terça-feira, 10 de maio de 2011

Senna


Aqui vai o registro de um belo documentário que assisti nos últimos dias. Senna, é uma belíssima produção, e prova que a memória de um dos maiores pilotos de toda a história ainda vive, apesar da fatalidade que o matou.

Não cabe nenhuma observação cinematográfica. Vale o peso da lembrança, e o trabalho do diretor Asif Kapadia, em reunir vasto material a respeito do campeão Ayrton Senna, para apresentar ao público uma pequena fatia do que foi esse maravilhoso ser humano.

O documentário apresenta a trajetória do piloto brasileiro Ayrton Senna, passando pelo início da carreira, sua estreia na Fórmual 1, em 1984, a ascensão como piloto e a rivalidade com o francês Alain Prost em busca do título de melhor piloto do mundo. O documentário também mostra as dificuldades enfrentadas pela politicagem dentro do esporte, as críticas da imprensa internacional, a força da figura de Senna como ídolo e sua morte, em 1994, que causou comoção em todo o Brasil.

O conjunto de vídeos de época, acompanhados de entrevistas e depoimentos enriquece a produção. Um belo documentário, pra matar saudade e mostrar um pouco mais do herói Ayrton Senna.



FICHA TÉCNICA
Diretor: Asif Kapadia
Elenco: - Documentário -
Produção: Tim Bevan, James Gay-Rees, Eric Fellner
Roteiro: Manish Pandey
Trilha Sonora: Antonio Pinto
Duração: 107 min.
Ano: 2010
País: Reino Unido
Gênero: Documentário
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Working Title Films / Midfield Films
Classificação: Livre

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Dicas para fazer um festival Sophia Loren em casa

Sophia Loren tem 76 anos, quase 60 de carreira, fez uns 90 filmes e, ainda por cima, é linda. Só com esses números já dava pra fazer um gráfico sobre ela, tipo os do Andrew Kuo. Mas não é só isso. Ela foi uma das inventoras dessa sensualidade de mulher italiana, de mulher passional, intensa, alegre, sexy e forte (mesmo, numa das cenas de “Girassóis da Rússia”, ela carrega o Marcelo Mastroianni no colo!). A beleza dela não é do tipo “não estou aqui”, como a de Grace Kelly. Ela é terrena. “Telúrica”, diria a Baby Consuelo. Meus filmes favoritos com ela são os dirigidos pelo De Sica. Se tiver Mastroianni, ganha ponto extra.

Então, pro final de semana, a dica é fazer um festival Loren/De Sica em casa. Mando a lista dos oito filmes que os dois fizeram juntos. Descrições de uma linha, tipo Tweet, tá? Entre uma sessão e outra, espaguete, claro, pois, como diz a atriz italiana (referindo-se a suas formas voluptuosas): “Tudo o que consegui foi graças ao espaguete”.

“O Ouro de Nápoles” (1954)
Filme em seis episódios traz Sophia Loren como vendedora de pizza que perde a aliança do marido

“Duas Mulheres” (1960) **Oscar de melhor atriz**
Drama: mãe e filha perambulam pela Itália destruída pela Guerra e vivem desventuras em série

“Boccaccio 70″ (1962)
Filme com quatro episódios traz Sophia Loren como prêmio de uma rifa

“Ontem, Hoje e Amanhã” (1963) **Oscar de melhor filme estrangeiro**
Sophia Loren faz três personagens neste longa, um deles, a impagável sedutora Mara

“O Condenado de Altona” (1963)
Drama sobre o nazismo baseado em Sartre que traz Maximilian Schell e Robert “Casal 20″ Wagner no elenco

“Matrimônio à Italiana” (1964)
Nesta comédia, Mastroianni enrola Sophia Loren, mas ela é capaz de ir longe para se casar com ele

“Os Girassóis da Rússia” (1970)
Drama com toques de comédia que conta a história de um casal (Sophia e Mastroianni) seperado pela Guerra

“Viagem Proibida” (1974)
Último filme de De Sica reúne Sophia Loren e Richard Burton com roteiro baseado em Pirandello

Por Antonio Farinaci, no link http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/05/13/faca-um-festival-lorende-sica-para-o-final-de-semana/

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Confira lista de candidatos ao MTV Movie Awards; Eclipse lidera com oito indicações

Foi divulgada nesta terça-feira (3/5) a lista dos indicados ao MTV Movie Awards 2011, prêmio que escolhe os melhores do cinema baseado na escolha do público. O líder de indicações foi o longa A Saga Crepúsculo: Eclipse, que concorre em oito das doze categorias. Em seguida vem A Origem, com sete; Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1, com seis, e A Rede Social, com cinco.

