quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Lista de indicados ao Globo de Ouro 2011

No dia 14 de Dezembro, mais uma premiação aguardada não só por consagrar as produções mais recentes da televisão e cinema internacional, mas também por reunir estrelas e celebridades em seu esperado tapete vermelho; anunciou suas novas indicações. Estamos falando da 68ª edição do Globo de Ouro, evento atualmente reconhecido como a principal prévia para o Oscar.

A cerimônia marcada para o próximo dia 16 de Janeiro, chega – como de costume – desde já tendo alguns favoritos. O longa “O discurso do Rei” protagonizado por Colin Firth é um deles, liderando a lista dos mais indicados com o total sete nomeações; em seguida, o destaque fica por conta do sucesso de público e crítica de “A Rede Social”, filme que revela a história da criação da rede social Facebook já eleito o melhor filme de 2010 e que reúne ao todo seis possibilidades de vitória no Golden Globe Awards. Títulos como “O Cisne Negro” e “O Vencedor” são produções também com grandes chances de saírem com pelo menos um prêmio no evento.

Já para as categorias destinadas a consagraram produções televisivas, é mais uma vez a série musical teen Glee, a líder de indicações sendo elas ao todo, cinco; todas entre os prêmios mais aguardados da noite! Além do destaque para a comédia que vem fazendo sucesso também em sua segunda temporada, a lista conta ainda com duas grandes surpresas com as indicações a “The Big C” e “Boardwalk Empire”.

E foi em Beverly Hills que Blair Underwood, Josh Duhamel e Katie Holmes anunciaram a tão esperada lista de indicados ao Globo de Ouro, a qual você pode conferir na íntegra, logo abaixo.

Categorias que premiarão produções cinematográficas

Melhor filme de Drama
-A Rede Social
-A Origem
-O Cisne Negro
-O Discurso do Rei
-O Vencedor

Melhor atriz em filme de Drama
-Natalie Portman – O Cisne Negro
-Michelle Williams – Blue Valantine
-Halle Berry – Frankie & Alice
-Nicole Kidman – Rabbit Hole
-Jennifer Lawrence – Winter’s Bone

Melhor ator em filme de Drama
-Jesse Eisenberg – A Rede Social
-Colin Firth – O Discurso do Rei
-Mark Wahlberg – O Vencedor
-Ryan Gosling – Blue Valentine
-James Franco – 127 Horas

Melhor atriz coadjuvante
-Mila Kunis – O Cisne Negro
-Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei
-Amy Adams – O Vencedor
-Melissa Leo – O Vencedor
Jacki Weaver – Animal Kingdom

Melhor ator coadjuvante
-Andew Grfield – A Rede Social
-Geoffrey Rush – O Discurso do Rei
-Christian Bale – O Lutador
-Michael Douglas – Wall Street: O dinheiro nunca Dorme
-Jeremy Renner – Atração Perigosa

Melhor filme Musical ou Comédia
-Alice no País das Maravilhas
-Burlesque
-Red
-O Turista
-Minhas mães e Meu Pai

Melhor atriz em filme de Comédia ou Musical
-Anne Hathaway – Amor e outras Drogas
-Emma Stone – Easy A
-Julianne Moore – Minhas mães e meu Pai
-Annette Bening – Minhas mães e meu Pai
-Angelina Jolie – O Turista

Melhor ator em filme de Comédia ou Musical
-Johnny Depp – O Turista
-Johnny Depp – Alice no País das Maravilhas
-Jake Gyllenhaal – Amor e outras Drogas
-Kevin Spacey – Casino Jack
-Paul Giamatti – Barney’s Version

Melhor direção
-David Fincher – A Rede Social
-Darren Arronofsky – O Cisne Negro
-To Hopper – O Discurso do Rei
-Christopher Nolan – A Origem
-David O. Russel – O Vencedor

Melhor Roteiro
-A Rede Social – Aaron Sorkin
-O Discurso do Rei – David Seidler
-A Origem – Christopher Nolan
-Minhas Mães e Meu Pai – Lisa Cholodenko e Stuart Bloomberg
-127 Horas – Danny Boyle e Simon Beaufoy

Melhor Animação
-Toy Story 3
-Meu Malvado Favorito
-Como treinar seu Dragão
-Enrolados
-O Mágico

Melhor filme Estrangeiro
-In a Better World (Dinamarca)
-I am Love (Itália)
-The Edge (Rússia)
-The Concert (França)
-Biutiful (México)

Trilha Sonora Original
-Trent Reznor and Atticus Ross – A Rede Social
-Danny Elfman – Alice no país das Maravilhas
-Alexandre Desplat – O Discurso do Rei
-Hans Zimmer – A Origem
-A.R Rahmann – 127 Horas

