sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Cidade das Sombras



Mais um filme muito bom, mas que não recebeu o merecido destaque das TVs ou cinemas. Com uma trama atual, um roteiro inteligente e surpreendente, o elenco tem personagens envolventes, e o conjunto visual dá bem a impressão de um ambiente apocalíptico ou em crise por causa de recursos.

O roteiro parece acelerar aos poucos, mas nem por isso fica cansativo. Ele não exagera na dose. Tem um início mais descritivo, mas quando você percebe, já está envolvido e quer saber o que virá a seguir. Tudo caminha para uma aventura instigante e uma solução surpreendente.

O elenco, repleto de novos talentos, surpreende e não deixa o conjunto mais fraco. Todos vão bem e criam personagens envolventes, que dão mais valor à produção. O filme se completa com boas doses de mistério e boas cenas de perseguição.

O filme conta que por várias gerações, a população da cidade de Ember tem prosperado num fantástico mundo de luzes brilhantes. De repente, um dos geradores de força começa a falhar e as lâmpadas que iluminam a cidade passam a piscar. É quando dois adolescentes iniciam uma corrida contra o tempo para descobrir pistas que irão revelar antigos mistérios sobre a existência de Ember e ajudar a os cidadãos da cidade a escapar da escuridão eterna.

Uma excelente pedida. Inteligente. Uma história com uma moral super atual e válida. Elenco atraente. Equilibrado e empolgante. Grande pedida para quem procura um filme que abandona a mesmice do gênero. Com certeza, tem tudo para agradar a todo tipo de espectador. Grande produção!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Gil Kenan
Elenco: Saoirse Ronan, Bill Murray, Tim Robbins, Mackenzie Crook, Martin Landau, Toby Jones, Mary Kay Place, Marianne Jean-Baptiste, Harry Treadaway, Liz Smith, Lucinda Dryzek, Kate Dickie, Simon Kunz, Frankie McCafferty, Ian McElhinney.
Produção: Gary Goetzman, Tom Hanks
Roteiro: Caroline Thompson, Jeanne Duprau
Fotografia: Xavier Pérez Grobet
Trilha Sonora: Andrew Lockington
Duração: 95 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Walden Media

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um faz de conta que acontece



Filmes infantis, geralmente, são aqueles que a criança gosta de repetir, decorar as falas, as cenas, até cansar, ou até que alguém suma com o DVD. No caso de Um faz de conta que acontece, a velha máxima não é bem essa. Não que o filme seja ruim. Ele até que é bem razoável, com um elenco interessante, efeitos de primeira, um roteiro equilibrado, filme de qualidade Disney, de verdade. Mas o conjunto não empolga. Não dá aquele gostinho de quero mais.

É difícil ver Adam Sandler em um filme tipicamente familiar. Não que seja impossível, mas é que o estilo de humor dele sempre foi algo mais pesado. Juvenil, talvez. Ele tenta levar o personagem no seu estilo de sempre. Pode até funcionar em alguns casos, mas algumas vezes parece pegar pesado demais.

Destaque para o lado gráfico do filme. Excelente qualidade de imagem, com excelentes efeitos. Parece levar o espectador para dentro do filme. Tudo muito colorido e "saboroso". Uma fotografia acima da média.

Quanto à história, no geral, um roteiro interessante, com uma proposta inteligente, e uso de saídas diferentes. Mas em alguns momentos o filme parece perder velocidade, ficar lento e se tornar cansativo. Ele se recupera no fim, no desfecho, mas ainda assim, poderia ser um pouco mais forte nesse sentido.

No filme, Skeeter Bronson (Adam Sandler) trabalha num hotel como servente. Ele tem que cuidar dos sobrinhos e conta histórias que ele mesmo inventa para eles dormirem. Tudo muda quando essas histórias começam a se tornar realidade misteriosamente. Ele tenta tirar vantagem do fenômeno, incorporando suas próprias aspirações em histórias cada vez mais bizarras, mas são as contribuições inesperadas das crianças que viram a vida de Skeeter de cabeça para baixo.

