sexta-feira, 9 de março de 2012

Turistas



Lembro de quando o filme foi lançado, pela confusão causada por ter sido filmado no Brasil. O escândalo por insinuar que os turistas que vinham para cá pudessem ser tratados como no filme. Um pecado mortal. Valeu pra chamar a atenção. Fazer bilheteria em cima da ofensa, mas no fundo, foi feito muito barulho por nada. A verdade é uma só, Turistas é uma produção bem ruim, que tenta imitar Jogos Mortais e O Albergue (está mais para o último), abusa do excesso de sangue, da violência barata e sem sentido e no fim, só deixa o arrependimento para o seu espectador.

Já escrevi neste blog, em outro post, que sou fã de filmes de terror que assustam, pela sua capacidade de criar elementos que envolvam seu espectador e o façam vibrar a cada cena. As produções atuais não se prestam muito nesse sentido. É mais fácil apresentar a dor, a situação masoquista (não sei nem se é correto usar a palavra nesse sentido) de causar sofrimento, e formas de cortar, serrar, desatarrachar, arrancar, destrinchar, e muito mais, cada partezinha do corpo de outro ser humano. Tudo acaba em sangue, muito sangue, e alguém dividido em muitos pedaços.

Turistas segue essa linha. Tudo é sofrimento e dor. Com um elenco muitíssimo limitado, e mesmo com toda a violência, consegue fazer dormir. Cenas escuras, tomadas de provocar enjoô e excessos desnecessários. Na verdade, o filme não tem nenhuma intenção de entreter, mas sim provocar um desconforto muito grande em seu espectador.

O filme conta que grupo de estrangeiros sofre acidente de ônibus e se perde em uma remota floresta brasileira. O local é visto como o paraíso, onde os jovens jogam futebol, dançam com mulatas e bebem caipirinha. Após uma festa, acordam atordoados em uma praia e percebem que foram roubados. A partir daí, eles se encontram perdidos em uma casa estranha, onde seus piores pesadelos acontecem.

Não é um tipo de filme fácil. Ele é dirigido a um tipo específico de público, que gosta de admirar a dor alheia e encarar isso como entretenimento. Particularmente, não consigo encarar isso durante duas horas e achar normal, mesmo que seja apenas em um filme sem valor. Turistas é um filme que abusa desse elemento, e não oferece nada mais. O elenco é extremamente limitado, a direção é bagunçada, e até mesmo o argumento do roteiro pode ser questionável. Enfim, mais um daqueles filmes que assusta pelo excesso de sangue, e não pela inteligência do seu roteiro, ou pela força de seus personagens. Se não faz seu estilo, passe longe.

FICHA TÉCNICA
Diretor: John Stockwell
Elenco: Josh Duhamel, Melissa George, Olivia Wilde, Desmond Askew, Beau Garrett, Max Brown.
Produção: Marc Butan, Scott Steindorff, John Stockwell, Bo Zenga
Roteiro: Michael Ross
Fotografia: Enrique Chediak
Trilha Sonora: Paul Haslinger
Duração: 94 min.
Ano: 2006
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: 2929 Productions
Classificação: 18 anos

quinta-feira, 8 de março de 2012

Um Príncipe em Nova York



Fantástico!!! Um filme para constar na coleção de todos os admiradores do cinema de altíssima qualidade. Eddie Murphy em excelente forma, atuando de maneira magnífica. Tudo parece funcionar perfeitamente nessa produção fora de série. Mesmo não sendo um lançamento (produção de 1988), o filme se mantém atual e garante entretenimento total.

Além de Eddie Murphy, na época em que ainda selecionava bons papeis, o elenco conta ainda com a a participação de Arsenio Hall, James Earl Jones, Madge Sinclair, John Amos, Eriq La Salle, Samuel L. Jackson e Cuba Gooding Jr.. Juntos, em perfeita harmonia, com personagens de ótimo apelo, e que dão mais valor à trama.

Não se trata de uma produção que precisa se segurar com efeitos especiais mágicos, mas um filme que contém qualidade suficiente em todos os seus outros elementos. Existe todo um cuidado na produção, com as escolhas das locações e mesmo das roupas, que o produto final é ainda mais bonito.

Trata-se de uma comédia que valoriza a risada dos seu espectador, sem apelar para o escatológico ou para o absurdo. O roteiro é muito bem costurado, e a velocidade do filme é impressionante. Não existem lacunas, e nem momentos cansativos. No final, só resta o gostinho de quero mais.

A trama é muito inusitada. No filme, Eddie Murphy é um príncipe africano que decide viajar a Nova York para encontrar uma noiva. Mas as diferenças entre as culturas norte-americana e do seu país o colocam em confusões.

