelmente, um dos melhores 007 que já existiram.

Operação Skyfall é surpreendente. Grandes doses de ação e aventura, seleção musical de altíssima qualidade, excelentes efeitos visuais, elenco de altíssimo nível, uma fotografia de tirar o fôlego, e a mesma inteligência de sempre, com um roteiro impressionante e que prende a atenção do começo ao fim.

Daniel Craig e Javier Bardem fazem papeis antagônicos fantásticos. Javier talvez não seja o melhor vilão de James Bond, mas ainda assim conquista a tela.

A ação continua como o ponto forte do filme. Muito tiroteio, muita perseguição, muitas corridas de carros, muita luta, tudo impressionante e movimentado. O roteiro também é de alto nível, e não se perde em detalhes desnecessários ou passagens previsíveis.

No filme, a lealdade de James Bond (Daniel Craig) à M (Judi Dench) é testada quando seu passado volta a atormentá-la. Com a MI6 sendo atacada, o agente 007 precisa rastrear e destruir a ameaça, sem se importar o quão pessoal será o custo disto.

Excelente filme. Alto nível do começo ao fim. Elenco de primeira linha, maravilhosas sequências de ação, seleção musical vencedora do prêmio Oscar 2013, e um roteiro que garante o entretenimento até do espectador mais exigente. Imperdível. Um filme que segue a tradição da saga 007 com a mesma inteligência e a contínua dose de adrenalina.


FICHA TÉCNICA

Diretor: Sam Mendes
Elenco: Daniel Craig, Javier Bardem, Judi Dench, Naomie Harris, Bérénice Marlohe, Ralph Fiennes, Albert Finney, Ben Whishaw, Rory Kinnear, Helen McCrory, Ola Rapace, Rory Kinnear, Nichola Fynn, Santi Scinelli, Senem Temiz, Michael G. Wilson, Nicholas Woodeson, Milorad Kapor, Elize du Toit, Tom Wu, Ben Loyd-Holmes, Benjayx Murphy, Adebayo Bolaji, Beatrice Curnew, Duncan Meadows, Mihai Arsene, Christopher Sciueref, Simon DeSilva, Mayo Oliver, Glenn Webster, Stuart Mulcaster, Alan Low, Russell Balogh, Greg Bennett, Carol Bunting, Duncan Casey, Kris Dillon Jr., Amber Elizabeth, David Frost, Daniel Harland, Luke Howard, Craig Izzard, Joanna Jeffrees, Shaun Lucas, Darren Lynch, Katherine Elizabeth McLean, Eric Michels, Gerald Tomkinson, Dion Williams.
Produção: Barbara Broccoli, Michael G. Wilson
Roteiro: Neal Purvis, Robert Wade, John Logan
Fotografia: Roger Deakins
Trilha Sonora: David Arnold
Duração: 145 min.
Ano: 2012
País: EUA/ Reino Unido
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) / Sony Pictures Entertainment / Albert R. Broccoli's Eon Productions
Classificação: 12 anos

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Cowboys & Aliens

Quando se reúne dois dos mais tradicionais estilos de produção do cinema americano, o bom e velho bang bang (ou western, ou faroeste, ou outro nome que o valha), e o não tão novo, mas também funcional filme de invasão por alienígenas, de ficção científica, ou algo do gênero, o resultado pode surpreender, e é isso mesmo o que acontece no longa Cowbos & Aliens.

Em mais uma adaptação dos quadrinhos, o filme faz um mix desses dois gêneros, e não decepciona. Consegue dosar com maestria um pouco de cada estilo, e o resultado final agrada o fã mais exigente que prefere qualquer um dos lados.

O elenco é de primeiríssima linha, com Daniel Craig e Harrison Ford liderando o grupo. Efeitos especiais ao melhor estilo Independence Day também enriquecem a trama que tem como diferencial, justamente essa união inusitada entre o clássico e o moderno.

Pra ser bem honesto, o filme tem um roteiro com começo, meio e fim bem delimitados, mas rola uma sensação de que poderia haver uma continuação. Que um segundo filme poderia vir a calhar. Enfim, deixa o gosto para uma continuação. Algo que já foi cogitado para se transformar em uma série de TV, mas sem confirmações ou até continuidade do projeto.

A sensação de continuide nem se deve ao fato de ser uma produção fantástica, mas é o tipo de filme que entrega boas doses de entretenimento ao seu espectador, e que, no fundo, tem um roteiro bastante funcional e agradável.

O filme conta que em 1873, um estranho (Daniel Craig), sem memória do seu passado, acorda na estranha cidade de Absolution com uma misteriosa pulseira em seu braço. Logo, ele descobre que não é bem-vindo e nenhum habitante faz algo sem a ordem do coronel Dolarhyde (Ford). No entanto, quando a cidade é invadida por alienígenas, o estranho que eles rejeitaram torna-se a única esperança de salvação. Com a ajuda da viajante Ella (Olivia Wilde), ele reúne um bando formado por seus ex-adversários - Dolarhyde e seus homens, guerreiros Apache -, entre outros moradores da cidade para combater os perigosos invasores.

