Mostrando postagens com marcador saoirse ronan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saoirse ronan. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

269001Simplesmente fantástico! Isso, só pra começar. Difícil não se encantar com O Hobbit: Uma Jornada Inesperada. O filme atende as expectativas de quem esperava a continuação (ou a explicação inicial) da igualmente fantástica trilogia de O Senhor dos Anéis. Mas para quem está preocupado por não ter assistido os outros filmes, é possível assisti-lo sem perder detalhes importantes. E pra quem já viu, será possível fazer ligações importantes (e entender) na trama.

Importante destacar que assim como a trilogia que deu origem à série, O Hobbit também foi dividido em 3 filmes, o que animou ainda mais os fãs de O Senhor dos Anéis. O filme se destaca em vários aspectos. Primeiramente é uma adaptação fora de série do livro O Hobbit, que não é assim um livro tão agradável. Ele envereda por detalhes minuciosos e acaba explicando em várias páginas o que poderia ser falado em algumas linhas. Esse desafio foi vencido, apesar do olhar mais ácido de alguns críticos, que avaliam não ser possível colocar em 3 super produções o conteúdo do livro original.

Enfim, isso não interfere em nada o resultado final. A produção consegue sim transferir para as telonas todos os elementos importantes da literatura, e consegue traduzir em imagens algumas passagens bem importantes. Nesse ponto, o roteiro parece ter a dose certa do sucesso. Prense a atenção do espectador, e em uma crescente evolução, deixa o gosto de quero mais no final.

Tecnicamente, o filme é outro encanto. A fotografia da produção, com suas locações externas, e efeitos visuais criam uma atmosfera perfeita para toda a trama. Ponto extra. Apesar de um início mais lento, que lembra um pouco o ritmo do primeiro filme da série (A Sociedade do Anel), o filme recupera a velocidade a partir da metade, e segura com maestria a atenção do espectador.

O elenco, com os nomes que participaram dos outros 3 filmes, vai bem do começo ao fim. Momento de matar a saudade de vários personagens que acabaram se tornando queridos, ou alguns que não chegaram a tanto. Mais um ponto forte do filme é o fato de retratar a história dos outros filmes, mas como se fosse um reinício. Isso significa que não há necessariamente a necessidade de você assistir em determinada ordem, mas entender que no final, todos eles se completam.

No filme, Bilbo Bolseiro terá de enfrentar uma jornada épica para retomar o Reino de Erebor, terra dos anões que foi conquistada há muito tempo pelo dragão Smaug. Com o apoio do mago Gandalf e um grupo de 13 anões, liderados pelo lendário guerreiro Thorin Escudo-de-Carvalho, Bilbo terá grandes desafios contra os poderosos Goblins e Orcs, além do traiçoeiro Gollum. Neste caminho, ele ganhará a posse do "precioso" anel, que está ligado ao destino de toda a Terra-Média, de uma maneira que não poderia imaginar.

Excelente pedida para toda a família. Melhor ainda se você ainda conseguir assistir no cinema (o filme está em cartaz desde o fim de 2012 e deve sair do circuito a qualquer momento). A produção valoriza as questões visuais e encanta seu espectador com paisagens e efeitos deslumbrantes. O elenco dos filmes anteriores dá um extra e consegue ser mais um ponto positivo a se considerar. Tudo favorece esta fantástica produção e tem tudo para agradar a todos os espectadores, quer sejam grandes fãs ou estejam tendo o primeiro contato com a história só agora. Grande pedida. Ótimo programa para toda a família.

Em tempo... alguns críticos chutaram o balde de O Hobbit, como se não fosse um filme agradável, que não justifica a espera de tantos anos, ou que ele não é capaz de ser "eficiente" e retratar a história agradável, como foi sua trilogia inicial (ou final). Fato é que talvez tenha se criado uma expectativa muitíssimo alta. Não que o filme não mereça essa cobrança. Pela qualidade crescente de sua trilogia, é possível que algumas pessoas esperassem o mesmo pique, mas na verdade trata-se de um recomeço, e por isso mesmo o ritmo é um pouco mais morno. Se é ruim? Não acredito. É uma grande produção, e uma excelente dose de entretenimento. Creio que as coisas aquecerão nas continuações, mas para um reinício, o produto final está muito acima do que poderia ser imaginado. Assista sem medo, você não se arrependerá.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Peter Jackson
Elenco: Cate Blanchett, Saoirse Ronan, Elijah Wood, Martin Freeman, Christopher Lee, Ian McKellen, Andy Serkis, Richard Armitage, Aidan Turner, James Nesbitt, Bret McKenzie, Luke Evans, Hugo Weaving, Evangeline Lilly, Orlando Bloom, Benedict Cumberbatch, Lee Pace, Iam Holm, Graham McTavish, Mikael Persbrandt, Barry Humphries, Ken Stott, Conan Stevens, Sylvester McCoy, Jed Brophy, Jeffrey Thomas, Stephen Hunter, Renee Cataldo, JohnCallen, Peter Hambleton, William Kircher, Adam Brown, Mark Hadlow, Michael Mizrahi, RobinKerr, RyanGage, Ray Henwood
Produção: Peter Jackson, Fran Walsh, Carolynne Cunningham
Roteiro: Peter Jackson, Philippa Boyens, Guillermo del Toro, Fran Walsh
Fotografia: Andrew Lesnie
Trilha Sonora: Howard Shore
Duração: 169 min.
Ano: 2012
País: EUA/ Nova Zelândia
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) / New Line Cinema / WingNut Films / 3Foot7
Classificação: 12 anos

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Cidade das Sombras



Mais um filme muito bom, mas que não recebeu o merecido destaque das TVs ou cinemas. Com uma trama atual, um roteiro inteligente e surpreendente, o elenco tem personagens envolventes, e o conjunto visual dá bem a impressão de um ambiente apocalíptico ou em crise por causa de recursos.

