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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança

A intenção era boa. Continuar um filme que tinha um certo charme, e que em sua edição anterior tinha dado uma boa atmosfera ao personagem e ao que poderia se seguir a partir dali. Nicolas Cage está de volta, mas assim como sua participação sem muito entusiasmo, a produção também não encanta.

Os efeitos especiais são fantásticos, e à época em que esteve em cartaz nos cinemas, o filme ficou várias semanas em primeiro lugar, o que não quer dizer muita coisa, afinal de contas é em seu roteiro que as coisas começam a ficar bagunçadas.

Na verdade, assim como em todo filme de super-heróis, ou com origem nos quadrinhos, existe a velha máxima de que o herói precisa ter um ou mais vilões à altura, o que costuma das a atmosfera da ação e de todo o enredo. Pois é nesse ponto que o filme desanda. Cage já é um cara extremamente pacato, que dá um tom bem lento ao seu papel, mas o conjunto de vilões não ajuda muito. Existem boas cenas de luta, que poderiam ser muito melhores, mas no geral, o que se vê é um filme que tenta completar seu ciclo sem ousar, justamente o oposto do que aconteceu em sua primeira edição.

Quanto ao elenco, Nicolas Cage, Idris Elba, Ciarán Hinds, Christopher Lambert, Johnny Whitworth e Fergus Riordan, dão certo peso aos personagens, no entanto falta aquele "tcham" que dê ao espectador algo para se vibrar.

No filme, Johnny Blaze (Nicolas Cage) está escondido na Europa Oriental, lutando para reprimir aquilo que ele considera ser sua maldição. No entanto, Blaze acaba sendo recrutado por uma seita secreta para salvar um garoto (Fergus Riordan) do demônio (Ciarán Hinds). Apesar de tentar recusar o chamado, esta poderá ser sua grande chance de salvação.

Um filme interessante para a matinê do final de semana, mas no geral, fica devendo bastante. Tem bons efeitos, boas cenas de perseguição e luta, no entanto a trama é fraca e os personagens não conseguem dar aquele extra para tornar o filme interessante. O elenco, encabeçado por Nicolas Cage, é esforçado, com nomes experientes, mas assim como Cage, todos preferem ficar em suas zonas de conforto. Senti falta de ousadia no filme, algo que faça o espectador vibrar tador vibrar e querer assistir mais.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Mark Neveldine, Brian Taylor
Elenco: Nicolas Cage, Idris Elba, Ciarán Hinds, Christopher Lambert, Johnny Whitworth, Fergus Riordan
Produção: Ashok Amritraj, Ari Arad, Michael De Luca, Steven Paul
Roteiro: Scott M. Gimple, Seth Hoffman
Fotografia: Brandon Trost
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Columbia Pictures Corporation / Crystal Sky Pictures / Marvel Enterprises
Classificação: 12 anos

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Motoqueiro Fantasma



Nicolas Cage não faz bem o estilo super herói, mas não chega a decepcionar nessa adaptação das HQs. Na verdade, o filme fez tanto sucesso, que ganhou uma continuação, lançada em fevereiro deste ano. O destaque mesmo fica nos efeitos especiais. Tudo para dar aquele ar mais infernal no qual a trama se baseia.

É um filme interessante, agradável, mas nada fora do comum. Na verdade, fica a impressão que boa parte dele foi feita em uma sala fechada, e que o especialista chegou depois e vestiu os atores e colocou uma paisagem que parecia adequada. Artificial, mas sem alterar a dose de entretenimento. Como toda primeira edição, tenta explicar a origem do Motoqueiro Fantasma, e por isso mesmo apela para detalhes que deixam o filme extenso e mais cansativo.

O elenco, liderado por Cage, não é ruim, mas não chega a agregar grande valor à trama. A parte musical vai bem, principalmente para quem curte um som mais pesado. A combinação é perfeita, e dá uma atmosfera ainda mais dark ao filme.

O filme é baseado nas histórias em quadrinhos da Marvel, o dublê de motoqueiro Johnny Blaze (Nicolas Cage) faz pacto com o Diabo para salvar a vida de seu pai e mentor, mas acaba sendo possuído por um demônio. A partir de então, todas as noites, ele vaga pelas ruas como o Motoqueiro Fantasma, destinado a fazer justiça com as próprias mãos.