O MTV Movie Awards é conhecido pelo clima descontraído e categorias incomuns como Melhor Beijo e Melhor Briga. Este ano, foi incluída também a de Melhor Fala em um Filme.
As votações estão abertas a partir de hoje e vão até 4 de junho.

O 20º MTV Movie Awards vai ao ar no dia 5 de junho, com apresentação de Jason Sudeikis.
Confira a lista completa dos indicados:

Melhor Filme
Cisne Negro
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
A Origem
A Rede Social
Eclipse

Melhor Atriz
Emma Stone, A Mentira
Emma Watson, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
Jennifer Aniston, Esposa de Mentirinha
Kristen Stewart, Eclipe
Natalie Portman, Cisne Negro

Melhor Ator
Daniel Radcliffe, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
Jesse Eisenberg, A Rede Social
Robert Pattinson, Eclipse
Taylor Lautner, Eclipse
Zac Efron, A Morte e Vida de Charlie

Melhor Revelação
Andrew Garfield, A Rede Social
Chloë Grace Moretz, Kick-Ass - Quebrando Tudo
Hailee Steinfeld, Bravura Indômita
Jay Chou, O Besouro Verde
Olivia Wilde, Tron - O Legado
Xavier Samuel, Eclipse

Melhor Comediante
Adam Sandler, Esposa de Mentirinha
Ashton Kutcher, Sexo Sem Compromisso
Emma Stone, A Mentira
Russell Brand, O Pior Trabalho do Mundo
Zach Galifianakis, Um Parto de Viagem

Melhor Fala de um Filme
Alexys Nycole Sanchez: "Eu quero me acabar em chocolate", de Gente Grande
Amanda Bynes: "Tem um poder maior que irá julgá-la por sua indecência"/ Emma Stone: "Tom Cruise?", de A Mentira
Jesse Eisenberg: "Se vocês fossem os inventores do Facebook, vocês teriam inventado o Facebook", de A Rede Social
Justin Timberlake: "Um milhão de dólares não é legal. Você sabe o que é legal?"/ Andrew Garfield: "Um bilhão de dólares. Isso cala a boca de todos", de A Rede Social
Tom Hardy: "Você não deve ter medo de sonhar um pouco mais alto, querida", de A Origem

Melhor Vilão
Christoph Waltz, O Besouro Verde
Leighton Meester, The Roommate
Mickey Rourke, Homem de Ferro 2
Ned Beatty, Toy Story 3
Tom Felton, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1

Melhor Briga
Amy Adams x Irmãs do Mark Wahlberg, O Vencedor
Chloë Grace Moretz x Mark Strong, Kick-Ass - Quebrando Tudo
Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint x Comensais da Morte, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
Joseph Gordon-Levitt x vilão do corredor, A Origem
Robert Pattinson x Bryce Dallas Howard e Xavier Samuel, Eclipse

Melhor Beijo
Ellen Page e Joseph Gordon-Levitt, A Origem
Emma Watson e Daniel Radcliffe, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
Kristen Stewart e Robert Pattinson, Eclipse
Kristen Stewart e Taylor Lautner, Eclipse
Natalie Portman e Mila Kunis, Cisne Negro

Melhor Momento de Cair o Queixo
James Franco cortando o próprio braço fora, 127 Horas
Justin Bieber fazendo sua performance, Justin Bieber: Never Say Never
Leonardo DiCaprio e Ellen Page na cena do café em Paris, A Origem
Natalie Portman puxando a pele do seu dedo, Cisne Negro
Steve-O sendo arremessado dentro de um banheiro químico, Jackass 3D

