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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Cowboys & Aliens

Quando se reúne dois dos mais tradicionais estilos de produção do cinema americano, o bom e velho bang bang (ou western, ou faroeste, ou outro nome que o valha), e o não tão novo, mas também funcional filme de invasão por alienígenas, de ficção científica, ou algo do gênero, o resultado pode surpreender, e é isso mesmo o que acontece no longa Cowbos & Aliens.

Em mais uma adaptação dos quadrinhos, o filme faz um mix desses dois gêneros, e não decepciona. Consegue dosar com maestria um pouco de cada estilo, e o resultado final agrada o fã mais exigente que prefere qualquer um dos lados.

O elenco é de primeiríssima linha, com Daniel Craig e Harrison Ford liderando o grupo. Efeitos especiais ao melhor estilo Independence Day também enriquecem a trama que tem como diferencial, justamente essa união inusitada entre o clássico e o moderno.

Pra ser bem honesto, o filme tem um roteiro com começo, meio e fim bem delimitados, mas rola uma sensação de que poderia haver uma continuação. Que um segundo filme poderia vir a calhar. Enfim, deixa o gosto para uma continuação. Algo que já foi cogitado para se transformar em uma série de TV, mas sem confirmações ou até continuidade do projeto.

A sensação de continuide nem se deve ao fato de ser uma produção fantástica, mas é o tipo de filme que entrega boas doses de entretenimento ao seu espectador, e que, no fundo, tem um roteiro bastante funcional e agradável.

O filme conta que em 1873, um estranho (Daniel Craig), sem memória do seu passado, acorda na estranha cidade de Absolution com uma misteriosa pulseira em seu braço. Logo, ele descobre que não é bem-vindo e nenhum habitante faz algo sem a ordem do coronel Dolarhyde (Ford). No entanto, quando a cidade é invadida por alienígenas, o estranho que eles rejeitaram torna-se a única esperança de salvação. Com a ajuda da viajante Ella (Olivia Wilde), ele reúne um bando formado por seus ex-adversários - Dolarhyde e seus homens, guerreiros Apache -, entre outros moradores da cidade para combater os perigosos invasores.

Uma produção bem interessante, que inclui boas doses de ação ao mesclar dois estilos de sucesso dos cinemas. Tem um elenco bem funcional, e uma proposta bastante inovadora e agradável. Atende aos fãs dos dois estilos, e conseue ir além, deixando uma sensação de quero mais. Não é uma produção fantástica, mas garante o divertimento de toda a família, com muitos tiros, explosões, índios, vaqueiros, naves, alenígenas, tudo misturado, junto, e ao mesmo tempo. Boa pedida para quem procura um filme sem compromisso.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Jon Favreau
Elenco: Sam Rockwell, Olivia Wilde, Harrison Ford, Daniel Craig, Clancy Brown
Produção: Johnny Dodge, Brian Grazer, Ron Howard, Alex Kurtzman, Damon Lindelof, Roberto Orci, Scott Mitchell Rosenberg
Roteiro: Roberto Orci, Alex Kurtzman
Fotografia: Matthew Libatique
Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams
Duração: 118 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Imagine Entertainment / DreamWorks SKG / Universal Pictures / Reliance Entertainment / Relativity Media / Platinum Studios / Imagine Entertainment / K/O Paper Products / Fairview Entertainment
Classificação: 12 anos

terça-feira, 10 de abril de 2012

Independence Day



Independence Day foi um marco para o cinema. Não fez tanto barulho quanto Avatar, mas foi igualmente chocante, devido a sua proposta de invasão alienígena, que destrói o planeta (ok, primeiramente boa parte dos EUA), e por seus efeitos especiais extravagantes.

Fato é que não chega a ser uma produção ruim. Hoje temos opções melhores, e até mesmo a ideia de invasão já ficou tão comum, que qualquer outra produção que proponha isso deve se esforçar para não repetir algum filme das antigas. Independence Day virou referência nesse quesito. Creio ser difícil propor um filme de ficção científica sem esbarrar na ideia desse roteiro.

A parte gráfica é realmente surpreendente. Excelente áudio e excelentes efeitos especiais. E o elenco é um apanhado de bons atores, com destaque para Will Smith, Bill Pullman e Jeff Goldblum.

O roteiro não surpreende. É a velha máxima da cospiração interplanetária que também quer destruir a América (leia EUA). Nada contra. Em alguns casos funciona bem, e eles parecem gostar de fazer o papel de vítimas, só pelo prazer de reverter a situação e sair vitoriosos de qualquer situação controversa que possa aparecer. O que também funciona bem, já que o espectador curte essa linha de bandidos e mocinhos bem delineada, e com a vitória do bem, no final feliz.

No filme, uma raça alienígena envia gigantescas naves à Terra, que realizam poderosos ataques às principais cidades do planeta. Até que, quase derrotados, um grupo liderado pelo presidente dos Estados Unidos resolve contra-atacar.

Filme previsível, mas que garante boa dose de entretenimento. Elenco agradável, excelentes efeitos especiais e ótimo áudio. A história ganhou muitos concorrentes, mas virou referência por seu ineditismo na época. O filme parece se alongar demais, e por isso fica cansativo em algumas partes. É uma boa pedida para a matinê de sábado, ou como a TV a cabo costuma fazer, para a seleção de filmes do Natal.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Roland Emmerich
Elenco: Will Smith, Bill Pullman, Jeff Goldblum, Mary McDonnell, Judd Hirsch.
Produção: Roland Emmerich
Roteiro: Roland Emmerich
Fotografia: Karl Walter Lindenlaub
Trilha Sonora: David Arnold
Duração: 145 min.
Ano: 1996
País: EUA
Gênero: Ficção Científica
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida