sexta-feira, 20 de abril de 2012
Uma saída de mestre
Sempre fui fã do filme Saída de Mestre. Desde quando vi sua primeira versão de 1969 (não, eu não a vi em 1969). Era um filme que associava ação, belas paisagens, uma trama policial internacional, investigação, inteligência, bom elenco, em um produto final sem rebarbas.
A refilmagem não deixou nada disso para trás. Por sinal, parece ter ficado ainda melhor. Tudo vai bem nesta super divertida produção. O elenco, conta com Mark Wahlberg, Charlize Theron, Donald Sutherland, Jason Statham, Seth Green, Mos Def e Edward Norton. Todos em excelente forma, com personagens que agregam muito valor à trama.
O roteiro é fantástico. inteligente, com doses de humor, sem violência barata, mesclando caçadas ao bom estilo polícia e ladrão, ação praticamente do primeiro segundo do filme até o último suspiro, sem exageros, sem detalhes desnecessários, sem momentos lentos ou exageros. É um filme que acerta em todos os aspectos.
Destaque para a fotografia, que apela para cenas muito bem construídas, e passagens belíssimas. Em alguns momentos, a produção parece ser composta de cartões postais, daqueles que a gente fica admirando por horas, num encantamento mágico. A parte visual do filme, associada à ação incessante ditam o ritmo alucinante desta deliciosa produção.
O filme conta que depois de roubar um palácio na Itália, Charlie (Mark Wahlberg) e sua equipe começam a fazer novos planos já que Steve (Edward Norton), ex-sócio de Charlie, o traiu. Para recuperar o produto do roubo na Itália, a gangue - formada pelo gênio da computação Lyle (Seth Green), o bonitão (Jason Statham), o expert em explosivos Left-Ear (Mos Def), o experiente arrombador de cofres John Bridger (Donald Sutherland) e a bela Stella (Charlize Theron) - planeja invadir o controle de tráfego de Los Angeles a fim de criar o maior congestionamento já visto na cidade.
Uma produção deliciosa, que acerta do começo ao fim. Elenco de primeira linha, seleção musical que se adequa à qualidade visual, grandes efeitos e cenas de perseguição e ação muito bem construídas, paisagens lindíssimas, e um roteiro que acerta a mão em todos os aspectos. Mistura ação, perseguição, investigação, num resultado final inteligente e muito atraente. Diversão garantida do começo ao fim. Imperdível!!! Para assistir e até repetir.
FICHA TÉCNICA
Diretor: F. Gary Gray
Elenco: Mark Wahlberg, Charlize Theron, Donald Sutherland, Jason Statham, Seth Green, Mos Def, Edward Norton.
Produção: Donald De Line
Roteiro: Donna Powers, Wayne Powers
Fotografia: Wally Pfister
Trilha Sonora: Photek, John Powell, James McKee Smith, John Ashton Thomas
Duração: 110 min.
Ano: 2003
País: EUA/ França/ Reino Unido
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Paramount Pictures
Classificação: 12 anos
Marcadores:
Charlize Theron,
donald sutherland,
Edward Norton,
Jason Statham,
mark wahlberg,
Mos Def,
seth green,
uma saída de mestre
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Até que os parentes nos separem
Você já deve ter esbarrado neste filme em algum momento da sua vida. Ele não é nenhum grande lançamento, ou um clássico do cinema, mas é um filme com 9 anos de estrada, com cara de produçõa para a sessão da tarde. Divertido, com alguma graça, mas nada fora de série.
Na verdade, só fui saber que se trata de uma refilmagem agora, ao escrever esse post. Ele é baseado no filme de 1979, Casamento de Alto Risco, com Peter Falk, Alan Arkin, Ed Begley Jr., James Hong e David Paymer.
A nova versão conta com Michael Douglas, Michael Boudnar, Albert Brooks, Boyd Banks e Vladimir Radian em seu elenco. E eles até que vão bem em seus papéis. Conseguem agregar valor à trama, que é totalmente dependente da relação entre seus personagens.
Trata-se de uma produção leve, com boas piadas, roteiro inteligente, com ação e comédia bem delineados. Uma produção que aposta na moral da história e nas confusões criadas por seus personagens. Tudo mais é dispensável e só serve como pano de fundo da trama. Não é um filme que se perde em detalhes desnecessários, sendo bastante dinâmico e que flui de maneira leve e rápida.
No filme, Jerry (Albert Brooks) está envolvido com o casamento da única filha, vivendo dias conturbados. Depois de conhecer os pais do noivo, descobre que Steve (Michael Douglas), o pai, trabalha secretamente para a CIA e está sempre disposto a envolver qualquer um que atravesse seu caminho na resolução dos casos mais perigosos. Sem querer, Jerry acaba se metendo em uma série de confusões.
