quarta-feira, 30 de novembro de 2011

As Férias de Mr. Bean



Aproveitando o gancho de filmes toscos do último post, encaixo aqui um vídeo que só não é mais tosco por falta de espaço, e que nem por isso deixa de ser divertido. Na verdade, é isso mesmo que o deixa engraçado, a falta de compromisso com qualquer detalhe sério que seja. Vi algumas opiniões contrárias a filmes de Rowan Atkinson, o Mr. Bean, mas vamos pensar no seguinte, você já chegou em casa depois de trabalhar pra caramba durante o dia todo, tomou porrada no ônibus, bronca do chefe, foi mordido pelo cachorro, e a única coisa que quer é assistir um filme sem conteúdo nenhum, só pelo gosto de dar boas risadas? Pois é esse o caminho de As Férias de Mr. Bean.

Nada faz sentido, e a ideia geral é essa mesmo. O personagem caricato não precisa de muitas explicações nem efeitos visuais fantásticos. É o tipo de filme que o todo importa menos do que as situações cômicas que seguem.

E nem por isso o filme é ruim. Belas locações, com uma qualidade de fotografia muito acima da média (ao menos para o filme anterior ou episódios da série de Mr. Bean), e um elenco que acompanha bem o insano Rowan. Nada além disso. Cru, tosco, mas divertido na medida certa.

No filme, Mr. Bean (Rowan Atkinson) ganha em uma rifa uma filmadora e uma semana de férias no sul da França. Durante a viagem ele pede a um passageiro que o filme embarcando. O trem parte e Bean fica com o filho dele, o que o faz ir até a polícia.

Acho que é o tipo de produção que se encaixa bem no estilo de cine trash. Sem sentido, com uma história leve e descompromissada, mas que entrega toda a diversão necessária para agradar o espectador. A menos que você realmente queira um filme mais cabeça, e nada de tiradas cômicas mais absurdas.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Steve Bendelack
Elenco: Rowan Atkinson, Max Baldry, Emma de Caunes, Willem Dafoe, Jean Rochefort, Karel Roden, Pierre-Benoist Varoclier.
Produção: Peter Bennet-Jones, Eric Fellner, Tim Bevan
Roteiro: Richard Curtis, Robin Driscoll, Simon McBurney, Hamish McColl
Fotografia: Baz Irvine
Trilha Sonora: Howard Goodall
Duração: 90 min.
Ano: 2007
País: Reino Unido
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Universal Pictures

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Malditas Aranhas!



Esse é das antigas, mas quem já viu essa pérola dos vídeos também deve sentir falta dessas produções mais trashes que pululavam em nossas TVs anos atrás. Apesar do nome, Malditas Aranhas é uma comédia muito divertida, e acima de tudo, tosca do começo ao fim. Nada daqueles filmes que prometem uma coisa e cumprem outra. Aqui logo fica claro que as coisas não são muito sérias.

Por isso mesmo, não existe muita preocupação com a produção do filme. O elenco é desequilibradamente equilibrado, ou seja, funciona para o tipo de história sem sentido que é apresentada. Nada de efeitos deslumbrantes, tomadas exóticas e fora de série. Tudo é muito básico, como se fosse um filme antido de terror.

Na questão da história, nenhuma surpresa. O próprio título já entrega o que vem por aí. Muitas aranhas, de todos os tamanhos e formatos, todas com apenas um própósito... tentar conquistar o mundo. Ao menos as situações são muito divertidas. Nada de sustos descabidos, apenas acontecimentos inusitados envolvendo aranhas.

No filme, em uma pequena cidade, uma variedade de aranhas venenosas é exposta a um produto químico altamente nocivo, fazendo com que elas cresçam em uma proporção monstruosa. Diante dessa situação, o engenheiro Chris McCormack (David Arquette) e o xerife Sam Parker (Kari Wuhrer) se unem e passam a liderar um eclético grupo de moradores da cidadezinha, que inclui desde os filhos do policial, Mike (Scott Terra) e Ashley (Scarlett Johansson), e o locutor de rádio Harlan (Doug E. Doug). Agora essa turma terá de combater os sanguinários aracnídeos e reestabelecer a paz na cidade. Dos mesmos produtores de Independence Day e Godzilla.