Um filme de primeiríssima linha. Pedida certa para quem procura uma comédia de altíssimo nível. Elenco composto por monstros do cinema, em papeis agradáveis e que dão muito valor à trama. O roteiro é delicioso. Inusitado, inteligente, engraçado na medida certa, capaz de agradar qualquer espectador. Mesmo pra quem já viu, fica difícil não querer um repeteco. Ótima filme pra assistir, repetir, sozinho, com toda a família, e ainda ter uma cópia na coleção. Imperdível!!!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: John Landis
Elenco: Eddie Murphy, Arsenio Hall, James Earl Jones, Madge Sinclair, John Amos, Shari Hadley, Vanessa Bell Calloway, Eriq La Salle, Paul Bates, Allison Dean, Louie Anderson, Samuel L. Jackson, Cuba Gooding Jr., Jim Abrahams, Donna Summer, Nick Savage.
Produção: George Folsey Jr., Robert D. Wachs
Roteiro: David Sheffield, Barry W. Blaustein
Fotografia: Woody Omens
Trilha Sonora: Nile Rodgers
Duração: 117 min.
Ano: 1988
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Paramount Pictures

quarta-feira, 7 de março de 2012

Você ainda compra DVDs?



Recebi ontem um newsletter da CNET, um portal de tecnologia, onde um dos editores lançava exatamente essa questão. Você ainda compra DVDs? O texto sugere que as mídias tradicionais DVDs e Blu-rays caminhem para a extinção, assim como aconteceu com o VHS, principalmente por causa das novas tecnologias que disponibilizam vídeos por streaming, os chamados videos on demand. Isso provocou um emaranhado de pensamentos, que listo a seguir.

Obviamente, não é possível brecar o avanço tecnológico. Novas mídias e novas tecnologias surgirão de tempos em tempos, exigindo uma adaptação do mercado e de seus usuários. Me lembro quando lançaram o primeiro vídeo laser, nos idos anos de 1990. A mídia era linda, um DVD do tamanho de um disco de vinil, dourado, sem inscrições nem identificações. Era caro, difícil de manejar, e o seu conteúdo era muito pequeno. No Brasil, não pegou, e acho que no restante do mundo também. Logo foi substituído pelo DVD.

Mesmo a fase de transição entre VHS e DVD não foi das mais fáceis. Não pela adaptação, uma vez que as pessoas já haviam adquirido o costume (e gostado) de comprar CDs de músicas, e o formato, tamanho e, principalmente, qualidade, facilitaram o processo. Mesmo assim existia a questão de custo. Quando lançado, um filme era muito caro, e as locadoras também passavam por um processo de transição, deixando o custo da renovação do estoque por conta dos novos usuários. O valor da nova tecnologia era o principal empecilho. Hoje encontramos aparelhos de DVD a menos de 100 reais, e mídias por menos de 10 reais, mas no auge do seu lançamento, um player poderia custar mais de 1500 reais, e um filme, muito próximo dos 150 reais.

O mesmo pode ser falado do formato blu-ray. Dessa vez, parece que a tecnologia não empolgou tanto aqui no Brasil. Ainda existe toda a relação de custo, mesmo que os valores já tenham reduzido muito. Um player pode ser achado por até 300 reais, mas é no valor da mídia que o bicho pega. Os filmes são extremamente caros e, apesar de toda a qualidade, extras, e novidades, ainda não fizeram compensar seu valor. O resultado disso também pode ser percebido em seu repertório de lançamentos.

E as novas locadoras virtuais? Assim como as operadoras de TV a cabo que oferecem vídeos que podem ser assistidos com o simples apertar de um botão, sem que você saia do conforto da sua sala. Tudo isso tende a somar. Oferecer possibilidades. Mas no fundo, se o custo não for interessante, é somente mais um serviço disponível, mas sem uso. Como aquele seguro do seu cartão de crédito. Isso quer dizer que é um serviço ruim? Não. Hoje é um serviço de locação em um molde muito mais funcional, e com preços muito mais interessantes que os das locadoras. Em outros países, como os EUA, já colocou em xeque várias vídeo locadoras tradicionais, como a própria Blockbuster.

Mas e aí, sou a favor ou contra esse pensamento de extinção dos DVDs? Eu sou um colecionador. Um caso muito à parte daquilo que pode ser considerado um consumidor normal (sim, eu não me considero normal). Ainda invisto em VHS e, torço para que isso dê certo para que o valor do DVD caia e eu possa aumentar ainda mais a minha coleção. Mas esse é um caso diferente. A minha realidade.

