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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Prometheus

Que me desculpem os fanáticos pelo gênero sci-fi, e até mesmo os grandes admiradores de Ridley Scott, que por Blade Runner e até, por que não, por Alien, inovou o cinema em várias frentes, mas Prometheus é uma grande bobagem lançada no cinema. Claro que existe muita coisa pior, e se avaliarmos a qualidade da direção, a qualidade gráfica e os efeitos especiais do filme, é possível destacar pontos positivos, no entanto, o filme causou um certo furor em alguns grupos de discussão, principalmente quanto à origem do homem, discutida pelo filme.

Bobagens, meus caros. O filme, apesar dos adoradores de um bom bate-boca e uma boa teoria da conspiração, tentarem apontar vários elementos "divinos", não passa de uma visão fictícia de um roteirista, de um diretor, e de alguns produtores.

Mesmo assim, tive a mesma impressão que muitas outras pessoas tiveram após assistir o filme. Quem viu Alien já viu boa parte de Prometheus. O roteiro contém vários elementos do filme clássico. E não é só por esse repeteco tem a sua qualidade colocada em questão aqui. É porque o filme não dá liga. Não é atraente. Não tem um roteiro agradável. E o pior. Ao terminar, dá uma sensação muito ruim de que você jogou no lixo duas horas do seu dia.

O elenco conta com nomes como o de Charlize Theron, Michael Fassbender, Noomi Rapace, Patrick Wilson, e Guy Pearce. Sem muitos destaques, o elenco funciona bem com a trama, e os personagens conseguem criar uma boa relação com a história.

O filme conta que uma equipe de exploradores descobre uma pista para a origem da humanidade na Terra, levando-os a uma jornada para os cantos mais escuros do universo. Lá, eles têm de lutar uma batalha terrível para salvar o futuro da raça humana com a descoberta de novos seres, que após adormecidos, acordam com sede de sangue.

Uma produção bem dirigida, com um bom elenco, bons efeitos gráficos, mas que peca com um roteiro fraco, com elementos copiados de outro clássico do gênero. A história não empolga. Consegue alguns sustos, alguns poucos momentos mais tensos, mas é previsível e sem sentido. Enfim, se você é um grande fã do gênero, ou de Ridley Scott, pode ser que consiga sair feliz da sessão. Mas pra quem busca entretenimento, o filme fica devendo bastante. Se possível, fique longe.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Ridley Scott
Elenco: Charlize Theron, Michael Fassbender, Noomi Rapace, Patrick Wilson, Idris Elba, Guy Pearce, Rafe Spall, Logan Marshall-Green, Kate Dickie, Sean Harris, Emun Elliott, Vladimir "Furdo" Furdik
Produção: David Giler, Walter Hill, Ridley Scott, Tony Scott
Roteiro: Jon Spaihts, Damon Lindelof
Fotografia: Dariusz Wolski
Trilha Sonora: Marc Streitenfeld
Duração: 126 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Ficção Científica
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Dune Entertainment / Scott Free Productions / Brandywine Productions
Classificação: 14 anos

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um faz de conta que acontece



Filmes infantis, geralmente, são aqueles que a criança gosta de repetir, decorar as falas, as cenas, até cansar, ou até que alguém suma com o DVD. No caso de Um faz de conta que acontece, a velha máxima não é bem essa. Não que o filme seja ruim. Ele até que é bem razoável, com um elenco interessante, efeitos de primeira, um roteiro equilibrado, filme de qualidade Disney, de verdade. Mas o conjunto não empolga. Não dá aquele gostinho de quero mais.

É difícil ver Adam Sandler em um filme tipicamente familiar. Não que seja impossível, mas é que o estilo de humor dele sempre foi algo mais pesado. Juvenil, talvez. Ele tenta levar o personagem no seu estilo de sempre. Pode até funcionar em alguns casos, mas algumas vezes parece pegar pesado demais.

Destaque para o lado gráfico do filme. Excelente qualidade de imagem, com excelentes efeitos. Parece levar o espectador para dentro do filme. Tudo muito colorido e "saboroso". Uma fotografia acima da média.