Música original
-Bound to Yout – Burlesque
-You haven’t seen the Last of Me – Burlesque
-Coming Home – Country Song
-I See the Light – Enrolados
-There’s a Place for us – As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada

Melhor Série de TV de comédia ou Musical
-Glee
-Modern Family
-The Big C
-30 Rock
-The Big Bang Theory
-Nurse Jackie

Melhor atriz de série de comédia ou musical
-Lea Michele – Glee
-Laura Linney – The Big C
-Tina Fey – 30 Rock
-Edie Falco – Nurse Jackie
-Toni Collette – United States of Tara

Melhor ator de série de comédia ou musical
-Matthew Morrison – Glee
-Jim Parsons – The Big Bang Theory
-Alec Baldwin – 30 Rock
-Steve Carrell – The Office
-Thomas Jane- Hung

Melhor série de Drama
-The Good Wife
-Mad Men
-The Walking Dead
-Dexter
-Boardwalk Empire

Melhor atriz de Série Dramática
-Jullianna Marguiles – The Good Wife
-Kyra Sedgewick – The Closer
-Elizabeth Moss – Mad Men
-Piper Perabo – Convert Affairs
-Katie Segal – Sons of Anarchy

Melhor ator de Série Dramática
-Jon Hamm – Mad Men
-Hugh Laurie – House
-Michal C. Hall – Dexter
-Bryan Cranston – Breaking Bad
-Steve Buscemi – Boardwalk Empire

Melhor minissérie ou telefilme
-The Pacific
-You don’t Know Jack
-Pillars of the Earth
-Temple Grandin
-Carlos

Melhor atriz de minissérie ou telefilme
-Claire Danes – Temple Grandin
-Ramola Garai – Emma
-Jennier Love Hewitt – The Client List
-Judi Dench – Return to Cranford

Melhor ator de minissérie ou telefilme
-Ian McShane – Pillars of the Earth
-Edgar Ramirez – Carlos
-Al Pacino – You don’t know Jack
-Idris Elba – Luthor
-Dennis Quaid – The Special Relationship

Melhor atriz coadjuvante de série, minissérie ou telefilme
-Jane Lynch – Glee
-Sofia Vergara – Modern Family
-Julia Stiles – Dexter
-Kelly MacDonald – Boardwalk Empire
-Hope Davis – The Special Relationship

Melhor ator coadjuvante de série, minissérie ou telefilme
-Chris Colfer – Glee
-Eric Stonestreet – Modern Family
-Chris Noth – The Good Wife
-Scott Caan – Hawaii 5-0
-David Strathern – Temple Grandin

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Hansmith...


Mais um belo filme de Will Smith. Com boas doses de ação, humor, efeitos especiais na medida, uma bela fotografia, e um elenco bem balanceado.
No filme, um super-herói beberrão e mulherengo acaba caindo numa cidade grande e começa a namorar uma dona de casa local. Seus problemas começam quando ele descobre que ela é esposa de um relações-públicas que, depois de ser salvo pelo herói, resolve ajudá-lo a melhorar sua imagem.
Uma boa ideia de roteiro que funciona bem, combinado à atuação de Smith (que lembra bastante seu jeito mais "descolado" como seu papel em Homens de Preto). Num elenco que conta ainda com Charlize Theron, Jason Bateman, Darrell Foster e Lauren Hill.
É uma produção descompromissada, que diverte e entretem no tempo certo. Não se alonga demais, nem se perde em lições de moral obscuras. Na verdade, acredito até que cumpra mais do que promete. Uma boa pedida de filme pra toda família e pra qualquer momento. Se bobear, vale até o repeteco.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Peter Berg
Elenco: Will Smith, Jason Bateman, Charlize Theron, Daeg Faerch, Darrell Foster, Lauren Hill, Valerie Azlynn, Kate Clarke, Lily Mariye, David Mattey.
Produção: Will Smith, Akiva Goldsman, James Lassiter, Michael Mann
Roteiro: Peter Berg, John August, Vince Gilligan, Akiva Goldsman, Vincent Ngo
Fotografia: Tobias A. Schliessler
Duração: 92 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Overbrook Entertainment
Classificação: 12 anos

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Tempestade cinematográfica



Com um elenco recheado de estrelas, o longa Trovão Tropical está longe de ser um filme espetacular. Embora a ideia do roteiro seja bastante interessante, o filme é cansativo, e se perde nas absurdas atuações dos seus atores.