Uma produção que garante boas risadas e o entretenimento de toda a família. Elenco que funciona bem, com boas atuações. Sem exagerar nos detalhes e deixando o filme fluir de maneira natural e rápida, é uma ótima pedida para qualquer matinê de vídeo. É um filme que entrega exatamente o que promete, boas doses de graça, com um pé em alguns clichês, mas sem exageros.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Andrew Fleming
Elenco: Michael Douglas, Michael Boudnar, Albert Brooks, Boyd Banks, Vladimir Radian.
Produção: Bill Gerber, Elie Samaha, Joel Simon, Bill Todman Jr.
Roteiro: Andrew Bergman, Nat Mauldin, Ed Solomon
Fotografia: Alexander Gruszynski
Trilha Sonora: Klaus Baldet, James S. Levine, Paul McCartney, John Powell
Duração: 95 min.
Ano: 2003
País: EUA/ Alemanha
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Franchise Pictures / Further Films
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Happy Feet 2: o Pinguim
Mais uma prova que o mercado vai mal em suas sequências. Happy Feet 2 aposta nos mesmo elementos do seu primeiro volume e, embora sua parte técnica seja muito bonita, seu roteiro não tem o mesmo impacto que a sua primeira edição.
Parece mesmo que a segunda versão é mais dirigida ao público infantil, com elementos que agradam em cheio a criançada. O lado musical ainda é forte e a seleção é bem moderna, a construção dos personagens, as paisagens, a ação, todos esses elementos, ricamente coloridos, vislumbram o olhar e enriquecem a produção.
Mas é, de fato, na história que o filme perde sua força. Algumas passagens lembram o filme anterior, mas não pela questão de localizar a história, mas para repetir elementos que já foram utilizados anteriormente. Isso decepciona, e dá ao espectador aquela sensação de previsibilidade ou repetição desagradável.
A seleção de dubladores ainda aposta em nomes bastante conhecidos, como Elijah Wood, Robin Williams, Hank Azaria, Pink, Brad Pitt, Matt Damon e Sofía Vergara.
No filme, Erik (Ava Acres), filho de Mano (Elijah Wood) e Glória (Pink), está em busca do próprio talento no mundo dos pinguins, já que parece ter uma espécie de coreo-fobia. Por não querer dançar, Erik foge e conhece Sve (Hank Azaria), um pinguim que sabe voar. Como não pode competir com o novo amigo do filho, Mano perde as esperanças, mas uma ameaça une pai e filho na luta pela sobrevivência.
O visual do filme é magnífico. A seleção musical, bastante razoável. Os dubladores pertencem ao primeiro time de astros e estrelas do cinema. Mas o filme aposta na repetição dos elementos da sua versão anterior. Isso não acrescenta muito à produção, que parece ter direcionado seu roteiro para o público infantil. Nesse ponto, eles acertam em cheio, a criançada se apaixona pelos pinguins dançantes e também pelos não tão dançantes. Mas no geral, é um filme previsível e que poderia vender uma história inédita e com muito mais impacto. Pra quem curte animais cantando e dançando, pode ser pedida certa, pra quem quer mais do que uma animação bonita e bem produzida, o filme não proporciona muito entretenimento.
FICHA TÉCNICA
Diretor: George Miller
Elenco: Vozes na versão original de: Elijah Wood, Robin Williams, Hank Azaria, Pink, Brad Pitt, Matt Damon, Sofía Vergara, Common, Hugo Weaving, Magda Szubanski
Produção: George Miller, Bill Miller, Doug Mitchell
Roteiro: George Miller, Warren Coleman, Gary Eck, Paul Livingston
Fotografia: David Dulac, David Peers
Trilha Sonora: John Powell
Duração: 103 min.
Ano: 2011
País: Austrália
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Village Roadshow Productions / Dr D Studios / Warner Bros. Pictures
Classificação: Livre
Parece mesmo que a segunda versão é mais dirigida ao público infantil, com elementos que agradam em cheio a criançada. O lado musical ainda é forte e a seleção é bem moderna, a construção dos personagens, as paisagens, a ação, todos esses elementos, ricamente coloridos, vislumbram o olhar e enriquecem a produção.
Mas é, de fato, na história que o filme perde sua força. Algumas passagens lembram o filme anterior, mas não pela questão de localizar a história, mas para repetir elementos que já foram utilizados anteriormente. Isso decepciona, e dá ao espectador aquela sensação de previsibilidade ou repetição desagradável.