Melhor Performance Assustadora
Ashley Bell, O Último Exorcismo
Ellen Page, A Origem
Jessica Szohr, Piranha 3D
Minka Kelly, The Roommate
Ryan Reynolds, Enterrado Vivo

Personagem Mais Durão
Alex Pettyfer, Eu Sou O Número 4
Chloë Grace Moretz, Kick-Ass - Quebrando Tudo
Jaden Smith, Karate Kid
Joseph Gordon-Levitt, A Origem
Robert Downey Jr., Homem de Ferro 2

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Óculos 3D: saiba para onde vão os que você usa após cada sessão



Desde o lançamento de Avatar, no final de 2009, o cinema em três dimensões voltou a ser um fenômeno. A técnica, criada no século passado e agora aperfeiçoada, depende do uso de óculos especiais que possibilitam a ilusão de ótica que cativa o público. Ao chegar ao cinema, o espectador recebe os óculos na entrada. Estes podem vir embalados ou não. Ao final da sessão, devolve a um dos funcionários do local ou os deposita numa caixa. Mas, o que acontece com eles depois?



O técnico de audiovisual Adriano Rodrigues esclarece que todos os óculos que saem de uma sessão passam por um processo de esterilização após serem utilizados, não podendo ser reaproveitados de uma sessão para a outra. Ele trabalha com máquinas especializadas nesse tipo de higienização na empresa Transisom Cine Eletrônica, responsável por redes de cinema como Cinemas Unibanco e Cinematográfica Araújo. “Todo o processo é feito com luvas e com bandejas separadas para receber os óculos limpos”, explica Adriano, que destaca também que os equipamentos de limpeza já vêm inclusos na compra do pacote de exibição em 3D quando uma sala de cinema o adquire.



As lavagens duram entre 5 e 10 minutos e podem comportar três bandejas com 12 a 15 óculos cada. Todas são mergulhadas em água a 70°C e entram em contato com detergentes e bactericidas especiais. Após serem retirados, os óculos não passam por contato humano até serem entregues novamente para os usuários nas portas das salas.



Embora este seja o procedimento necessário, os cinemas não estão sujeitos a inspeções periódicas segundo a assessoria da COVISA (Coordenação de Vigilância em Saúde), responsável pela Vigilância Sanitária no município de São Paulo. Para que uma sala passe por algum tipo de fiscalização, é necessária uma denúncia ou o desenvolvimento de um programa específico, como o que ocorreu entre agosto e outubro de 2010. Na ocasião, 12 estabelecimentos pertencentes a diversos grupos cinematográficos com salas 3D da capital foram inspecionados.



A COVISA garante que, apesar da ausência de um padrão legal para a higienização de óculos 3D, reforçou junto aos representantes as medidas que devem ser tomadas para a minimização do risco de contaminação, orientando os exibidores em relação a locais de higienização, produtos utilizados, armazenamento e treinamento de funcionários.



Legislação



Desde agosto de 2010, tramita na ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) o projeto de lei nº 598, proposto pelo deputado estadual João Caramez (PSDB), que oficializa a padronização dos processos de higienização dos óculos 3D. O documento prevê que todos eles sejam “devidamente higienizados e embalados individualmente em plástico estéril com fechamento a vácuo”, algo que a maioria das redes não cumpre à risca.



O projeto já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e também pela Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor, mas encontra-se parado desde 23 de fevereiro, aguardando a formação de novas comissões na Assembleia, que recebeu novos deputados após ano eleitoral. A única comissão pendente é a de Finanças e Orçamento. Em caso de aprovação, o projeto será encaminhado ao Plenário, onde será votado. A expectativa, segundo a assessoria do deputado, é que seja aprovado ainda neste semestre.



A principal motivação de Caramez para elaborar o projeto foi um surto de conjuntivite ocorrido na cidade na época da proposta. Ele também se informou sobre uma epidemia do mesmo tipo acontecida na Itália quando do lançamento de Avatar. Para o deputado, “essa é, sem dúvida, uma medida simples, mas que se não for adotada pode causar um sério problema de saúde pública”.



Fontes ligadas à ABRAPLEX (Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas) e ao Sindicato das Empresas Exibidoras no Estado de São Paulo disseram que não há um lobby contra o projeto de lei, embora a medida seja antipática para boa parte dos exibidores, que preveem aumento de gastos e produção de lixo excessiva. Ainda assim, não há uma posição em comum sobre a questão, por cada rede ter sua própria dinâmica, equipamentos e tipo de óculos.



