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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Metro Goldwyn Mayer, um leão que agoniza em sua dívida



O estúdio Metro Goldwyn Mayer (MGM) agoniza ante uma dívida multimilionária e procura desesperadamente uma solução financeira que mantenha o leão mais famoso de Hollywood rugindo nos cinemas do século XXI.


A ameaça da quebra iminente sobrevoa a produtora de clássicos com "O Mágico de Oz" (1939), "E o Vento Levou" (1939), "Ben-Hur" (1959), a saga do agente secreto 007, além de ser recentemente encarregada de desenvolver a esperada série da obra literária "O Hobbit", originalmente escrita por J. R. R. Tolkien, mesmo autor de "O Senhor dos Anéis".


A MGM acumula atualmente dívida de US$ 3,7 bilhão e, apesar de seu grandioso catálogo de filmes, sua renda tem sido duramente prejudicada pela crise, especialmente na divisão de DVDs. Incapaz de tapar o rombo financeiro, o estúdio está a meses tentando ganhar tempo para encontrar uma alternativa ao fechamento, cogitando desde uma fusão ou até a - pouco provável - venda.


A MGM informou ontem que conseguiu uma nova prorrogação para pagar parte da dívida de US$ 3,7 bilhões que ameaça levá-la à quebra. É o sexto adiamento dado pelos credores. O objetivo é que a MGM apresente um plano de reestruturação que evite seu desmantelamento.
Se a concessão não fosse feita, o estúdio teria que pagar US$ 500 milhões hoje, entre devolução do valor principal e os juros. O prazo está agora adiado para 15 de setembro. Em junho de 2011 vence o prazo para o pagamento de US$ 1 bilhão. Até 2012, se as datas de pagamento estiverem cumpridas, a dívida estará liquidada.


Para entender a origem do problema, é preciso voltar a 2004, ano em que a Sony, a empresa de telecomunicações Comcast e as financeiras Providence Equity e TPG Capital lideraram uma operação para comprar a MGM a crédito por cerca de US$ 5 bilhões.


Uma estimativa posterior considerou a operação supervalorizada, consequência da alta de preços em meio a um bom momento da economia, mas que serviu para a Sony garantir que os filmes da MGM adotassem o seu formato de reprodução digital Blu-Ray - até então brigando com o HD -DVD da Toshiba.


A explosão da bolha financeira e a consequente seca do crédito no mercado pôs uma corda no pescoço do estúdio fundado em 1924, cuja sobrevivência parecia irremediavelmente fadada a se fundir com produtoras menores, como Spyglass, Summit ou Lionsgate.


O trâmite, que precisa da aprovação dos acionistas e dos credores, ajudaria a MGM em uma reestruturação que, no caso da Spyglass ("O Sexto Sentido", 1999) implicaria em demissões, na eliminação do departamento de distribuição e na mudança da sede para instalações mais baratas, como foi divulgado no jornal "Los Angeles Times".


Pouco se sabe da proposta da Summit, companhia que vive um bom momento com o sucesso da saga "Crepúsculo", mas especula-se que os diretores fariam cortes menos drásticos na MGM que os propostos pela Spyglass.


Já o Lionsgate ("Jogos Mortais", 2004) foi um dos primeiros entre os pequenos estúdios de Hollywood a se mostrar interessados no estúdio. No começo do ano, a produtora fez uma oferta de compra de US$ 1,4 bilhão, mas a retirou devido a um desacordo entre seus acionistas majoritários.


Como até hoje as disputas internas pelo poder na Lionsgate continuam sem resolução, a possibilidade de um resgate à MGM parece mais complicada.


Outra proposta veio, segundo o blog "Hollywood Deadline.com", da produtora Relativity Media, que estaria disposta a investir US$ 500 milhões na MGM para que comecem a rodar projetos rentáveis, como a nova aventura de James Bond ou os dois outros filmes da saga "O Hobbit".
Uma opção mais improvável é a proposta de compra da gigante midiática News Corporation, que, através da filial Time Warner, ofereceu US$ 1,5 bilhão pela MGM, uma quantia considerada insuficiente, mas que não foi formalmente rejeitada pelos credores.


quarta-feira, 21 de abril de 2010

O fim dos estúdios MGM?


Não é a primeira vez que ouço falar na venda ou fechamento dos estúdios Metro Goldwyn Mayer - MGM, conforme pode ser visto nos posts anteriores. Na verdade, muitos dos estúdios já passaram por problemas parecidos, e alguns até já foram comercializados ou até mesmo fechados (caso da Miramax, comprada e fechada pela Disney, e Paramount, comprada por um grupo de investidores).


Hoje, por exemplo, a MGM não é uma marca "autônoma". Sua proprietária, a japonesa Sony Pictures Entertainment, já é dona de outro grande estúdio de Hollywood, a Columbia Pictures, e hoje em dia, a Metro vive de seus sucessos do passado.


