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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Edwin Boyd - A Lenda do Crime

Edwin Boyd - A Lenda do Crime, não chega a ser um filme surpreendente. Na verdade, ele não apresenta nada fora do usual. É a velha fórmula de transformar o vilão em herói, e fazer o espectador torcer por ele. Funciona? Claro que sim. E nesse caso também. Por isso mesmo, o filme apresenta elementos agradáveis, que atingem quem o assiste e até permite uma interação, daquelas que faz a pessoa pensar o que ela faria se estivesse na mesma situação.

É interessante por fazer essa troca. Mas apela mas algumas situações que já são lugar comum em muitas outras produções existentes. É o fato de transformar o vilão em herói, ou transformar um pai de família, trabalhador, em vilão, e a partir daí usar as questões familiares e de amizade para dar sequência à trama.

O elenco, com nomes como os de Scott Speedman, Kelly Reilly, Kevin Durand, Joseph Cross e William Mapother, é que seguram a história. Estilizado como uma história dos anos 40, o filme tem um visual antigo funcional, mas não exagera no aspecto de efeitos ou fotografias. Seu problema, nesse caso, é mesmo seu roteiro fraco. E a tradução, que o coloca como uma lenda do crime (fala a verdade, antes de ver esse filme ou ler esse post você nem imaginava quem era Edwin Boyd, não é mesmo?).

Baseado em fatos reais, o filme conta a história de Edwin Boyd, um ladrão de bancos que virou lenda nos Estados Unidos depois de uma sequência de assaltos, prisões e fugas da cadeia. Mas Edwin não era um ladrão qualquer. Charmoso, ele ganhou fama ao se destacar no mundo do crime, além de escolher uma vida cheia de perigos.

De verdade, essa sinopse não retrata fielmente o filme. Era uma outra época. As prisões não eram tão bem controladas, o camarada serrava as grades de várias celas sem ser percebido. Então, essas fugas nem eram tão espetaculares assim e, em todo contato que Boyd teve com a polícia, acabou levando a pior, sem nem pensar em fugir.

Acima de tudo, é um filme que trata relações familiares e de amizade, e as decisões tomadas a partir de acontecimentos inusitados em nossas vidas. Tem toda uma lição de moral (e de vida) que funciona, ao envolver o espectador na trama, fazendo com que ele reflita sobre os rumos a se seguir. É uma produção interessante, que se segura na atuação de seu bom elenco, mas que não apela para cenas de ação, perseguição ou tiroteio que fariam parte de qualquer outro filme do mesmo estilo. Boa pedida para quem procura um filme mais cabeça, sem necessariamente se importar com o roteiro mais fraco.

FICHA TÉCNICA

Drama/Policial - 14 ANOS | (Citizen Gangster) Canadá, 2011. Direção: Nathan Morlando. Elenco: Scott Speedman, Kelly Reilly, Kevin Durand, Joseph Cross, William Mapother, Brendan Fletcher, Brian Cox. Duração: 105 min.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Gigantes de Aço


Hoje em dia é bastante difícil você encontrar uma produção completamente inovadora. Sempre haverá algum elemento repetido, algum detalhe que você já viu em outro filme, em outra história. São os famosos clichês. Claro que isso não significa que o filme seja ruim, mas muitas vezes diminui o impacto que uma produção poderia causar em seu espectador.

É um pouco do que acontece em Gigantes de Aço. O filme é bastante divertido, com uma fotografia linda, boas atuações, mas sua história é bastante previsível, o que estraga um pouco o entretenimento. Claro que no conjunto da obra, isso pouco importa, a produção consegue ser muito agradável, mas a falta de surpresas pode decepcionar.

Hugj Jackman consegue domar bem o seu personagem e até mesmo os robôs que são o foco da história, mas é o garoto Dakota Goyo, com toda a sua desenvoltura, que rouba a cena. O menino vai muito bem, e consegue dosar os sentimentos do filme. É engraçado na medida certa, emocional quando necessário, sem exageros.

A parte visual do filme é um destaque à parte. Paisagens maravilhosas, fotografia muitíssimo bem explorada, com belas tomadas de luz e sombra. E belos efeitos visuais. Os robôs funcionam bem, e também interagem de maneira bastante convincente com os seres humanos. Não são apenas um complemento, mas trabalhando também no desenvolvimento da trama.

O filme é um drama futurista envolvendo luta de robôs. Em 2020, o boxe praticado entre humanos foi proibido e robôs humanóides agora dominam o esporte. Charlie (Hugh Jackman) e Max (Dakota Goyo), pai e filho, se unem para treinar um campeão na categoria.


Uma produção bastante agradável, com boas doses de ação, humor e sentimento. O elenco faz toda a diferença, e apesar dos excelentes efeitos especiais, e belos robôs, são os personagens reais que agregam mais valor à trama. A parte visual é espetacular. Belíssimas paisagens e locações. Por se tratar de um filme futurista, a história não se compromete mostrando cidades com carros voadores. A maior parte do tempo toda a ação se passa no campo. Isso também torna tudo mais interessante, como se no futuro, as pessoas passassem a se preocupar ainda mais com a natureza, dando mais lugar a ela. Alguns detalhes já foram vistos em outras produções, mas no geral não afeta a qualidade geral. Um filme bem divertido, que garante bom entretenimento para toda a família.
FICHA TÉCNICA

Diretor: Shawn Levy
Elenco: Hugh Jackman, Dakota Goyo, Evangeline Lilly, Anthony Mackie, Kevin Durand, Hope Davis, James Rebhorn, Marco Ruggeri, Karl Yune, Olga Fonda.
Produção: Shawn Levy, Susan Montford, Don Murphy, Robert Zemeckis
Roteiro: Richard Matheson, John Gatins, Dan Gilroy, Jeremy Leven
Fotografia: Mauro Fiore
Trilha Sonora: Danny Elfman
Duração: 129 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Disney
Estúdio: Angry Films / DreamWorks SKG / ImageMovers / Touchstone Pictures / 21 Laps Entertainment / Reliance Entertainment
Classificação: 10 anos