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quarta-feira, 4 de julho de 2012
Das páginas para as telas: quem são os autores mais adaptados da História?
Na edição de junho da revista Monet, foi publicada uma matéria sobre Stephen King e suas adaptações para os meios audiovisuais. E não são poucas: devido à sua popularidade e garantia de sucesso, King mantém o título do autor vivo mais adaptado para cinema e TV. Mas se formos levar em conta seus colegas escritores que já passaram para “o lado de lá”, ele cai feio: vai para a 18ª posição. Quem, então, seria o autor mais adaptado da História dos meios audiovisuais?
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Não é de se surpreender que William Shakespeare (Romeu e Julieta), ocupe a primeira posição. O autor que é provavelmente o mais conhecido da Literatura ganha de lavada dos seus “adversários”, com 891 obras baseadas em seus escritos. Vale lembrar que a base de comparação aqui é o registro da cada um no IMDB como writer, e logo isso inclui de curtas a filmes caseiros, passando por mega-produções e até jogos de video-game, qualquer coisa que utilize meramente o texto ou personagens de um autor. Pode não ser um mundo ideal, mas continua sendo um banco de dados extremamente confiável para termos ideia de quem é o mais amado na hora de se passar uma obra das páginas para as telas.
Aqui estão, portanto, os 20 finalistas. Mas não se envergonhe se você não reconhecer alguns desses nomes! Depois do nosso ranking colorido (que você confere abaixo), colocamos a lista por escrito, com uma adaptação de cada escritor e o link para o IMDB, onde você pode mergulhar em suas obras à vontade!
1. William Shakespeare (Romeu e Julieta) 2. Anton Chekhov (Tio Vânia em Nova York) 3. Charles Dickens (Oliver!) 4. Edgar Allan Poe (Histórias Extraordinárias) 5. Alexandre Dumas (O Homem da Máscara de Ferro) 6. Robert Louis Stevenson (Planeta do Tesouro) 7. Arthur Conan Doyle (Sherlock Holmes) 8. Hans Christian Andersen (A Pequena Sereia) 9. Os Irmãos Grimm (Enrolados) 10. Molière (Don Juan) 11. Edgar Wallace (King Kong) 12. O. Henry (In Old Arizona) 13. Oscar Wilde (Dorian Grey) 14. Fyodor Dostoevsky (The Brothers Karamazov) 15. Victor Hugo (O Corcunda de Notre Dame) 16. Leo Tolstoy (Guerra e Paz) 17. Júlio Verne (Viagem ao Centro da Terra) 18. Stephen King (Um Sonho de Liberdade) 19. Georges Simenon (Maigret) 20. Agatha Christie (O Vingador Invisível)
Por Marina Jankauskas, em 29/06/2012, no link http://revistamonet.globo.com/coluna/2012/06/29/das-paginas-para-as-telas-quem-sao-os-autores-mais-adaptados-da-historia/
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Saber o final não atrapalha livros ou filmes, diz pesquisa
Se você está com raiva porque algum estraga-prazeres revelou a trama de um filme ou contou o final de um livro, não precisa mais ficar.
Um novo estudo de pesquisadores da Universidade da Califórnia mostra que saber os fatos com antecedência pode aumentar o prazer, mesmo para livros marcados pelo suspense ou para enredos de filmes.
Depois de examinar três tipos de histórias -- reviravolta cômica, mistério e literária --, de autores como John Updike, Roald Dahl e Agatha Christie, eles constataram que os leitores preferiam versões que antes tinham um parágrafo que revelava o final da trama.
"Fiquei muito surpreso com os resultados", disse o pesquisador Nicholas Christenfeld em uma entrevista. "Como a maioria das pessoas, não dou uma olhada no final do livro para ver quem morre ou o que acontece.'
Para esse trabalho cada história foi lida por até 30 pessoas e apresentada em dois formatos: a versão original e uma outra com um parágrafo inserido, no qual se revelava o final da trama.
Leitores de todas as três histórias preferiram mais a versão estraga-prazeres do que a original.
"As tramas são só desculpa para uma grande obra", explicou Christenfeld. "Apesar disso, as tramas são importantes, como um esqueleto ou um 'gancho'. Você precisa delas para mostrar as coisas que são importantes, mas a trama não é por si só algo decisivo."
