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terça-feira, 28 de agosto de 2012

O Grande Dave

Mais um filme sem muita expressão no currículo de Eddie Murphy. Apesar que, se comparado a alguns outros, como O Professor Aloprado e Imagine Só, O Grande Dave é muito melhor.

Eddie Murphy está na sua zona de conforto. Lidera um elenco esforçado e controla seu personagem sem muito esforço. Divide ainda a tela com um robô (o grande Dave), interpretado também por ele. Consegue fazer algumas piadas interessantes, mas no geral, é um filme sem compromisso, com uma história leve, que acerta em alguns momentos, erra em outros, mas que no geral, consegue gerar boa dose de entretenimento.

Não se trata de um filme completamente perdido. Ele tem suas qualidades. Boa fotografia, bons personagens, e uma trama que atrai e chama a atenção. Mas algumas passagens são meio forçadas, e ao invés de gerarem graça, geram tédio, tornando o filme cansativo e previsível. A produção conta ainda com bons efeitos especiais, que ajudam a dar uma incrementada no resultado geral.

O filme conta que em busca de uma saída para evitar a destruição de seu planeta, seres extra-terrestres chegam à Terra. Eles possuem a forma de seres humanos, mas são bem menores. Para observar e aprender sobre a rotina terráquea eles passam a abrigar naves que tem o formato de humanos normais. Uma delas é Dave (Eddie Murphy), que precisa agir como uma pessoa normal para não despertar suspeitas.

É uma produção mediana, com alguns pontos altos, e outros nem tanto. Tem em seu elenco o excepcional (embora sem muita sorte na escolha de papeis) Eddie Murphy, que até se esforça para agradar, mas no geral, não consegue arrancar mais do que alguns risos de simpatia. O filme tem boa fotografia e bons efeitos especiais, mas é na história que acaba se perdendo, com algumas passagens que abusam do absurdo, e deixam o espectador com impressão de que as coisas podiam ter sido melhores. Um filme interessante para uma sessão da tarde ou a matinê do final de semana. Boa pedida para um filme em família.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Brian Robbins
Elenco: Elizabeth Banks, Eddie Murphy, Gabrielle Union, Ed Helms, Judah Friedlander, Shawn Christian.
Produção: David T. Friendly, Todd Komarnicki
Roteiro: Rob Greenberg, Bill Corbett
Fotografia: Clark Mathis
Trilha Sonora: John Debney
Duração: 90 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: Livre

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Roubo nas Alturas


Finalmente um filme que acerta em cheio e garante boa diversão e bom entretenimento aos seus espectadores. E melhor, com Eddie Murphy em uma atuação que lembra muito os seus papeis antigos, e Ben Stiller, que também vai bem e não consegue estragar o filme com seu jeitão já manjado.

Nesse ponto, o elenco vai muito bem, e conta ainda com os excelentes Alan Alda, Matthew Broderick, Casey Affleck e Téa Leoni. Todos agregam valor positivo à trama.

Tudo é muito bonito, a fotografia do filme é muito bem aproveitada para dar ainda mais pompa ao edifício chique que é pano de fundo da história. E é aí que o filme garante sua dose extra de diversão. Sua história é muito boa. Seu roteiro é bem entrelaçado, divertido e inteligente. E não somente uma comédia com um monte de absurdos agrupados somente com o propósito de fazer alguma graça.

O filme é inteligente, e envolve o espectador. Seu humor é de primeiríssima linha, e seu conteúdo é exatamente o que se espera em um filme de comédia, que arrisca no campo da ação, do estilo polícia e ladrão, do roteiro que valoriza a história e que, somado às boas atuações de seu elenco, tem tudo para acertar em cheio na fórmula.

Em alguns momentos, o filme me lembrou As Aventuras de Dick e Jane. Não pela história, mas pela inteligência na história, e na perspicácia do seu humor.

No filme, Josh Kovacs (Ben Stiller) gerencia um condomínio residencial de alto padrão em Nova York, por mais de uma década. De repente, um dos inquilinos, Arthur Shaw (Alan Alda) é preso pelo FBI por fraude. Josh pensa se tratar de um engano, mas logo descobre que a aposentadoria de todos os funcionários do condomínio foi desviada por Arthur. Após um dos trabalhadores tentar cometer suicídio, Josh toma uma decisão: roubar o apartamento de Arthur, na luxuosa cobertura do prédio, e encontrar os US$ 20 milhões desviados. Porém, ele percebe que vai precisar da ajuda de alguém que realmente entenda do assunto (Eddie Murphy). Apesar de serem amadores, estes ladrões principiantes conhecem o prédio melhor do que ninguém. Afinal, eles vinham observando o lugar durante anos, apenas não sabiam disso.