Um filme bastante razoável, que cumpre bem o seu papel e entretém de maneira adequada seu espectador. Não é uma produção maravilhosa, tendo como destaques seus efeitos especiais e suas músicas, mas no geral, serve bem o seu propósito de ser o primeiro capítulo da saga do Motoqueiro Fantasma. Pra quem é fã da HQ, pode ficar um gostinho de decepção, mas para quem não sabe muito da história, não deixa muito a desejar. Boas cenas de ação e luta recheiam o filme. Boa pedida para a sessão matinê de vídeo.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Mark Steven Johnson
Elenco: Nicolas Cage, Raquel Alessi, Angry Anderson, Arthur Angel, Wes Bentley, Peter Callan, Sam Elliott, Peter Fonda, Donal Logue, Eva Mendes.
Produção: Avi Arad, Michael De Luca, Gary Foster, Steven Paul
Roteiro: David S. Goyer, Mark Steven Johnson, Shane Salerno
Fotografia: Russell Boyd
Trilha Sonora: Christopher Young
Duração: 110 min.
Ano: 2006
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Sony Pictures
Classificação: 14 anos

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Framboesa de Ouro 2012



A edição 32 do Framboesa de Ouro, que premia os piores filmes de Hollywood, divulgou os seus indicados um dia antes da entrega do Oscar. É a primeira vez desde a criação do prêmio que isso acontece. Até o ano passado os prêmios eram entregues nessa data. Este ano, a entrega dos Razzies será no dia 1º de abril.

Cinco filmes destacam-se em quase todas as categorias: Bucky Larson: Dotado para Brilhar, Cada um Tem a Gêmea que Merece, Noite de Ano Novo, Transformers: O Lado Oculto da Lua e A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1. Adam Sandler, porém, dominou a lista, batendo o recorde de indicações ao prêmio em um só ano, com onze! Conheça os indicados abaixo.

PIOR FILME
Bucky Larson: Dotado para Brilhar
Cada um Tem a Gêmea que Merece
Noite de Ano Novo
Transformers: O Lado Escuro da Lua
A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1

PIOR ATOR
Russell Brand - Arthur
Nicolas Cage - Fúria Sobre Rodas, Caça às Bruxas e Reféns
Taylor Lautner - A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1, Sem Saída
Adam Sandler - Cada um tem a Gêmea que Merece, Esposa de Mentirinha
Nick Swardson - Bucky Larson: Dotado para Brilhar

PIOR ATRIZ
Martin Lawrence (“Momma”) - Vovó Zona 3
Sarah Palin (como ela mesma) - Sarah Palin The Undefeated
Sarah Jessica Parker - Não Sei Como Ela Consegue, Noite de Ano Novo
Adam Sandler (“Jill”) - Cada um tem a Gêmea que Merece
Kristen Stewart - A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1

PIOR ATOR COADJUVANTE
Patrick Dempsey - Transformers: O Lado Escuro da Lua
James Franco - Sua Alteza
Ken Jeong - Vovó Zona 3, Se Beber Não Case 2, Transformers 3
Al Pacino (como ele mesmo) - Cada um tem a Gêmea que Merece
Nick Swardson - Cada um tem a Gêmea que Merece, Esposa de Mentirinha

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
Katie Holmes - Cada um tem a Gêmea que Merece
Brandon T. Jackson (“Charmaine”) - Vovó Zona 3
Nicole Kidman - Esposa de Mentirinha
David Spade (“Monica”) - Cada um tem a Gêmea que Merece
Rosie Huntington-Whiteley - Transformers 3

PIOR ELENCO
Bucky Larson: Dotado para Brilhar
Cada um Tem a Gêmea que Merece
Noite de Ano Novo
Transformers: O Lado Escuro da Lua
A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1

PIOR DIRETOR
Michael Bay - Transformers: O Lado Escuro da Lua
Tom Brady - Bucky Larson: Dotado para Brilhar
Bill Condon - A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1
Dennis Dugan - Cada um Tem a Gêmea que Merece, Esposa de Mentirinha
Garry Marshall - Noite de Ano Novo

PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA
Arthur
Bucky Larson: Dotado para Brilhar (cópia de Nasce uma Estrela e Boogie Nights)
Se Beber Não Case Parte 2 (Pior sequência E remake)
Cada um Tem a Gêmea que Merece (cópia de Glen ou Glenda)
A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1