A verdade é que essas mudanças costumam levar algum tempo por aqui. Exigem uma tecnologia de bom nível (acesso à internet com boa velocidade, por exemplo), e não só isso. A qualidade da transmissão está diretamente ligada ao equipamento que você tem em casa. Se é uma boa TV, pode ser que você consiga ver o filme em alta definição. Caso contrário, só será mais uma dor de cabeça.

Ainda assim, existe o custo da operação. A promessa é que você pague apenas 15 reais em muitos dos novos serviços oferecidos. Mas, como na TV a cabo, isso é apenas o pacote básico, com meia dúzia de canais sem muita graça. O aperitivo de um serviço que exigirá muito mais investimento da sua parte. Nos EUA, onde esse tipo de serviço é mais comum, o mercado sofreu uma estagnada nos últimos meses. Face à crise e ao crescente aumento nas tarifas.

Talvez seja uma boa saída frente aos preços exorbitantes cobrados pelas locadoras reais, mas para quem curte ter a mídia nas mãos, assistir quando bem entender, emprestar, deixar a família inteira assistir e repetir incansavelmente o mesmo filme durante o final de semana, pode não ser a solução ideal. Como destaquei, o serviço exige um tipo de tecnologia que não depende apenas da disponibilidade de bons títulos e de um bom equipamento em sua casa. Se o caminho (online) até a sua casa não for o melhor, pode ser que sua sessão de entretenimento não seja tão divertida quanto o prometido.

E quanto à extinção do velho DVD e até do blu-ray, isso é o caminho comum diante do avanço tecnológico. Não sei se será exatamente agora, mas isso com certeza acontecerá um dia. Desde que o mercado ofereça opções funcionais para essa provável substituição.

terça-feira, 6 de março de 2012

Tribeca 2012: Confira a lista dos filmes participantes



O 11º Festival de Tribeca, que ocorre de 18 a 29 de abril, em Nova York, acaba de anunciar a lista dos filmes participantes da edição de 2012.

Foram selecionados 46 filmes de 32 países diferentes, que estão para estrear mundialmente. A novidade este ano fica por conta do prêmio da audiência Heineken, que será conferido à um longa de ficção e um documentário, de qualquer uma das mostras.

Na lista abaixo, você confere os competidores nas categorias Ficção e Documentário, assim como as produções que serão exibidas na Mostra Viewpoints, fora da competição.

Confira a lista completa dos selecionados:

Ficções - Competitiva

All In (La Suerte En Tus Manos) -- Daniel Burman, Argentina
Beyond the Hill (Tepenin Ardi), de Emin Alper, Turquia/Grécia
First Winter, de Benjamin Dickinson – Estados Unidos
The Girl, de David Riker – Estados Unidos/México
Jack and Diane, de Bradley Rust Gray – Estados Unidos
Nancy, Please, de Andrew Semans – Estados Unidos
Postcards From the Zoo (Kebun Binatang), de Edwin - Indonesia
Una Noche, de Lucy Mulloy – Reino Unido/Cuba/Estados Unidos
Unit 7 (Grupo 7), de Alberto Rodriguez – Espanha
War Witch (Rebelle), de Kim Nguyen – Canadá
While We Were Here, de Kat Coiro – Estados Unidos
Yossi (Ha-Sippur Shel Yossi), de Eytan Fox – Israel

Documentários - Competitiva

-Ballroom Dancer, de Christian Bonke e Andreas Koefoed – Dinamarca
-Downeast, de David Redmon e Ashley Sabin – Estados Unidos
-Fame High, de Scott Hamilton Kennedy – Estados Unidos
-The Flat (Ha-dira), de Arnon Goldfinger – Israel/Alemanha
-High Tech, Low Life, de Stephen Maing – Estados Unidos/China
-The List, de Beth Murphy – Estados Unidos
-Off Label, de Michael Palmieri e Donal Mosher – Estados Unidos
-Planet of Snail, de Seung-Jun Yi – Coréia do Sul
-The Revisionaries, de Scott Thurman – Estados Unidos
-The Virgin, the Copts and Me (La Vierges, les Coptes et Moi), de Namir Abdel Messeeh – França/Catar
-Wavumba, de Jeroen van Velzen - Holanda
-The World Before Her, de Nisha Pahuja - Canadá