Christenfeld disse que em muitos casos um livro ou filme pode ser relido ou visto várias vezes, e ainda assim ser fonte de prazer.
"A tarefa de um diretor de filme não é na verdade apresentar a conclusão de que o culpado foi o mordomo. Uma simples frase já mostra isso", disse ele.
Quando os espectadores já sabem qual é o final do filme, podem querer vê-lo de novo para observar coisas que fizeram sentido ou não na primeira vez em que o viram.
Nesse estudo, a ser divulgado na publicação Psychological Science, os pesquisadores disseram ter descoberto que o sucesso de um entretenimento não está fundamentado tão somente no suspense.
"As histórias são um elemento universal da cultura humana, a espinha dorsal da indústria do entretenimento, que envolve bilhões de dólares, e também o meio pelo qual os valores religiosos e sociais são transmitidos", escreveram.
Christenfeld e o coautor Jonathan Leavitt acrescentaram que as constatações do estudo podem significar que as percepções do senso comum sobre o suspense podem estar incorretas.
"Talvez presentes de aniversário fiquem melhor quando embrulhados em celofane e anéis de noivado sejam melhores quando não forem escondidos em mousses de chocolate", disseram, referindo-se a um hábito dos norte-americanos.
Em 13/08/2011, no link http://f5.folha.uol.com.br/estranho/958736-saber-o-final-nao-atrapalha-livros-ou-filmes-diz-pesquisa.shtml
Um novo estudo de pesquisadores da Universidade da Califórnia mostra que saber os fatos com antecedência pode aumentar o prazer, mesmo para livros marcados pelo suspense ou para enredos de filmes.
Depois de examinar três tipos de histórias -- reviravolta cômica, mistério e literária --, de autores como John Updike, Roald Dahl e Agatha Christie, eles constataram que os leitores preferiam versões que antes tinham um parágrafo que revelava o final da trama.
"Fiquei muito surpreso com os resultados", disse o pesquisador Nicholas Christenfeld em uma entrevista. "Como a maioria das pessoas, não dou uma olhada no final do livro para ver quem morre ou o que acontece.'
Para esse trabalho cada história foi lida por até 30 pessoas e apresentada em dois formatos: a versão original e uma outra com um parágrafo inserido, no qual se revelava o final da trama.
Leitores de todas as três histórias preferiram mais a versão estraga-prazeres do que a original.
"As tramas são só desculpa para uma grande obra", explicou Christenfeld. "Apesar disso, as tramas são importantes, como um esqueleto ou um 'gancho'. Você precisa delas para mostrar as coisas que são importantes, mas a trama não é por si só algo decisivo."
Christenfeld disse que em muitos casos um livro ou filme pode ser relido ou visto várias vezes, e ainda assim ser fonte de prazer.
"A tarefa de um diretor de filme não é na verdade apresentar a conclusão de que o culpado foi o mordomo. Uma simples frase já mostra isso", disse ele.
Quando os espectadores já sabem qual é o final do filme, podem querer vê-lo de novo para observar coisas que fizeram sentido ou não na primeira vez em que o viram.
Nesse estudo, a ser divulgado na publicação Psychological Science, os pesquisadores disseram ter descoberto que o sucesso de um entretenimento não está fundamentado tão somente no suspense.
"As histórias são um elemento universal da cultura humana, a espinha dorsal da indústria do entretenimento, que envolve bilhões de dólares, e também o meio pelo qual os valores religiosos e sociais são transmitidos", escreveram.
Christenfeld e o coautor Jonathan Leavitt acrescentaram que as constatações do estudo podem significar que as percepções do senso comum sobre o suspense podem estar incorretas.
"Talvez presentes de aniversário fiquem melhor quando embrulhados em celofane e anéis de noivado sejam melhores quando não forem escondidos em mousses de chocolate", disseram, referindo-se a um hábito dos norte-americanos.
Em 13/08/2011, no link http://f5.folha.uol.com.br/estranho/958736-saber-o-final-nao-atrapalha-livros-ou-filmes-diz-pesquisa.shtml
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