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segunda-feira, 24 de março de 2014

Surge em Hollywood estúdio para filmes de orçamento médio

Cinema, claquete
Cinema: Hollywood ganha novo estúdio para filmes que vão fugir dos blockbusters

A partir desta segunda-feira, Hollywood terá um novo estúdio de cinema para competir com gigantes como a Paramount e a Warner Bros.

A nova empresa, fundada pelo produtor Robert Simonds, vai fugir de blockbusters para focar em comédias e dramas de até 40 mil dólares de orçamento, que atrairão público através de grandes estrelas.

Simonds é conhecido por fazer filmes desse tipo com atores como Adam Sandler (O Rei da Água e O Paizão) e Steve Martin (Doze é Demais e Pantera Cor-de-Rosa).

O novo estúdio ainda não tem nome, mas planeja investir 1 bilhão de dólares em novas produções nos próximos cinco anos. A meta é produzir de 8 a 10 filmes por ano.

“Existe um mercado pouco explorado de filmes com orçamento mediano impulsionados por estrelas, e nós estamos unicamente posicionados para nos tornarmos parceiros de distribuidores tradicionais nos Estados Unidos, expandir para o mercado chinês e capitalizar em novos canais digitais que ainda estão em desenvolvimento”, afirmou Simonds para a imprensa estrangeira.

O novo estúdio fechou acordos exclusivos – e sem precedentes por não terem intermediários – de distribuição com Cinemark, AMC Theatres, Regal Entertainment Group e Carmike.

Do novo empreendimento também fará parte Gigi Pritzker, a bilionária e produtora de filmes como Drive e Reencontrando a Felicidade, que rendeu a Nicole Kidman indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro de 2011, e Thomas McGrath, ex-chefe de operações da gigante de entretenimento Viacom.

Para conseguir o dinheiro necessário, Simonds precisou do aporte de fundos de investimentos como o TPG Growth, que entrou com 3,6 bilhões de dólares, e o fundo chinês Hony Capital, que investiu 7 bilhões de dólares.

O Hony possibilitou também uma parceria com uma das maiores empresas de entretenimento da China, a Shangai Media Group, que já fechou acordos com grandes estúdios como a Walt Disney.
O novo parceiro será essencial para que o estúdio atinja um de seus maiores objetivos: abastecer a demanda da China por novos filmes. É o mercado de cinema que mais cresce no mundo.

Por Julia Carvalho, para a Revista Exame, em 10/03/2014.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

The Big Year


Steve Martin, Jack Black e Owen Wilson juntos pode parecer meio estranho de início, mas o resultado de suas atuações surpreende e promove um resultado final fantástico.

Particularmente, imaginava um filme mais "lambão", daquelas comédias mais apelativas (apesar de saber que não fazem muito o estilo de Martin), que arrancam boas risadas, mas que no fim, a história não tem muito sentido. Puro engano. O filme tem um tom mais familiar, com uma história que, de fato, apela para o sentimento positivo e para o valor da família. Sua mensagem é valiosa e o filme seduz seu espectador em uma trama deliciosa.

A parte visual é fantástica. Excelente fotografia, excelentes locações com paisagens maravilhosas, e situações muito bem retratadas em vídeo. Não existem exageros. A história é enxuta o suficiente e não se perde em detalhes desnecessários ou muito longos e cansativos.

Da parte das atuações, principalmente por Jack Black e Owen Wilson, acostumados com papeis mais exagerados, ficaram muito bem na história. Seus personagens acrescentam valor à trama, sem sua idiotices comuns e situações constrangedoras.

O filme conta que três ávidos observadores de pássaros competem para encontrar o mais raro pássaro da América do Norte, em um prestigiado evento anual. Eles se colocam em várias situações inusitadas e precisam pesar suas escolhara para alcançar o resultado desejado.

Uma produção deliciosa, com atores que se destacam com papeis que valorizam a trama, ótima seleção visual, com lindas paisagens, e uma narrativa que acerta em cheio. Sem excessos, sem exageros, que entregam ao espectador boas doses de diversão e entretenimento. Um filme acima da média, divertido, e com uma mensagem bastante valiosa, que surge no momento certo da história sem estragar o andamento da trama. Excelente pedida para quem curte uma comédia que valoriza mais o todo do que apenas algumas tiradas engraçadas.