A seleção de dubladores ainda aposta em nomes bastante conhecidos, como Elijah Wood, Robin Williams, Hank Azaria, Pink, Brad Pitt, Matt Damon e Sofía Vergara.
No filme, Erik (Ava Acres), filho de Mano (Elijah Wood) e Glória (Pink), está em busca do próprio talento no mundo dos pinguins, já que parece ter uma espécie de coreo-fobia. Por não querer dançar, Erik foge e conhece Sve (Hank Azaria), um pinguim que sabe voar. Como não pode competir com o novo amigo do filho, Mano perde as esperanças, mas uma ameaça une pai e filho na luta pela sobrevivência.
O visual do filme é magnífico. A seleção musical, bastante razoável. Os dubladores pertencem ao primeiro time de astros e estrelas do cinema. Mas o filme aposta na repetição dos elementos da sua versão anterior. Isso não acrescenta muito à produção, que parece ter direcionado seu roteiro para o público infantil. Nesse ponto, eles acertam em cheio, a criançada se apaixona pelos pinguins dançantes e também pelos não tão dançantes. Mas no geral, é um filme previsível e que poderia vender uma história inédita e com muito mais impacto. Pra quem curte animais cantando e dançando, pode ser pedida certa, pra quem quer mais do que uma animação bonita e bem produzida, o filme não proporciona muito entretenimento.
FICHA TÉCNICA
Diretor: George Miller
Elenco: Vozes na versão original de: Elijah Wood, Robin Williams, Hank Azaria, Pink, Brad Pitt, Matt Damon, Sofía Vergara, Common, Hugo Weaving, Magda Szubanski
Produção: George Miller, Bill Miller, Doug Mitchell
Roteiro: George Miller, Warren Coleman, Gary Eck, Paul Livingston
Fotografia: David Dulac, David Peers
Trilha Sonora: John Powell
Duração: 103 min.
Ano: 2011
País: Austrália
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Village Roadshow Productions / Dr D Studios / Warner Bros. Pictures
Classificação: Livre
Marcadores:
Brad Pitt,
elijah wood,
Hank Azaria,
happy feet,
happy feet 2 o pinguim,
Matt Damon,
Pink,
Robin Williams,
Sofía Vergara
terça-feira, 17 de abril de 2012
Um dia de louco

Comédia com cara de Natal, com cara de Steve Martin, com cara de filme de qualidade, que se segura nas atuações de alto nível de seu telentosíssimo elenco. A produção conta com a excelente Juliette Lewis, Adam Sandler (quase uma criança), Robert Klein, Madeline Kahn, Rob Reiner e Haley Joel Osment. E o filme é inteirinho baseado na atuação do seu elenco.
Por isso mesmo, é um filme bastante simples, sem cenas extravagantes, ou passagens escalafobéticas. Pra ser sincero, em alguns momentos, o filme se parece com alguma peça de teatro. Grande parte dele se passa em um apartamento, fechado, e aquele entra e sai dos personagens é responsável por toda a ação.
Mesmo assim, não é um filme fraco. Tem todo aquele aspecto de filme de Natal, mas consegue oferecer ao espectador muitos momentos engraçados. A narrativa é simples e rápida, e nem de longe o filme pode ser chamado de previsível. a não ser por seu final feliz, comum em produções como essa, muitas passagens não fazem sentido nenhum, e é aí mesmo que o filme destaca seu humor. Obviamente, eu não quero dizer que o filme é esquisito, por ter essas passagens, mas que grandes doses do seu humor acontecem graças a esses trechos meio estranhos.
No filme, é véspera de Natal na Lifelines, um serviço telefônico de ajuda psiquiátrica de Venice Beach, na Califórnia. O gerente Philip (Steve Martin) acaba de saber que o proprietário do imóvel o está despejando e, de repente, tudo ao redor do local parece tão em crise quanto os pacientes que estão entupindo as linhas telefônicas. Durante toda a madrugada, os personagens envolvidos - como a tímida Catherine (Rita Wilson) e a grávida Gracie (Juliette Lewis) - aprendem que o Natal pode ser um período feliz, sem a necessidade de preocupações com seu estado mental.
Uma produção muito divertida, com grande valor familiar, como já é costume em muitos dos filmes de Steve Martin. O elenco é de primeiríssima linha, e a atmosfera teatral deixa a trama ainda mais divertida. É um filme rápido, sem detalhes desnecessários. Que entrega ao espectador exatamente o que promete, boas doses de entrenimento e muitos momentos de humor. Grande filme. Recomendado para toda a família., com satisfação garantida
FICHA TÉCNICA
Diretor: Nora Ephron
Elenco: Steve Martin, Juliette Lewis, Adam Sandler, Robert Klein, Madeline Kahn, Rob Reiner, Haley Joel Osment.