Um filme fora de série. Com um elenco em ótima forma. Eddie Murphy lembrando o grande Eddie Murphy de produções mais antigas, Ben Stiller em um grande momento, Matthew Broderick em um papel que tem muito a sua cara. A fotografia do filme é um dos destaques, mas é na história que o filme garante a diversão e o entretenimento na medida certa. Consegue divertir e fazer seu espectador ficar ligadão na trama do começo ao fim. Ótimas doses de humor, ótimas doses de ação, ótimo filme. Para assistir e repetir. Satisfação garantida e bom divertimento para toda a família.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Brett Ratner
Elenco: Ben Stiller, Eddie Murphy, Matthew Broderick, Casey Affleck, Téa Leoni, Michael Peña, Gabourey Sidibe, Alan Alda, Nina Arianda, Michael Peña
Produção: Brian Grazer, Eddie Murphy
Roteiro: Ted Griffin, Jeff Nathanson
Fotografia: Dante Spinotti
Trilha Sonora: Christophe Beck
Duração: 110 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Universal Pictures
Estúdio: Universal Pictures / Relativity Media
Classificação: 10 anos

quinta-feira, 8 de março de 2012

Um Príncipe em Nova York



Fantástico!!! Um filme para constar na coleção de todos os admiradores do cinema de altíssima qualidade. Eddie Murphy em excelente forma, atuando de maneira magnífica. Tudo parece funcionar perfeitamente nessa produção fora de série. Mesmo não sendo um lançamento (produção de 1988), o filme se mantém atual e garante entretenimento total.

Além de Eddie Murphy, na época em que ainda selecionava bons papeis, o elenco conta ainda com a a participação de Arsenio Hall, James Earl Jones, Madge Sinclair, John Amos, Eriq La Salle, Samuel L. Jackson e Cuba Gooding Jr.. Juntos, em perfeita harmonia, com personagens de ótimo apelo, e que dão mais valor à trama.

Não se trata de uma produção que precisa se segurar com efeitos especiais mágicos, mas um filme que contém qualidade suficiente em todos os seus outros elementos. Existe todo um cuidado na produção, com as escolhas das locações e mesmo das roupas, que o produto final é ainda mais bonito.

Trata-se de uma comédia que valoriza a risada dos seu espectador, sem apelar para o escatológico ou para o absurdo. O roteiro é muito bem costurado, e a velocidade do filme é impressionante. Não existem lacunas, e nem momentos cansativos. No final, só resta o gostinho de quero mais.

A trama é muito inusitada. No filme, Eddie Murphy é um príncipe africano que decide viajar a Nova York para encontrar uma noiva. Mas as diferenças entre as culturas norte-americana e do seu país o colocam em confusões.

Um filme de primeiríssima linha. Pedida certa para quem procura uma comédia de altíssimo nível. Elenco composto por monstros do cinema, em papeis agradáveis e que dão muito valor à trama. O roteiro é delicioso. Inusitado, inteligente, engraçado na medida certa, capaz de agradar qualquer espectador. Mesmo pra quem já viu, fica difícil não querer um repeteco. Ótima filme pra assistir, repetir, sozinho, com toda a família, e ainda ter uma cópia na coleção. Imperdível!!!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: John Landis
Elenco: Eddie Murphy, Arsenio Hall, James Earl Jones, Madge Sinclair, John Amos, Shari Hadley, Vanessa Bell Calloway, Eriq La Salle, Paul Bates, Allison Dean, Louie Anderson, Samuel L. Jackson, Cuba Gooding Jr., Jim Abrahams, Donna Summer, Nick Savage.
Produção: George Folsey Jr., Robert D. Wachs
Roteiro: David Sheffield, Barry W. Blaustein
Fotografia: Woody Omens
Trilha Sonora: Nile Rodgers
Duração: 117 min.
Ano: 1988
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Paramount Pictures

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Trocando as Bolas



Ah, um filme pra constar como clássico. Que deveria servir de modelo para muitas das produções atuais. Uma comédia genuína, engraçada de verdade, sem apelar para o escatológico ou sexo. Um daqueles filmes em que os atores seguram toda a onda da história, fantástica, diga-se de passagem, e que não precisam de efeitos mirabolantes ou jogos de cena bonitinhos pra dar classe ao filme.

