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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Justiça dos EUA aprova plano para reestruturação dos estúdios MGM

Um juiz de Nova York deu nesta quinta-feira o sinal verde para o plano de reestruturação apresentado pelo estúdio Metro Goldwyn Mayer (MGM) para sair da situação de quebra declarada há quase um mês.

O juiz Stuart Bernstein aprovou a proposta durante uma audiência realizada nesta quinta-feira e que permitirá que o estúdio saia dessa situação e realize as mudanças em seu quadro de acionistas.

A proposta para a reestruturação da MGM, que tem dívidas avaliadas em US$ 4 bilhões, se baseia em um acordo com a produtora Spyglass Entertainment, cujos executivos passarão a dirigir o estúdio assim que este sair da situação de quebra.

A operação foi possível após ser aprovada pelos credores da empresa, que concordaram em transformar sua participação na dívida em ações da nova MGM. A reforma reduzirá drasticamente o tamanho da companhia, com a função de produtora suplantando a de distribuidora.

A origem dos problemas financeiros da MGM está no ano de 2004, quando a Sony, a empresa de telecomunicações Comcast e as financeiras Providence Equity e TPG Capital lideraram uma operação para comprar o estúdio por US$ 5 bilhões.

Posteriormente, o valor foi considerado excessivo, já que sofrera influência da alta de preços em meio a uma bonança econômica mundial e do declive das vendas em DVD.

Ao optar pelo procedimento da Lei de Quebra, a MGM rejeitou uma oferta de US$ 2 bilhões apresentada pelo conglomerado India Pariwar e outra de US$ 1,5 bilhão da Time Warner.
A MGM, dona dos direitos da franquia James Bond, possui um catálogo de cerca de quatro mil filmes, entre eles clássicos como "O Mágico de Oz", "E o Vento Levou" e "Ben-Hur".

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O fim dos estúdios MGM?


Não é a primeira vez que ouço falar na venda ou fechamento dos estúdios Metro Goldwyn Mayer - MGM, conforme pode ser visto nos posts anteriores. Na verdade, muitos dos estúdios já passaram por problemas parecidos, e alguns até já foram comercializados ou até mesmo fechados (caso da Miramax, comprada e fechada pela Disney, e Paramount, comprada por um grupo de investidores).


Hoje, por exemplo, a MGM não é uma marca "autônoma". Sua proprietária, a japonesa Sony Pictures Entertainment, já é dona de outro grande estúdio de Hollywood, a Columbia Pictures, e hoje em dia, a Metro vive de seus sucessos do passado.


O fato é que chega a ser triste ouvir esse tipo de notícia. Como um apaixonado por filmes, o leão da MGM fez parte da minha infância, seus desenhos, seus filmes e, atualmente, até seu canal da TV a cabo.







Suas produções costumavam fazer muito sucesso e sempre havia a preocupação com a qualidade. Muitos, inclusive, fazem sucesso até hoje. Casos como o de 007 e seu James Bond, A Pantera Cor de Rosa, Rocky Balboa, O Mágico de Oz, E o Vento Levou, e produções de época com nomes consagrados como Greta Garbo, Joan Crawford, Vivian Leigh, Judy Garland, Fred Astaire, Gene Kelly e Frank Sinatra, em musicais memoráveis, além de tantos outros.



A própria MGM acabou se associando a outro grande nome em 1981, quando comprou a United Artists e, foi justamente nessa época que suas dívidas começaram a aumentar.



As transformações que o cinema sofreu, com produções repletas de efeitos especiais, cachês cada vez maiores para os atores e atrizes considerados estrelas, além da nova fórmula que recheia os roteiros (muito movimento e pouco conteúdo), também serviram para minar a estrutura do estúdio.


Sua história é muito rica, são tantos exemplos e excelentes produções, que seria necessário muito mais espaço por aqui, mas sinto que seria uma perda imensa se o nome MGM viesse a desaparecer. Tenho certeza que muitos adimiradores dos bons filmes e de tantos clássicos do cinema sentiriam falta de um nome tão importante. E você, o que pensa sobre isso? Mande a sua opinião.