Produção: Joseph Hartwick, Paul Junger Witt
Roteiro: Nora Ephron, Delia Ephron
Fotografia: Sven Nykvist
Trilha Sonora: Ram Buck, George Fenton, Kim Gannon, Walter Kent
Duração: 97 min.
Ano: 1994
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: TriStar Pictures
Marcadores:
Adam Sandler,
Haley Joel Osment,
Juliette Lewis,
Madeline Kahn,
Rob Reiner,
Robert Klein,
steve martin,
um dia de louco
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Um sonho distante

Ah, Tom Cruise em uma atuação apaixonada. Nicole Kidman em uma atuação apaixonada. Não, eu não me refiro à paixão deles dentro do filme, ou mesmo fora, no calor do seu relacionamento fora das telas. Me refiro à qualidade de suas atuações, quando podíamos dizer que os dois representavam bons papéis em filmes de alta qualidade. e eram apaixonados. Ator e atriz que davam valor à produção. Os dois envelheceram, perderam sua luz, e participam de filmes não tão bons (quase nada bons). Coisas da vida.
Bom, Um sonho distante é um filme das antigas. Um belo romance, com uma qualidade incrível, e mais do que isso, um roteiro bem forte e muito bem escrito. A história, apesar de longa, é extremamente forte, com começo, meio e fim, muito bem definidos, apesar de qualquer previsibilidade. Na verdade, isso não estraga nenhuma surpresa. O filme prende a atenção do espectador e faz com que ele faça parte da ação.
É um filme com uma fotografia belíssima. Belas paisagens, representando de maneira magnífica a chegada dos Imigrantes ao Novo Mundo (EUA). É uma produção apaixonada, que representa exatamente isso, o amor de dois jovens que tentam dar um novo início às suas vidas em um novo continente.
No filme, Tom Cruise está no papel de Joseph Donelly, um jovem que, na Irlanda do século 19, perde a família e suas terras. Tentando se vingar, ele é pego e desafiado para um duelo. Ao mesmo tempo, Shannon, filha do homem que tomou as terras de Joseph, se rebela contra o pai e quer fugir para os Estados Unidos, esperando começar uma nova vida. Ela ajuda Joseph a escapar e os dois seguem para o Novo Mundo, mas apenas como duas pessoas que se ajudam, não como um casal. Eles chegam aos Estados Unidos sem nenhum centavo e vão ter que trabalhar duro para ganhar algum dinheiro, viver em situações precárias, passar fome e frio. Mas vão superar todos os desafios e seguir para o Oeste, onde esperam conseguir um pedaço de terra e onde descobrirão que se amam.
Um romance que evita aquela "melação" muito comum em alguns filmes parecidos. Tem boas doses de aventura, de ação, e um romance que vai crescendo, como um coadjuvante, até se tornar o protagonista. Belas atuações de Tom Cruise e Nicole Kidman, embora o restante do elenco também acrescente bons pontos ao filme. É um pouco longo, com alguns detalhes que poderiam ser dispensados, mas nem por isso se torna um filme chato. É uma boa pedida para quem curte o estilo, e quer matar saudades de dois grandes astros em ótimos momentos das suas carreiras.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Ron Howard
Elenco: Tom Cruise, Nicole Kidman, Thomas Gibson, Robert Prosky, Barbara Babcock, Colm Meaney, Eileen Pollock, Michelle Johnson.
Produção: Brian Grazer, Ron Howard
Roteiro: Ron Howard, Bob Dolman
Fotografia: Mikael Salomon
Trilha Sonora: Enya, John Williams
Duração: 139 min.
Ano: 1992
País: EUA / Irlanda
Gênero: Romance
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Universal
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Motoqueiro Fantasma

Nicolas Cage não faz bem o estilo super herói, mas não chega a decepcionar nessa adaptação das HQs. Na verdade, o filme fez tanto sucesso, que ganhou uma continuação, lançada em fevereiro deste ano. O destaque mesmo fica nos efeitos especiais. Tudo para dar aquele ar mais infernal no qual a trama se baseia.
É um filme interessante, agradável, mas nada fora do comum. Na verdade, fica a impressão que boa parte dele foi feita em uma sala fechada, e que o especialista chegou depois e vestiu os atores e colocou uma paisagem que parecia adequada. Artificial, mas sem alterar a dose de entretenimento. Como toda primeira edição, tenta explicar a origem do Motoqueiro Fantasma, e por isso mesmo apela para detalhes que deixam o filme extenso e mais cansativo.
