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terça-feira, 5 de março de 2013

A lista - Você está livre hoje?

1879Sabe aqueles filmes que você assiste ao traler e se empolga, vê os nomes do elenco e se anima um pouco mais, mas quando você encara a fera, percebe que foi enganado? Pois é por esse caminho que segue o filme A lista - Você está livre hoje? O filme pretende discutir algumas situações da vida moderna, mas se perde em sua própria existência, e não vai muito além do seu roteiro previsível e fraco.

Mesmo com nomes como os de Hugh Jackman e Ewan McGregor liderando o elenco, o filme não consegue cumprir as promessas de seu trailer, ou de seu roteiro. No conjunto, o filme se mostra fraco e desinteressante.

Não existem detalhes visuais fantásticos, como efeitos especiais. Nem uma seleção musical fora de série. É mesmo uma produção que se segura na atuação de seu elenco. E no roteiro, que tenta tornar interessante a trama inicial, mas que se perde ao explicar os próprios detalhes.

No filme, o contador Jonathan Messer (Ewan McGregor) é um rapaz solitário, até conhecer o Wyatt Bose (Hugh Jackman), que o encoraja a entrar numa rede de sexo anônimo, na qual lindas garotas estão apenas a um telefonema de distância. Jonathan conhece uma garota com quem cria uma forte ligação, mas logo descobre que os motivos da aproximação de Wyatt são muito mais sinistros do que parecem.

Uma produção com proposta interessante, grandes nomes em seu elenco, mas que se perde em seu roteiro confuso e sem muita graça. É uma daquelas produções para ficar longe, a menos que você realmente não se importe com o tempo perdido. Muitos conhecidos desistiram na metade do filme. Os que resistiram, se arrependeram no fim. Se puder evitar, passe longe.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Marcel Langenegger
Elenco: Hugh Jackman, Ewan McGregor, Michele Williams, Maggie Q.
Produção: Mark Albela, Robbie Brenner, David L. Bushell, Christopher Eberts, Hugh Jackman, John Palermo, Denis Pedregosa, Arnold Rifkin
Roteiro: Mark Bomback
Fotografia: Dante Spinotti
Trilha Sonora: Ramin Djawadi
Duração: 108 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Seed Productions
Classificação: 14 anos

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Globo de Ouro 2013 consagra 'Os Miseráveis' e 'Argo'


Anne Hathaway e Hugh Jackman foram premiados por suas atuações em 'Os Miseráveis' Foto: AP
 
Neste domingo (13), o Globo de Ouro consagrou o filme Os Miseráveis, que levou três prêmios, incluindo Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Ator de Comédia/Musical e Melhor Filme de Comédia/Musical. Além do longa Tom Hopper, Argo, de Ben Affleck, que recebeu dois prêmios, Melhor Diretor e Melhor Filme de Drama. Nas categorias destinadas à televisão, Homeland e Game Change foram os destaques.

A noite começou animada, com as apresentadoras da noite Tina Fey e Amy Poehler fazendo graça sobre os atores e atrizes que marcaram presença. "Eu nunca vi alguém tão abandonado e sozinho desde que vi você no palco do Oscar com James Franco", disse Fey para estrela Anne Hathaway, que apresentou a cerimônia da Academia em 2012, em referência ao papel da estrela em Os Miseráveis.

O primeiro prêmio da noite foi para Christoph Waltz. Ele levou a categoria de Melhor Ator Coadjuvante por seu papel em Django Livre. Logo depois, o Globo de Ouro se voltou aos prêmio de TV, com Melhor Minissérie, para Game Change, que também foi consagrada nas categorias Melhor Atriz, com Julianne Moore, e Melhor Ator Coadjuvante, com Ed Harris. Homeland ganhou prêmios por Melhor Ator de Série, com Damian Lewis, Melhor Série de Drama e Melhor Atriz de Série de Drama, para Claire Danes. Girls também brilhou ao levar o prêmio de Melhor Série de Comédia.

As Aventuras de Pi ganhou seu único prêmio em Melhor Trilha Sonora Original. Jennifer Lawrence surpreendeu e foi eleita Melhor Atriz em Comédia ou Musical por O Lado Bom da Vida. "Bradley Cooper, você foi incrível", agradeceu a atriz ao colega de elenco.

Visivelmente emocionada, Anne Hathaway subiu ao palco para receber o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, por seu papel como Fantine, em Os Miseráveis. "Quero agradecer a Nicole Kidman, Amy Adams e, principalmente, Sally Field, obrigada por ser uma atriz tão inspiradora e tão incrível", afirmou a estrela em referência às suas concorrentes. O musical também recebeu o prêmio de Melhor Ator de Musical, com Hugh Jackmann, e Melhor Filme de Comédia/Musical.

