sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Férias
'Brasil terá dois filmes para torcer no Oscar', diz roteirista paulista de filme argentino
Brasil e Argentina terão de colocar a velha rivalidade de lado quando as cinco vagas de melhor filme estrangeiro ao Oscar forem anunciadas, em 10 de janeiro. Afinal, "Infância Clandestina", longa escolhido para representar os portenhos na briga por um lugar na lista final da Academia, é uma co-produção com Brasil e Espanha.
"O Brasil terá dois filmes para torcer no Oscar", brinca o roteirista paulista Marcelo Muller, que trabalhou com o diretor argentino Benjamín Ávila e apresentou o longa em Cannes, em uma sessão bastante aplaudida na Quinzena dos Realizadores.
"São dois filmes bem diferentes [em comparação com 'O Palhaço'], então acho que estamos somando. Há muitos brasileiros trabalhando em 'Infância Clandestina'", exalta Muller. O longa, além de técnicos do Brasil, tem a participação da atriz paraibana Mayana Neiva.
| Divulgação | ||
| Cena de "Infância Clandestina", de Benjamin Ávila |
O longa faz parte da seleção do Festival do Rio e será exibido no dia 7 de outubro, às 19h15, no Cine Odeon. Por coincidência, o maior rival no anúncio da manhã desta sexta-feira (28), em Buenos Aires, também está no evento carioca. "O Último Elvis", de Armando Bo, superou até o prestígio de Pablo Trapero e de seu "Elefante Branco" e ficou atrás de "Infância Clandestina" por um voto apenas.
"Tenho uma admiração enorme pelo cinema argentino e um respeito enorme pelos diretores que estavam concorrendo. Mas estou muito feliz com a indicação de hoje", fala o roteirista, que não sabe bem as chances reais do longa conquistar a vaga.
"Não faço ideia, mas nosso produtor, Luiz Puenzo, diz que há elementos interessantes em comum com outros filmes indicados previamente. É uma história com crianças em situações extremas, preocupada com o público e com a narrativa", explica sobre a trama de um menino de 12 anos que precisa lidar com as mudanças de vida por causa do pais, guerrilheiros esquerdistas perseguidos pelos militares argentinos.
A teoria do produtor não pode ser descartada. A trama apresenta semelhanças com a de "A História Oficial", do próprio Puenzo, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1986 --foi a primeira vez que o cinema latino levou o prêmio em Hollywood.
"Infância Clandestina", coproduzido pela brasileira Academia de Filmes, as argentinas Historias Cinematográficas e Habitación 1520, e a espanhola Antartida, deve estrear no país em janeiro, distribuido pela Imovision.
Por Rodrigo Salem, em 28/09/2012, no link http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1161176-brasil-tera-dois-filmes-para-torcer-no-oscar-diz-roteirista-paulista-de-filme-argentino.shtml
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
A Era do Gelo 4
Realmente, as animações são o tipo de produção mais surpreendente dos últimos tempos. Não somente na questão da qualidade, mas também por seus roteiros inovadores e extremamente inteligentes. Não é diferente do que acontece em A Era do Gelo 4. O filme se distancia um pouco do primeiro longa da série, mas consegue se reinventar com uma história agradável e muito divertida.
A qualidade técnica da animação é surpreendente. Não chega a imitar a realidade com maestria, como acontece em algumas outras produções, mas faz o suficiente para encher os olhos do espectador com muito movimento e muitas cores.
Novamente, a turma de personagens enriquece a trama e consegue acertar em cada detalhe. Muitas passagens engraçadas, um roteiro com começo, meio e fim, e novas inclusões que funcionam. Na verdade, sou meio contra continuações com adição de novos personagens. Mesmo em A Era do Gelo 2, e 3, os novos personagens parecem ter tirado um pouco da graça da história. Mas isso segue por um caminho muito diferente nesse quarto capítulo. Os novos personagens enriquecem a trama por igual e conseguem fazer cada passagem mais engraçada que a anterior.
O novo longa da turminha gelada traz o tema do efeito estufa e o degelo como pano de fundo para ilustrar uma série de acontecimentos. O faminto esquilo Scrat provoca a separação dos continentes devido sua fixação por noz, que insiste em se afastar dele, tornando-se quase uma maldição. Agora, os amigos Manny, Diego e Sid estão à deriva em alto-mar e usando icebergs como embarcações. Enquanto isso, Sid reencontra sua mal-humorada avó e deve lutar contra terríveis piratas, determinados a impedir que o grupo encontre o caminho de casa.