O filme exige um certo esforço para que seja assistido até o fim e, apesar de prometer em seu trailer momentos absurdos de graça, o máximo que consegue é arrancar algumas risadas bastante amareladas.

O trio de protagonistas, liderado por Ben Stiller, e com os empolgados Jack Black e Robert Downey Jr., oferece personagens interessantes, mas que se descaracterizam pelos clichês e excessos.

No filme, Tugg Speedman (Ben Stiller), Jeff Portnoy (Jack Black) e Kirk Lazarus (Robert Downey Jr.) são superastros de Hollywood contratados para protagonizar a superprodução Trovão Tropical, sob a direção do cineasta inglês Damien Cockburn (Steve Coogan). Trata-se da adaptação da autobiografia do veterano 4 Folhas Tayback (Nick Nolte), na qual descreve os horrores pelos quais passou na Guerra do Vietnã. A equipe viaja às locações originais a fim de filmar o drama de guerra, mas os egos dos atores não facilitam muito. Para tentar controlar sua equipe e levar adiante o projeto financiado pelo estúdio de Les Grossman (Tom Cruise), o diretor leva seus atores ao meio da floresta para dar um ar de realidade às filmagens. Mas ele nem imagina os perigos reais que a selva vietnamita pode guardar à equipe.

A ideia de levar "personagens" para o meio de uma guerra real, confundindo realidade e ficção poderia (e merecia) ser melhor aproveitada. A fartura de clichês e detalhes desnecessários não enriquece e torna a narração bastante cansativa.

Cansativo, longo, sem graça e bagunçado, o filme não tem muito a acrescentar. Exceto pelos trailers iniciais, que são bastante curiosos, pouco se salva. Se puder evitar, fique longe. Apesar de ter forte elenco, nem seus papéis conseguem salvar a trama. A menos que esteja passando no único canal de TV que funcione na sua casa, fuja!!!

OSCAR 2011: Sai lista dos candidatos a Efeitos Visuais

Foi divulgada a lista dos 15 possíveis candidatos a uma vaga aos indicados ao Oscar 2011 na categoria Efeitos Visuais.

No início de janeiro, uma comissão dos membros da Academia escolherá os sete semifinalistas.
Os cinco indicados para concorrer a uma estatueta serão conhecidos no dia 25 de janeiro.

A cerimônia do 83o Oscar será realizada em 27 de fevereiro, em Los Angeles, no teatro Kodak.

Confira a lista dos 15 concorrentes nesta primeira etapa:

- Alice no País das Maravilhas
- As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada
- Fúria de Titãs
- Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1
- Além da Vida
- A Origem
- Homem de Ferro 2
- O Último Mestre do Ar
- Percy Jackson e o Ladrão de Raios
- Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo
- Scott Pilgrim contra o Mundo
- Tron: O Legado
- O Aprendiz de Feiticeiro
- Ilha do Medo
- Incontrolável

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

George Lucas quer usar atores mortos em novos filmes

O que surgiu como um rumor, feito pelo ator e diretor Mel Smith (Assassinatos na Rádio WBN), está ganhando cada vez mais respaldo: seu amigo George Lucas (Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith) estaria comprando direitos de filmes antigos na expectativa de poder "usar" atores já falecidos em novos filmes, segundo o IMDB.

Não se trata de usar as cenas antigas em filmes novos, e sim usá-las como base para recriar as expressões e outros atributos de cada ator para criar performances inéditas, por computação gráfica. Os lendários Orson Welles (Cidadão Kane) e Barbara Stanwyck (Quando Descem as Trevas) estariam entre os atores que Lucas quer trazer para novas produções, "atuando" junto com atores... vivos.

Mel não chegou a comentar qual seria o filme específico em que Lucas planeja utilizar os atores já falecidos, mas criticou o diretor pelo hábito de utilizar tecnologia informática em seus projetos. "George está obsessivo com isto e usou demais (a tecnologia) em seus dois últimos filmes de 'Star Wars'. Acho que ficaram horrendos", disse Smith, que dirigiu "Assassinatos na Rádio WBN" em 1994, uma comédia escrita por Lucas.

"O filme foi um desastre. George não entende de comédia", afirmou Smith, que também liderou projetos como "Atrapalhadas de um Conquistador" (1989), com Emma Thompson e Jeff Goldblum, e "Mr. Bean" (1997), com Rowan Atkinson.

