Mostrando postagens com marcador Christopher Walken. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Christopher Walken. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Quanto mais idiota melhor 2

Mike Myers e Dana Carvey estrelam a continuação do filme baseado no quadro que os dois comandavam do sitcom Saturday Night Live nos idos anos de 1990. A princípio, pode parecer uma surpresa, produzir um filme somente por causa de um quadro em um programa de humor, mas o programa é famoso por dar espaço aos grandes comediantes que surgem para a TV e o cinema e, principalmente, apostar em um trecho do programa que fazia bastante sucesso à época.

Seria a segunda grande aparição de Myers nas telonas. Quanto a Carvey, seguiu por um caminho menos estrelado, com ponta em filmes menores. Até aí, nenhuma novidade. Mas o que o filme tem de tão especial, que inclusive o fez merecer essa continuação? Na verdade, nada. É o tipo de produção que visa exclusivamente o público americano, com seu humor mais regional. Isso não faz com que o filme seja um total fracasso, muito pelo contrário. Seu jeito impessoal, que não se prende a um roteiro tradicional, tende a ser interessante, e cumpre bem o seu papel de entreter o espectador. Vale algumas risadas, pelos momentos constrangedores, e no geral, se firma como um bom filme para a TV.

Não há nada de especial no filme. Nada de efeitos mirabolantes, cenas de ação, e nem comédia de primeira, mas o filme aposta em um elenco bastante rico, com nomes conhecidos e no diferente. O jeito descontraído e abobalhado de Myers e Carvey é que fazem toda a diferença. Não faz o filme ser especial, mas diferente o suficiente para se tornar agradável.

No filme, os headbangers favoritos do cinema estão de volta. Em Quanto Mais Idiota 2, Wayne Campbell (Mike Myers) e Garth Algar (Dana Carvey) conseguem finalmente sair da casa dos pais depois do sucesso conseguido com seu programa de TV. No entanto, a dupla ainda não sabe o que fazer da vida. Cassandra (Tia Carrere), namorada de Wayne, consegue finalmente ser uma estrela do rock graças ao seu empresário, Bobby Cohn (Christopher Walker). Mas Garth desconfia que há algo mais na relação entre os dois. Enquanto isso, Wayne vê Jim Morrison (Michael A. Nickles) em seus sonhos. O espírito do ex-líder do The Doors dá a idéia de que seja organizado um grande festival de rock, o Waynestock, com a participação de grandes bandas, entre elas o Aerosmith. Mas não é só Wayne que se dá bem: Garth se livra do estigma da virgindade e dorme com ninguém menos do que Honey Hornee, vivida por Kim Basinger.

Uma produção interessante, que aposta em um sucesso da TV para explorar nas telonas. Não se trata de uma grande comédia. Seu humor americanizado não é tão engraçado, no entanto, consegue ser mais agradável, e até melhor do que algumas comédias da atualidade. Com um elenco de peso, aposta no diferencial da atuação de seus dois protagonistas. Não é um filme extraordinário, mas consegue fazer o suficiente para não se tornar decepcionante e agradar o seu espectador. Não espere um filme super engraçado, ou fora de série, mas como passatempo vale o investimento. Melhor ainda se estiver passando na TV.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Stephen Surjik
Elenco: Mike Myers, Dana Carvey, Tia Carrere, Olivia D'Abo, Christopher Walken, Kevin Pollak, Drew Barrymore, Kim Basinger, Charlton Heston.
Produção: Leonard Michaels, Lorne Michaels
Roteiro: Mike Myers, Bonnie Turner, Terry Turner
Fotografia: Francis Kenny
Trilha Sonora: Carter Burwell
Duração: 95 min.
Ano: 1993
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Bolas em Pânico

É o tipo de filme que se espera um pouco mais. Mais piadas, mais qualidade, mais emoção, mais entretenimento. Não é bem assim. Garante boa diversão, mas deixa aquele gostinho de decepção ou de que podia ter sido bem melhor.

A ideia geral do roteiro é bastante interessante. Imagine um campeonato de tênis de mesa, ou ping pong, em que seus atletas competem até a morte, ou pela morte do parceiro abatido. Lembra aqueles filmes de Van Damme, de lutas marciais.

O elenco é esforçado, funciona bem, e fica devendo no fator risada. O ponto forte é Christopher Walken, que é um ator além da média. Alguns elementos são fracos, e os pontos que seriam mais engraçados são deixados de lado. Nesse ponto a trama perde a sua força. Apesar da boa ideia, o filme é cansativo e previsível. Chato, até, pela falta de graça.

No filme, o chefe do crime Feng (Christopher Walken) é um fanático jogador de pingue-pongue que se refugia em um local desconhecido pelas autoridades. Para caçá-lo, o FBI escala o inexperiente Randy Datona (Dan Fogler) como participante do torneio secreto que o criminoso irá organizar em seu esconderijo. Mal sabem os agentes da polícia que, se o espião não vencer as partidas um tanto quanto exóticas da modalidade, terá que ser sacrificado.
Produção bastante interessante, mas que perde força por não ter se esforçado em fazer seu espectador rir. É competente em apresentar uma história agradável, mas não chega a empolgar. Tem um bom elenco, bons efeitos, boa dinâmica, e não se perde em detalhes. Mas fica cansativa depois da metade e previsível. Perde força e não consegue arrancar nem um sorriso amarelo. Interessante para uma sessão da tarde, ou para uma matinê no fim de semana.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Ben Garant
Elenco: Dan Fogler, Masi Oka, Christopher Walken, Maggie Q, Jason Scott Lee, Terry Crews, David Koechner, Aisha Tyler, Patton Oswalt, Diedrich Bader, Cary-Hiroyuki Tagawa, Thomas Lennon, George Lopez, James Hong, Kerri Kenney, David Proval.
Produção: Gary Barber, Roger Birnbaum, Ben Garant, Jonathan Glickman
Roteiro: Ben Garant, Thomas Lennon
Fotografia: Thomas E. Ackerman
Trilha Sonora: Randy Edelman
Duração: 90 min.
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Spyglass Entertainment
Classificação: 12 anos

terça-feira, 27 de abril de 2010

Onde compro um controle desses?


Taí um filme diferente. As comédias costumam ser encaradas com certa cautela. Nem as premiações, como o Oscar, por exemplo, costumam olhar muito para o lado dessa diferente arte, mas Click é um filme com um balanço incomum.
O próprio protagonista (Adam) costuma fazer papéis muito ruins, e alguns bastante badalados. Click tem um proposta diferente. Tenta vender uma mensagem de vida, ao mesmo tempo em que diverte. Até aí, nenhuma novidade, muitos outros filmes já fizeram isso.
O que importa é que a película tem uma narração interessante. Uma dinâmica que funciona em uma edição com diálogos rápidos.
No filme, um arquiteto viciado em trabalho encontra na seção secreta de uma loja um vendedor que lhe entrega um controle remoto capaz de controlar o tempo. No início tudo é divertido, mas logo ele percebe que o controle também está no comando de sua vida.
Apesar de alguns clichês humorísticos, comuns em qualquer comédia da atualidade, o filme tem muitas passagens bastante engraçadas. O roteiro é bem produzido, a fotografia é bem explorada, e o elenco, que conta ainda com as atuações de Kate Beckinsale (Anjos da Noite) e Christopher Walken (Pulp Fiction), vai muito bem. É uma boa pedida de filme. Divertido, diferente, engraçado na medida certa, e sem exageros (muito comuns nos filmes de Sandler).