O fato é que chega a ser triste ouvir esse tipo de notícia. Como um apaixonado por filmes, o leão da MGM fez parte da minha infância, seus desenhos, seus filmes e, atualmente, até seu canal da TV a cabo.







Suas produções costumavam fazer muito sucesso e sempre havia a preocupação com a qualidade. Muitos, inclusive, fazem sucesso até hoje. Casos como o de 007 e seu James Bond, A Pantera Cor de Rosa, Rocky Balboa, O Mágico de Oz, E o Vento Levou, e produções de época com nomes consagrados como Greta Garbo, Joan Crawford, Vivian Leigh, Judy Garland, Fred Astaire, Gene Kelly e Frank Sinatra, em musicais memoráveis, além de tantos outros.



A própria MGM acabou se associando a outro grande nome em 1981, quando comprou a United Artists e, foi justamente nessa época que suas dívidas começaram a aumentar.



As transformações que o cinema sofreu, com produções repletas de efeitos especiais, cachês cada vez maiores para os atores e atrizes considerados estrelas, além da nova fórmula que recheia os roteiros (muito movimento e pouco conteúdo), também serviram para minar a estrutura do estúdio.


Sua história é muito rica, são tantos exemplos e excelentes produções, que seria necessário muito mais espaço por aqui, mas sinto que seria uma perda imensa se o nome MGM viesse a desaparecer. Tenho certeza que muitos adimiradores dos bons filmes e de tantos clássicos do cinema sentiriam falta de um nome tão importante. E você, o que pensa sobre isso? Mande a sua opinião.

Estúdio Metro-Goldwyn-Mayer estuda ofertas de compra

Fonte: AFP em http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201003231704_AFP_78844752

Os estúdios Metro-Goldwyn-Mayer, que atravessam muitas dificuldades financeiras, anunciaram nesta terça-feira ter recebido várias propostas financeiras, inclusive de compra, que estão sendo examinadas, segundo um comunicado.

Durante este prazo de avaliação, o estúdios têm a intenção de negociar com seus credores para adiar os prazos de pagamentos de 31 de março e 8 de abril, o que constitui um novo adiamento do pagamento de US$ 3,7 bilhões que deve.

A MGM não revelou o nome dos interessados. Entre as opções, avalia a possibilidade de continuar funcionando como uma entidade independente e a possibilidade de vender suas atividades.

O jornal The New York Times afirma que nenhuma das ofertas feita supera os US$ 1,5 bilhão, quando a MGM esperava 2 bilhões. Esta situação poderá conduzir a empresa à falência e posteriormente ser recuperada pelos credores.

A MGM afirma ter o maior catálogo de filmes do mundo,c om 4 mil títulos, incluindo a série James Bond, Pantera Cor de Rosa e Rocky.

MGM interrompe filmagem de novo '007' por crise financeira




Fonte: EFE em http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201004201719_EFE_78908302&idtel=

Os problemas financeiros no estúdio Metro Goldwyn Mayer (MGM) levaram à suspensão por tempo indefinido da filmagem do novo longa-metragem do agente 007, James Bond, segundo um comunicado divulgado hoje pela produtora Eon Productions.

O mais famoso dos espiões britânicos esteve pela última vez no cinema em 2008, interpretado por Daniel Craig no filme Quantum of Solace, e estava previsto que um novo capítulo da série da MGM chegasse aos cinemas no final de 2011 ou no início de 2012 para comemorar os 50 anos da franquia.

"Devido às incertezas sobre o futuro da MGM e o fracasso nas tentativas de venda do estúdio, suspendemos o desenvolvimento de Bond 23 por tempo indeterminado", afirmaram os produtores Eon, Barbara Broccoli e Michael G. Wilson.

Broccoli e Wilson disseram que não sabem quando o projeto "será retomado" e que não têm uma data para a estreia do filme, "que é uma sequência de Quantum of Solace.

Até agora, a próxima produção de Bond estava sendo supervisionada por Sam Mendes, que tinha participado da criação do roteiro com a intenção de chegar a dirigir o filme.

Desde 1995, Eon tem os direitos para a realização dos filmes de James Bond produzidos pela MGM, companhia com uma dívida de US$ 3,7 bilhões.

Os credores do estúdio pressionaram pela venda ou reestruturação com um novo fluxo de capital que permita a MGM ser totalmente independente. A Warner Brothers ofereceu US$ 1,5 bilhão para assumir o controle da companhia, mas ainda não houve resposta à oferta.

Os dois últimos filmes de James Bond, Cassino Royale e Quantum of Solace, foram coproduções de Sony e MGM e arrecadaram quase US$ 1,12 bilhão de bilheteria no mundo, apesar de posteriormente a MGM ter recuperado o controle unitário da franquia.