Quanto à história, no geral, um roteiro interessante, com uma proposta inteligente, e uso de saídas diferentes. Mas em alguns momentos o filme parece perder velocidade, ficar lento e se tornar cansativo. Ele se recupera no fim, no desfecho, mas ainda assim, poderia ser um pouco mais forte nesse sentido.

No filme, Skeeter Bronson (Adam Sandler) trabalha num hotel como servente. Ele tem que cuidar dos sobrinhos e conta histórias que ele mesmo inventa para eles dormirem. Tudo muda quando essas histórias começam a se tornar realidade misteriosamente. Ele tenta tirar vantagem do fenômeno, incorporando suas próprias aspirações em histórias cada vez mais bizarras, mas são as contribuições inesperadas das crianças que viram a vida de Skeeter de cabeça para baixo.

Um filme surpreendente pela inovação em sua trama. Um elenco que vai bem ao longo de toda a produção. E com um visual muito bonito. Tem tudo para agradar todos os espectadores. Não fosse por alguns momentos mais lentos, e algumas piadas desnecessárias de Sandler, o filme seria perfeito. Vale a pena assistir, mas não sei se existe pique para um repeteco.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Adam Shankman
Elenco: Adam Sandler, Keri Russell, Guy Pearce, Courteney Cox, Teresa Palmer, Jonathan Pryce, Bob Ross.
Produção: Jack Giarraputo, Andrew Gunn, Adam Sandler
Roteiro: Matt Lopez, Tim Herlihy
Fotografia: Michael Barrett
Trilha Sonora: Rupert Gregson-Williams
Duração: 104 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Happy Madison Productions / Walt Disney Pictures
Classificação: Livre

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O cara de cima do muro


Don Cheadle é um camarada curioso. Não creio que seja um astro, e somente nos últimos tempos (principalmente após aparecer em Homem de Ferro) é que melhorou um pouco o seu status. Mas apesar de não ser um ator muito cativante, seus filmes costumam der bons.

E é isso mesmo o que acontece em O traidor. Embora com uma tirada previsível, o velho golpe do mocinho que se passa por bandido e acaba derrubando os planos maquiavélicos dos vilões, o filme tem uma trama bem construída, dando justificativas bastante plausíveis para o caos terrorista que ataca o mundo e os EUA.


O filme tem uma narrativa bastante inteligente, com uma direção preocupada em não perder detalhes sem tornar a coisa chata. O elenco não é um primor, mas é esforçado e consegue fazer a história rodar sem estrelismos desagradáveis.

Na história, um operador da CIA (Don Cheadle) trabalha secretamente contra um grupo de terroristas e acaba tornando-se suspeito de terrorismo. Guy Pearce é um agente do FBI que investiga as atividades terroristas.

O ponto confuso fica para as viagens que os personagens participam. Em um momento o cara tá na Inglaterra, daqui a pouco toma um ônibus e um trem e já mudam para os EUA, depois já estão de volta à França. Parece que América e Europa estão a menos de uma hora de distância.

No mais, o filme é uma boa pedida. inteligente, com boas doses de ação, e uma trama que prende a atenção de quem o assiste. Não creio que o filmes seja exatamente um drama, mas como thriller político funciona bem. Um bom vídeo para quem procura investigação e fugas desconcertantes, sem perder o conteúdo da história.


FICHA TÉCNICA
Diretor: Jeffrey Nachmanoff
Elenco: Guy Pearce, Don Cheadle, Jeff Daniels, Neal McDonough, Saïd Taghmaoui, Archie Panjabi, Simon Reynolds, Lorena Gale, Jonathan Walker, Alexandra Castillo.
Produção: Don Cheadle, David Hoberman, Kay Liberman, Todd Lieberman, Chris McGurk, Danny Rosett, Jeffrey Silve
Roteiro: Steve Martin
Fotografia: J. Michael Muro
Trilha Sonora: Mark Kilian
Duração: 114 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: 14 anos