Em 07/12/2010, no link http://cinema.cineclick.uol.com.br/noticia/carregar/titulo/george-lucas-quer-usar-atores-mortos-em-novos-filmes/id/28957

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

'Tron: O Legado' consegue romper as fronteiras da imagem

Muito antes da Matrix, havia o Grid. Muito antes do play, havia o bit. E muito, muito tempo antes de tudo que entendemos hoje como realidade virtual, havia Tron. A gênese do nome conta que ele nasceu para batizar um software de segurança. Este programa terminou servindo de condutor para a encruzilhada em que nos encontramos hoje, aquela que coloca frente a frente, como num filme de faroeste, o mundo do lado de fora e de dentro de um circuito de computador. Mas Tron virou algo maior. Não era só um filme em 1982, quando chegou aos cinemas. E não é só um filme em 2010, quando retorna às telas. Tron sempre foi, e sempre será, uma marca (ideia que costuma ser decodificada como "experiência"). E é assim que a Disney, proprietária dessas poderosas quatro letras, vem divulgando aquele que promete ser seu mais rentável lançamento das férias de fim de ano.

Tron: O Legado é mais um produto dessa marca que pressupõe tecnologia de ponta e expressões publicitárias como "rompimento de fronteiras digitais", palavras que, ditas na voz grave de Jeff Bridges, parecem ecoar como profecia em nossos ouvidos. Teoricamente, estamos falando de uma sequência do Tron que estreou em 1982. Naquela época, quando foi introduzido ao público a ideia de que havia um mundo de vontades próprias entre programas de computador, os games eram uma construção gráfica bidimensional, a internet era um conceito distante aos usuários civis e, portanto, toda essa nossa vivência online era algo de ficção científica.

Portanto, em teoria, essa é uma continuação. Na prática, este é o Tron que o diretor Steven Lisberger quis fazer em 1982, mas no contratempo da tecnologia que ainda não existia, teve que esperar a virada de milênio para convencer a Disney a produzir "a" imagem, "a" luz, "a" trilha que iria, de fato, romper as tais "fronteiras digitais" ou, se preferir, a sua pupila e tímpano.
Portanto, ao fechar das cortinas, o filme Tron: O Legado será lembrado como uma incrível experiência visual e sonora, com cenas de ação de fazer muita gente se contorcer na cadeira, uma trilha virtuosa e impactante do Daft Punk, e uma trama repleta daquelas explicações científicas que soam como klingon aos ouvidos humanos.

Desconhece o significado de klingon? Não tem problema, para entender o conflito desse filme, basta saber identificar a índole dos personagens segundo a cor da luz que eles vestem. Portanto, ainda que tenha um roteiro coeso com um certo sentido de ser e, vá lá, uma sutil mensagem sobre nossa relação com a tecnologia - algo fresco lá no começo dos anos 1980, mas já bastante gasto em 2010 -, Tron: O Legado, co-produzido por Lisberger, mas dirigido por um jovem diretor que tinha apenas 8 anos quando o primeiro filme foi lançado, será para sempre lembrado como um filme-design. E não, não há nada de mal nisso.

Joseph Kosinski, o diretor desta superprodução, estreia no comando de um longa-metragem. A categórica escolha de seu nome se deve ao fato de que seu currículo é meritório em dirigir trailers de games badalados como Halo 3 e Gears of War. Em outras palavras: Kosinski não é muito acostumado a contar histórias, mas sabe lidar com computação gráfica como poucos profissionais do mundo. A trama em si é toda construída pelos roteiristas Edward Kitsis e Adam Horowitz (autores de vários episódios de Lost) e, claro, por essa entidade maior chamada Disney que, talvez prevendo que Tron: O Legado possa se transformar em algo próximo à saga Star Wars (despretensão não é o forte aqui), coloca como fundamento da história a o desenvolvimento da relação pai-e-filho.

Jeff Bridges, que lá nos anos 1980 ainda dava pinta de garotão com seus cabelos levemente cacheados, faz uma paródia de si mesmo como o "mestre zen" preso em uma realidade virtual que, apesar de ter sido sua cria, não mais lhe diz respeito. Aliás, há uma conveniente piada com a "coisa zen" do "Dude" que serve como ótimo deslocamento do ator diante de seu personagem, e alivia um pouco a pressão de toda a seriedade pós-apocalíptica do filme. Mas Bridges, além de Obi-Wan Kenobi, é também Darth Vader. Explica-se: o ator se duplica no filme como Kevin Flynn, o usuário que programou aquele universo, e Clu, um programa codificado por Flynn, criado à sua própria imagem para, tal qual um Jesus, construir ele próprio o sistema perfeito, sem bugs, vírus ou pecados. Não sabe ele que a procura pela perfeição está a sempre um passo do desvio de conduta.