Um filme fora da realidade, que não precisa de muito esforço para divertir. Não é nenhum filme fantástico, e a graça está aí. Um filme que lembra o terror B dos anos 1980. Sem nenhuma vergonha. Talvez não seja a produção ideal para todos os gostos, mas se você procura um filme sem sentido, que diverte, independente da profundidade da sua história, então Malditas Aranhas tem tudo para agradar.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Ellory Elkayem
Elenco: David Arquette, Kari Wuhrer, Scott Terra, Scarlett Johansson, Doug E. Doug, Leon Rippy, Rick Overton, Matt Czuchry.
Produção: Dean Devlin, Roland Emmerich
Roteiro: Ellory Elkayem, Jesse Alexander
Fotografia: John S. Bartley
Trilha Sonora: John Ottman
Duração: 99 min.
Ano: 2002
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: 12 anos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Bolt



Mais uma animação deliciosa. Diversão na medida certa e entretenimento garantido para toda a família. História atraente, qualidade gráfica excepcional (muito além de muitas outras animações), talvez até pela preocupação em distribuir o filme em 3D, e personagens extremamente atraentes.

A combinação desses elementos resulta em um filme de alta qualidade. O roteiro é muito inteligente, com uma mensagem de fundo que não apela para o sentimentalismo exagerado. A trama tem de tudo, e não pode ser chamada de previsível em nenhum momento. Talvez a variação da narrativa em alguns momentos (principalmente após a metade, quando o filme vem em uma velocidade e diminui para preparar para o fim) pode ser considerado um pouco cansativo, mas isso acontece em apenas algumas passagens, e não estraga o resultado final.

Destaque mesmo para o trio de personagens. Não só o cachorro e a gata são super divertidos, mas quando a eles se junta o ratinho Rhino, a risada é garantida. Nesse ponto, tanto a versão legendada quanto a dublada se equivalem.

No filme, Bolt é um pastor alemão que sempre viveu dentro de um programa de TV, onde acredita ter super-poderes. Quando, por acidente, ele é separado do programa, acaba se envolvendo em uma trama onde percebe não ter super poderes, mas nem por isso deixa de ser um herói.

O filme tem tudo para agradar a todos os espectadores, mas é um estilo de animação mais voltado ao público infantil. Mas isso não tira nada da qualidade do filme. Especial pelo esmero na sua qualidade gráfica, pela história, e pelos personagens divertidíssimos. Uma bela animação que cumpre muito bem o prometido. Diversão e entretenimento na medida certa.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Byron Howard, Chris Williams
Elenco: Vozes na versão original: Miley Cyrus, John Travolta, Nick Swardson, Malcolm McDowell.
Produção: Clark Spencer
Roteiro: Chris Sanders
Fotografia: - animação -
Trilha Sonora: John Powell
Duração: 99 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Animação
Distribuidora: Disney
Estúdio: Walt Disney Pictures
Classificação: Livre

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Cidade das Sombras



Mais um filme muito bom, mas que não recebeu o merecido destaque das TVs ou cinemas. Com uma trama atual, um roteiro inteligente e surpreendente, o elenco tem personagens envolventes, e o conjunto visual dá bem a impressão de um ambiente apocalíptico ou em crise por causa de recursos.

O roteiro parece acelerar aos poucos, mas nem por isso fica cansativo. Ele não exagera na dose. Tem um início mais descritivo, mas quando você percebe, já está envolvido e quer saber o que virá a seguir. Tudo caminha para uma aventura instigante e uma solução surpreendente.

O elenco, repleto de novos talentos, surpreende e não deixa o conjunto mais fraco. Todos vão bem e criam personagens envolventes, que dão mais valor à produção. O filme se completa com boas doses de mistério e boas cenas de perseguição.

O filme conta que por várias gerações, a população da cidade de Ember tem prosperado num fantástico mundo de luzes brilhantes. De repente, um dos geradores de força começa a falhar e as lâmpadas que iluminam a cidade passam a piscar. É quando dois adolescentes iniciam uma corrida contra o tempo para descobrir pistas que irão revelar antigos mistérios sobre a existência de Ember e ajudar a os cidadãos da cidade a escapar da escuridão eterna.