Um momento emocionante da noite, foi quando Jodie Foster foi homenageada por sua carreira no cinema. Robert Downey Jr. foi o responsável por chamar a estrela ao palco. O ponto alto do discurso foi quando a atriz falou sobre a falta de privacidade na Hollywood dos dias atuais, chegando a brincar com sua sexualidade - há anos ela anunciou publicamente ser homossexual. "Dizem que toda celebridade tem que compartilhar atualmente sua vida pessoal em uma roda de jornalistas. Falando sério, talvez, se vocês estivessem trabalhando neste negócio desde crianças como eu, dariam valor à privacidade como dou".

Assim como no Critic's Choice Awards, Ben Affleck foi eleito Melhor Diretor, por Argo. Parecendo não acreditar, subiu ao palco e agradeceu ao elenco do longa, suas filhas e a mulher, Jennifer Garner, com quem trocou um beijo antes de receber o Globo de Ouro. Vale lembrar que o galã ficou de fora dos indicados ao Oscar 2013.

Outro destaque da noite foi o prêmio de Melhor Ator de Drama, que consagrou o ator Daniel Day Lewis, por Lincoln. "A Steven Spielberg, diretor, mestre, humilde, com uma imaginação maravilhoso. Generoso amigo, você deu a mim uma experiência maravilhosa que levarei para o resto da minha vida", disse o ator em seu discurso. Jessica Chastain levou o prêmio de Melhor Atriz de Drama, por A Hora Mais Escura. Para terminar, Argo, longa de Ben Affleck, surpreendeu e foi eleito o Melhor Filme de Drama, principal categoria da noite.

Confira a lista completa:
Cinema
Melhor Filme (Drama)
Argo

Melhor Filme (Comédia/Musical)
Os Miseráveis
Melhor Diretor
Ben Affleck, por Argo
Melhor Ator (Drama)
Daniel Day-Lewis, por Lincoln
Melhor Atriz (Drama)
Jessica Chastain, por A Hora Mais Escura
Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz, por Django Livre

Melhor Atriz Coadjuvante
Anne Hathaway, por Os Miseráveis
Melhor Atriz (Comédia/Musical)
Jennifer Lawrence, por O Lado Bom da Vida
Melhor Ator (Comédia/Musical)
Hugh Jackman, por Os Miseráveis
Melhor Trilha Sonora Original
As Aventuras de Pi
Melhor Canção Original
Skyfall, de Adele para 007 - Operação Skyfall
Melhor Roteiro
Quentin Tarantino, por Django Livre
Melhor Filme em Língua Estrangeira
Amor (Áustria)
Melhor Animação
Valente
   
TV
Melhor Série (Drama)
Homeland
Melhor Série (Comédia/Musical)
Girls
Melhor Minissérie ou Filme para Televisão
Game Change
Melhor Atriz Coadjuvante em Minisséries
Maggie Smith, por Downton Abbey
Melhor Atriz em Minisséries
Julianne Moore, por Game Change
Melhor Ator em Série (Drama)
Damian Lewis, por Homeland
Melhor Ator em Minisséries
Kevin Costner, por Hatfields & McCoys
Melhor Ator Coadjuvante em Minisséries
Ed Harris, por Game Change
Melhor Ator em Série (Comédia/Musical)
Don Cheadle, por House of Lies
Melhor Atriz em Série (Drama)
Claire Danes, por Homeland
Melhor Atriz em Série (Musical/Comédia)
Lena Dunham, por Girls

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

SAG Awards divulga lista de indicados ao prêmio


Foram divulgados os indicados as Screen Actors Guild Awards, premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood. Assim como no Critics Choice Awards, Lincoln e O Lado Bom da Vida lideraram o número de indicações, com quatro cada.

Além de prêmios voltados para o cinema, também há premiação para séries e programas de TV. Para conferir a lista completa, visite o site oficial.