Um filme surpreendente pela inovação em sua trama. Um elenco que vai bem ao longo de toda a produção. E com um visual muito bonito. Tem tudo para agradar todos os espectadores. Não fosse por alguns momentos mais lentos, e algumas piadas desnecessárias de Sandler, o filme seria perfeito. Vale a pena assistir, mas não sei se existe pique para um repeteco.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Adam Shankman
Elenco: Adam Sandler, Keri Russell, Guy Pearce, Courteney Cox, Teresa Palmer, Jonathan Pryce, Bob Ross.
Produção: Jack Giarraputo, Andrew Gunn, Adam Sandler
Roteiro: Matt Lopez, Tim Herlihy
Fotografia: Michael Barrett
Trilha Sonora: Rupert Gregson-Williams
Duração: 104 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Happy Madison Productions / Walt Disney Pictures
Classificação: Livre

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Passageiros



Uma produção surpreendente, não só pela atuação de Anne Hathaway em um drama, mas pelas próprias surpresas contidas em seu roteiro. O filme pode ser chamado de tudo, menos previsível. E, por incrível que pareça, mesmo após tanto tempo do seu lançamento, não creio que o filme tenha tido o destaque merecido em vídeo ou na TV.

É uma produção fora do comum. Surpreendente de verdade. Que o tempo todo lida com a dor da perda, mas faz seu espectador entrar nos mistérios da trama, e que alcança o seu ápice com um final inimaginável. Claro que não estragarei a surpresa para aqueles que não assistiram o filme.

O roteiro funciona perfeitamente com o tom da narrativa, que não consegue deixar o filme cansativo. Soma-se a isso belos efeitos especiais, e uma bela fotografia, que fecham com estilo o conjunto da produção.

Claro que o elenco sobressai. Anne Hathaway vai muito bem ao longo de todo o filme. Justamente em um momento em que participa mais de comédias românticas ou filmes mais leves, sua partcipação em um drama desse tipo sai do estilo mais determinante dessa bela atriz. O elenco tem ainda Patrick Wilson, David Morse, Diane Wiest, e o fantástico Andre Braugher.

No filme, após a queda de uma avião, uma jovem psicóloga Claire (Anne Hathaway) é escalada para dar apoio psicológico aos que sobreviveram ao acidente aéreo. Na medida em que conhece suas memórias relacionadas ao acidente, a psicóloga fica particularmente intrigada por Eric (Patrick Wilson), o mais enigmático dos sobreviventes. Quando os passageiros começam a desaparecer misteriosamente, Claire desconfia que um deles pode ter a resposta do mistério.

Um filme imperdível, com história inteligente, elenco de nível, com personagens envolventes, e que deixa o espectador curioso o tempo todo, sem cansar. Uma excelente pedida para quem procura um filme muito acima da média. Altamente recomendável, mesmo não sendo muito divulgado, é uma produção de alto nível.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Rodrigo García
Elenco: Anne Hathaway, Patrick Wilson, Clea DuVall, David Morse, Dianne Wiest.
Produção: Joseph Drake, Nathan Kahane, Julie Lynn, Judd Payne, Matthew Rhodes, Keri Selig
Roteiro: Ronnie Christensen
Fotografia: Igor Jadue-Lillo
Trilha Sonora: Ed Shearmur
Duração: 93 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: 12 anos

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Bobeou dançou



Mais um filme metido a satirizar outras produções. Como tantos outros que existem no mercado. Aqui, pelo menos, conseguem arrancar algumas risadas. Muito por causa do envolvimento (desde a produção, direção, e por compor quase todo o elenco) da família Wayans, que tem em seu currículo, bons filmes de comédia.

Nesta produção, tudo é mais exagerado. Humor forçado, atuações forçadas, roteiro forçado. Nem por isso chega a ser o pior dos filmes, mas é daqueles que vai agradar mais o espectador que se sente confortável com esse estilo. Talvez, por abusar dos excessos para fazer graça, o que convenhamos, nem sempre se transforma em algo agradável.

Mas o elenco, apesar de forçado, com atuações exageradas, funciona com o tipo de trama. Parecem querer dar a impressão que estão fazendo piada. O que destoa de outros tipos de comédias mais comuns, em que a piada é natural. No mais, é mesmo um filme que não tem muito o que provar. Se presta a fazer piada de outras produções. E para isso, usa e abusa dos exageros e do politicamente incorreto.

No filome, Tracy Transfat (Chelsea Makela) é uma menina inocente que encontra na dança uma forma de concretizar seus maiores sonhos. As confusões pioram quando ela conhece um malandro que não quer saber de se esforçar, preferindo dançar nas ruas.