Uma excelente pedida. Inteligente. Uma história com uma moral super atual e válida. Elenco atraente. Equilibrado e empolgante. Grande pedida para quem procura um filme que abandona a mesmice do gênero. Com certeza, tem tudo para agradar a todo tipo de espectador. Grande produção!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Gil Kenan
Elenco: Saoirse Ronan, Bill Murray, Tim Robbins, Mackenzie Crook, Martin Landau, Toby Jones, Mary Kay Place, Marianne Jean-Baptiste, Harry Treadaway, Liz Smith, Lucinda Dryzek, Kate Dickie, Simon Kunz, Frankie McCafferty, Ian McElhinney.
Produção: Gary Goetzman, Tom Hanks
Roteiro: Caroline Thompson, Jeanne Duprau
Fotografia: Xavier Pérez Grobet
Trilha Sonora: Andrew Lockington
Duração: 95 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Walden Media

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um faz de conta que acontece



Filmes infantis, geralmente, são aqueles que a criança gosta de repetir, decorar as falas, as cenas, até cansar, ou até que alguém suma com o DVD. No caso de Um faz de conta que acontece, a velha máxima não é bem essa. Não que o filme seja ruim. Ele até que é bem razoável, com um elenco interessante, efeitos de primeira, um roteiro equilibrado, filme de qualidade Disney, de verdade. Mas o conjunto não empolga. Não dá aquele gostinho de quero mais.

É difícil ver Adam Sandler em um filme tipicamente familiar. Não que seja impossível, mas é que o estilo de humor dele sempre foi algo mais pesado. Juvenil, talvez. Ele tenta levar o personagem no seu estilo de sempre. Pode até funcionar em alguns casos, mas algumas vezes parece pegar pesado demais.

Destaque para o lado gráfico do filme. Excelente qualidade de imagem, com excelentes efeitos. Parece levar o espectador para dentro do filme. Tudo muito colorido e "saboroso". Uma fotografia acima da média.

Quanto à história, no geral, um roteiro interessante, com uma proposta inteligente, e uso de saídas diferentes. Mas em alguns momentos o filme parece perder velocidade, ficar lento e se tornar cansativo. Ele se recupera no fim, no desfecho, mas ainda assim, poderia ser um pouco mais forte nesse sentido.

No filme, Skeeter Bronson (Adam Sandler) trabalha num hotel como servente. Ele tem que cuidar dos sobrinhos e conta histórias que ele mesmo inventa para eles dormirem. Tudo muda quando essas histórias começam a se tornar realidade misteriosamente. Ele tenta tirar vantagem do fenômeno, incorporando suas próprias aspirações em histórias cada vez mais bizarras, mas são as contribuições inesperadas das crianças que viram a vida de Skeeter de cabeça para baixo.

Um filme surpreendente pela inovação em sua trama. Um elenco que vai bem ao longo de toda a produção. E com um visual muito bonito. Tem tudo para agradar todos os espectadores. Não fosse por alguns momentos mais lentos, e algumas piadas desnecessárias de Sandler, o filme seria perfeito. Vale a pena assistir, mas não sei se existe pique para um repeteco.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Adam Shankman
Elenco: Adam Sandler, Keri Russell, Guy Pearce, Courteney Cox, Teresa Palmer, Jonathan Pryce, Bob Ross.
Produção: Jack Giarraputo, Andrew Gunn, Adam Sandler
Roteiro: Matt Lopez, Tim Herlihy
Fotografia: Michael Barrett
Trilha Sonora: Rupert Gregson-Williams
Duração: 104 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Happy Madison Productions / Walt Disney Pictures
Classificação: Livre

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Passageiros



Uma produção surpreendente, não só pela atuação de Anne Hathaway em um drama, mas pelas próprias surpresas contidas em seu roteiro. O filme pode ser chamado de tudo, menos previsível. E, por incrível que pareça, mesmo após tanto tempo do seu lançamento, não creio que o filme tenha tido o destaque merecido em vídeo ou na TV.

