sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O Escritor Fantasma



Uma bela produção, que prima por sua direção, fotografia, e roteiro. Um filme diferente, de fato, acima da média. Inteligente, dinâmico, e que prende seu espectador. Exige um pouco de atenção, e às vezes se prende a alguns diálogos mais extensos, mas nem por isso perde importantes pontos de qualidade. Embora na categoria drama, está mais para um suspense, ou thriller investigativo.

A direção de Roman Polanski é deliciosa. Valoriza as boas partes e torna a narrativa muito dinâmica. Mesmo com alguns diálogos mais ricos, o filme não perde velocidade, e a cada instante surge um novo elemento que inverte toda a história.

O elenco, com Ewan McGregor, Pierce Brosnan, Eli Wallach e Kim Cattrall se destaca. Papéis básicos, mas que se tornam especiais pelo empenho de seus atores. Isso dá um peso especial ao filme, e torna ainda mais agradável todo o processo.

A fotografia também é um diferencial, com belas passagens e locações. A trilha não deixa a desejar, fechando com chave de ouro a bela produção.

No filme, um ghostwriter (pessoa que escreve textos e livros que são assinados por outros), vivido por Ewan McGregor, é contratado para completar as memórias de Adam Lang (Pierce Brosnan), primeiro-ministro da Inglaterra. O personagem acaba descobrindo segredos sobre uma conspiração mundial que colocam a própria vida em perigo.

Uma produção inteligente, com qualidade no elenco, na direção, e no roteiro. Excelente pedida para quem procura um filme rico e muito agradável. Imperdível para quem curte o gênero e para quem procura qualidade. Vale assistir e repetir, com direito a gostinho de quero mais.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Roman Polanski
Elenco: Ewan McGregor, Pierce Brosnan, Eli Wallach, Kim Cattrall, Olivia Williams, Tom Wilkinson, James Belushi, Timothy Hutton, Jon Bernthal, Robert Pugh, Daphne Alexander, Jaymes Butler.
Produção: Robert Benmussa
Roteiro: Robert Harris, Roman Polanski
Fotografia: Pawel Edelman
Trilha Sonora: Alexandre Desplat
Duração: 128 min.
Ano: 2010
País: EUA/ Alemanha
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: France 2 Cinéma / RP Films / Elfte Babelsberg Film
Classificação: 12 anos

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Bilheterias nos EUA caminham para recorde no verão



O bruxo Harry Potter, heróis de histórias em quadrinhos e algumas mulheres desbocadas estão levando Hollywood rumo a um novo recorde neste verão, apesar da fraqueza da economia e do elevado desemprego, que fazem as pessoas segurarem os gastos.

Mostrando que a recessão não afeta os filmes, as bilheterias nos EUA e no Canadá devem registrar quase 5% a mais de vendas no período em relação ao ano passado, graças a sucessos como o final da saga "Harry Potter" e a comédias como "Operação Madrinha de Casamento" ("Bridesmaids").

As vendas de ingressos no mercado norte-americano e canadense desde o início do verão no hemisfério norte até o último final de semana eram estimadas em 3,8 bilhões de dólares. O público aumentou em 2,8%, embora isso se compare ao menor nível em 13 anos, registrado no ano passado, de acordo com dados da Hollywood.com. Os ingressos mais caros para filmes 3D e o valor médio levemente maior no geral ajudaram a melhorar a receita.

"Se mantivermos esse ritmo, devemos registrar 4,5 bilhões de dólares", o maior total já registrado no verão, disse Paul Dergarabedian, analista de bilheteria da Hollywood.com.

A temporada de filmes do verão na América do Norte, que normalmente vai do começo de maio até o feriado do Dia do Trabalho, em setembro, representa o período mais lucrativo do ano para os estúdios, com pelo menos 40% do total do ano.

Por outro lado, as vendas nas bilheterias no ano até o momento caíram 4% em relação a 2010, enquanto o público diminuiu 5% depois de fracas vendas no inverno e na primavera.

Os destaques do verão até o momento incluem "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2", que quebrou recordes ao redor do mundo e está entre os três filmes que venderam mais de 1 bilhão de dólares globalmente – os outros dois são o terceiro "Transformers" e o quarto "Piratas do Caribe".