O elenco, liderado por Cage, não é ruim, mas não chega a agregar grande valor à trama. A parte musical vai bem, principalmente para quem curte um som mais pesado. A combinação é perfeita, e dá uma atmosfera ainda mais dark ao filme.
O filme é baseado nas histórias em quadrinhos da Marvel, o dublê de motoqueiro Johnny Blaze (Nicolas Cage) faz pacto com o Diabo para salvar a vida de seu pai e mentor, mas acaba sendo possuído por um demônio. A partir de então, todas as noites, ele vaga pelas ruas como o Motoqueiro Fantasma, destinado a fazer justiça com as próprias mãos.
Um filme bastante razoável, que cumpre bem o seu papel e entretém de maneira adequada seu espectador. Não é uma produção maravilhosa, tendo como destaques seus efeitos especiais e suas músicas, mas no geral, serve bem o seu propósito de ser o primeiro capítulo da saga do Motoqueiro Fantasma. Pra quem é fã da HQ, pode ficar um gostinho de decepção, mas para quem não sabe muito da história, não deixa muito a desejar. Boas cenas de ação e luta recheiam o filme. Boa pedida para a sessão matinê de vídeo.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Mark Steven Johnson
Elenco: Nicolas Cage, Raquel Alessi, Angry Anderson, Arthur Angel, Wes Bentley, Peter Callan, Sam Elliott, Peter Fonda, Donal Logue, Eva Mendes.
Produção: Avi Arad, Michael De Luca, Gary Foster, Steven Paul
Roteiro: David S. Goyer, Mark Steven Johnson, Shane Salerno
Fotografia: Russell Boyd
Trilha Sonora: Christopher Young
Duração: 110 min.
Ano: 2006
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Sony Pictures
Classificação: 14 anos
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Compramos um zoológico

Achei muito interessante a definição do gênero do filme. Comédia dramática é uma forma suave de definir esta interessante produção. Sim, porque na realidade, o filme não é bem uma comédia, passando muito mais para o lado dramático. Embora crie uma expectativa de que toda a ação acontecerá por causa do zoológico, o roteiro trata a relação interfamiliar e seus problemas.
Em vários momentos o filme lembra O Campo dos Sonhos, bem no estilo de "se você construir, eles virão". A ideia é mais ou menos essa, ter o zoológico como um pano de fundo, que resolverá todos os problemas de uma família que acaba de perder a matriarca. Na verdade, a coisa vai um pouco mais além, e exige que cada elemento/personagem, reavalie seus conceitos e trate adequadamente aquilo que lhe causa algum tipo de insatisfação.
É um filme interessante. Com elenco esforçado, encabeçado por Matt Damon e Scarlett Johansson, com um destaque para a atuação de Elle Fanning. Personagens bem definidos e equilibrados, que agregam bom valor à trama. No mais, o filme tem uma fotografia muito bonita. Belas paisagens, um ótimo trabalho com as passagens do dia (luzes e sombras), o que também acrescenta um extra à produção.
No filme, Benjamin Mee (Matt Damon) é um homem que, ao lado de sua família, encontra uma bela casa no interior, mas é surpreendido ao descobrir que o lugar é um zoológico abandonado. Assim, ele aceita o desafio e compra a casa, na esperança de restaurar a antiga glória do local.
Confesso que me surpreendi um pouco com o filme. Em uma comédia dramática, esperava um pouco mais de comédia, mas o filme segue muito mais para o lado dramático. O zoológico é apenas um coadjuvante de luxo. Toda a ação depende da relação entre as pessoas e como elas eliminarão seus fantasmas pessoais. O filme entretem seu espectador, mas é, em alguns momentos, mais lento, o que o torna cansativo. Mesmo assim é uma boa pedida. Talvez mais dirigido ao público adulto, mas ainda assim, vale assistir pela beleza visual que o filme proporciona.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Cameron Crowe
Elenco: Matt Damon, Scarlett Johansson, Elle Fanning, Patrick Fugit, Stephanie Szostak, Thomas Haden Church, Carla Gallo, Desi Lydic, John Michael Higgins
Produção: Julie Yorn
Roteiro: Aline Brosh McKenna, Cameron Crowe, baseados na obra de Benjamin Mee
Fotografia: Rodrigo Prieto
Trilha Sonora: Jon Thor Birgisson
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Comédia Dramática
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Twentieth Century-Fox Film Corporation
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