Uma produção para toda a família. Divertida na medida certa, com muitas passagens capazes de arrancar boas risadas, com boa técnica, bons efeitos, boa trilha, e personagens que dão muito valor à trama. Esse quarto epísódio de A Era do Gelo mostra que a série ainda não se esgotou, e que ainda pode fazer muito sucesso. Acerta em cheio com os novos personagens e consegue deixar o espectador com gostinho de quero mais. Com essas, deixa a pergunta, será que uma continuação demora a sair? Vamos torcer para que isso não aconteça.
A qualidade técnica da animação é surpreendente. Não chega a imitar a realidade com maestria, como acontece em algumas outras produções, mas faz o suficiente para encher os olhos do espectador com muito movimento e muitas cores.
Novamente, a turma de personagens enriquece a trama e consegue acertar em cada detalhe. Muitas passagens engraçadas, um roteiro com começo, meio e fim, e novas inclusões que funcionam. Na verdade, sou meio contra continuações com adição de novos personagens. Mesmo em A Era do Gelo 2, e 3, os novos personagens parecem ter tirado um pouco da graça da história. Mas isso segue por um caminho muito diferente nesse quarto capítulo. Os novos personagens enriquecem a trama por igual e conseguem fazer cada passagem mais engraçada que a anterior.
O novo longa da turminha gelada traz o tema do efeito estufa e o degelo como pano de fundo para ilustrar uma série de acontecimentos. O faminto esquilo Scrat provoca a separação dos continentes devido sua fixação por noz, que insiste em se afastar dele, tornando-se quase uma maldição. Agora, os amigos Manny, Diego e Sid estão à deriva em alto-mar e usando icebergs como embarcações. Enquanto isso, Sid reencontra sua mal-humorada avó e deve lutar contra terríveis piratas, determinados a impedir que o grupo encontre o caminho de casa.
Uma produção para toda a família. Divertida na medida certa, com muitas passagens capazes de arrancar boas risadas, com boa técnica, bons efeitos, boa trilha, e personagens que dão muito valor à trama. Esse quarto epísódio de A Era do Gelo mostra que a série ainda não se esgotou, e que ainda pode fazer muito sucesso. Acerta em cheio com os novos personagens e consegue deixar o espectador com gostinho de quero mais. Com essas, deixa a pergunta, será que uma continuação demora a sair? Vamos torcer para que isso não aconteça.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Steve Martino, Mike Thurmeier
Elenco:
Produção: Lori Forte, John C. Donkin
Roteiro: Michael Berg, Jason Fuchs, Mike Reiss
Trilha Sonora: John Powell
Duração: 100 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Blue Sky Studios
Classificação: Livre
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Quanto mais idiota melhor 2
Mike Myers e Dana Carvey estrelam a continuação do filme baseado no quadro que os dois comandavam do sitcom Saturday Night Live nos idos anos de 1990. A princípio, pode parecer uma surpresa, produzir um filme somente por causa de um quadro em um programa de humor, mas o programa é famoso por dar espaço aos grandes comediantes que surgem para a TV e o cinema e, principalmente, apostar em um trecho do programa que fazia bastante sucesso à época.
Seria a segunda grande aparição de Myers nas telonas. Quanto a Carvey, seguiu por um caminho menos estrelado, com ponta em filmes menores. Até aí, nenhuma novidade. Mas o que o filme tem de tão especial, que inclusive o fez merecer essa continuação? Na verdade, nada. É o tipo de produção que visa exclusivamente o público americano, com seu humor mais regional. Isso não faz com que o filme seja um total fracasso, muito pelo contrário. Seu jeito impessoal, que não se prende a um roteiro tradicional, tende a ser interessante, e cumpre bem o seu papel de entreter o espectador. Vale algumas risadas, pelos momentos constrangedores, e no geral, se firma como um bom filme para a TV.
Não há nada de especial no filme. Nada de efeitos mirabolantes, cenas de ação, e nem comédia de primeira, mas o filme aposta em um elenco bastante rico, com nomes conhecidos e no diferente. O jeito descontraído e abobalhado de Myers e Carvey é que fazem toda a diferença. Não faz o filme ser especial, mas diferente o suficiente para se tornar agradável.
