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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Van Helsing - O caçador de Monstros

Gosto muito de Van Helsing. Não se trata de uma produção excepcional. Mas é daqueles filmes que entregam ao seu espectador exatamente aquilo que promete (e, arrisco, até um pouco mais), boas doses de entretenimento de alta qualidade.

Tudo parece funcionar bem, sem forçar a barra em nenhum aspecto. Efeitos especiais de primeiríssima linha embelezam ainda mais uma história agradável e funcional. Não existem exageros desnecessários. Tudo parece funcionar equilibradamente.

E esse aspecto acompanha todo o desenvolvimento da trama, que garante excelentes doses de ação, e até alguns bons sustos, sem o filme entrar no gênero terror e, apesar de utilizar alguns nomes bastante conhecidos desse mundo, como Frankenstein, Dr. Jekyll, vampiros, lobisomens, entre tantos outros.

O elenco vai bem durante todo o filme. Liderados por Hugh Jackman, conta ainda com a bela Kate Beckinsale, que também dá muita qualidade ao filme. Nada de diálogos bobocas ou desnecessários, a produção evita supérfluos e vai direto ao que interessa, agradando em cheio até o espectador mais exigente.

O filme conta que durante o século 19, o Doutor Gabriel Van Helsing (Hugh Jackman), famoso caçador de vampiros, parte para o leste europeu para deter o Conde Drácula (Richard Roxburgh), o Lobisomem (Will Kemp) e o monstro Frankenstein (Shuler Hensley). Ao seu lado está a encantadora Anna (Kate Beckinsale), cuja família é comprometida com o extermínio do mal, em todo o planeta.

Excelente pedida para qualquer sessão de vídeos com a família ou os amigos. Excelentes efeitos visuais, elenco bastante funcional e eficiente, e uma história que além de animada, está recheada de ação e não se apega a detalhes desnecessários. Se você nunca assistiu, é um filme recomendadíssimo. Se já assistiu, vale o repeteco e, se bobear, um repeteco dobrado. Excelente filme, pra constar na coleção de qualquer grande cinéfilo.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Stephen Sommers
Elenco: Hugh Jackman, Kate Beckinsale, Richard Roxburgh, David Wenham, Will Kemp, Shuler Hensley.
Produção: Bob Ducsay, Stephen Sommers
Roteiro: Stephen Sommers
Fotografia: Allen Daviau
Trilha Sonora: Alan Silvestri
Duração: 130 min.
Ano: 2004
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Universal Pictures
Classificação: 14 anos

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Terror na Antártida



Por que será que os filmes de terror perderam aquele charme do passado? Agora, ou eles apelam para aulas medicinais (em que tudo é decepado com riqueza de detalhes), ou para a reciclagem de cenas que já serviram em outros muitos filmes, e que agora, perderam todo aquele efeito surpresa. O susto pelo susto. O incentivo à imaginação do espectador. Tudo isso se perdeu para versões 3D cheias de sangue.

Terror na Antártida mistura um pouco desses dois elementos. E sangue na neve, já sabe, dá um destaque tremendo. Mas nada disso adianta, se cada cena pareça ter sido copiada de outros filmes. Por mais que não se queira, o fator surpresa acaba mesmo sendo eliminado.

A narrativa lenta, e a ineficácia de um elenco mediano, também parecem não ajudar muito. Mesmo Kate Beckinsale não consegue levantar a trama. O resultado é um filme previsível, lento, que não assusta, e que no fim parece apenas ter tomado uma hora e meia da sua vida. Sem contar que, filme de terror na floresta, na escola, ou no gelo, por favor, parece que estamos sempre no mesmo lugar.

O filme trata da caçada ao responsável pelo primeiro assassinato realizado na Antártida. O autor do crime é um dos cinco homens que vivem espalhados no continente e precisa ser encontrado antes que o sol se ponha e fique fora pelos próximos seis meses. Carrie Stetko (Kate Beckinsale) é uma policial solitária que investiga o caso.