Sam (um Garrett Hedlung que cumpre bem seu papel) é, portanto, o novo Luke Skywalker cuja força interna ele só vai descobrir no momento certo. Ao cruzar esse portal meio buraco de Alice, meio Caverna do Dragão, ele vai logo conhecer uma moça de impactantes olhos azuis. Na sequência do raciocínio, Quorra (uma Olivia Wilde que sabe brigar com estilo), a única personagem feminina relevante da trama, se projeta como uma possível candidata a Princesa Léia do gênero ficção científica - ainda que sua performance de combate esteja mais próxima da Trinity de Carrie Anne Moss em Matrix. Discípula e única aliada de Kevin Flynn, Quorra surge em cena como mais um programa, mas logo se revela como peça-chave de todos os conflitos da trama.

Kevin envelheceu tal como Jeff Bridges. Já Clu tem a mesma idade que o ator tinha no filme de 1982. E não há botox, cápsulas de colágeno e Dr. Hollywood que consiga fazer o que a computação gráfica faz. Eis então que, graças a softwares, vemos o oscarizado Bridges interpretando ele mesmo em seus 30 e poucos anos, sem rugas, marcas do tempo e com uma expressão um tanto travada pelas limitações de tudo aquilo que no lugar de criar, emula. Clu é Jeff Bridges sem vícios e, portanto, reproduz bem essa ideia de estamos diante de um ator que perdeu sua alma ao se transformar em um programa de computador.

O inevitável reencontro entre pai e filho se dará, portanto, nesse ambiente desenhado por luzes, um tipo de Império Romano com arquitetura de laboratório espacial, se é que tal coisa existe. Nessa terra cuja interação se dá apenas entre programas, Clu é imperador e, fazendo jus ao posto,se entretém assistindo a duelos desses novos gladiadores digitais, cujas espadas e escudos são motos e discos de memória que vão e voltam como bumerangues em batalhas sempre fatais para algum dos envolvidos.

Não é preciso ser um perito em cinema para saber que são justamente essas cenas que farão computar a esperada boa bilheteria do filme. Nesse aspecto, Tron: O Legado acerta lindo em seu objetivo. E lindo aqui não é apenas um adjetivo que caiu de pára-quedas no meio da sentença. O filme é belo e, como pontua o filósofo Umberto Eco, belo é um conceito que há séculos vem sendo incrustado em nosso inconsciente como sinônimo de bom. Portanto, sem medo de incorrer em um erro socialmente histórico, Tron: O Legado, é bom porque é belo. Ou, como diria outro teórico da modernidade, Marshall McLuhan, se "o meio é a mensagem", o roteiro deste novo título da Disney é sua própria e bem trabalhada imagem.

Por Carol Ameida, em 06/12/2010, no link http://cinema.terra.com.br/interna/0,,OI4829399-EI1176,00-Tron+O+Legado+consegue+romper+as+fronteiras+da+imagem.html

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Justiça dos EUA aprova plano para reestruturação dos estúdios MGM

Um juiz de Nova York deu nesta quinta-feira o sinal verde para o plano de reestruturação apresentado pelo estúdio Metro Goldwyn Mayer (MGM) para sair da situação de quebra declarada há quase um mês.

O juiz Stuart Bernstein aprovou a proposta durante uma audiência realizada nesta quinta-feira e que permitirá que o estúdio saia dessa situação e realize as mudanças em seu quadro de acionistas.

A proposta para a reestruturação da MGM, que tem dívidas avaliadas em US$ 4 bilhões, se baseia em um acordo com a produtora Spyglass Entertainment, cujos executivos passarão a dirigir o estúdio assim que este sair da situação de quebra.

A operação foi possível após ser aprovada pelos credores da empresa, que concordaram em transformar sua participação na dívida em ações da nova MGM. A reforma reduzirá drasticamente o tamanho da companhia, com a função de produtora suplantando a de distribuidora.

A origem dos problemas financeiros da MGM está no ano de 2004, quando a Sony, a empresa de telecomunicações Comcast e as financeiras Providence Equity e TPG Capital lideraram uma operação para comprar o estúdio por US$ 5 bilhões.

Posteriormente, o valor foi considerado excessivo, já que sofrera influência da alta de preços em meio a uma bonança econômica mundial e do declive das vendas em DVD.

Ao optar pelo procedimento da Lei de Quebra, a MGM rejeitou uma oferta de US$ 2 bilhões apresentada pelo conglomerado India Pariwar e outra de US$ 1,5 bilhão da Time Warner.
A MGM, dona dos direitos da franquia James Bond, possui um catálogo de cerca de quatro mil filmes, entre eles clássicos como "O Mágico de Oz", "E o Vento Levou" e "Ben-Hur".