No filme, os headbangers favoritos do cinema estão de volta. Em Quanto Mais Idiota 2, Wayne Campbell (Mike Myers) e Garth Algar (Dana Carvey) conseguem finalmente sair da casa dos pais depois do sucesso conseguido com seu programa de TV. No entanto, a dupla ainda não sabe o que fazer da vida. Cassandra (Tia Carrere), namorada de Wayne, consegue finalmente ser uma estrela do rock graças ao seu empresário, Bobby Cohn (Christopher Walker). Mas Garth desconfia que há algo mais na relação entre os dois. Enquanto isso, Wayne vê Jim Morrison (Michael A. Nickles) em seus sonhos. O espírito do ex-líder do The Doors dá a idéia de que seja organizado um grande festival de rock, o Waynestock, com a participação de grandes bandas, entre elas o Aerosmith. Mas não é só Wayne que se dá bem: Garth se livra do estigma da virgindade e dorme com ninguém menos do que Honey Hornee, vivida por Kim Basinger.
Uma produção interessante, que aposta em um sucesso da TV para explorar nas telonas. Não se trata de uma grande comédia. Seu humor americanizado não é tão engraçado, no entanto, consegue ser mais agradável, e até melhor do que algumas comédias da atualidade. Com um elenco de peso, aposta no diferencial da atuação de seus dois protagonistas. Não é um filme extraordinário, mas consegue fazer o suficiente para não se tornar decepcionante e agradar o seu espectador. Não espere um filme super engraçado, ou fora de série, mas como passatempo vale o investimento. Melhor ainda se estiver passando na TV.
Seria a segunda grande aparição de Myers nas telonas. Quanto a Carvey, seguiu por um caminho menos estrelado, com ponta em filmes menores. Até aí, nenhuma novidade. Mas o que o filme tem de tão especial, que inclusive o fez merecer essa continuação? Na verdade, nada. É o tipo de produção que visa exclusivamente o público americano, com seu humor mais regional. Isso não faz com que o filme seja um total fracasso, muito pelo contrário. Seu jeito impessoal, que não se prende a um roteiro tradicional, tende a ser interessante, e cumpre bem o seu papel de entreter o espectador. Vale algumas risadas, pelos momentos constrangedores, e no geral, se firma como um bom filme para a TV.
Não há nada de especial no filme. Nada de efeitos mirabolantes, cenas de ação, e nem comédia de primeira, mas o filme aposta em um elenco bastante rico, com nomes conhecidos e no diferente. O jeito descontraído e abobalhado de Myers e Carvey é que fazem toda a diferença. Não faz o filme ser especial, mas diferente o suficiente para se tornar agradável.
No filme, os headbangers favoritos do cinema estão de volta. Em Quanto Mais Idiota 2, Wayne Campbell (Mike Myers) e Garth Algar (Dana Carvey) conseguem finalmente sair da casa dos pais depois do sucesso conseguido com seu programa de TV. No entanto, a dupla ainda não sabe o que fazer da vida. Cassandra (Tia Carrere), namorada de Wayne, consegue finalmente ser uma estrela do rock graças ao seu empresário, Bobby Cohn (Christopher Walker). Mas Garth desconfia que há algo mais na relação entre os dois. Enquanto isso, Wayne vê Jim Morrison (Michael A. Nickles) em seus sonhos. O espírito do ex-líder do The Doors dá a idéia de que seja organizado um grande festival de rock, o Waynestock, com a participação de grandes bandas, entre elas o Aerosmith. Mas não é só Wayne que se dá bem: Garth se livra do estigma da virgindade e dorme com ninguém menos do que Honey Hornee, vivida por Kim Basinger.
Uma produção interessante, que aposta em um sucesso da TV para explorar nas telonas. Não se trata de uma grande comédia. Seu humor americanizado não é tão engraçado, no entanto, consegue ser mais agradável, e até melhor do que algumas comédias da atualidade. Com um elenco de peso, aposta no diferencial da atuação de seus dois protagonistas. Não é um filme extraordinário, mas consegue fazer o suficiente para não se tornar decepcionante e agradar o seu espectador. Não espere um filme super engraçado, ou fora de série, mas como passatempo vale o investimento. Melhor ainda se estiver passando na TV.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Stephen Surjik
Elenco: Mike Myers, Dana Carvey, Tia Carrere, Olivia D'Abo, Christopher Walken, Kevin Pollak, Drew Barrymore, Kim Basinger, Charlton Heston.
