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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Buraco



Mais um para o grupo do mantenha distância. Nessa produção, nada funciona. Para ser sincero, a menos que o vídeo tenha sido entregue a você com uma grande quantia em dinheiro, o que faria valer a pena assistir ao menos uma parte dele, fique longe.

O elenco de crianças, em um filme de terror, não funciona. Perde força por causa da falta de apelo dos personagens. Nada parece dar liga nessa produção. Efeitos especiais toscos (pior, no cinema foi distribuído em 3D, então imagino o tamanho do desastre), e uma história sem sentido, confusa, que não consegue cumprir nem o papel ao qual se presta, de tentar assustar seu espectador.

Nem pode ser dirigido ao público infanto juvenil. É muito fraco, sem base que sustente a história sem sentido, e o resultado não agrada nem um pouco. Na verdade, tudo não passa de uma grande perda de tempo.

No filme, dois irmãos encontram um buraco misterioso no porão de sua casa. Lá, eles entram em corredores que os levam diretamente aos maiores medos e pesadelos.

Fraca em todos os aspectos, essa produção é daquelas que não segura a atenção do espectadfor, e só com muito esforço é possível ficar até o fim. Personagens fracos, interpretados por um elenco limitado e sem carisma, uma história sem sentido, e sem apelo para justificar nada do que acontece no filme. Ritmo lento, chato, e efeitos assombrosos, no pior sentido da palavra. É tão ruim, que nem consigo coloca-lo na categoria de filme trash. Para ficar longe e evitar a todo custo.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Joe Dante
Elenco: Chris Massoglia, Haley Bennett, Nathan Gamble, Teri Polo, Bruce Dern, Quinn Lord
Produção: Claudio Fäh, David Lancaster, Michel Litvak, Vicki Sotheran
Roteiro: Mark L. Smith
Fotografia: Theo van de Sande
Trilha Sonora: Javier Navarrete
Duração: 92 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Bold Films / BenderSpink / The Hole

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Piranha 3D



Não é possível que eles tenham feito um filme como esse. Sério! Não é necessário destacar a baixa qualidade, mas a mistura de erotismo com terror só piora as coisas. O resultado é uma produção sem sal nem açúcar, com muitos bichinhos famintos, e algumas mulheres exibindo seus corpos desnudos, para todos os lados.

Mais improvável ainda se pensarmos que o filme é um remake do clássico Piranhas, de 1978. Esse sim, um filme cheio de atributos assustadores. No caso da nova produção, além de muito sangue e pedaços de corpos mutilados para todos os lados, pouca coisa se salva. A trama retrata um gênero de sucesso entre os americanos. Jovens em f´rias, todos no auge da idade e da sexualidade, invadindo uma cidade pacata, para muita bebedeira e diversão. O elenco, apesar de nomes conhecidos (Elisabeth Shue, Eli Roth, Christopher Lloyd, e até Ving Rhames), consegue produzir pouco.

A ideia geral da produção é chocar, não pelo gênero do filme, mas pelos excessos. Os efeitos não ajudam muito, e o resultado final beira a banalidade. Os fãs mais aficionados do estilo podem se decepcionar.

O filme conta que todos os anos, a população residente em uma pequena vila próxima do Lago Victoria recebe visitantes ávidos por diversão e muito sol. Mas um tremor sob a superfície do lago liberta dezenas de ameaçadoras piranhas pré-históricas e o xerife local tenta fazer de tudo para detê-las.

Sim, você não leu errado. Desta vez as piranhas são pré-históricas. então você pode imaginar o tamanho da fome das bichinhas. Muita gente fará parte desta dieta especial.

Já que a parte do susto deixa a desejar, o que poderia se esperar então, era uma forte corrente de humor. Mas isso também é deixado de lado, e o conjunto não tende nem para o terror, muito menos para o humor. A melhor maneira de definir o filme, é como trash, daqueles mais classe D que podem existir.

Um filme sem pé ou cabeça, baseado em um clássico do terror, sem estar estabelecido com o gênero (pelo menos não ao pé da letra). Acaba sendo leve para um terror, e pesado para uma comédia. Uma produção desnecessária que não acrescenta muito ao currículo de seu elenco, e não chega a ser uma fonte agradável de entretenimento para os espectadores. Para assistir, se for um fã do estilo, mas sem esperar muita coisa. Se não curte esse tipo de filme, passe longe.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Alexandre Aja
Elenco: Adam Scott, Elisabeth Shue, Eli Roth, Christopher Lloyd, Steven R. McQueen, Ving Rhames
Produção: Alexandre Aja, Mark Canton, Grégory Levasseur, Marc Toberoff
Roteiro: Alexandre Aja, Josh Stolberg, Pete Goldfinger
Fotografia: John R. Leonetti
Trilha Sonora: Michael Wandmacher
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Dimension Films / The Weinstein Company / Atmosphere Entertainment MM / Chako Film Company / Dimension Films

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Fúrias sobre Rodas



Mais uma prova que astros também passam por fases ruins. E no caso de Nicolas Cage parece que esta fase não acaba nunca. Não que Fúria sobre Rodas seja um filme muito ruim, mas com certeza ele é abaixo da média dos filmes que se esperaria que Cage participasse.

Na verdade, o filme lembra bastante uma outra produção que também contou com Nicolas Cage em seu elenco. O Motoqueiro Fantasma. Mas nesse caso, embora também se tratasse de uma história meio dark, o roteiro tinha pé e cabeça, numa trama com equilíbrio, fazendo com que fosse uma boa produção.

No caso de Fúria sobre Rodas, os efeitos são interessantes, existe uma beleza na fotografia do filme, boas sequências de ação, mas a trama é muito tosca para ser levada a sério. E os personagens, apesar de serem representados por um bom elenco, não podem ser levados a sério.

Em Fúria, Nicolas Cage quer vingança. Ele interpreta Milton, um homem que dirige por quilômetros numa busca pelas pessoas que mataram sua filha e sequestraram seu bebê. A caçada chega a um ponto em que ele se vê obrigado a matar inocentes pelo caminho.

A história segue uma linha bastante previsível, sendo cansativa em vários momentos. O diretor Patrick Lussier parece ter seguido uma linha de filme B, daqueles cuja bobagem compensaria qualquer falha. Mas não é bem isso que acontece. Existem outras produções igualmente ruins, mas que conseguem entreter com tramas melhor elaboradas.

No geral, o filme é uma boa pedida para quem não quer se preocupar com uma história certinha, com boas doses de ação, e que permite um cochilo no meio sem que se perca muita coisa. Uma produção previsível que consegue arrancar risadas nos momentos que tenta ser mais séria (difícil evitar). Enfim, um filme com cara de matinê, mas com nuances de filme trash. Vale a torcida para que a fase ruim de Cage se encerre em breve. Será que é possível???

FICHA TÉCNICA
Diretor: Patrick Lussier
Elenco: William Fichtner, Nicolas Cage, Billy Burke, Amber Heard, Katy Mixon, David Morse, Christa Campbell, Pruitt Taylor Vince, Charlotte Ross, Nick Gomez, Jack McGee
Produção: Michael De Luca
Roteiro: Todd Farmer, Patrick Lussier
Fotografia: Brian Pearson
Trilha Sonora: Michael Wandmacher
Duração: 105 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Millennium Films / Nu Image Films
Classificação: 16 anos