PIOR DUPLA
Nicolas Cage e qualquer um em seus três filmes de 2011
Shia LeBeouf & A Modelo de Lingerie (Transformers 3)
Adam Sandler & Jennifer Aniston OU Brooklyn Decker / Esposa de Mentirinha
Adam Sandler & Katie Holmes, Al Pacino OU Adam Sandler / Cada um tem a gêmea...
Kristen Stewart & Taylor Lautner OU Robert Pattinson / A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1

PIOR ROTEIRO
Bucky Larson: Dotado para Brilhar
Cada um Tem a Gêmea que Merece
Noite de Ano Novo
Transformers: O Lado Escuro da Lua
A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Quanto vale o elenco?

Muitas vezes, nos meus textos, costumo falar a respeito do elenco de um filme, da atuação de determinado ator ou atriz, do peso e da força do conjunto de boas atuações, e das atuações infelizes de determinados ícones de cinema. Dia desses, em outro post meu, falei que se você tirasse efeitos especiais e "maquiagem" do filme, a atuação do elenco não serviria de muita coisa. E daí parte o meu texto de hoje. Afinal de contas, quanto vale a atuação de um elenco ou de um determinado ator?

Costumo assistir alguns filmes mais antigos, de épocas em que a tecnologia nem era tão usada nas produções, ou com determinados roteiros, e que valorizavam a atuação (real) do seu elenco. Fato é que, hoje em dia, poucos filmes conseguem ter esse apelo, essa força. Claro, ainda existem atuações fantásticas, mas dificilmente um filme se "seguraria" apenas pela atuação do seu elenco, ou mesmo de seu protagonista.

Protagonistas estes, que fazem algumas seleções muito estranhas. Atores que foram fantásticos em determinada produção, passam a fazer parte de produções de segunda linha, ou cujo papel sempre parece o mesmo. Nicolas Cage, Sandra Bullock, Keanu Reeves, Tom Cruise, Ben Stiller, e até mesmo Andy Garcia e Robert DeNiro, pra citar alguns. Nem todos eles grandes astros, mas mesmo assim, atores com certa categoria.

E é muito comum, diria até determinante, que qualquer espectador decida por assistir um filme por causa do elenco, ou de um ator ou atriz com que se identifique. Em alguns casos, mesmo que o roteiro não seja grande coisa, a pessoa acaba gostando do filme, já que pode ver o "seu" astro na telona ou na telinha.

Obviamente, a barreira entre o reconhecimento pelo bom trabalho e a admiração (que forma o fã) pode ser muito pequena, mas você já se observou assistindo um filme ruim com aquele ator ou atriz que sempre admirou? Não há o que salvar... o filme simplesmente perde força, perde a graça... mas você sai da sala de cinema prometendo que o próximo será melhor. Isso é engraçado. Baseado no currículo do cara, você acha que o próximo pode ser melhor, o que nem sempre acontece, e daí passa a questionar o seu astro.

Claro que isso também aconteceu com profissionais do passado. John Wayne, Sean Connery, Julia Roberts, Meryl Streep, e tantos outros, também já engatilharam suas carreiras em projetos estranhos ou de qualidade duvidosa.

Mas em produções como Avatar, por exemplo, como é que o elenco pode ser considerado um fator determinante para o sucesso do filme? Claro que o roteiro também pode ser um elemento importante, mas nesse exemplo, se você tirar efeitos e maquiagem, sobrará um elenco esforçado, e um roteiro previsível (no mínimo).

E o contrário também pode valer. Se você tiver um elenco cheio de estrelas, será que conseguiriam salvar uma produção. Vide o caso de Entrando numa fria (e suas continuações), com Ben Stiller, Robert DeNiro, Owen Wilson, Jessica Alba, Barbra Streisand, Harvey Keitel e até Dustin Hoffman. O primeiro filme agradou, mas suas continuações seguiram fracassando.

E você leitor, como acha que a seleção do elenco pode determinar o sucesso ou fracasso de uma produção? Qual a real importância da seleção dos nomes que estrelarão um filme? Mande sua opinião.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Fúrias sobre Rodas



Mais uma prova que astros também passam por fases ruins. E no caso de Nicolas Cage parece que esta fase não acaba nunca. Não que Fúria sobre Rodas seja um filme muito ruim, mas com certeza ele é abaixo da média dos filmes que se esperaria que Cage participasse.