Produção: Leonard Michaels, Lorne Michaels
Roteiro: Mike Myers, Bonnie Turner, Terry Turner
Fotografia: Francis Kenny
Trilha Sonora: Carter Burwell
Duração: 95 min.
Ano: 1993
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Fúria de Titãs 2
A refilmagem do divertido e envolvente Fúria de Titãs já não tinha servido para muita coisa. Sua continuação, serve para prolongar esse sofrimento e, assim como seu antecessor, investe em uma bagunça de elementos, que no final nada significam, e que não agregam nada à trama ou ao que pode ser oferecido como entretenimento a qualquer espectador.
Ok, o filme tem efeitos especiais... e paramos por aí. Não existe empenho para transformar a história em algo agradável. A ritmo acelerado, com a edição super recortada, deixa lacunas na história, e confunde o tempo todo. Parece que o tempo vai e vem, quando na verdade, isso não acontece.
Sam Worthington lidera a ação, mas é impessoal, não consegue dar valor ao personagem, e parece desligado, sem tesão. O elenco conta ainda com nomes como o de Liam Neeson, Ralph Fiennes, Bill Nighy, Rosamund Pike, Édgar Ramírez, Danny Huston, Toby Kebbell e Lily James, mas mesmo os mais vibrantes, ficam longe de boas atuações, e também decepcionam.
Cenas de luta? O filme tem várias. Mas começam do nada e terminam do nada. Parece mesmo que a ideia do roteirista e dos produtores foi a de confundir os espectadores. E a história segue esse ritmo também, que na verdade é alucinante, acelerado, mas que pouco importa, e ao invés de atrair a atenção, acaba afastando e confundindo ainda mais.
O filme conta que uma década depois de derrotar o monstro Kraken, o heróico Perseu (Sam Worthington) tenta levar uma vida calma como pescador e criar sozinho o filho Helius. Quando Hades decide aliar-se a Ares (Edgar Ramírez) e fazer um acordo com Cronos, Perseu tem de deixar de lado as suas pretensões e voltar a participar na luta dos deuses.
Vilões, bandidos, cenas de luta, seres mitológicos, grandes efeitos especiais, nomes consagrados do cinema, tudo isso foi jogado em um grande balde e misturado, temperados com um roteiro fraco, sem entusiasmo e com uma sequência bastante duvidosa, com uma narrativa acelerada e desconjuntada, que pouco agregam à trama. Um grande emaranhado de cores e informações, com pouco significado e pouquíssima dose de entretenimento. Se você curte ação, existem opções muito melhores. Se você acha que a decepcionante primeira parte merece uma segunda chance, encare por sua conta e risco. O cinema não precisa de continuações sem sentido, só pela satisfação de existirem (para seus criadores). Se puder, fique longe e evite ao máximo.
Ok, o filme tem efeitos especiais... e paramos por aí. Não existe empenho para transformar a história em algo agradável. A ritmo acelerado, com a edição super recortada, deixa lacunas na história, e confunde o tempo todo. Parece que o tempo vai e vem, quando na verdade, isso não acontece.
Sam Worthington lidera a ação, mas é impessoal, não consegue dar valor ao personagem, e parece desligado, sem tesão. O elenco conta ainda com nomes como o de Liam Neeson, Ralph Fiennes, Bill Nighy, Rosamund Pike, Édgar Ramírez, Danny Huston, Toby Kebbell e Lily James, mas mesmo os mais vibrantes, ficam longe de boas atuações, e também decepcionam.
Cenas de luta? O filme tem várias. Mas começam do nada e terminam do nada. Parece mesmo que a ideia do roteirista e dos produtores foi a de confundir os espectadores. E a história segue esse ritmo também, que na verdade é alucinante, acelerado, mas que pouco importa, e ao invés de atrair a atenção, acaba afastando e confundindo ainda mais.
O filme conta que uma década depois de derrotar o monstro Kraken, o heróico Perseu (Sam Worthington) tenta levar uma vida calma como pescador e criar sozinho o filho Helius. Quando Hades decide aliar-se a Ares (Edgar Ramírez) e fazer um acordo com Cronos, Perseu tem de deixar de lado as suas pretensões e voltar a participar na luta dos deuses.