Se você gosta muito desse estilo de filme, e não liga para incansáveis repetições, então essa produção pode ser uma boa pedida. Agora, se você cansou desse estilo de terror que prefere dar atenção à violência, e não ao susto, passe longe. Não é um filme imperdível, e muito menos mediano. Mesmo se a questão for a de passar tempo, existem outras muitas opções que no fim não deixam a impressão de que seu tempo foi jogado no lixo. Completamente dispensável!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Dominic Sena
Elenco: Kate Beckinsale, Gabriel Macht, Alex O’Loughlin, Tom Skerritt, Columbus Short, Shawn Doyle, Patrick Sabongui, Nicolas Wright, Bashar Rahal, Sean Tucker.
Produção: Susan Downey, Joel Silver
Roteiro: Jon Hoeber, Erich Hoeber, Chad Hayes, Carey Hayes, baseado na graphic novel de Greg Rucka
Fotografia: Christopher Soos
Trilha Sonora: John Frizzell
Duração: 96 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Dark Castle Entertainment / Don Carmody Productions / Silver Pictures
Classificação: 16 anos

terça-feira, 31 de maio de 2011

Estão todos bem


Estão todos bem é um daqueles filmes com cara de filme para TV, embora o elenco seja de cinema. Não pelo tema em si, ou pela proposta da história. Essa sensação acontece pela narrativa do filme, leveza da situação como um todo, mais investimento na história do que no cenário, na construção dos personagens, enfim, cara de filme de TV.

Mas isso não diminui a qualidade do filme. Muito pelo contrário. A produção remete a acontecimentos recorrentes na atualidade. A falta de tempo para os pais, o investimento na carreira dos filhos, e com isso a projeção dos sonhos dos pais na vida dos filhos, a mentira, a sociedade moderna, o progresso, e o valor da família.

Impossível dizer que o filme não é tocante. Robert De Niro é sensacional em sua atuação. E seus filhos, Drew Barrymore, Kate Beckinsale e Sam Rockwell, mesmo que coadjuvantes, também são determinantes para o andamento da história.

No filme, Frank (Robert De Niro) é um viúvo que achava que a única ligação com o resto da família era por meio da esposa. Em um feriado, após seus filhos não conseguirem visitá-lo decide realizar uma viagem por todo o país a fim de reunir cada um de seus filhos, Amy (Kate Beckinsale), Rosie (Drew Barrymore) e Robert (Sam Rockwell).

Uma produção tocante, real. Para fazer refletir sobre o valor da família e sobre o que buscamos em nossas vidas. Sensacional o paralelo com os fios de telefonia que acompanham Frank por toda a sua viagem (ele encapava fios antes de se aposentar). Em alguns momentos parece que sua vida toda foi construída ao redor disso, fazendo com que esquecesse, em alguns momentos, da importância de seus filhos em sua vida.

Um belo filme para se ver a qualquer momento. Um drama bem dirigido. Rápido. Tocante e real. Vale o valor da locação.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Kirk Jones
Elenco: Robert De Niro, Drew Barrymore, Kate Beckinsale, Sam Rockwell, Katherine Moennig, Melissa Leo, Lucian Maisel
Produção: Vittorio Cecchi Gori, Ted Field, Glynis Murray, Gianni Nunnari
Roteiro: Massimo De Rita
Trilha Sonora: Dario Marianelli
Duração: 110 min.
Ano: 2009
País: EUA/ Itália
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Disney
Estúdio: Cecchi Gori Pictures

terça-feira, 27 de abril de 2010

Onde compro um controle desses?


Taí um filme diferente. As comédias costumam ser encaradas com certa cautela. Nem as premiações, como o Oscar, por exemplo, costumam olhar muito para o lado dessa diferente arte, mas Click é um filme com um balanço incomum.
O próprio protagonista (Adam) costuma fazer papéis muito ruins, e alguns bastante badalados. Click tem um proposta diferente. Tenta vender uma mensagem de vida, ao mesmo tempo em que diverte. Até aí, nenhuma novidade, muitos outros filmes já fizeram isso.
O que importa é que a película tem uma narração interessante. Uma dinâmica que funciona em uma edição com diálogos rápidos.
No filme, um arquiteto viciado em trabalho encontra na seção secreta de uma loja um vendedor que lhe entrega um controle remoto capaz de controlar o tempo. No início tudo é divertido, mas logo ele percebe que o controle também está no comando de sua vida.
Apesar de alguns clichês humorísticos, comuns em qualquer comédia da atualidade, o filme tem muitas passagens bastante engraçadas. O roteiro é bem produzido, a fotografia é bem explorada, e o elenco, que conta ainda com as atuações de Kate Beckinsale (Anjos da Noite) e Christopher Walken (Pulp Fiction), vai muito bem. É uma boa pedida de filme. Divertido, diferente, engraçado na medida certa, e sem exageros (muito comuns nos filmes de Sandler).