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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Trocando as Bolas



Ah, um filme pra constar como clássico. Que deveria servir de modelo para muitas das produções atuais. Uma comédia genuína, engraçada de verdade, sem apelar para o escatológico ou sexo. Um daqueles filmes em que os atores seguram toda a onda da história, fantástica, diga-se de passagem, e que não precisam de efeitos mirabolantes ou jogos de cena bonitinhos pra dar classe ao filme.

Dois monstros do cinema, em atuações maravilhosas. Dan Aykroyd e Eddie Murphy. No topo das suas carreiras, antes de sumirem com atuações em filmes menores. Do melhor jeito. Humor de verdade, real, com doses garantidas de risada para todos os gostos.

O roteiro é muito inovador, e se mantém fresco apesar do tempo. Uma direção fantástica, de John Landis, que deixa o filme interessante, leve, e com uma narrativa envolvente, que não permite repetições desnecessárias, detalhes irritantes, ou extensões fora do contexto.

No filme, um milionário acredita que é possível transformar um pilantra qualquer num executivo de sucesso, e, também, ser possível transformar um executivo de sucesso num zé-ninguém. Como seu irmão duvida, eles fazem uma aposta de um dólar e armam uma brincadeira para ver quem está certo. Pra começar, dão um jeito de fazer com que o executivo Louis Winthorpe III (Dan Aykroyd) seja tido como ladrão, perca o emprego, a casa e a namorada. Já o pilantra pé-rapado Billy Ray (Eddie Murphy) ganha um bom emprego e uma boa vida. Mas as duas "cobaias" descobrem a brincadeira e se unem para dar o troco aos dois milionários.

Simplesmente maravilhoso. Um filme para ser assistido e repetido até cansar. Para constar na coleção de todo fanático. Excelente elenco e atuações, roteiro apurado e história pra lá de original, entretenimento garantido para todos os espectadores. Recomendadíssimo!!! Esse vale a pena, com toda a certeza. Classe A+++++!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: John Landis
Elenco: Dan Aykroyd, Eddie Murphy, Ralph Bellamy, Don Ameche, Jamie Lee Curtis, Denholm Elliot, Kristin Holby.
Produção: Aaron Russo
Roteiro: Timothy Harris, John Landis, Herschel Weingrod
Fotografia: Robert Paynter
Trilha Sonora: Elmer Bernstein
Duração: 117 min.
Ano: 1983
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A estrela Tony Curtis

O ator americano Tony Curtis morreu aos 85 anos, informou nesta quinta-feira sua filha, a atriz Jamie Lee Curtis, ao site "Entertaiment Tonight".

Protagonista de várias comédias de Hollywood das décadas de 50 e 60, como "Quanto Mais Quente Melhor" (1959), Curtis foi hospitalizado em julho em Las Vegas (EUA) por conta de problemas respiratórios. Segundo o jornal "New York Times", Curtis morreu de parada cardiorespiratória. Ele estava em sua casa em Las Vegas ao lado da mulher e morreu em sua cama, à meia-noite, segundo o administrador de seus negócios e porta-voz da família, Preston Ahearn.

Bonito e talentoso, Curtis foi um dos grandes astros de Hollywood nos anos 1950 e também um conhecido playboy naquela época. Ele se tornou famoso em grandes sucessos de bilheteria, como "A Embriaguez do Sucesso".

Curtis desempenhou um papel memorável no clássico "Spartacus", em 1960, e foi indicado para o Oscar em 1958, por sua atuação em "Acorrentados". Atuou em mais de 140 filmes, mas parte de sua carreira foi prejudicada por problemas com cocaína e álcool.

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Da minha parte, um grande fã desse ator, que conquistou as telonas com o seu jeito carismático e com atuações glamourosas, fica o sentimento de que o cinema perde uma grande estrela. Lembro de filmes fantásticos protagonizados por Tony. Nada aos moldes de hoje, com produções ricas e recheios especiais agigantados, mas mesmo assim grandiosos, como Spartacus (talvez, esse sim, uma mega produção). Seu jeito engraçado encaixava perfeitamente nas comédias nas quais participava. Mesmo que o filme não fosse tão brilhante, sua participação sempre o enriquecia. Uma estrela dos tempos áureos do cinema que deixa este mundo por um lugar mais estrelado.