Saúde dos olhos



Para o Dr. Cláudio Domingues de Oliveira, pós-graduado pela USP em Oftalmologia, o uso dos óculos 3D para assistir a filmes não faz mal para a visão por si só. Segundo ele, se a pessoa usar os óculos e sentir problemas durante a sessão é recomendável que procure um oftalmologista para verificar um possível problema pré-existente, que não tem relação direta com o uso do acessório.



No entanto, o médico adverte que se a pessoa desenvolve algum problema posterior de conjuntivite e esteve em contato com os óculos 3D higienizados de forma incorretamente, é grande a chance de ter adquirido o problema pelo contato. “Não há como garantir que a doença tenha vindo dos óculos, já que podemos contrair o problema pelo contato com outros equipamentos públicos, como em caixas eletrônicos, mas ainda assim é muito provável que a conjuntivite tenha sido contraída na ocasião”, afirma Oliveira.



Ele aproveita para destacar que o uso dos óculos 3D por cima de óculos de lente pode trazer desconforto para algumas pessoas. “Se a pessoa coloca duas lentes sobrepostas, são duas superfícies que refratam a luz, e como elas refratam de formas diferentes, isso pode causar alguma confusão na percepção”, esclarece o oftalmologista, que diz que em alguns casos pode haver enjoo e mal estar.




Enquanto a lei não é aprovada, os precavidos podem limpar os óculos usando lenços com álcool em gel antes do início da sessão. Existe também a opção de adquirir seus próprios óculos 3D. Os modelos disponíveis no mercado têm preços que variam entre R$ 30 e R$ 150. Alguns modelos importados podem chegar a surpreendentes R$ 1.200.



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Muito mais do mesmo...





Acabo de ver uma relação de filmes a serem lançados nos próximos meses... comparo com uma lista de filmes lançados nos últimos meses... e pergunto: por que o cinema tem dado chance a tantas continuações e remakes? Isso tem acontecido tanto, e a fórmula é tão conhecida, que até desanima. Antes ainda, pelo menos no caso dos remakes, eram histórias ou produções de mais de 30 anos atrás. Agora, estão recorrendo a filmes dos anos 90. Filmes que já foram sucesso de bilheteria. Que já provaram seu valor e, em alguns casos, entraram na história do cinema.



As continuações também não ficam atrás. Você alguma vez imaginou que precisaria esperar até 10 anos para saber o fim de um filme? Pois é isso mesmo que acontece em algumas vezes. Harry Potter é uma saga desse tipo. Foram 6 filmes, um por ano, e no último capítulo, decidiram dividir o cara em vários pedacinhos. E já planejam lançar depois mais um explicando como tudo começou. O mesmo para O Senhor dos Anéis. A trilogia seguiu 3 anos e, quando inventaram de apresentar a história que deu início a tudo, rolou uma espera de mais de 8 anos (O Senhor dos Anéis: O retorno do Rei foi lançado em 2003), e decidiram que a última parte (que na verdade é a primeira) será dividida em outras tantas, cada uma delas lançada em anos diferentes.



O camarada do marketing dirá que isso é um jeito de ganhar um pouco mais de dinheiro. Esticar ao máximo o sucesso de algumas produções, e reaproveitar a fórmula daquelas que já deram certo, com uma nova perspectiva, novos efeitos, mais investimentos. Tá legal... eu entendo que o comercial é a alma do negócio, mas como esperar aquela sensação do "novo", que muitas vezes só o cinema é capaz de proporcionar? E mais, para muitos daqueles que viram as versões originais, ou assistiram os episódios iniciais dessas multitripologias, novas filmagens e continuações intermináveis só servirão para comparações e críticas ao novo. Sim, porque muitas vezes o capítulo seguinte não chega aos pés da produção inicial. E muitas vezes, a regravação abandona elementos e detalhes que fazem toda a diferença.



Alguns casos podem ser considerados hors concours, como os filmes de super heróis e, na melhor das intenções, até alguns filmes de terror (embora ninguém mereça ver a décima sétima continuação de Sexta Feira 13).