Vilões, bandidos, cenas de luta, seres mitológicos, grandes efeitos especiais, nomes consagrados do cinema, tudo isso foi jogado em um grande balde e misturado, temperados com um roteiro fraco, sem entusiasmo e com uma sequência bastante duvidosa, com uma narrativa acelerada e desconjuntada, que pouco agregam à trama. Um grande emaranhado de cores e informações, com pouco significado e pouquíssima dose de entretenimento. Se você curte ação, existem opções muito melhores. Se você acha que a decepcionante primeira parte merece uma segunda chance, encare por sua conta e risco. O cinema não precisa de continuações sem sentido, só pela satisfação de existirem (para seus criadores). Se puder, fique longe e evite ao máximo.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Jonathan Liebesman
Elenco: Liam Neeson, Ralph Fiennes, Sam Worthington, Bill Nighy, Rosamund Pike, Édgar Ramírez, Danny Huston, Toby Kebbell, Lily James
Produção: Basil Iwanyk, Polly Johnsen
Roteiro: Dan Mazeau, David Johnson, Steven Knight
Fotografia: Ben Davis
Trilha Sonora: Javier Navarrete
Duração: 99 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Legendary Pictures / Warner Bros. Pictures
Classificação: 12 anos
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012
"Game of Thrones" e "Two And A Half Men" ganham prêmios Creative Arts Emmys
"Game of Thrones" ganha o prêmio de melhor figurino no Creative Arts
Emmys
As séries "Game of Thrones" e "Two And A Half Men" ganharam prêmios no Creative Arts Emmys, cerimônia dedicada aos talentos mais técnicos da TV. As informações são do site Hollywood Reporter.
A cerimônia também entregou prêmios a apresentadores e atores convidados em programas de TV e séries. A edição deste ano foi produzida por Spike Jones Jr.
A série "Homeland" ganhou o primeiro Emmy da noite por melhor elenco em uma série dramática.
Em uma vitória inesperada, a atriz Kathy Bates, que recentemente revelou que está lutando contra um câncer de mama, ganhou o Emmy de Melhor Atriz Convidada para uma Série de Comédia pelo seu papel como o fantasma de Charlie Harper em "Two And A Half Man".
O ator Jeremy Davies ganhou o prêmio de Melhor Ator Convidado para uma Série de Drama comédia por sua participação em "Justified", batendo nomes como Jason Ritter, Michael J. Fox e Mark Margolis.
"Game of Thrones" ganhou o prêmio de melhor figurino para uma série, a primeira vitória nesta categoria. A série "American Horror Story" levou o Emmy por Penteados de Destaque em uma minissérie ou um filme. "Downton Abbey" ganhou o prêmio da favorita "Mad Men" de Melhores Penteados.
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"Modern Family", "Homeland" e "Game Change" são os grandes vencedores do Emmy 2012
"Homeland" venceu no domingo (23) os Emmys de Melhor Ator e Melhor Atriz de uma Série Dramática, com Damian Lewis e Claire Danes. A série também foi premiada com Melhor Série de Drama e Melhor Roteiro de Série de Drama. "Mad Men", grande promessa da noite que poderia igualar o recorde de "Frasier", que em 1998 somou cinco estatuetas como Melhor Série de Comédia, ficou sem nenhuma prêmio.
"Não sei o quanto essa pessoa vai se importar com o prêmio ou mesmo se ela vai dar importância para isso”, disse nos bastidores aos jornalistas Claire Danes, que está grávida de seu primeiro filho, com o ator Hugh Dancy. “Essa pessoa [a criança] pode não se importar, mas para mim é muito importante".
Quando perguntada sobre “Homeland” ser um programa político, ela disse: "Não considero que seja um programa político. Para mim é mais um suspense psicológico. E não tem esse componente de parcialidade, mas responde ao sentimento geral de ansiedade e indefinição de quem são os inimigos que sentimos hoje em dia".
Outra grande vencedora da noite foi "Modern Family", série que ficou com as estatuetas de Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia (Eric Stonestreet), Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia (Julie Bowen), Melhor Direção de Série de Comédia e Melhor Série de Comédia.
Entre as minisséries e filmes, o destaque ficou com o telefilme "Game Change", vencedor em sua categoria dos prêmios Melhor Roteiro, Melhor Atriz (Julianne Moore), Melhor Direção e Melhor Roteiro.