As mulheres desbocadas de "Missão Madrinha de Casamento" e "Professora Sem Classe" arrecadaram mais que o previsto, assim como a sequência de "Se Beber Não Case". Entre os filmes de super-heróis, "Capitão América" e "Thor" tiveram boa performance, enquanto "Lanterna Verde" foi mais fraco.

Normalmente, a ida ao cinema costuma se manter relativamente bem em tempos de economia fraca, por ser uma das opções mais baratas de entretenimento.

No verão de 2008, por exemplo, as vendas domésticas nas bilheterias aumentaram 0,5% em comparação anual, embora isso se deva amplamente ao valor mais alto dos ingressos.

O sucesso na bilheteria está mais ligado à qualidade dos filmes do que tendências econômicas, disse o analista da Hollywood.com. "Bons filmes são à prova de recessão."

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Troca



Quem diria que Angelina Jolie também poderia ser uma boa atriz em dramas. Não que ela seja ruim em outros estilos de filmes, mas creio ser costume vê-la em bons filmes de ação, ao invés de comédias, dramas, ou demais estilos. Claro que quando o filme também é bom, a ajuda é maior, e nesse caso, A Troca acaba sendo um bom filme, principalmente pelo ótimo roteiro e excelente direção.

A bela fotografia e a boa narrativa fecham com chave de ouro essa belíssima produção. Claro que a direção de Clint Eastwood também deixa a sua marca. O filme tem aquele DNA de Clint, como já falei em outros posts.

O maior destaque fica mesmo com o roteiro, que mesmo que pareça previsível, inclui elementos novos a cada instante, e sempre apresenta uma surpresa que transforma a trama. O resultado é muito positivo, em um filme que consegue envolver o sentimental de seu espectador.

No filme, Christine Collin (Angelina Jolie) é uma mãe que ora fervorosamente para que seu filho Walter (Gattlin Griffith) retorne para casa. O menino foi sequestrado em uma manhã de sábado, após ela ter saído para trabalhar. Com a ajuda do reverendo Briegleb (John Malkovich) e após meses de buscas intensas, finalmente, a polícia encontra o garoto. Mas algo está errado e Christine desconfia que ele não seja seu filho verdadeiro.

Belíssima pedida para quem procura um filme mais pensado, mas cheio de qualidade. Um elenco muito coerente, com atuações primorosas, uma história muito bem pensada, boa direção, e belas sequências. Mesmo que o estilo drama não seja muito a sua praia, assista sem medo. O filme não tem nada de melado. Enfim, um ótimo filme e que deve agradar bastante seus espectadores.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Clint Eastwood
Elenco: Angelina Jolie, John Malkovich, Michael Kelly, Jeffrey Donovan, Jason Butler Harner, Devon Conti, Amy Ryan.
Produção: Brian Grazer, Ron Howard, Robert Lorenz
Roteiro: J. Michael Straczynski
Fotografia: Tom Stern
Trilha Sonora: Clint Eastwood
Duração: 140 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Universal Pictures
Estúdio: Imagine Entertainment / Malpaso Productions
Classificação: 16 anos

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O Vizinho



Não dá pra levar a sério algumas pessoas que passam por situações tão contrangedoras ou, mesmo que duras, simplesmente sejam obrigadas a encarar crises de maneira passiva. Em O Vizinho, esse desconforto fica um pouco mais latente. Não é possível imaginar que alguém se deixe levar pela ignorância e invasão do seu espaço, ainda mais quando se trata de um vizinho.

Isso posto, vamos ao filme, que embora moroso e previsível cumpre bem o seu papel de thriller de suspense. Nenhuma grande surpresa. Um elenco esforçado, com um Samuel L. Jackson bancando o maluco. Uma direção eficaz, que não permite que a história se torne cansativa, e com sua narrativa acelerada, quase não consegue cansar seu espectador.

Filme com quatro atores e duas locações. Nada além disso. Não espere perseguições alucinantes pelas ruas da cidade, ou toneladas de personagens. Um filme econômico, mas eficaz, apesar disso.

A trama conta a história de um jovem casal que acaba de se mudar para a casa dos sonhos, na Califórnia, quando se tornam alvo do vizinho, que desaprova a união inter-racial. Um morador da vizinhança se denomina o vigilante da região e acaba de intrometendo na vida de todos. Essas intromissões acabam atrapalhando o casal.

