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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Roubo nas Alturas


Finalmente um filme que acerta em cheio e garante boa diversão e bom entretenimento aos seus espectadores. E melhor, com Eddie Murphy em uma atuação que lembra muito os seus papeis antigos, e Ben Stiller, que também vai bem e não consegue estragar o filme com seu jeitão já manjado.

Nesse ponto, o elenco vai muito bem, e conta ainda com os excelentes Alan Alda, Matthew Broderick, Casey Affleck e Téa Leoni. Todos agregam valor positivo à trama.

Tudo é muito bonito, a fotografia do filme é muito bem aproveitada para dar ainda mais pompa ao edifício chique que é pano de fundo da história. E é aí que o filme garante sua dose extra de diversão. Sua história é muito boa. Seu roteiro é bem entrelaçado, divertido e inteligente. E não somente uma comédia com um monte de absurdos agrupados somente com o propósito de fazer alguma graça.

O filme é inteligente, e envolve o espectador. Seu humor é de primeiríssima linha, e seu conteúdo é exatamente o que se espera em um filme de comédia, que arrisca no campo da ação, do estilo polícia e ladrão, do roteiro que valoriza a história e que, somado às boas atuações de seu elenco, tem tudo para acertar em cheio na fórmula.

Em alguns momentos, o filme me lembrou As Aventuras de Dick e Jane. Não pela história, mas pela inteligência na história, e na perspicácia do seu humor.

No filme, Josh Kovacs (Ben Stiller) gerencia um condomínio residencial de alto padrão em Nova York, por mais de uma década. De repente, um dos inquilinos, Arthur Shaw (Alan Alda) é preso pelo FBI por fraude. Josh pensa se tratar de um engano, mas logo descobre que a aposentadoria de todos os funcionários do condomínio foi desviada por Arthur. Após um dos trabalhadores tentar cometer suicídio, Josh toma uma decisão: roubar o apartamento de Arthur, na luxuosa cobertura do prédio, e encontrar os US$ 20 milhões desviados. Porém, ele percebe que vai precisar da ajuda de alguém que realmente entenda do assunto (Eddie Murphy). Apesar de serem amadores, estes ladrões principiantes conhecem o prédio melhor do que ninguém. Afinal, eles vinham observando o lugar durante anos, apenas não sabiam disso.

Um filme fora de série. Com um elenco em ótima forma. Eddie Murphy lembrando o grande Eddie Murphy de produções mais antigas, Ben Stiller em um grande momento, Matthew Broderick em um papel que tem muito a sua cara. A fotografia do filme é um dos destaques, mas é na história que o filme garante a diversão e o entretenimento na medida certa. Consegue divertir e fazer seu espectador ficar ligadão na trama do começo ao fim. Ótimas doses de humor, ótimas doses de ação, ótimo filme. Para assistir e repetir. Satisfação garantida e bom divertimento para toda a família.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Brett Ratner
Elenco: Ben Stiller, Eddie Murphy, Matthew Broderick, Casey Affleck, Téa Leoni, Michael Peña, Gabourey Sidibe, Alan Alda, Nina Arianda, Michael Peña
Produção: Brian Grazer, Eddie Murphy
Roteiro: Ted Griffin, Jeff Nathanson
Fotografia: Dante Spinotti
Trilha Sonora: Christophe Beck
Duração: 110 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Universal Pictures
Estúdio: Universal Pictures / Relativity Media
Classificação: 10 anos

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Um Natal Iluminado



Esse é um dos filmes mais novos a entrar no circuito de comemorações de Natal. E, mesmo assim, não é sempre que faz parte da seleção natalina. Talvez pela disputa entre vizinhos que acaba imperando por quase todo o filme. Mesmo assim, é uma excelente pedida para a época.

Mais do que isso, ver em ação Danny DeVito e Matthew Broderick, já compensa o valor da locação ou da mensalidade da TV a cabo. Os dois, e somente eles, seguram a trama do começo ao fim. Danny DeVito é o falastrão de sempre. Seu jeito para comédias é incomparável. Sou grande fã desse baixinho esquisito.

A história é como qualquer outra de Natal, tem uma mensagem família de fundo e vários símbolos das comemorações americanas. Mas além disso, existe a concorrência entre vizinhos, que deixa qualquer clichê de lado, dando destaque às maluquices criadas por esses dois atores fantásticos.