Viewpoints – Fora da Competitiva

-Babygirl, de Macdara Vallely – Irlanda/Estados Unidos
-Benji, de Coodie e Chike – Estados Unidos
-Burn, de Tom Putnam e Brenna Sanchez – Estados Unidos
-Caroline and Jackie, de Adam Christian Clark – Estados Unidos
-Certain People (Katinkas Kalas), de Levan Akin - Suécia
-Consuming Spirits, de Chris Sullivan – Estados Unidos
-Cut, de Amir Naderi - Japão
-Death of a Superhero, de Ian Fitzgibbon – Irlanda/Alemanha
-El Gusto, de Safinez Bousbia – Argélia/Irlanda/Emirados Árabes Unidos
-Fairhaven, de Tom O’Brien – Estados Unidos
-The Fourth Dimension, de Harmony Korine, Alexey Fedorchenko e Jan Kwiecinski – Estados Unidos/Polônia/Rússia
-Francophrenia (or: Don’t Kill Me, I Know Where the Baby Is), de Ian Olds e James Franco – Estados Unidos
-Journey to Planet X, de Josh Koury e Myles Kane – Estados Unidos
-On The Mat, de Fredric Golding – Estados Unidos
-Resolution, de Justin Benson e Aaron Scott Moorhead – Estados Unidos
-Room 514, de Sharon Bar-Ziv – Israel
-Rubberneck, de Alex Karpovsky – Estados Unidos

segunda-feira, 5 de março de 2012

O Segredo de Beethoven



Gosto muito desses filmes metidos a biografias, mesmo que nem sempre retratem com fidelidade fatos da vida de seus retratados. É o caso de O Segredo de Beethoven, que acaba criando uma situação inédita na vida desse grande compositor, para fazer valer o filme. Talvez não seja o tipo de homenagem ideal, mentir quando se poderia criar uma produção fantástica baseada nos grandes feitos de Beethoven, mas ao mesmo tempo é um jeito de apimentar a sua vida com algo inusitado, fazendo do mito um personagem comum, que pode sofrer a inferência de um observador externo, e mudar radicalmente a história. Nesse caso, o filme perde seu tom de biografia, e serve mais como uma ficção com personagens históricos de nome, igualmente interessante, no meu modo de entender.

Fato é que O Segredo de Beethoven é sim um grande filme. Inquieto, como deveria ser o grande compositor, que investe em Ed Harris e Diane Kruger como seu casal protagonista, e que funcionam bem. O filme investe forte na qualidade da fotografia, com belas seleções de cenários, e ótimo figurino. Tudo isso serve para enriquecer ainda mais a trama.

No mais, somente a seleção musical do filme já vale assisti-lo. Grandes músicas clássicas do começo ao fim. Sem dúvida, um achado para quem curte o estilo e aprecia uma seleção assim, de altíssimo nível.

No filme, Ed Harris interpreta o compositor Ludwig van Beethoven em seu último ano de vida. Nessa época, ele mantinha um tórrido romance com sua assistente, enquanto compunha sua famosa Nona Sinfonia. Mais do que isso, o filme apresenta uma surpresa quanto ao envolvimento de sua assistente em seu trabalho.

Uma belíssima produção, com algumas passagens mais lentas e com diálogos mais longos, que deixam o filme um pouco cansativo, mas independente disso, uma grande pedida para quem curte uma seleção musical de primeira. A produção investe bem na questão histórica da época em que se passa o filme. Um belo filme, que cumpre bem seu papel e garante boa dose de entretenimento ao seu espectador.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Agnieszka Holland
Elenco: Ed Harris, Diane Kruger, Matthew Goode, Phyllida Law, Nicholas Jones, Ralph Riach.
Produção: Sidney Kimmel, Stephen J. Rivele, Michael Taylor, Christopher Wilkinson
Roteiro: Stephen J. Rivele, Christopher Wilkinson
Fotografia: Ashley Rowe
Trilha Sonora: Ludwig van Beethoven
Duração: 104 min.
Ano: 2006
País: EUA/ Alemanha
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Sidney Kimmel Entertainment
Classificação: 10 anos

sexta-feira, 2 de março de 2012

Ricky Bobby: A Toda Velocidade



O ator Will Ferrell não é o tipo de comediante comum. Seu estilo é espalhafatoso e seu tipode comédia beira o irracional, o absurdo, o gosto duvidoso. Em produções que não exigem que ele seja o centro das atenções, e que sua atuação seja apenas mais um detalhe do todo, isso pode passar despercebido. Em outros que exigem mais esforço da sua atuação, isso pode ser um problema.

Ricky Bobby: A toda velocidade enfrenta esse tipo de problema. O filme é tão estranho, que confunde qual o elemento importante. Sua história, a história de seus personagens, ou a atuação debochada de Ferrell. Esse tipo de confusão provoca uma repulsa natural e o filme se perde em um emaranhado de informações lançadas a esmo na tela, muitas delas sem nenhum sentido, achando que tudo aquilo pode provocar graça.