Na verdade, o filme lembra bastante uma outra produção que também contou com Nicolas Cage em seu elenco. O Motoqueiro Fantasma. Mas nesse caso, embora também se tratasse de uma história meio dark, o roteiro tinha pé e cabeça, numa trama com equilíbrio, fazendo com que fosse uma boa produção.

No caso de Fúria sobre Rodas, os efeitos são interessantes, existe uma beleza na fotografia do filme, boas sequências de ação, mas a trama é muito tosca para ser levada a sério. E os personagens, apesar de serem representados por um bom elenco, não podem ser levados a sério.

Em Fúria, Nicolas Cage quer vingança. Ele interpreta Milton, um homem que dirige por quilômetros numa busca pelas pessoas que mataram sua filha e sequestraram seu bebê. A caçada chega a um ponto em que ele se vê obrigado a matar inocentes pelo caminho.

A história segue uma linha bastante previsível, sendo cansativa em vários momentos. O diretor Patrick Lussier parece ter seguido uma linha de filme B, daqueles cuja bobagem compensaria qualquer falha. Mas não é bem isso que acontece. Existem outras produções igualmente ruins, mas que conseguem entreter com tramas melhor elaboradas.

No geral, o filme é uma boa pedida para quem não quer se preocupar com uma história certinha, com boas doses de ação, e que permite um cochilo no meio sem que se perca muita coisa. Uma produção previsível que consegue arrancar risadas nos momentos que tenta ser mais séria (difícil evitar). Enfim, um filme com cara de matinê, mas com nuances de filme trash. Vale a torcida para que a fase ruim de Cage se encerre em breve. Será que é possível???

FICHA TÉCNICA
Diretor: Patrick Lussier
Elenco: William Fichtner, Nicolas Cage, Billy Burke, Amber Heard, Katy Mixon, David Morse, Christa Campbell, Pruitt Taylor Vince, Charlotte Ross, Nick Gomez, Jack McGee
Produção: Michael De Luca
Roteiro: Todd Farmer, Patrick Lussier
Fotografia: Brian Pearson
Trilha Sonora: Michael Wandmacher
Duração: 105 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Millennium Films / Nu Image Films
Classificação: 16 anos

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

E o que você aprendeu com tudo isso?


O Aprendiz de Feiticeiro tinha tudo para ser uma excelente pedida. Nicolas Cage e Alfred Molina numa épica batalha de feiticeiros, com efeitos especiais e cenas de ação com um certo entusiasmo. Mas o enredo não emplaca.


Os filmes do produtor Jerry Bruckheimer costumam zelar pela qualidade, e aqui as coisas não são diferentes. Uma bela fotografia, efeitos gráficos impressionantes, e um elenco bastante razoável.

Mas é na história que o filme perde alguns pontos preciosos. A trama não tem muitas surpresas, e você pode antecipar algumas passagens, ou pior, estranhar alguns detalhes que no conjunto da obra sobressaem e não dão liga ao restante da produção. Um exemplo é a escapada de Cage e Molina do vaso onde passam presos 10 anos. Não estragarei a surpresa, mas a cena é levemente bizarra, e levanta algumas questões absurdas. Como a razão de eles terem escolhido aquele determinado momento para sair dali? Ou o que teriam feito durante esse tempo? Enfim, detalhes desnecessários, mas que surgiram com uma sequência igualmente desnecessária.

O filme apresenta Dave (Jay Baruchel) como apenas um estudante comum, ou assim parece, até que Balthazar Blake (Nicolas Cage), um feiticeiro experiente, o recruta como seu relutante protegido e dá a ele um curso rápido nas artes e na ciência da magia. Enquanto Blake se prepara para a batalha contra as forças ocultas em Manhattan dos dias de hoje, Dave logo entende que terá de reunir toda a sua coragem para sobreviver ao treinamento, salvar a cidade e ficar com a garota que ama.