O filme trata a chegada dos festejos natalinos, quando o recém-chegado na pequena cidade de Cloverdale, Buddy Hall (Danny DeVito), resolve caprichar na decoração de sua casa. A quantidade de luzes usadas fará com que sua residência seja vista do espaço. Pelo menos é essa a idéia. Seu vizinho, Steve Finch (Matthew Broderick), sempre foi conhecido como o "Sr. Natal" e vê seu posto ser ameaçado pela obsessão de Hall. Finch passa a perseguir seu novo vizinho, tentando destruir a decoração que virou atração na cidade. Essa briga levará ambos a enfrentarem grandes confusões e frustrações familiares.

Novamente, nada de invenções visuais (exceto pelas luzes dos enfeites usados na briga dos dois vizinhos), ou efeitos especiais fora de série. Uma produção que se segura em uma história de Natal mais absurda, e pela atuação de dois monstros do cinema. Um filme para toda a família, que garante boas risadas e uma mensagem de muito valor. Excelente pedida e que não pode faltar na lista de filmes de Natal de ninguém.

FICHA TÉCNICA
Diretor: John Whitesell
Elenco: Danny DeVito, Matthew Broderick, Kristin Davis. Kristin Chenoweth. Alia Shawkat, Sabrina Aldridge, Kelly Aldridge.
Produção: Michael Costigan
Roteiro: Matt Corman, Chris Ord, Don Rhymer
Fotografia: Mark Irwin
Trilha Sonora: George S. Clinton
Duração: 94 min.
Ano: 2006
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: New Regency Pictures
Classificação: Livre

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Pra endoidar de tanta curtição



Pra fechar o ano, um clássico, ou se preferir, um cult. A discussão sobre essa definição aqui, pode ser grande ou não, mas o fato é que Curtindo a Vida Adoidado consegue ser um clássico e um cult, e nem por isso deixa de ser impressionante e incrível.

Já assisti o filme inúmeras vezes, e nunca canso. A trama continua atual. O lado cômico permanece engraçado. Os personagens se transformaram em ícones. E o filme merece um lugar de destaque na coleção de qualquer adorador de cinema e vídeo.

No filma, Ferris Bueller (Broderick) é um garoto esperto e cheio de truques que decidiu tirar um dia de folga. Ele, a namorada e um amigo inventam muitas mentiras para não irem à escola e saem pelas ruas de Chicago com a Ferrari do pai de Cameron (Alan Ruck). Juntos, aproveitam ao máximo o dia livre enquanto o diretor da escola e a irmã invejosa de Ferris estão atrás deles.

O elenco é uma qualidade à parte. Matthew Broderick, Alan Ruck, Mia Sara, Charlie Sheen, e Jeffrey Jones (este último, hilário) juntos, encantam de tão bons. São atuações leves, divertidas, com diálogos bem construídos. O filme é praticamente inteiramente construído sobre os seus personagens, ou seja, não tem efeitos especiais, jogo de câmeras ou excessos que dividam a atenção. Não sei se hoje o cinema é capaz de criar um filme com a mesma força, só contando com a competência do seu elenco.

Fantástico é só uma das palavras que podem defini-lo. O tempo de narração quase não permite piscar. E se você parar pra avaliar friamente, perceberá que o filme é tão simples, mas ao mesmo tempo tão inteligente, que quando acaba, sente vontade de assistir mais uma vez, e outra, e outra.

Uma excelente produção. Humor e aventura na medida certa. Pra assistir com a família ou sozinho, sempre que tiver uma oportunidade. Um filme que realmente justifica a razão de ter se tornado um marco na história do cinema.

FICHA TÉCNICA
Diretor: John Hughes
Elenco: Matthew Broderick, Alan Ruck, Mia Sara, Charlie Sheen, Jeffrey Jones.
Produção: John Hughes, Tom Jacobson
Roteiro: John Hughes
Fotografia: Tak Fujimoto
Trilha Sonora: Arthur Baker, Ira Newborn, John Robie, Yello
Duração: 103 min.
Ano: 1986
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Paramount Pictures
Classificação: Livre