O filme cumpre o prometido, mas não chega a ser uma grande pedida. Tem algumas tiradas interessantes, mas sempre passa a impressão de ser repeteco de outros filmes. Vale ser visto. Só não espere ficar com aquele gostinho de quero mais.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Neil LaBute
Elenco: Samuel L. Jackson, Patrick Wilson, Kerry Washington, Regine Nehy, Jaishon Fisher, Jay Hernandez.
Produção: Will Smith, James Lassiter
Roteiro: David Loughery, Howard Korder
Fotografia: Rogier Stoffers
Trilha Sonora: Jeff Danna, Mychael Danna
Duração: 110 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Overbrook Entertainment

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Saber o final não atrapalha livros ou filmes, diz pesquisa

Se você está com raiva porque algum estraga-prazeres revelou a trama de um filme ou contou o final de um livro, não precisa mais ficar.

Um novo estudo de pesquisadores da Universidade da Califórnia mostra que saber os fatos com antecedência pode aumentar o prazer, mesmo para livros marcados pelo suspense ou para enredos de filmes.

Depois de examinar três tipos de histórias -- reviravolta cômica, mistério e literária --, de autores como John Updike, Roald Dahl e Agatha Christie, eles constataram que os leitores preferiam versões que antes tinham um parágrafo que revelava o final da trama.

"Fiquei muito surpreso com os resultados", disse o pesquisador Nicholas Christenfeld em uma entrevista. "Como a maioria das pessoas, não dou uma olhada no final do livro para ver quem morre ou o que acontece.'

Para esse trabalho cada história foi lida por até 30 pessoas e apresentada em dois formatos: a versão original e uma outra com um parágrafo inserido, no qual se revelava o final da trama.

Leitores de todas as três histórias preferiram mais a versão estraga-prazeres do que a original.

"As tramas são só desculpa para uma grande obra", explicou Christenfeld. "Apesar disso, as tramas são importantes, como um esqueleto ou um 'gancho'. Você precisa delas para mostrar as coisas que são importantes, mas a trama não é por si só algo decisivo."

Christenfeld disse que em muitos casos um livro ou filme pode ser relido ou visto várias vezes, e ainda assim ser fonte de prazer.

"A tarefa de um diretor de filme não é na verdade apresentar a conclusão de que o culpado foi o mordomo. Uma simples frase já mostra isso", disse ele.

Quando os espectadores já sabem qual é o final do filme, podem querer vê-lo de novo para observar coisas que fizeram sentido ou não na primeira vez em que o viram.

Nesse estudo, a ser divulgado na publicação Psychological Science, os pesquisadores disseram ter descoberto que o sucesso de um entretenimento não está fundamentado tão somente no suspense.

"As histórias são um elemento universal da cultura humana, a espinha dorsal da indústria do entretenimento, que envolve bilhões de dólares, e também o meio pelo qual os valores religiosos e sociais são transmitidos", escreveram.

Christenfeld e o coautor Jonathan Leavitt acrescentaram que as constatações do estudo podem significar que as percepções do senso comum sobre o suspense podem estar incorretas.

"Talvez presentes de aniversário fiquem melhor quando embrulhados em celofane e anéis de noivado sejam melhores quando não forem escondidos em mousses de chocolate", disseram, referindo-se a um hábito dos norte-americanos.

Em 13/08/2011, no link http://f5.folha.uol.com.br/estranho/958736-saber-o-final-nao-atrapalha-livros-ou-filmes-diz-pesquisa.shtml

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Quase Irmãos



Típico filme com conteúdo humorístico voltado ao público americano. Daqueles que exigem do espectador certa insistência para se chegar ao fim. A dupla Will Ferrell e John C. Reilly já dividiu outros filmes, comédias, igualmente difíceis de emplacar. Até os considero atores bastante razoáveis. Reilly melhor em papéis ou filmes mais sérios e fortes. Ferrell nas suas comédias escrachadas e com o seu jeitão desengonçado. Mas, juntos, parecem não agradar.

A trama até tem uma sacada interessante, mas o filme cai nas velhas piadas, nos antigos trejeitos de pastelão, que antes de divertir acaba cansando seu espectador. Os elementos simplesmente não combinam. Quer seja pela seleção do elenco, que cria automaticamente uma barreira. Quer seja pela história já manjada e cheia de gargalos. Quer seja pela direção, que imagina que tudo é engraçado, ou não liga para a falta de graça do conjunto.