Uma produção bem interessante, que inclui boas doses de ação ao mesclar dois estilos de sucesso dos cinemas. Tem um elenco bem funcional, e uma proposta bastante inovadora e agradável. Atende aos fãs dos dois estilos, e conseue ir além, deixando uma sensação de quero mais. Não é uma produção fantástica, mas garante o divertimento de toda a família, com muitos tiros, explosões, índios, vaqueiros, naves, alenígenas, tudo misturado, junto, e ao mesmo tempo. Boa pedida para quem procura um filme sem compromisso.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Jon Favreau
Elenco: Sam Rockwell, Olivia Wilde, Harrison Ford, Daniel Craig, Clancy Brown
Produção: Johnny Dodge, Brian Grazer, Ron Howard, Alex Kurtzman, Damon Lindelof, Roberto Orci, Scott Mitchell Rosenberg
Roteiro: Roberto Orci, Alex Kurtzman
Fotografia: Matthew Libatique
Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams
Duração: 118 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Imagine Entertainment / DreamWorks SKG / Universal Pictures / Reliance Entertainment / Relativity Media / Platinum Studios / Imagine Entertainment / K/O Paper Products / Fairview Entertainment
Classificação: 12 anos

terça-feira, 3 de abril de 2012

Millenium - Os homens que não amavam as mulheres



Millenium - Os homens que não amavam as mulheres é uma adaptação do primeiro volume da trilogia de livros de mesmo nome. Não tive a oportunidade de lê-los, e tenho certeza que o material escrito é muito mais rico que o filme, por isso, me limitarei a escrever apenas a respeito do filme. Pra ser sincero, a construção do filme é muito agradável. O roteiro é muito inteligente, personagens fortes, uma história forte e que provoca uma reflexão positiva.

Em alguns momentos, o filme lembra O Escritor Fantasma, por causa do mistério e do lado investigativo que envolve um jornalista. Mas as semelhanças param por aí. Millenium é um drama mais pesado, mais forte, que exige mais de seu espectador. No entanto, alguns elementos que surgem ao longo da trama ficam no ar. Ficam sem resposta. Ou pior, se tornam desnecessários para o andamento do filme. Pra falar a verdade, alguém com tanto dinheiro, como é o caso de um dos personagens, dificilmente optaria por contratar um jornalista para investigar algo importante para ele, ao invés de tentar algum especialista, talvez um ex-agente do FBI ou CIA.

Mesmo assim, o filme não deixa a desejar. Em nenhum momento pode ser chamado de previsível. É envolvente e consegue entreter de maneira muito boa seu espectador. Tem em sua fotografia o aspecto europeu mais destacado. Se confunde um pouco com as belas produções inglesas por causa das escolhas de cena. É um jeito interessante de apresentar a história. Exceto por algumas partes a mais, que prolongam e deixam o filme um pouco cansativo, tudo funciona muito bem.

O elenco, encabeçado por Daniel Craig, surpreende. Craig dá o tom da trama e é parte fundamental do elemento inteligência ao longo da produção. Mas o maior destaque é, sem dúvida nenhuma a atriz Rooney Mara. Ela é determinante no desenrolar do filme. Ela rouba a cena e consegue se transformar no centro da produção, com uma atuação convincente, forte, e extremamente racional.

No filme, Mikael Blomkvist (Daniel Craig) é um jornalista econômico determinado a restaurar sua honra, depois de ser condenado na justiça por difamação. Contratado por um dos industriais mais ricos da Suécia, Henrik Vanger (Christopher Plummer), para investigar o desaparecimento de sua sobrinha Harriet (Moa Garpendal), há 36 anos, ele se muda para uma ilha remota na costa gelada da Suécia sem saber o que o aguarda. Ao mesmo tempo, Lisbeth Salander (Rooney Mara), hacker da Milton Security, é contratada para levantar a ficha e os antecedentes de Blomkvist, missão que será o ponto de partida para que ela se una a Mikael na investigação de quem matou Harriet.

Uma produção forte. Um drama pesado, mas inteligente. Com um agradável ar de investigação e mistério. Elenco bastante equilibrado. E uma fotografia bem destacada. Uma excelente pedida para quem gosta de detalhes e uma história que provoca, que parece fazer com que o espectador faça parte da solução ou da procura por ela. Bastante diferente do que é normalmente encontrado em outros filmes. Excelente para a sessão de vídeo na noite de sexta ou sábado.