Dois monstros do cinema, em atuações maravilhosas. Dan Aykroyd e Eddie Murphy. No topo das suas carreiras, antes de sumirem com atuações em filmes menores. Do melhor jeito. Humor de verdade, real, com doses garantidas de risada para todos os gostos.

O roteiro é muito inovador, e se mantém fresco apesar do tempo. Uma direção fantástica, de John Landis, que deixa o filme interessante, leve, e com uma narrativa envolvente, que não permite repetições desnecessárias, detalhes irritantes, ou extensões fora do contexto.

No filme, um milionário acredita que é possível transformar um pilantra qualquer num executivo de sucesso, e, também, ser possível transformar um executivo de sucesso num zé-ninguém. Como seu irmão duvida, eles fazem uma aposta de um dólar e armam uma brincadeira para ver quem está certo. Pra começar, dão um jeito de fazer com que o executivo Louis Winthorpe III (Dan Aykroyd) seja tido como ladrão, perca o emprego, a casa e a namorada. Já o pilantra pé-rapado Billy Ray (Eddie Murphy) ganha um bom emprego e uma boa vida. Mas as duas "cobaias" descobrem a brincadeira e se unem para dar o troco aos dois milionários.

Simplesmente maravilhoso. Um filme para ser assistido e repetido até cansar. Para constar na coleção de todo fanático. Excelente elenco e atuações, roteiro apurado e história pra lá de original, entretenimento garantido para todos os espectadores. Recomendadíssimo!!! Esse vale a pena, com toda a certeza. Classe A+++++!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: John Landis
Elenco: Dan Aykroyd, Eddie Murphy, Ralph Bellamy, Don Ameche, Jamie Lee Curtis, Denholm Elliot, Kristin Holby.
Produção: Aaron Russo
Roteiro: Timothy Harris, John Landis, Herschel Weingrod
Fotografia: Robert Paynter
Trilha Sonora: Elmer Bernstein
Duração: 117 min.
Ano: 1983
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Santo Homem






Santo Homem é um filme sensacional. Só esse termo pode resumir bem esse delicioso filme, mas é importante destacar o que faz esta bela produção ser tão boa. Um elenco fantástico, que trabalha muito bem junto, em uma história belíssima, com a narrativa perfeita, e a preocupação com a qualidade fotográfica das cenas que surpreende.

Eddie Murphy está fantástico em sua atuação, assim como Jeff Goldblum, e o pacote se fecha com a sempre linda Kelly Preston. Impressionante como esses três atores ficaram bem, juntos. Eddie Murphy lembra os bons papeis de sua carreira, e é simplesmente impossível não se emocionar com o seu personagem.

A direção do filme, encabeçada por Stephen Herek, é um primor. Sem erros. Sem exageros. Agradável. Leve. O que torna o filme ainda mais delicioso de ser assistido.

No filme, Ricky (Jeff Goldblum) e Kate (Kelly Preston) trabalham num canal de vendas de produtos pela televisão deficitário. O chefe lhes dá uma derradeira chance de mudar a situação. Desesperados, eles quase atropelam G (Eddie Murphy), homem que busca revelação religiosa e que é transformado num evangelista do consumo, tornando-se sensação imediata com sua lábia e aumentando os índices de audiência.

A história é um caso à parte. Com uma mensagem de fundo que poderia (e deveria) ser seguida por muita gente. Um roteiro preocupado em passar, de fato, uma história agradável, divertida e emocionante.

Uma produção fantástica, cheia de pontos positivos, que merece ser vista por toda a família, sem exceções. Imperdível de verdade, pra ser assistida e repetida até cansar. Um dos melhores filmes de Eddie Murphy. Vale cada centavo da locação, ou para os colecionadores de plantão.

Ficha Técnica
Título no Brasil: Santo Homem
Título Original: Holy Man
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 113 minutos
Ano de Lançamento: 1998
Site Oficial: http://www.holyman-themovie.com
Estúdio/Distrib.: Caravan Pictures
Direção: Stephen Herek
Elenco: Eddie Murphy, Kelly Preston, Robert Loggia, Jon Cryer, Eric McCormack, Sam Kitchin, Robert Small, Marc Macaulay, Kim Staunton, James Brown, Dan Marino, Eugene Levy, Jeff Goldblum


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Shrek: A Evolução


Falar de um personagem que fez (e ainda faz) tanto sucesso é bastante complexo. Ainda mais quando a sua sequência não consegue acompanhar a qualidade de suas edições anteriores. Na verdade, percebo em muitas continuações uma perda de qualidade. Talvez, mais por não conseguir acompanhar fatos e detalhes iniciais, e ter que partir para uma nova trama, muitas vezes alterando a personalidade dos seus personagens, enfraquecendo assim as histórias seguintes.