No filme, Brennan Huff (Will Ferrell) é um cara de 39 anos, esporadicamente empregado, que vive com sua mãe Nancy (Mary Steenburgen). Dale Doback (John C. Reilly) é um cara de 40 anos, terminantemente desempregado, que mora com seu pai Robert (Richard Jenkins). Quando Robert e Nancy se casam e vão morar juntos, Brennan e Dale são forçados a viver como meio-irmãos. À medida que o narcisismo e a absoluta preguiça ameaçam separar a "nova" família, estes dois meninos mimados, imaturos e de meia-idade resolvem elaborar um plano insano para reunir seus pais novamente. Para conseguir isso, eles precisam criar um improvável vínculo que talvez, mas só talvez, finalmente os colocará para fora de casa.

A trama pode até parecer interessante, mas depois da primeira impressão o que fica é aquela sensação de perda de tempo, em um filme que pouco acrescenta àqueles que buscam uma comédia que, de fato, faça rir.

Uma produção fraca, que tenta explorar o currículo de seu elenco, mas que esbarra na mesmice, no roteiro fraco, e na sensação que passa de tudo aquilo ter sido visto em outros tantos filmes, só que com muito mais qualidade. Um filme que promete graça, mas que não ultrapassa algumas poucas risadas amarelas, sendo que algumas delas são de desconforto, e não de diversão. Existem muitas boas opções em comédias, mas se você decidir arriscas, encare sem muitas expectativas.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Adam McKay
Elenco: Will Ferrell, John C. Reilly, Mary Steenburgen, Adam Scott, Kathryn Hahn, Andrea Savage.
Produção: Judd Apatow, Jimmy Miller
Roteiro: Adam McKay, Will Ferrell
Fotografia: Oliver Wood
Trilha Sonora: Jon Brion
Duração: 98 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: 14 anos

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A Lenda dos Guardiões



A Lenda dos Guardiões é mais um dos filmes a entrar na categoria de bonitinho mas ordinário. A parte visual do filme é perfeita, com excelentes gráficos, belíssimas animações, belos efeitos e uma preocupação muito grande com os detalhes dos personagens como das paisagens. Mas a qualidade do filme acaba por aí.

A narrativa é lenta, e a história é pra lá de previsível. Parece que a intenção foi caprichar no visual, e deixar a trama em segundo, ou terceiro plano. O resultado é um filme fraco, cansativo, e que ao chegar no fim, não deixa nenhuma saudade.

A combinação animação/direção ficou devendo. O diretor Zack Snyder parece ter se perdido após 300 e Watchmen, com elementos que não deram força à trama, como aconteceria com personagens reais. E a animação, que queria entrar na carona de Happy Feet (trata-se do mesmo estúdio), exagerou.

Aquele jeitão tradicional das corujas inteligentes e conselheiras, tão comum em outros desenhos ou filmes perdeu para o lado da coruja guerreira, interessada em acabar com seu adversário. Não me pareceu uma ideia muito brilhante.

O filme segue Soren, uma jovem coruja fascinada pelas histórias épicas contadas pelo seu pai sobre os Guardiões de Ga’Hoole, um bando mítico de guerreiros alados que lutaram em uma grande batalha para salvar todas as corujas dos maldosos Puros. Enquanto Soren sonha em algum dia unir-se aos seus heróis, seu irmão mais velho, Kludd, zomba da ideia, e prefere caçar, voar e tirar a predileção de seu pai pelo irmão mais novo.

Exceto pelos efeitos visuais, o filme é bastante fraco. Daqueles que exige atenção do espectador, mas que se você perder alguma parte, não deixará de entender a trama. Acredito que seja interessante assistir, principalmente bela beleza dos efeitos e detalhes dos personagens, no mais, é apenas mais um filme sem muito sal ou açúcar. Não chega a agradar os mais jovens, e não anima os mais velhos. Para assistir, mas sem muitas expectativas.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Zack Snyder
Elenco: Emilie de Ravin, Hugo Weaving, Ryan Kwanten, Helen Mirren, Geoffrey Rush
Produção: Zareh Nalbandian
Roteiro: John Orloff, John Collee
Ano: 2010
País: EUA/ Austrália
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Village Roadshow Productions / Warner Bros. / Animal Logic