FICHA TÉCNICA
Diretor: David Fincher
Elenco: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Stellan Skarsgård, Robin Wright, Goran Visnjic, Embeth Davidtz, Joely Richardson, Joel Kinnaman, Elodie Yung, Julian Sands
Produção: Ceán Chaffin, Scott Rudin, Søren Stærmose, Ole Søndberg
Roteiro: Steven Zaillian, baseado na obra de Stieg Larsson
Fotografia: Jeff Cronenweth
Trilha Sonora: Trent Reznor, Atticus Ross
Duração: 158 min.
Ano: 2011
País: EUA/ Suécia/ Reino Unido/ Alemanha
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Film Rites / Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) / Scott Rudin Productions / Columbia Pictures / Yellow Bird Films
Classificação: 16 anos

segunda-feira, 12 de março de 2012

A Casa dos Sonhos



Daniel Craig é um ator marcado por seu papel como 007, mas no fundo, diferente de outros que passaram pelo mesmo personagem e não conseguiram fazer qualquer outro filme decente, ele costuma fazer bons filmes, e ter boas interpretações.

É o caso de A Casa dos Sonhos, um suspense que beira o drama, mas que consegue fazer o suficiente para prender a atenção do seu espectador. A história lembra outros filmes, e essa sensação de repeteco causa um certo desconforto. Mas no geral é um filme bastante razoável, com bons elementos e que garante a satisfação de quem o assiste.

Além de Craig, o elenco conta com as belíssimas e competentes Rachel Weisz e Naomi Watts. Duas atrizes que encaixam bem nesse estilo de filme. O resto do elenco também vai bem e não interfere no desenrolar da trama. A fotografia dá mesmo aquela sensaçãozona de filme de suspense. Bons sustos, boas cenas de luta, belas sequências que fazem com que o espectador se sinta dentro do filme e, por vezes, faça parte das dúvidas que percorrem a história e questione o que é realidade ou não.

No filme, Will Atenton (Daniel Craig) é um editor de livros que deixa Nova York e se muda com sua esposa (Rachel Weisz) e suas duas filhas para uma cidadezinha exótica. A nova casa dos sonhos dessa família já foi cenário de um assassinato cruel: uma mulher e seus filhos, e o principal suspeito é o pai daquelas crianças, único sobrevivente do crime. Will, então, começa a investigar o caso e conta com a ajuda da vizinha Ann (Naomi Watts). Em meio às descobertas, Will percebe que este não é o único caso aterrorizante daquela casa. Outros que passaram por ali tiveram suas vidas drasticamente mudadas.

Um bom filme no estilo suspense. Elenco de alta qualidade, em um história com muitas passagens previsíveis e até já utilizadas em outras produções (você sai do filme com aquela sensação de já ter visto aquilo em alguma outra produção), mas ainda assim, uma bela pedida. Cumpre seu papel e consegue envolver seu espectador, confundindo realidade e memória, com boas doses de entretenimento. Uma boa pedida para a sessão noturna de vídeo de sexta ou sábado.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jim Sheridan
Elenco: Daniel Craig, Rachel Weisz, Naomi Watts, Marton Csokas, Claire Geare, Taylor Geare
Produção: Daniel Bobker, Ehren Kruger, David C. Robinson, James G. Robinson
Roteiro: David Loucka
Fotografia: Caleb Deschanel
Trilha Sonora: John Debney
Duração: 92 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Cliffjack Motion Pictures / Morgan Creek Productions
Classificação: 14 anos

quarta-feira, 21 de abril de 2010

MGM interrompe filmagem de novo '007' por crise financeira




Fonte: EFE em http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201004201719_EFE_78908302&idtel=

Os problemas financeiros no estúdio Metro Goldwyn Mayer (MGM) levaram à suspensão por tempo indefinido da filmagem do novo longa-metragem do agente 007, James Bond, segundo um comunicado divulgado hoje pela produtora Eon Productions.

O mais famoso dos espiões britânicos esteve pela última vez no cinema em 2008, interpretado por Daniel Craig no filme Quantum of Solace, e estava previsto que um novo capítulo da série da MGM chegasse aos cinemas no final de 2011 ou no início de 2012 para comemorar os 50 anos da franquia.

"Devido às incertezas sobre o futuro da MGM e o fracasso nas tentativas de venda do estúdio, suspendemos o desenvolvimento de Bond 23 por tempo indeterminado", afirmaram os produtores Eon, Barbara Broccoli e Michael G. Wilson.

Broccoli e Wilson disseram que não sabem quando o projeto "será retomado" e que não têm uma data para a estreia do filme, "que é uma sequência de Quantum of Solace.

Até agora, a próxima produção de Bond estava sendo supervisionada por Sam Mendes, que tinha participado da criação do roteiro com a intenção de chegar a dirigir o filme.

Desde 1995, Eon tem os direitos para a realização dos filmes de James Bond produzidos pela MGM, companhia com uma dívida de US$ 3,7 bilhões.

Os credores do estúdio pressionaram pela venda ou reestruturação com um novo fluxo de capital que permita a MGM ser totalmente independente. A Warner Brothers ofereceu US$ 1,5 bilhão para assumir o controle da companhia, mas ainda não houve resposta à oferta.

Os dois últimos filmes de James Bond, Cassino Royale e Quantum of Solace, foram coproduções de Sony e MGM e arrecadaram quase US$ 1,12 bilhão de bilheteria no mundo, apesar de posteriormente a MGM ter recuperado o controle unitário da franquia.