FICHA TÉCNICA

Diretor: David Frankel
Elenco: Jack Black, Zahf Paroo, John Cleese, Owen Wilson, Rosamund Pike, Steve Martin, Kevin Pollak, Joel McHale, JoBeth Williams, Paul Campbell
Produção: Stuart Cornfield, Carol Fenelon, Curtis Hanson, Karen Rosenfelt, Ben Stiller
Roteiro: Howard Franklin
Fotografia: Lawrence Sher
Trilha Sonora: Theodore Shapiro
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Deuce Three Productions / DreamWorks SKG / Fox 2000 Pictures / Red Hour Films / Sunswept Entertainment

terça-feira, 17 de abril de 2012

Um dia de louco



Comédia com cara de Natal, com cara de Steve Martin, com cara de filme de qualidade, que se segura nas atuações de alto nível de seu telentosíssimo elenco. A produção conta com a excelente Juliette Lewis, Adam Sandler (quase uma criança), Robert Klein, Madeline Kahn, Rob Reiner e Haley Joel Osment. E o filme é inteirinho baseado na atuação do seu elenco.

Por isso mesmo, é um filme bastante simples, sem cenas extravagantes, ou passagens escalafobéticas. Pra ser sincero, em alguns momentos, o filme se parece com alguma peça de teatro. Grande parte dele se passa em um apartamento, fechado, e aquele entra e sai dos personagens é responsável por toda a ação.

Mesmo assim, não é um filme fraco. Tem todo aquele aspecto de filme de Natal, mas consegue oferecer ao espectador muitos momentos engraçados. A narrativa é simples e rápida, e nem de longe o filme pode ser chamado de previsível. a não ser por seu final feliz, comum em produções como essa, muitas passagens não fazem sentido nenhum, e é aí mesmo que o filme destaca seu humor. Obviamente, eu não quero dizer que o filme é esquisito, por ter essas passagens, mas que grandes doses do seu humor acontecem graças a esses trechos meio estranhos.

No filme, é véspera de Natal na Lifelines, um serviço telefônico de ajuda psiquiátrica de Venice Beach, na Califórnia. O gerente Philip (Steve Martin) acaba de saber que o proprietário do imóvel o está despejando e, de repente, tudo ao redor do local parece tão em crise quanto os pacientes que estão entupindo as linhas telefônicas. Durante toda a madrugada, os personagens envolvidos - como a tímida Catherine (Rita Wilson) e a grávida Gracie (Juliette Lewis) - aprendem que o Natal pode ser um período feliz, sem a necessidade de preocupações com seu estado mental.

Uma produção muito divertida, com grande valor familiar, como já é costume em muitos dos filmes de Steve Martin. O elenco é de primeiríssima linha, e a atmosfera teatral deixa a trama ainda mais divertida. É um filme rápido, sem detalhes desnecessários. Que entrega ao espectador exatamente o que promete, boas doses de entrenimento e muitos momentos de humor. Grande filme. Recomendado para toda a família., com satisfação garantida

FICHA TÉCNICA
Diretor: Nora Ephron
Elenco: Steve Martin, Juliette Lewis, Adam Sandler, Robert Klein, Madeline Kahn, Rob Reiner, Haley Joel Osment.
Produção: Joseph Hartwick, Paul Junger Witt
Roteiro: Nora Ephron, Delia Ephron
Fotografia: Sven Nykvist
Trilha Sonora: Ram Buck, George Fenton, Kim Gannon, Walter Kent
Duração: 97 min.
Ano: 1994
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: TriStar Pictures

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Como agarrar um marido





Esse é um das antigas (pero no mucho). Na verdade, sou um grande fã de Steve Martin. Adoro grande parte dos seus filmes, e acho que, muitas vezes, só a sua participação já vale ver quelquer filme. Estranho explicar. Acho que ele é um daqueles atores clássicos de comédia, que consegue carregar sozinho uma produção, com uma boa sacada de humor, sem apelar para a escatologia ou para a sacanagem. É um ator família, por assim dizer...


