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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Quanto mais idiota melhor 2

Mike Myers e Dana Carvey estrelam a continuação do filme baseado no quadro que os dois comandavam do sitcom Saturday Night Live nos idos anos de 1990. A princípio, pode parecer uma surpresa, produzir um filme somente por causa de um quadro em um programa de humor, mas o programa é famoso por dar espaço aos grandes comediantes que surgem para a TV e o cinema e, principalmente, apostar em um trecho do programa que fazia bastante sucesso à época.

Seria a segunda grande aparição de Myers nas telonas. Quanto a Carvey, seguiu por um caminho menos estrelado, com ponta em filmes menores. Até aí, nenhuma novidade. Mas o que o filme tem de tão especial, que inclusive o fez merecer essa continuação? Na verdade, nada. É o tipo de produção que visa exclusivamente o público americano, com seu humor mais regional. Isso não faz com que o filme seja um total fracasso, muito pelo contrário. Seu jeito impessoal, que não se prende a um roteiro tradicional, tende a ser interessante, e cumpre bem o seu papel de entreter o espectador. Vale algumas risadas, pelos momentos constrangedores, e no geral, se firma como um bom filme para a TV.

Não há nada de especial no filme. Nada de efeitos mirabolantes, cenas de ação, e nem comédia de primeira, mas o filme aposta em um elenco bastante rico, com nomes conhecidos e no diferente. O jeito descontraído e abobalhado de Myers e Carvey é que fazem toda a diferença. Não faz o filme ser especial, mas diferente o suficiente para se tornar agradável.

No filme, os headbangers favoritos do cinema estão de volta. Em Quanto Mais Idiota 2, Wayne Campbell (Mike Myers) e Garth Algar (Dana Carvey) conseguem finalmente sair da casa dos pais depois do sucesso conseguido com seu programa de TV. No entanto, a dupla ainda não sabe o que fazer da vida. Cassandra (Tia Carrere), namorada de Wayne, consegue finalmente ser uma estrela do rock graças ao seu empresário, Bobby Cohn (Christopher Walker). Mas Garth desconfia que há algo mais na relação entre os dois. Enquanto isso, Wayne vê Jim Morrison (Michael A. Nickles) em seus sonhos. O espírito do ex-líder do The Doors dá a idéia de que seja organizado um grande festival de rock, o Waynestock, com a participação de grandes bandas, entre elas o Aerosmith. Mas não é só Wayne que se dá bem: Garth se livra do estigma da virgindade e dorme com ninguém menos do que Honey Hornee, vivida por Kim Basinger.

Uma produção interessante, que aposta em um sucesso da TV para explorar nas telonas. Não se trata de uma grande comédia. Seu humor americanizado não é tão engraçado, no entanto, consegue ser mais agradável, e até melhor do que algumas comédias da atualidade. Com um elenco de peso, aposta no diferencial da atuação de seus dois protagonistas. Não é um filme extraordinário, mas consegue fazer o suficiente para não se tornar decepcionante e agradar o seu espectador. Não espere um filme super engraçado, ou fora de série, mas como passatempo vale o investimento. Melhor ainda se estiver passando na TV.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Stephen Surjik
Elenco: Mike Myers, Dana Carvey, Tia Carrere, Olivia D'Abo, Christopher Walken, Kevin Pollak, Drew Barrymore, Kim Basinger, Charlton Heston.
Produção: Leonard Michaels, Lorne Michaels
Roteiro: Mike Myers, Bonnie Turner, Terry Turner
Fotografia: Francis Kenny
Trilha Sonora: Carter Burwell
Duração: 95 min.
Ano: 1993
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Shrek: A Evolução


Falar de um personagem que fez (e ainda faz) tanto sucesso é bastante complexo. Ainda mais quando a sua sequência não consegue acompanhar a qualidade de suas edições anteriores. Na verdade, percebo em muitas continuações uma perda de qualidade. Talvez, mais por não conseguir acompanhar fatos e detalhes iniciais, e ter que partir para uma nova trama, muitas vezes alterando a personalidade dos seus personagens, enfraquecendo assim as histórias seguintes.

Shrek conseguiu se tornar sinônimo de diversão. Principalmente por ironizar tantas outras produções, e associar de forma tão competente sua história à trilha sonora.

Neste quarto episódio, o último, de acordo com os seus produtores, Shrek sai um pouco dessa zona rebelde e de crítica ao padronizado, e assume uma postura mais leve, numa trama que não repete a dose de ação anterior, e exagera nos detalhes enfadonhos.

Não, Shrek para Sempre não é o pior episódio da série, mas ficou longe das duas primeiras versões, que causaram mais espanto e tinham muito mais qualidade.

Na quarta aventura do ogro verde nas terras do reino do Tão Tão Distante, Shrek está em crise por não ser mais o ogro assustador de sempre. Para recuperar sua fama de malvado, ele firma um pacto com Rumpelstiltskin. Tudo dá errado, Rumpelstiltskin assume o reino e Shrek tem de enfrentar como seria a vida em Tão Tão Distante se as pessoas não o tivessem conhecido.

Ainda é uma produção divertida, mas perde bastante qualidade e assume uma posição de despedida, que se salva com as excelentes tiradas do burro e do gato de botas.

Vale assistir, principalmente para ver o prometido desfecho da série. Nem pelo tom de despedida a qualidade da animação foi perdida. Continua sendo uma grande pedida para o público de qualquer idade e para ser assistido a qualquer momento.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Mike Mitchell
Elenco: Vozes no original de: Cameron Diaz, Antonio Banderas, Eddie Murphy, Mike Myers, Julie Andrews, Justin Timberlake.
Produção: Teresa Cheng, Gina Shay
Roteiro: Josh Klausner, Darren Lemke
Fotografia: Yong Duk Jhun
Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams
Duração: 93 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: DreamWorks Animation / DreamWorks SKG / Pacific Pictures SRL
Classificação: Livre