Uma história previsível, que deixa de apostar em elementos que causariam mais surpresa. No fim das contas, a produção se apresenta como um filme mais infantil, ou voltado ao público menos preocupado com uma trama mais elaborada. Não deixa de ser uma boa pedida para aquele vídeo da tarde de sábado, mas ao fim deixa aquela sensação de que faltou alguma coisa. Assista sem muitas ambições.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jon Turteltaub
Elenco: Nicolas Cage, Monica Bellucci, Jay Baruchel, Alfred Molina, Teresa Palmer, Toby Kebbell, Omar Benson Miller, Jake Cherry, Peyton List, Robert Capron.
Produção: Jerry Bruckheimer
Roteiro: Matt Lopez
Fotografia: Bojan Bazelli
Trilha Sonora: Trevor Rabin
Duração: 110 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Buena Vista
Estúdio: Walt Disney Pictures / Jerry Bruckheimer Films
Classificação: 10 anos

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Filme astral


Mais uma boa animação para a coleção. Não chega a ser fantástica, mas é divertida na medida certa, ideal para as crianças, sem perder o foco nos velhinhos saudosistas que curtiam o personagem original da série dos anos 1950/1960.

Com roteiro de Timothy Harris, baseado no mangá de Osamu Tezuka, a história retrata com certa fidelidade os personagens do original. Alguns detalhes foram alterados, para aproveitar o tempo curto, mas mesmo assim, não perdeu o encanto do garotinho tecnológico. Isso sem deixar de lado o estilo/traço, dos animes e mangás japoneses. Tudo muito colorido.

Em alguns momentos, o filme lembra outra animação: Robôs. A história possui algumas passagens divertidas envolvendo esses pitorescos personagens.

Além disso, o filme também trabalha muito bem a sua mensagem, comum na maioria das animações atualmente, dando mesmo a impressão de que tudo poderia ser mais fácil na vida real se todos dexássemos nossas diferenças de lado. A narrativa é muito rápida, explorando bem a hora e meia de filme, e deixando um gostinho de quero mais.

No filme, o mundo futurista de Metro City, uma metrópole reluzente no céu, onde o genial cientista Dr. Tenma (Nicolas Cage) cria Astro Boy (Freddie Highmore) para substituir o filho que ele perdeu, programando a sua criação com a melhor das características humanas e seus valores, bem como dando a ele superpoderes extraordinários. Expulso quando ele não consegue cumprir as expectativas do pai em luto, Astro Boy tem um duplo desafio pela frente: aprender a conviver como um robô e encarar que não é um ser humano.

O elenco de dubladores tem estrelas de peso como Kristen Bell, Nicolas Cage, Bill Nighy, Freddie Highmore, Nathan Lane e Donald Sutherland.

Um filme imperdível, tanto para as crianças como para os mais velhos que já conhecem o veterano Astro Boy. Uma boa pedida para um vídeo a qualquer hora do dia e da semana.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Pressinto algo nada bom


Nicolas, Nicolas... o que foi que você fez dessa vez??? Passou dos limites, não foi? Achou que seria pago pra fazer um thriler catástrofe, com algumas pitadas de suspense, alguma ação, e até algum drama, que seria sucesso total... no entanto, que barbaridade.

Sério!!! Adoro alguns dos filmes de Nicolas Cage, mas ele costuma bater seus recordes quando falamos em filmes de péssima qualidade, também.

Presságio é daqueles filmes com uma trama esquisita, efeitos especiais bastante básicos, com um elenco mediano, e uma narrativa que parece que vai... mas não vai...

Na história, que começa no ano 1959, um grupo de alunos faz alguns desenhos sobre como imaginam que será o futuro. Eles serão guardados em uma cápsula do tempo, que apenas será aberta em 50 anos. Um deles, feito por uma garota, traz uma série de números aleatórios. 50 anos depois o desenho chega às mãos de outra criança. O pai dele, por uma coincidência que só acontece em filmes desse tipo, percebe que trata-se de uma mensagem codificada que prediz as datas e os números de mortos de cada uma das grandes tragédias ocorridas nos últimos 50 anos. Ele então passa a investigar melhor o desenho e descobre que ele prevê mais três catástrofes ainda não ocorridas, a última delas de proporções globais.

O roteiro é cheio de "se". E "se" ele não fizzesse aquilo? Ou "se" ele não fizesse aquilo outro? Que em uma reflexão melhor, talvez o diretor (Alex Proyas) decidisse mudar tudo.

Se você curte doses de destruição (algumas delas do próprio protagonista), algum suspense, em um filme que promete algo que talvez não possa cumprir, Presságio é uma ótima pedida. Aconselho assistir sem nenhuma pretensão. Nenhuma mesmo...