O mesmo posso dizer de Goldie Hawn, que não atuou em tantos filmes, mas sua atuação em comédias é sempre agradável. Mesmo nesta produção, apesar de estar praticamente sacaneando o cara, sua família e seus amigos, quase que não parece que seja isso. É tudo muito tranquilo e leve.


E é isso mesmo o que se segue em Como Agarrar um Marido. Uma produção de 1992, com um tipo de humor que quase não se encontra mais. É um daqueles filmes que se prende à atuação de suas estrelas, deixando de lado efeitos e jogos de cenas moderninhos. Mas nem por isso o filme perde sua qualidade. O que acontece, é que a trama é bastante fantasiosa, fazendo com que o espectador questione a veracidade de alguns acontecimentos, mas se é cinema, vale arriscar.


No filme, quando a namorada do arquiteto Newton Davis, Becky (Dana Delany) declina de sua proposta de casamento, sua linda casa recém construída se torna o monumento vazio à rejeição de sua garota. Até que um encontro casual com Gwen (Hawn) põe sua vida de cabeça para baixo. Intrigada com a história de Newton, Gwen visita a casa e decide se mudar para lá. Desembaraçada e criativa, Gwen logo dá um jeito no lugar e cativa a família e os vizinhos de Newton — e para todos ela é a sua nova esposa! Gwen se torna até amiga de Becky, que começa a ver um Newton que ela nunca imaginou existir. Horrorizado com a situação, mas incapaz de interrompê-la, Newton se pega fazendo o jogo das absurdas histórias de Gwen, suas tentativas de reconciliá-lo com a família e sua campanha para que ele seja promovido no trabalho. Finalmente ele convence Gwen a fabricar seu "divórcio" para que ele possa casar-se. com Becky — até a hora em que seu & coração fraqueja.


Uma comédia deliciosa, pra assistir a qualquer momento e por toda a família. Um filme com uma atuação leve, e uma direção que nos permite viajar na história, quase que esquecendo o tempo passar. Vale assistir e repetir!!


Ficha técnica



ORIGINAL:
Housesitter (1992)
DIRETOR:
Frank Oz
ROTEIRISTA:
Mark Stein, Brian Grazer
TRILHA:
Miles Goodman


ELENCO:


Steve Martin, Goldie Hawn, Donald Moffat, Dana Delany, Julie Harris


TEMPO:


101 Minutos

quinta-feira, 10 de março de 2011

Seria um filme pra parir de tanto rir?