A cerimônia
A 64ª edição do Emmy Awards, maior prêmio da televisão norte-americana, ocorreu no domingo (23), com transmissão ao vivo no Brasil pelo canal de TV a cabo Warner Channel a partir das 20h, horário de Brasília. A noite teve como anfitrião o comediante e apresentador Jimmy Kimmel.
O primeiro vencedor da noite foi Eric Stonestreet, de “Modern Family”, que levou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia. “Gosto das fotos de peito peludo que vocês andam me mandando”, brincou o comediante, que interpreta um personagem gay no seriado. O segundo vencedor foi o criador de "Louie", Louis C.K., por Melhor Roteiro de Série de Comédia.
Em seguida, Julie Bowen, de "Modern Family", recebeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia, e o diretor de "Modern Family", Steven Levitan, levou o prêmio de Melhor Direção de Série de Comédia. Esse foi seu quarto Emmy por direção.
Jon Cryer, de "Two and a Half Men", mostrou que saiu da sombra de Charlie Sheen e venceu por Melhor Ator de Comédia. Muito emocionada, a atriz Julia Louis-Dreifus, conhecida por "Seinfeld", recebeu depois o prêmio de Melhor Atriz de Comédia por "Veep". Julia chegou a trocar o discurso com a concorrente da mesma categoria Amy Poehler e começar a agradecer em nome da série da colega, "Parks and Recreation".
A equipe de “The Amazing Race” recebeu o prêmio de Melhor Reality Show ou Programa de Competição. O criador de “Uma Família da Pesada” Seth MacFarlane subiu ao palco e errou o lugar do microfone antes de para anunciar o prêmio de Melhor Apresentador de Reality ou Programa de Competição, vencido por Tom Bergeron, de "Dancing With the Stars".
Claire Danes deu depois o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama a Aaron Paul, de “Breaking Bad”. "Obrigado por não terem me matado como meu personagem", ele disse aos criadores durante seu discurso de agradecimento.
O ator Tracy Morgan foi ao palco como voluntário para uma brincadeira. O apresentador Jimmy Kimmel pediu que os telespectadores escrevessem no Twitter que o ator desmaiou durante a cerimônia e que ele deitasse no palco para que as pessoas o vissem ali depois de ver a notícia na rede social. Morgan foi retirado do palco depois do anúncio dos prêmios Melhor Roteiro de Série de Drama, vencido por Alex Gansa, Howard Gordon e Gideon Raff de "Homeland", e Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama, ganhado por Maggie Smith, de "Downton Abbey".
Em outra brincadeira, Jimmy Kimmel então se homenageou com uma música e uma montagem que lembra ele próprio. "Eu vou fazer falta", brincou ao final. Damian Lewis, de “Homeland”, venceu em seguida o prêmio de Melhor Ator de Uma Série de Drama e sua colega Claire Danes também ganhou por Melhor Atriz de Uma Série de Drama.
A atriz de "Game Change" Julianne Moore e o produtor do telefilme Tom Hanks
mostram seus Emmys vencidos nas categorias Melhor Atriz de Minissérie ou Filme e
Melhor Roteiro para Minissérie, Filme ou Especial Dramático
(23/9/12)
Louis C. K. venceu depois o seu segundo Emmy da noite, levando o prêmio de Melhor Roteiro de Série de Comédia. Ele também havia vencido por Melhor Roteiro em Programa Especial de Variedades por "Louis C.K: Live at the Beacon Theatre".
Jon Stewart desabou no chão brincando e se arrastou puxado pelos concorrentes Stephen Colbert e Jimmy Fallon para receber seu prêmio de Melhor Direção de Especial de Variedade, Música ou Comédia, por "The Daily Show With Jon Stewart".
A atriz Jessica Lange, de “American Horror Story”, venceu em seguida por Melhor Atriz Coadjuvante de Minissérie ou Filme. Por Melhor Ator Coadjuvante de Minissérie ou Filme ganhou o ator veterano Tom Berenger por “Hatfields & McCoys”.
A cerimônia trouxe então um memorial do ator Andy Griffith, que morreu em julho. O ator ficou famoso por interpretar o xerife Andy Taylor no “The Andy Griffith Show”.