O que fazer então quando a situação é parecida com a de Crônicas de Nárnia? A história é dividida em 7 livros. Nos cinemas, a primeira versão foi lançada cheia de pompas em 2005, mas não agradou gregos e troianos. A continuação, lançada 3 anos depois, não agradou gregos. O terceiro episódio, lançado 2 anos depois do segundo, não agradou os poucos troianos que restaram. E por isso mesmo, existe uma grande chance de não gravarem os outros 4 episódios. O que fazer?



Outro exemplo interessante é o da hexalogia de Star Wars. Os 3 filmes finais (que contam o final da história) foram lançados antes dos filmes iniciais (que contam o início da história) com uma diferença de mais de duas décadas. O resultado foi percebido na qualidade dos filmes, e na opinião dos fãs. Obviamente, os filmes mais antigos foram muito superiores, embora os mais recentes tivessem mais efeitos e recursos.



A lista de regravações e continuações é extensa, não cabe listá-los por aqui, mas muitas vezes o espectador fica preso a essa mesmice do cinema, já que o que é "diferente" pode muitas vezes ficar de fora do circuito comercial das redes de cinema e somente ser lançado em DVD. Mais do que isso, o espectador acaba sem opções e precisa fazer número nos lançamentos de grandes blockbusters. Mais do que qualidade, seria importante haver condições de uma escolha justa.



A questão principal, por aqui, não é nem a de qualidade das novas produções, mas oferecer conteúdos e histórias diferentes e que apresentem, de fato, novas perspectivas do mundo à nossa volta, sem nos enclausurar numa sala lotada de cinema só porque se tornou febre assistir a trigésima primeira versão de determinado filme, só porque agora ele tem 1 minuto e quarenta e dois segundos de cenas extras. E você, o que acha dessa febre de remakes e continuações no cinema?


terça-feira, 3 de maio de 2011

Antes de Partir



Fantástico em todos os sentidos, esse é o tipo de filme que promete trazer uma mensagem de luz aos seus espectadores, e cumpre com maestria sua promessa. Nem é necessário considerar as brilhantes atuações de Jack Nicholson e Morgan Freeman, em seus papés completamente antagônicos, mas pela leveza da história, bela fotografia, tempo perfeito de narrativa, e uma mensagem emocionante e comovente.


Os veteranos Nicholson e Freeman se completam na história. Desconhecidos até então, Edward Cole (Jack Nicholson) e Carter Chambers (Morgan Freeman) são dois homens com câncer em estágio terminal, que fogem do hospital e põem os pés na estrada com uma lista de coisas que gostariam de fazer antes de morrer.


Eles conseguem arrancar risadas da própria situação trágica, e ensinam como enfrentar a adversidade da vida com inteligência e coragem.


O filme tenta apresentar ao seu espectador um lado mais colorido da vida. Na melhor interpretação da velha máxima de "viva seu dia como se ele fosse o último da sua vida". Apesar da situação dramática, o desenrolar da trama é muito divertido e inteligente.


Uma produção deliciosa, pra assistir e repetir. Belíssimo trabalho de direção, com interpretações fantásticas. Um filme muito bonito e inteligente, que emociona e diverte. Recomendadíssimo, com certeza. Vale cada centavinho do valor da locação.


FICHA TÉCNICA
Diretor: Rob Reiner
Elenco: Jack Nicholson, Morgan Freeman, Sean Hayes, Rob Morrow, Hugh B. Holub, Alfonso Freeman, Serena Reeder, Ian Anthony Dale, Richard McGonagle, Christopher Stapleton.
Produção: Alan Greisman, Neil Meron, Rob Reiner, Craig Zadan
Roteiro: Justin Zackham
Fotografia: John Schwartzman
Trilha Sonora: Marc Shaiman
Duração: 97 min.
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Classificação: 10 anos

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pipoca e cinema: casamento perfeito para uns, terror para outros

O ato de ir ao cinema mudou no decorrer das últimas décadas. As salas de cinema migraram das ruas para os shoppings e a tecnologia melhorou consideravelmente a qualidade de projeção e de som. O que não mudou ao longo dos anos foi o hábito de comer pipoca assistindo a um filme. Entrar numa sala de exibição e não sentir o aroma - para muitos irresistível - de pipoca quentinha é quase impossível na maior parte do mundo.

Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que a iguaria não era vista com bons olhos pelos donos de cinema, preocupados em manter a limpeza de suas salas. Foi necessário um homem e sua invenção prática para chamar a atenção dos empresários sobre as possibilidades de lucro com esse costume aparentemente inofensivo. De lá pra cá, a pipoca tornou-se carro-chefe de bombonières sofisticadas responsáveis pela maior parte do lucro de um cinema.

A pipoqueira elétrica de Charles Manley

No início do século passado era comum nos Estados Unidos que ambulantes vendessem petiscos como amendoins nas portas de estádios e locais de grande aglomeração. O cinema, por essa época, tornava-se um desses pontos de concentração de público e não demorou muito para que os vendedores de rua oferecessem pipoca e outras guloseimas em frente às salas de projeção.

Para os donos de cinema, o hábito que se criava só começou a ser bem visto a partir de 1925, quando o norte-americano Charles Manley criou a primeira pipoqueira elétrica. Astuto, Manley foi oferecer seu invento justamente para os exibidores, que, a despeito da sujeira e do incômodo causado pelo barulho das mastigadas, perceberam rápido a fonte de receita que tinham em mãos. Diferente da renda obtida com ingressos, dividida com os estúdios e distribuidoras, o faturamento com alimentos ficava inteiramente com o proprietário da sala.

Muitos optaram inclusive por baixar o preço dos ingressos, conseguindo assim mais audiência - que gastava o dinheiro sobressalente com pipoca, bebidas e demais guloseimas. O casamento entre pipoca e cinema estava selado e sobreviveu mesmo nos tempos da Grande Depressão, quando o cinema serviu como fuga da dura realidade, e a pipoca, alimento barato, enganava a fome dando uma falsa sensação de saciedade.

Barulhentas e incômodas

Em Crepúsculo dos Deuses (1950), Gillis, personagem de William Holden, diz em dado momento: “...foi aí que o negócio da pipoca entrou, você compra um saco e tapa as orelhas”. A frase ácida já revelava certa preocupação em combater o ruído vindo da plateia em um ritual que ganhava contornos de hábito. Mas, muitas décadas depois, o que pensam os frequentadores das salas de cinema?

Uma rápida passagem pelos cines da região da Avenida Paulista, em São Paulo, mostra opiniões divididas. “Eu acho que não dá pra ir ao cinema e não comprar uma pipoquinha”, brinca a estudante Mariana Lima, de 21 anos, contrariando seu namorado, o advogado Guilherme Mesquita. “Eu falo pra ela que, além de ser mais caro que o ingresso, isso faz mal, mas ela é teimosa e não me escuta”, diz Mesquita, que revela não gostar nem do cheiro da pipoca.

Cinéfilos tradicionais parecem unânimes no repúdio ao som das mastigadas. “Pra filme com muito barulho, tiro, explosão, pode até ser legal, mas quando a gente quer assistir a algo mais calmo, introspectivo, o barulho da pipoca só serve pra atrapalhar, te tirar do momento, da magia”, afirma a professora aposentada Maria da Graça, de 53 anos. Ela, que tem como filme preferido O Poderoso Chefão II, diz não imaginar como alguém pode apreciar filmes que prezam pelo silêncio, como Gritos e Sussurros, ou até mesmo o recente Homens e Deuses, sufocado pelo ruído da mastigação constante.

Ame-a ou odeie-a, o fato é que a pipoca está indissociavelmente ligada ao hábito de ir ao cinema. Para os desafetos da iguaria, resta ir a salas frequentadas por partidários do “Fora, Pipoca!”. Já para os entusiastas, a receita é a mesma desde o início do século passado: pegar um balde de pipoca quentinha, um copo de refrigerante e se divertir em frente à telona.

Por Paulo Gadioli, em 28/04/2011, no link http://cinema.cineclick.uol.com.br/noticia/carregar/titulo/pipoca-e-cinema-casamento-perfeito-para-uns-terror-para-outros/id/30434/