A pergunta do título é bastante válida para esse filme. Quando você vê o trailer do filme, parece que encontrou a comédia dos seus sonhos. Atores interessantes, uma história interessante, com momentos no mínimo muito engraçados.
Mas o real nem sempre ilustra o teórico tão bem. Sendo assim, Um Parto de Viagem não é um filme espetacular. Muito pelo contrário, está bastante longe disso.
A história é muito parecida com a de Antes Só que Mal Acompanhado (veja a opinião deste blog aqui), tirando que agora o humor é mais apelativo e atual. No mais, o estilo do politicamente incorreto predomina na relação dos protagonistas.
Nada contra. Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis juntos funcionam até que bem, mas é no apelo da trama que a coisa fica um pouco confusa.
Na história, Peter Highman (Robert Downey Jr.) é um ansioso pai de primeira viagem, cuja esposa está a cinco dias de dar à luz. Peter corre contra o tempo para conseguir um vôo de volta para Atlanta a tempo de chegar para o parto, mas seus planos são atrapalhados quando ele conhece o aspirante a ator Ethan Tremblay (Zach Galifianakis). Esse encontro força Peter a pegar carona com Ethan, o que se transforma em uma travessia pelo país que vai resultar na destruição de carros, amizades e da paciência de Peter.
O filme com Steve Martin e John Candy era uma comédia mais família, com tiradas mais bem sacadas. No caso do seu "remake" o humor ficou mais escatológico, voltado ao público adulto que curte um filme sem muito sentido. Nesse caso, alguns detalhes da história são meio absurdos, como quando Ethan parece não querer se livrar das cinzas do pai (ele as leva dentro de uma lata de café), ou quando os personagens vão parar no México (por que?????), ou quando Highman leva o tiro de Ethan (isso acrescentou o que ao filme?), ou a luta dentro do escritório da Western Union, enfim, detalhes que não enriquecem muito a trama, mas acredito que no fim a intenção era essa, a de confundir ou bagunçar ao invés de montar uma história que fizesse sentido.
Vi muitos comentários positivos quanto ao diretor, que também é responsável pelo filme Se Beber Não Case. O estilo de humor é muito parecido, em um filme que também não faz o menor sentido. Talvez daí venha essa tendência.
Os pontos positivos ficam para a trilha sonora e as belíssimas locações, que se destacam em meio à bagunça criada no filme.
Definitivamente, não é uma produção para todos os gostos. É uma comédia com instantes engraçados, e com instantes desconfortáveis. Boa pedida para a matinê (mesmo que em vídeo) do sábado ou de domingo. Para ser assistido sem muitas pretensões. Um filme interessante, mas não imperdível.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Todd Phillips
Elenco: Robert Downey Jr., Zach Galifianakis, Michelle Monaghan, Juliette Lewis, Jamie Foxx, Alan Arkin, Matt Walsh, RZA, James Martin Kelly, Mimi Kennedy, Rhoda Griffis.
Produção: Daniel Goldberg, Todd Phillips
Roteiro: Alan R. Cohen, Alan Freedland, Adam Sztykiel, Todd Phillips
Fotografia: Lawrence Sher
Trilha Sonora: Christophe Beck
Duração: 100 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Warner Bros. / Road Rebel

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Só ou acompanhado... risadas garantidas...


Esse é das antigas. Uma bela comédia dos idos anos 80. Com duas feras. Uma delas, infelizmente, já nos deixou.
Antes só que mal acompanhado é um filme que a atuação de seu elenco dita as regras da história. Atuações limpas, sem efeitos, humor puro, sem recursos digitais que possam filtrar a essência de seus atores.
É uma comédia bastante divertida, que conta a história do publicitário Neal Page (Steve Martin), que para passar o dia de Ação de Graças com a família, decide voltar de avião de Nova York para Chicago. Quando chega no aeroporto, constata que o vôo está atrasado e sua passagem na primeira classe havia sido transferida, por engano, para a classe turística. Pior que isso é ter de aturar ao seu lado, durante a viagem, o vendedor inconveniente, chato e falastrão Del Griffith (John Candy). Para completar, uma tempestade de neve impede que o avião pouse em Chicago e este só consegue aterrisar em uma cidadezinha do Estado do Kansas. Neal decide ir para lá com outro meio de transporte, pois não sabe se haverá um novo vôo capaz de fazê-lo chegar a tempo em Chicago, e Del Griffith decide acompanhá-lo. Os dois iniciam uma verdadeira maratona num trajeto tão desastrado que quase leva o desesperado Neal a querer matar seu gordo acompanhante por seus palpites infelizes.
Com roteiro, produção e direção de John Hughes, falecido em 2009, que tem em seu currículo obras como Clube dos Cinco, Curtindo a Vida Adoidado, A Garota de Rosa Shocking, Esqueceram de Mim, e tantos outros sucessos das décadas de 1980 e 1990, o filme conta em seu elenco com Steve Martin (Garota da Vitrine), John Candy (Jamaica Abaixo de Zero), Laila Robbins, Michael McKean, Kevin Bacon e Dylan Baker.
Uma produção que não promete muito, mas que garante boas risadas. Independente de se tratar de um filme exaustivamente repetido na TV aberta, vale o repeteco.
FICHA TÉCNICA
Diretor: John Hughes
Elenco: Steve Martin, John Candy, Laila Robbins, Michael McKean, Kevin Bacon, Dylan Baker.
Produção: John Hughes
Roteiro: John Hughes
Fotografia: Donald Peterman
Trilha Sonora: Brian Banks, Ira Newborn
Duração: 93 min.
Ano: 1987
País: EUA
Gênero: Comédia Dramática
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Paramount Pictures