Danny Strong ganhou pelo telefilme “Game Change” o prêmio de Melhor Roteiro para Minissérie, Filme ou Especial Dramático. "Game Change" venceu outro prêmio em seguida. Julianne Moore, que interpreta a ex-candidata republicana Sarah Palin no longa, venceu por Melhor Atriz de Minissérie ou Filme. "Eu me sinto homenageada porque a Sarah Palin não aprovou a minha interpretação", disse a atriz. O diretor do telefilme, Jay Roach, também ganhou em seguida com Melhor Direção de Minissérie, Filme ou Especial.
Kevin Costner, conhecido por “Dança com Lobos”, ganhou por Melhor Ator de Minissérie ou Filme pelo também faroeste “Hatfields & McCoys”. Tom Hanks, produtor de “Game Change”, recebeu o prêmio de Melhor Roteiro para Minissérie, Filme ou Especial Dramático.
A atriz brasileira, Morena Baccarin subiu junto do elenco para receber um dos grandes prêmios da noite, o de Melhor Série Dramática, vencido por “Homeland”. O vencedor de 5 Emmys, Michael Jay Fox, que se recupera do mal de Parkinson, entregou o prêmio final da cerimônia, o de Melhor Série de Comédia. Ele foi vencido por “Modern Family”, que desbancou concorrentes como “The Big Bang Theory” e “30 Rock”.
Veja a lista dos vencedores do Emmy 2012
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Eric Stonestreet ("Modern Family")
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Julie Bowen ("Modern Family")
MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE DE COMÉDIA
Louis C.K. (“Louie”)
MELHOR DIREÇÃO DE SÉRIE DE COMÉDIA
Steven Levitan (“Modern Family”)
MELHOR ATOR CONVIDADO EM SÉRIE DE COMÉDIA
Jimmy Fallon (“Saturday Night Live”)
MELHOR ATRIZ CONVIDADA EM SÉRIE DE COMÉDIA
Kathy Bates (“Two And A Half Men”)
MELHOR ATOR DE COMÉDIA
Jon Cryer ("Two and a Half Men")
MELHOR ATRIZ DE COMÉDIA
Julia Louis-Dreifus ("Veep")
MELHOR REALITY-SHOW OU PROGRAMA DE COMPETIÇÃO
“The Amazing Race”
MELHOR APRESENTADOR DE REALITY OU PROGRAMA DE COMPETIÇÃO
Tom Bergeron (“Dancing With Stars”)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA
Aaron Paul ("Breaking Bad")
MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE DE DRAMA
Alex Gansa, Howard Gordon e Gideon Raff (“Homeland”)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA
Maggie Smith ("Downton Abbey")
MELHOR DIREÇÃO DE SÉRIE DE DRAMA
Tim Van Patten (“Boardwalk Empire”)
MELHOR ATOR DE SÉRIE DE DRAMA
Damian Lewis (“Homeland”)
MELHOR ATRIZ DE UMA SÉRIE DE DRAMA
Claire Daines ("Homeland")
MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE DE COMÉDIA
Louis C.K. (“Louie”)
MELHOR DIREÇÃO DE ESPECIAL DE VARIEDADE, MÚSICA OU COMÉDIA
Glenn Weiss (“65th Annual Tony Awards”)
MELHOR ROTEIRO PARA ESPECIAL DE VARIEDADE, MÚSICA OU COMÉDIA
"The Daily Show With Jon Stewart"
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE DE MINISSÉRIE OU FILME
Jessica Lange (“American Horror Story”)
MELHOR ATOR COADJUVANTE DE MINISSÉRIE OU FILME
Tom Berenger (“Hatfields & McCoys”)
MELHOR ROTEIRO PARA MINISSÉRIE, FILME OU ESPECIAL DRAMÁTICO
Danny Strong (“Game Change”)
MELHOR ATRIZ DE MINISSÉRIE OU FILME
Julianne Moore (“Game Change”)
MELHOR DIREÇÃO DE MINISSÉRIE, FILME OU ESPECIAL
Jay Roach (“Game Change”)
MELHOR ATOR DE MINISSÉRIE OU FILME
Kevin Costner (“Hatfields & McCoys”)
MELHOR ROTEIRO PARA MINISSÉRIE, FILME OU ESPECIAL DRAMÁTICO
Danny Strong (“Game Change”)
MELHOR SÉRIE DRAMÁTICA
"Homeland"
MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA
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