Shrek conseguiu se tornar sinônimo de diversão. Principalmente por ironizar tantas outras produções, e associar de forma tão competente sua história à trilha sonora.

Neste quarto episódio, o último, de acordo com os seus produtores, Shrek sai um pouco dessa zona rebelde e de crítica ao padronizado, e assume uma postura mais leve, numa trama que não repete a dose de ação anterior, e exagera nos detalhes enfadonhos.

Não, Shrek para Sempre não é o pior episódio da série, mas ficou longe das duas primeiras versões, que causaram mais espanto e tinham muito mais qualidade.

Na quarta aventura do ogro verde nas terras do reino do Tão Tão Distante, Shrek está em crise por não ser mais o ogro assustador de sempre. Para recuperar sua fama de malvado, ele firma um pacto com Rumpelstiltskin. Tudo dá errado, Rumpelstiltskin assume o reino e Shrek tem de enfrentar como seria a vida em Tão Tão Distante se as pessoas não o tivessem conhecido.

Ainda é uma produção divertida, mas perde bastante qualidade e assume uma posição de despedida, que se salva com as excelentes tiradas do burro e do gato de botas.

Vale assistir, principalmente para ver o prometido desfecho da série. Nem pelo tom de despedida a qualidade da animação foi perdida. Continua sendo uma grande pedida para o público de qualquer idade e para ser assistido a qualquer momento.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Mike Mitchell
Elenco: Vozes no original de: Cameron Diaz, Antonio Banderas, Eddie Murphy, Mike Myers, Julie Andrews, Justin Timberlake.
Produção: Teresa Cheng, Gina Shay
Roteiro: Josh Klausner, Darren Lemke
Fotografia: Yong Duk Jhun
Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams
Duração: 93 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: DreamWorks Animation / DreamWorks SKG / Pacific Pictures SRL
Classificação: Livre

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vai imaginando...


Acredito que esse filme seja pra curtir em família, numa tarde de sábado, pra garantir não pegar no sono. Não, a história nem é tão sonolenta assim. Acontece que ela transpira valores familiares. Do começo ao fim.
Não tenho nada contra. A produção é Disney, e por isso mesmo, a qualidade é garantida. Boa fotografia. Bom roteiro. Boa produção. Boa dinâmica. Boa narrativa. E, até mesmo, um bom elenco.
E é nessa parte que fica a ressalva. Eddie Murphy é um baita ator, já provou isso em várias produções, e sinto falta de suas boas atuações em filmes de ação e comédias nem tão família assim. Nada de Um Professor Aloprado, ou mesmo A Creche do Papai. Queria vê-lo em papéis ao estilo de Um Tira da Pesada, O Rapto do Garoto Dourado e até mesmo Dreamgirls. Essa decisão por filmes família ou que ele precise desempenhar vários papeis, acabaram cansando, e ele é muito mais ator do que deixa parecer.
Em Imagine Só, um magnata altamente competitivo (Eddie Murphy) descobre que seu reino financeiro está descambando, então ele busca ajuda de sua filha de sete anos (Yara Shahidi) e seu mundo da fantasia. Embarcando em um redemoinho de cômicas proporções, pai e filha estão a ponto de descobrir que às vezes só é preciso um pouco de imaginação – e muito amor – neste “filme campeão” (Pete Hammond, Hollywood.com).
O elenco, além de Eddie Murphy tem ainda Nicole Ari Parker (Duelo de Titãs), Thomas Haden Church (Homem Aranha 3), além de Bobb'e J. Thompson, James Patrick Stuart, Vanessa Williams e Zachary Gordon.
Uma excelente pedida para os mais jovens. Pais e filhos que já entendem um pouco da dinâmica da vida. Famílias em geral. Tem seus momentos graciosos (não engraçados) e clichês comuns encontrados em filmes que querem tratar a difícil relação de pais e filhos pequenos. Não é imperdível, mas vale a intenção de divertimento.