É uma produção fora do comum. Surpreendente de verdade. Que o tempo todo lida com a dor da perda, mas faz seu espectador entrar nos mistérios da trama, e que alcança o seu ápice com um final inimaginável. Claro que não estragarei a surpresa para aqueles que não assistiram o filme.

O roteiro funciona perfeitamente com o tom da narrativa, que não consegue deixar o filme cansativo. Soma-se a isso belos efeitos especiais, e uma bela fotografia, que fecham com estilo o conjunto da produção.

Claro que o elenco sobressai. Anne Hathaway vai muito bem ao longo de todo o filme. Justamente em um momento em que participa mais de comédias românticas ou filmes mais leves, sua partcipação em um drama desse tipo sai do estilo mais determinante dessa bela atriz. O elenco tem ainda Patrick Wilson, David Morse, Diane Wiest, e o fantástico Andre Braugher.

No filme, após a queda de uma avião, uma jovem psicóloga Claire (Anne Hathaway) é escalada para dar apoio psicológico aos que sobreviveram ao acidente aéreo. Na medida em que conhece suas memórias relacionadas ao acidente, a psicóloga fica particularmente intrigada por Eric (Patrick Wilson), o mais enigmático dos sobreviventes. Quando os passageiros começam a desaparecer misteriosamente, Claire desconfia que um deles pode ter a resposta do mistério.

Um filme imperdível, com história inteligente, elenco de nível, com personagens envolventes, e que deixa o espectador curioso o tempo todo, sem cansar. Uma excelente pedida para quem procura um filme muito acima da média. Altamente recomendável, mesmo não sendo muito divulgado, é uma produção de alto nível.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Rodrigo García
Elenco: Anne Hathaway, Patrick Wilson, Clea DuVall, David Morse, Dianne Wiest.
Produção: Joseph Drake, Nathan Kahane, Julie Lynn, Judd Payne, Matthew Rhodes, Keri Selig
Roteiro: Ronnie Christensen
Fotografia: Igor Jadue-Lillo
Trilha Sonora: Ed Shearmur
Duração: 93 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: 12 anos

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Bobeou dançou



Mais um filme metido a satirizar outras produções. Como tantos outros que existem no mercado. Aqui, pelo menos, conseguem arrancar algumas risadas. Muito por causa do envolvimento (desde a produção, direção, e por compor quase todo o elenco) da família Wayans, que tem em seu currículo, bons filmes de comédia.

Nesta produção, tudo é mais exagerado. Humor forçado, atuações forçadas, roteiro forçado. Nem por isso chega a ser o pior dos filmes, mas é daqueles que vai agradar mais o espectador que se sente confortável com esse estilo. Talvez, por abusar dos excessos para fazer graça, o que convenhamos, nem sempre se transforma em algo agradável.

Mas o elenco, apesar de forçado, com atuações exageradas, funciona com o tipo de trama. Parecem querer dar a impressão que estão fazendo piada. O que destoa de outros tipos de comédias mais comuns, em que a piada é natural. No mais, é mesmo um filme que não tem muito o que provar. Se presta a fazer piada de outras produções. E para isso, usa e abusa dos exageros e do politicamente incorreto.

No filome, Tracy Transfat (Chelsea Makela) é uma menina inocente que encontra na dança uma forma de concretizar seus maiores sonhos. As confusões pioram quando ela conhece um malandro que não quer saber de se esforçar, preferindo dançar nas ruas.

Uma comédia comum, que consegue algumas risadas, mas que fica bastante abaixo do nível de outros filmes do mesmo gênero, que também têm a intenção de servir de sátira de outras produções. Não é fantástico, pega pelo humor exagerado. Mas vale pela curiosidade. É um filme para a sessão da tarde de sábado. No mais, no conjunto, é apenas uma produção razoável.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Damien Wayans
Elenco: Chelsea Makela, Brennan Hillard, Shawn Wayans, Marlon Wayans, Kim Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans, Damon Wayans Jr..
Produção: Rick Alvarez, Keenen Ivory Wayans, Marlon Wayans, Shawn Wayans
Roteiro: Damien Dante Wayans, Craig Wayans, Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans
Fotografia: Mark Irwin
Duração: 83 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Home Video
Estúdio: MTV Films