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quinta-feira, 10 de março de 2011

Seria um filme pra parir de tanto rir?


A pergunta do título é bastante válida para esse filme. Quando você vê o trailer do filme, parece que encontrou a comédia dos seus sonhos. Atores interessantes, uma história interessante, com momentos no mínimo muito engraçados.
Mas o real nem sempre ilustra o teórico tão bem. Sendo assim, Um Parto de Viagem não é um filme espetacular. Muito pelo contrário, está bastante longe disso.
A história é muito parecida com a de Antes Só que Mal Acompanhado (veja a opinião deste blog aqui), tirando que agora o humor é mais apelativo e atual. No mais, o estilo do politicamente incorreto predomina na relação dos protagonistas.
Nada contra. Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis juntos funcionam até que bem, mas é no apelo da trama que a coisa fica um pouco confusa.
Na história, Peter Highman (Robert Downey Jr.) é um ansioso pai de primeira viagem, cuja esposa está a cinco dias de dar à luz. Peter corre contra o tempo para conseguir um vôo de volta para Atlanta a tempo de chegar para o parto, mas seus planos são atrapalhados quando ele conhece o aspirante a ator Ethan Tremblay (Zach Galifianakis). Esse encontro força Peter a pegar carona com Ethan, o que se transforma em uma travessia pelo país que vai resultar na destruição de carros, amizades e da paciência de Peter.
O filme com Steve Martin e John Candy era uma comédia mais família, com tiradas mais bem sacadas. No caso do seu "remake" o humor ficou mais escatológico, voltado ao público adulto que curte um filme sem muito sentido. Nesse caso, alguns detalhes da história são meio absurdos, como quando Ethan parece não querer se livrar das cinzas do pai (ele as leva dentro de uma lata de café), ou quando os personagens vão parar no México (por que?????), ou quando Highman leva o tiro de Ethan (isso acrescentou o que ao filme?), ou a luta dentro do escritório da Western Union, enfim, detalhes que não enriquecem muito a trama, mas acredito que no fim a intenção era essa, a de confundir ou bagunçar ao invés de montar uma história que fizesse sentido.
Vi muitos comentários positivos quanto ao diretor, que também é responsável pelo filme Se Beber Não Case. O estilo de humor é muito parecido, em um filme que também não faz o menor sentido. Talvez daí venha essa tendência.
Os pontos positivos ficam para a trilha sonora e as belíssimas locações, que se destacam em meio à bagunça criada no filme.
Definitivamente, não é uma produção para todos os gostos. É uma comédia com instantes engraçados, e com instantes desconfortáveis. Boa pedida para a matinê (mesmo que em vídeo) do sábado ou de domingo. Para ser assistido sem muitas pretensões. Um filme interessante, mas não imperdível.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Todd Phillips
Elenco: Robert Downey Jr., Zach Galifianakis, Michelle Monaghan, Juliette Lewis, Jamie Foxx, Alan Arkin, Matt Walsh, RZA, James Martin Kelly, Mimi Kennedy, Rhoda Griffis.
Produção: Daniel Goldberg, Todd Phillips
Roteiro: Alan R. Cohen, Alan Freedland, Adam Sztykiel, Todd Phillips
Fotografia: Lawrence Sher
Trilha Sonora: Christophe Beck
Duração: 100 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Warner Bros. / Road Rebel

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Só ou acompanhado... risadas garantidas...


Esse é das antigas. Uma bela comédia dos idos anos 80. Com duas feras. Uma delas, infelizmente, já nos deixou.
Antes só que mal acompanhado é um filme que a atuação de seu elenco dita as regras da história. Atuações limpas, sem efeitos, humor puro, sem recursos digitais que possam filtrar a essência de seus atores.
É uma comédia bastante divertida, que conta a história do publicitário Neal Page (Steve Martin), que para passar o dia de Ação de Graças com a família, decide voltar de avião de Nova York para Chicago. Quando chega no aeroporto, constata que o vôo está atrasado e sua passagem na primeira classe havia sido transferida, por engano, para a classe turística. Pior que isso é ter de aturar ao seu lado, durante a viagem, o vendedor inconveniente, chato e falastrão Del Griffith (John Candy). Para completar, uma tempestade de neve impede que o avião pouse em Chicago e este só consegue aterrisar em uma cidadezinha do Estado do Kansas. Neal decide ir para lá com outro meio de transporte, pois não sabe se haverá um novo vôo capaz de fazê-lo chegar a tempo em Chicago, e Del Griffith decide acompanhá-lo. Os dois iniciam uma verdadeira maratona num trajeto tão desastrado que quase leva o desesperado Neal a querer matar seu gordo acompanhante por seus palpites infelizes.
Com roteiro, produção e direção de John Hughes, falecido em 2009, que tem em seu currículo obras como Clube dos Cinco, Curtindo a Vida Adoidado, A Garota de Rosa Shocking, Esqueceram de Mim, e tantos outros sucessos das décadas de 1980 e 1990, o filme conta em seu elenco com Steve Martin (Garota da Vitrine), John Candy (Jamaica Abaixo de Zero), Laila Robbins, Michael McKean, Kevin Bacon e Dylan Baker.
Uma produção que não promete muito, mas que garante boas risadas. Independente de se tratar de um filme exaustivamente repetido na TV aberta, vale o repeteco.
FICHA TÉCNICA
Diretor: John Hughes
Elenco: Steve Martin, John Candy, Laila Robbins, Michael McKean, Kevin Bacon, Dylan Baker.
Produção: John Hughes
Roteiro: John Hughes
Fotografia: Donald Peterman
Trilha Sonora: Brian Banks, Ira Newborn
Duração: 93 min.
Ano: 1987
País: EUA
Gênero: Comédia Dramática
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Paramount Pictures