Os vencedores serão anunciados no dia 27 de janeiro. Confira os indicados das categorias de cinema:

Melhor Elenco

Argo
O Exótico Hotel Marigold
Os Miseráveis
Lincoln
O Lado Bom da Vida

Melhor Ator Protagonista

Bradley Cooper (O Lado Bom da Vida)
Daniel Day-Lewis (Lincoln)
John Hawkes (As Sessões)
Denzel Washington (O Voo)
Hugh Jackman (Os Miseráveis)

Melhor atriz protagonista
Jessica Chastain (A Hora mais Escura)
Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)
Helen Mirren (Hitchcock)
Naomi Watts (O Impossível)
Marion Cotillard (Ferrugem e Osso)

Melhor Ator Coadjuvante
Alan Arkin (Argo)
Tommy Lee Jones (Lincoln)
Philip Seymour Hoffman (O Mestre)
Robert DeNiro (O Lado Bom da Vida)
Javier Bardem (007 - Operação Skyfall)

Melhor Atriz Coadjuvante
Maggie Smith (O Exótico Hotel Marigold)
Anne Hathaway (Os Miseráveis)
Sally Field (Lincoln)
Nicole Kidman (The Paperboy)
Helen Hunt (As Sessões)

Melhor Time de Dublês em Filmes
O Espetacular Homem-Aranha
O Legado Bourne
Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Os Miseráveis
007 - Operação Skyfall

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Van Helsing - O caçador de Monstros

Gosto muito de Van Helsing. Não se trata de uma produção excepcional. Mas é daqueles filmes que entregam ao seu espectador exatamente aquilo que promete (e, arrisco, até um pouco mais), boas doses de entretenimento de alta qualidade.

Tudo parece funcionar bem, sem forçar a barra em nenhum aspecto. Efeitos especiais de primeiríssima linha embelezam ainda mais uma história agradável e funcional. Não existem exageros desnecessários. Tudo parece funcionar equilibradamente.

E esse aspecto acompanha todo o desenvolvimento da trama, que garante excelentes doses de ação, e até alguns bons sustos, sem o filme entrar no gênero terror e, apesar de utilizar alguns nomes bastante conhecidos desse mundo, como Frankenstein, Dr. Jekyll, vampiros, lobisomens, entre tantos outros.

O elenco vai bem durante todo o filme. Liderados por Hugh Jackman, conta ainda com a bela Kate Beckinsale, que também dá muita qualidade ao filme. Nada de diálogos bobocas ou desnecessários, a produção evita supérfluos e vai direto ao que interessa, agradando em cheio até o espectador mais exigente.

O filme conta que durante o século 19, o Doutor Gabriel Van Helsing (Hugh Jackman), famoso caçador de vampiros, parte para o leste europeu para deter o Conde Drácula (Richard Roxburgh), o Lobisomem (Will Kemp) e o monstro Frankenstein (Shuler Hensley). Ao seu lado está a encantadora Anna (Kate Beckinsale), cuja família é comprometida com o extermínio do mal, em todo o planeta.

Excelente pedida para qualquer sessão de vídeos com a família ou os amigos. Excelentes efeitos visuais, elenco bastante funcional e eficiente, e uma história que além de animada, está recheada de ação e não se apega a detalhes desnecessários. Se você nunca assistiu, é um filme recomendadíssimo. Se já assistiu, vale o repeteco e, se bobear, um repeteco dobrado. Excelente filme, pra constar na coleção de qualquer grande cinéfilo.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Stephen Sommers
Elenco: Hugh Jackman, Kate Beckinsale, Richard Roxburgh, David Wenham, Will Kemp, Shuler Hensley.
Produção: Bob Ducsay, Stephen Sommers
Roteiro: Stephen Sommers
Fotografia: Allen Daviau
Trilha Sonora: Alan Silvestri
Duração: 130 min.
Ano: 2004
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Universal Pictures
Classificação: 14 anos

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Gigantes de Aço


Hoje em dia é bastante difícil você encontrar uma produção completamente inovadora. Sempre haverá algum elemento repetido, algum detalhe que você já viu em outro filme, em outra história. São os famosos clichês. Claro que isso não significa que o filme seja ruim, mas muitas vezes diminui o impacto que uma produção poderia causar em seu espectador.

É um pouco do que acontece em Gigantes de Aço. O filme é bastante divertido, com uma fotografia linda, boas atuações, mas sua história é bastante previsível, o que estraga um pouco o entretenimento. Claro que no conjunto da obra, isso pouco importa, a produção consegue ser muito agradável, mas a falta de surpresas pode decepcionar.

Hugj Jackman consegue domar bem o seu personagem e até mesmo os robôs que são o foco da história, mas é o garoto Dakota Goyo, com toda a sua desenvoltura, que rouba a cena. O menino vai muito bem, e consegue dosar os sentimentos do filme. É engraçado na medida certa, emocional quando necessário, sem exageros.