O roteiro parece acelerar aos poucos, mas nem por isso fica cansativo. Ele não exagera na dose. Tem um início mais descritivo, mas quando você percebe, já está envolvido e quer saber o que virá a seguir. Tudo caminha para uma aventura instigante e uma solução surpreendente.

O elenco, repleto de novos talentos, surpreende e não deixa o conjunto mais fraco. Todos vão bem e criam personagens envolventes, que dão mais valor à produção. O filme se completa com boas doses de mistério e boas cenas de perseguição.

O filme conta que por várias gerações, a população da cidade de Ember tem prosperado num fantástico mundo de luzes brilhantes. De repente, um dos geradores de força começa a falhar e as lâmpadas que iluminam a cidade passam a piscar. É quando dois adolescentes iniciam uma corrida contra o tempo para descobrir pistas que irão revelar antigos mistérios sobre a existência de Ember e ajudar a os cidadãos da cidade a escapar da escuridão eterna.

Uma excelente pedida. Inteligente. Uma história com uma moral super atual e válida. Elenco atraente. Equilibrado e empolgante. Grande pedida para quem procura um filme que abandona a mesmice do gênero. Com certeza, tem tudo para agradar a todo tipo de espectador. Grande produção!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Gil Kenan
Elenco: Saoirse Ronan, Bill Murray, Tim Robbins, Mackenzie Crook, Martin Landau, Toby Jones, Mary Kay Place, Marianne Jean-Baptiste, Harry Treadaway, Liz Smith, Lucinda Dryzek, Kate Dickie, Simon Kunz, Frankie McCafferty, Ian McElhinney.
Produção: Gary Goetzman, Tom Hanks
Roteiro: Caroline Thompson, Jeanne Duprau
Fotografia: Xavier Pérez Grobet
Trilha Sonora: Andrew Lockington
Duração: 95 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Walden Media

terça-feira, 19 de abril de 2011

Olhares do outro mundo





Um Olhar do Paraíso é um filme diferente. Um drama que explora um problema atual, e que utiliza artifícios que nos dão uma nova perspectiva do que aconteceria após a morte. Ao mesmo tempo é chocante, pela própria situação vivida pela família do morto e, mais do que isso, da situação claustrofóbica daqueles que se foram, que se vêem presos a sentimentos e, de uma maneira geral, em uma situação fora de controle.


Mais do que explorar a morte, a história foge daqueles clichês de céu e paraíso, e colocam a protagonista em um mundo que se baseia em experiências e sonhos. Ponto para a direção, que conseguiu definir e apresentar essa outra realidade com maestria.


Ao mesmo tempo, o filme tem um peso (filosófico, até) que exige uma visão mais distante do espectador. A visão do perdão acima da vingança. A visão da busca pelo bem estar daqueles que ficam. Tão difícil de ser conseguida por aqueles que passam por uma situação parecida.


No filme, Susie Salmon (Saoirse Ronan) tem 14 anos, mora num bairro do subúrbio da Pensilvânia e é assassinada por um vizinho. Do céu, ela narra a história e mostra como a vida dos que viviam ao seu redor mudou após sua morte, bem como a busca por seu corpo ainda desaparecido.


O filme foge do moralismo, ou da intenção de vender uma mensagem, mas aplica de maneira diferenciada recursos de efeitos e narração que tratam com sutileza um assunto tão delicado. Destaque para o elenco, que consegue transpassar com honras o sentimento que acompanha tal tragédia. Além disso, tanto a fotografia como a combinação de efeitos visuais embelezam a trama.


Um filme denso, que exige bastante de seu espectador. Que apresenta a vulnerabilidade e a impotência que cai sobre as pessoas em situações trágicas. Um drama interessante para quem curte o estilo, mas forte para quem não aprecia uma visão mais direta de uma realidade tão latente na sociedade moderna. Vale pela nova perspectiva, pelo voto de esperança, e pela visão diferenciada aplicada sobre a morte.


FICHA TÉCNICA
Diretor: Peter Jackson
Elenco: Saoirse Ronan, Mark Wahlberg, Rachel Weisz, Susan Sarandon, Stanley Tucci.
Produção: Carolynne Cunningham, Peter Jackson, Aimée Peyronnet, Fran Walsh, Steven Spielberg
Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson, baseado em livro de Alice Sebold
Fotografia: Andrew Lesnie
Duração: 139 min.
Ano: 2009
País: EUA/ Reino Unido/ Nova Zelândia
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: WingNut Films
Classificação: 14 anos