Talvez seja engraçado para o público americano. Algumas produções são dirigidas a um determinado público alvo, mas para nós brasileiros, o monte de bobagem agrupada em um filme assim, costuma não agradar.

Como é comum nas comédias atuais, o filme abusa dos detalhes escatológicos e, com algum esforço, pode até arrancar um sorriso amarelo do seu espectador, mas a história é tão sem sentido, com diálogos truncados e longos, chega a ser cansativo, e chegar até o fim se transforma em um grande desafio.

John C. Reilly faz dupla com Ferrell. Os dois parecem estar em uma competição para saber qual dos dois é o pior, mas no geral, o empate é o resultado mais justo. Pra fechar, Sacha Baron Cohen, de um jeito diferente daqueles comumente encontrados em seus filmes, mas que também pouco acrescenta em qualidade ao filme.

O filme conta a história de Ricky Bobby (Will Ferrell), um rebelde corredor da NASCAR que trava uma verdadeira batalha de egos com seu novo companheiro de equipe, Jean Girard (Sacha Baron Cohen). Ele se une ao amigo Cal (John C. Reilly) e juntos formam a equipe mais temida do circuito, a Thunder and Lightning.

Uma comédia debochada, bem ao estilo de Will Ferrell. No caso dessa produção, não ficou tão boa e o resultado final não dá aquela liga. É uma comédia comum, com muita falação, alguns momentos mais sujões, que podem agradar algumas pessoas, mas o resultado final é bem fraco. Existem muitas comédias boas (de verdade) à disposição, por isso, a menos que você seja muito fã dos atores, ou um curioso que não liga muito se perder tempo com um filme assim, evite o desgaste e passe longe.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Adam McKay
Elenco: Will Ferrell, Michael Clarke Duncan, Jane Lynch, Amy Adams, Monica Ivey, Elvis Costello, John C. Reilly, Sacha Baron Cohen.
Produção: Judd Apatow, Jimmy Miller
Roteiro: Will Ferrell, Adam McKay
Fotografia: Oliver Wood
Trilha Sonora: Alex Wurman
Duração: 121 min.
Ano: 2006
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Apatow Productions
Classificação: 16 anos

quinta-feira, 1 de março de 2012

Awake - A vida por um fio



Embora tenha uma proposta meio sinistra, Awake - A vida por um fio, é uma boa pedida para quem procura um filme com uma tirada bastante inteligente. Primeiramente, o filme não é exatamente aquilo que se promete. Quando alguém comenta a respeito da produção, explica que é um filme que mostra um cara que vai passar por uma operação, mas cuja anestesia não é bem aplicada e o camarada acaba sentindo todos os procedimentos médicos. Em parte é isso, mas sem exageros. Claro que o filme provoca certa inquietação com essa proposta, mas a história vai muito além disso.

O roteiro não tem somente a premissa de provocar o espectador com a dor e o sofrimento. Muito pelo contrário. A história que parte desse complexo acontecimento é muito mais profunda, inteligente e surpreendente do que é possível imaginar. Existe uma trama muito bem amarrada, que surpreende de verdade o espectador. São muitas surpresas, e o filme garante boas doses de entretenimento.

O elenco é um caso à parte. Digo isso pois não se trata de um filme com efeitos especiais exagerados, cenas de perseguição, tiros, ou ação de tirar o fôlego. O elenco precisa segurar toda a trama e, merece os parabéns, já que todos são extremamente competentes e conseguem criar uma conexão com o público.

O drama aborda a história de Clay (Christensen) que é submetido a uma cirurgia no coração e inesperadamente sofre de consciência anestésica, que o deixa acordado, mas paralisado durante toda a operação. Não há como se comunicar com os médicos. Ainda que apavorada, sua mulher (Jessica Alba) deve enfrentar seus demônios e enfrentar a situação.

Esta é apenas uma sinopse superficial. O filme vai muito além disso, mas qualquer comentário extra por aqui estragaria a surpresa. A produção é simples, mas de primeira, com detalhes e reviravoltas dignas de um ótimo thriller. Não existem detalhes desnecessários. Enfim, uma excelente pedida para quem procura um filme inteligente e ótimas doses de entretenimento.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Joby Harold
Elenco: Hayden Christensen, Jessica Alba, Terrence Howard, Lena Olin, Christopher McDonald, Sam Robards, Arliss Howard, Fisher Stevens
Produção: Jason Kilot, John Penotti, Joana Vicente
Roteiro: Joby Harold
Fotografia: Russell Carpenter
Trilha Sonora: Samuel Sim
Duração: 84 min.
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Open City Films
Classificação: 14 anos