A parte visual do filme é um destaque à parte. Paisagens maravilhosas, fotografia muitíssimo bem explorada, com belas tomadas de luz e sombra. E belos efeitos visuais. Os robôs funcionam bem, e também interagem de maneira bastante convincente com os seres humanos. Não são apenas um complemento, mas trabalhando também no desenvolvimento da trama.

O filme é um drama futurista envolvendo luta de robôs. Em 2020, o boxe praticado entre humanos foi proibido e robôs humanóides agora dominam o esporte. Charlie (Hugh Jackman) e Max (Dakota Goyo), pai e filho, se unem para treinar um campeão na categoria.


Uma produção bastante agradável, com boas doses de ação, humor e sentimento. O elenco faz toda a diferença, e apesar dos excelentes efeitos especiais, e belos robôs, são os personagens reais que agregam mais valor à trama. A parte visual é espetacular. Belíssimas paisagens e locações. Por se tratar de um filme futurista, a história não se compromete mostrando cidades com carros voadores. A maior parte do tempo toda a ação se passa no campo. Isso também torna tudo mais interessante, como se no futuro, as pessoas passassem a se preocupar ainda mais com a natureza, dando mais lugar a ela. Alguns detalhes já foram vistos em outras produções, mas no geral não afeta a qualidade geral. Um filme bem divertido, que garante bom entretenimento para toda a família.
FICHA TÉCNICA

Diretor: Shawn Levy
Elenco: Hugh Jackman, Dakota Goyo, Evangeline Lilly, Anthony Mackie, Kevin Durand, Hope Davis, James Rebhorn, Marco Ruggeri, Karl Yune, Olga Fonda.
Produção: Shawn Levy, Susan Montford, Don Murphy, Robert Zemeckis
Roteiro: Richard Matheson, John Gatins, Dan Gilroy, Jeremy Leven
Fotografia: Mauro Fiore
Trilha Sonora: Danny Elfman
Duração: 129 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Disney
Estúdio: Angry Films / DreamWorks SKG / ImageMovers / Touchstone Pictures / 21 Laps Entertainment / Reliance Entertainment
Classificação: 10 anos

segunda-feira, 9 de março de 2009

E o Oscar vai para....


Acho que um bom jeito de começar, é falando um pouco sobre o Oscar. Devo confessar que há muito tempo não me empolgava com o evento. A coisa era meio morosa, sonolenta, sem muitas surpresas, e em dias difíceis de ficar até o fim. Dessa vez a apresentação caiu em um ótimo fim de semana, no meio do carnaval, o que possibilitou assistir tudinho, sem ficar com a consciência pesada de não ter que acordar cedo no dia seguinte.

A construção do palco foi muito feliz. A idéia de se criar um ambiente parecido ao de uma câmera fotográfica ou câmera de vídeo (pela entrevista dos produtores, a idéia era mesmo a de câmera fotográfica) e levar o público pra dentro da ação, foi sensacional.

Mudar o estilo de apresentador modelão comediante também foi um sucesso. Devo confessar que a escolha de Hugh Jackman não havia agradado, mas me enganei completamente. Jackman foi muito bom como showman e merece continuar apresentando o evento.

A seleção de filmes também foi bastante interessante (devo falar mais sobre isso em outros posts). Apesar de algumas ressalvas, supervalorizadas, as premiações acabaram equilibradas (ok, nem tanto, se considerarmos os 8 prêmios para Quem quer ser um milionário).

Tudo foi muito dinâmico, sem apelações aos musicais sem fim, piadas americanas sem graça (sempre tem uma...), discursos intermináveis, lições políticas, enfim, enrolações das mais diversas.

A única ressalva talvez tenha ficado para os apresentadores/dubladores/comentaristas brasileiros. Nada contra Rubens Ewald Filho ou a trupe de conhecedores de cinema que geralmente é escolhida (até Arnaldo Jabor), mas tá na hora de mudar. Traduzir nomes, "sumir" no meio de uma tradução, demonstrar tesão nenhum, deu uma esfriada na coisa toda.

Não que eu quisesse fogos de artifício em cada escolha ou um camarada estilo "Uhuuuuhhhh... o Oscar vai para um cara maneiro......" mas as insinuações de "surpresa" ficaram muito ruins. E alguns comentários foram péssimos, como a da escolha de O Cavaleiro das Trevas, para Melhor Edição de Som, em que Rubens disse que "tudo bem, afinal também é um excelente filme", mas num tom que parecia ter perdido a aposta do bolão.

Pra concluir, o evento foi espetacular. Claro que sempre acontecem falhas, mas creio ter sido uma cerimônia como não se via há muito tempo.