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sexta-feira, 10 de junho de 2011

A Corrida do Século




Você deve lembrar do desenho A Corrida Maluca, não é mesmo? Pois então, esse foi o filme que deu origem àquele desenho fantástico. E o filme, logicamente, é igualmente fantástico e delicioso. Primeiramente por seu elenco de primeiríssima linha. Tony Curtis e Jack Lemmon eram comediantes maravilhosos, que faziam o sucesso dos filmes só com as suas atuações (só???).


Como no desenho, o filme segue uma linha inusitada com situações engraçadas e diferentes. Em alguns momentos, chega ao extremo da comédia pastelão (humor exagerado, que apela para a violência). Mas no geral, é uma comédia leve e bastante voltada para a família.


No filme, O homem-espetáculo, O Grande Leslie (Tony Curtis), propõe a construtores de automóveis na virada do século 20 uma grande corrida entre Nova Iorque e Paris, cruzando todos os Estados Unidos em direção oeste, o Estreito de Bering e a Rússia, e que serviria para incrementar a venda de veículos. O arqui-rival de Leslie, o bigodudo e diabólico Professor Fate (Jack Lemmon), promete derrotá-lo cruzando a linha de chegada com um carro de sua própria invenção.


Esses dois enfrentam muitas coisas até chegar ao fim da corrida. Tempestades de neve, golpe de estado, guerras, festas, entre outros. Em uma excelente caracterização entre mocinho e vilão, do tipo que não existe mais.


A direção é do também fantástico, Blake Edwards, que dirigiu muitos filmes de Peter Sellers, como a série de A Pantera Cor-de-Rosa, Um convidado Trapalhão, entre outros. Um cara que sabia muito bem fazer um filme de qualidade.


O filme é uma excelente pedida para qualquer momento, sendo puro entretenimento para toda a família. Os mais novos podem estranhar um pouco as roupas, os carros, e até o jeito das pessoas, mas também se divertirão bastante. Uma história divertida e inteligente, em uma produção cuja narrativa faz com que o espectador nem sinta o tempo passar. Vale assistir e repetir até enjoar.


Tenho esse filme em minha coleção, no formato VHS, mas já existe a versão em DVD com extras bem interessantes, como o "por trás das câmeras", que conta um pouco sobre os bastidores desta produção. Imperdível!!!


FICHA TÉCNICA
Diretor: Blake Edwards
Elenco: Jack Lemmon, Tony Curtis, Natalie Wood, Peter Falk, Keenan Wynn, Blake Edwards.
Produção: Martin Jurow, Blake Edwards
Roteiro: Arthur A. Ross
Fotografia: Russell Harlan
Trilha Sonora: Henry Mancini, Johnny Mercer
Duração: 150 min.
Ano: 1965
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Warner Bros.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A estrela Tony Curtis

O ator americano Tony Curtis morreu aos 85 anos, informou nesta quinta-feira sua filha, a atriz Jamie Lee Curtis, ao site "Entertaiment Tonight".

Protagonista de várias comédias de Hollywood das décadas de 50 e 60, como "Quanto Mais Quente Melhor" (1959), Curtis foi hospitalizado em julho em Las Vegas (EUA) por conta de problemas respiratórios. Segundo o jornal "New York Times", Curtis morreu de parada cardiorespiratória. Ele estava em sua casa em Las Vegas ao lado da mulher e morreu em sua cama, à meia-noite, segundo o administrador de seus negócios e porta-voz da família, Preston Ahearn.

Bonito e talentoso, Curtis foi um dos grandes astros de Hollywood nos anos 1950 e também um conhecido playboy naquela época. Ele se tornou famoso em grandes sucessos de bilheteria, como "A Embriaguez do Sucesso".

Curtis desempenhou um papel memorável no clássico "Spartacus", em 1960, e foi indicado para o Oscar em 1958, por sua atuação em "Acorrentados". Atuou em mais de 140 filmes, mas parte de sua carreira foi prejudicada por problemas com cocaína e álcool.

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Da minha parte, um grande fã desse ator, que conquistou as telonas com o seu jeito carismático e com atuações glamourosas, fica o sentimento de que o cinema perde uma grande estrela. Lembro de filmes fantásticos protagonizados por Tony. Nada aos moldes de hoje, com produções ricas e recheios especiais agigantados, mas mesmo assim grandiosos, como Spartacus (talvez, esse sim, uma mega produção). Seu jeito engraçado encaixava perfeitamente nas comédias nas quais participava. Mesmo que o filme não fosse tão brilhante, sua participação sempre o enriquecia. Uma estrela dos tempos áureos do cinema que deixa este mundo por um lugar mais estrelado.