Uma comédia comum, que consegue algumas risadas, mas que fica bastante abaixo do nível de outros filmes do mesmo gênero, que também têm a intenção de servir de sátira de outras produções. Não é fantástico, pega pelo humor exagerado. Mas vale pela curiosidade. É um filme para a sessão da tarde de sábado. No mais, no conjunto, é apenas uma produção razoável.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Damien Wayans
Elenco: Chelsea Makela, Brennan Hillard, Shawn Wayans, Marlon Wayans, Kim Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans, Damon Wayans Jr..
Produção: Rick Alvarez, Keenen Ivory Wayans, Marlon Wayans, Shawn Wayans
Roteiro: Damien Dante Wayans, Craig Wayans, Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans
Fotografia: Mark Irwin
Duração: 83 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Home Video
Estúdio: MTV Films

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O caminho para El Dorado



Um dos desenhos animados mais fantásticos de todos os tempos. O caminho para El Dorado é um filme fora do comum, muito acima da média, com tudo para entrar no topo da lista de qualquer espectador. Mesmo dos mais exigentes. História inteligente, excelente humor, personagens cativantes, ótima técnica, direção perfeita, ótima trilha sonora, e uma narrativa que acerta o timing, que deixa aquele delicioso gostinho de quero mais.

O roteiro é brilhante, uma sacada perfeita, inteligente, que leva o espectador para dentro da trama. Piadas engraçadas na medida certa. Sem exageros ou momentos sem sentido. Envolvente, assim como seus personagens. Destaque especial para o cavalo que acompanha os protagonistas (e que se parece demais com o cavalo de Enrolados), com suas feições e atitudes pra lá de engraçadas.

O filme é muito colorido e tem tudo para agradar a criançada, mas o público mais velho também vai aprovar esta produção deliciosa. Outro destaque é para a trilha sonora, com músicas de Elton John, que se encaixam perfeitamente no teor latino da história.

No filme, Túlio e Miguel são dois vigaristas que acabam presos no navio de Cortez, legendário conquistador espanhol, enquanto este procurava o caminho para El Dorado, a cidade perdida do ouro. A sorte sorri para os dois rapazes e eles encontram um povoado no México que acreditam ser El Dorado; no entanto, apesar de acolhidos pelo povo Maia, eles chegaram justamente no momento em que o povo local realiza sacrifícios humanos. O filme é repleto de confusões.

Um filme fantástico, para ser assistido e fazer parte da coleção de todos os cinéfilos. História de alto nível, personagens de primeira linha, excelente música, boa animação, que acerta nas piadas, e supera as espectativas. Diversão e entretenimento de qualidade altíssima para todos os espectadores. Para assistir, repetir até cansar, e voltar a ver mesmo depois disso. Classe A********** !!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Eric Bergerone e Don Paul
Elenco: Vozes na versão original: Kevin Kline, Kenneth Branagh, Rosie Perez, Armand Assante, Edward James Olmos.
Produção: Bonne Radford, Brooke Breton
Roteiro: Ted Elliot e Terry Rossio
Fotografia: Animação
Trilha Sonora: Elton John, John Powell, Hans Zimmer
Duração: 89 min.
Ano: 2000
País: EUA
Gênero: Desenho Animado
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Dreamworks
Classificação: Livre

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Numa semana tumultuada, o futuro dos dois prêmios mais importantes da temporada



Mas que semana, hein? Tudo começou sexta feira passada, no final do dia, quando a verificação de dados dos filmes inscritos para a categoria “filme estrangeiro” revelou que Tropa de Elite 2 estava fora do prazo necessário para a competição. E terminou com o anúncio da volta de Ricky Gervais como host dos Globos 2012, pela terceira vez.

Entre uma coisa e outra, a Academia distribuiu seus prêmios honorários num almoço de gala, em clima Star Wars. O presidente Tom Sherak entrou no salão de festas do complexo Hollywood/Highland (onde está o teatro Kodak) vestido de Darth Vader e acompanhado por um pelotão de “storm troppers”. “Como foi a semana de vocês?”, ele disse saudando a ilustre plateia de acadêmicos e convidados, que desatou a gargalhar. Era ao mesmo tempo uma referência a um dos premiados da tarde, James Earl Jones, a eterna voz de Lord Vader, e ao tumulto que quase paralisou os preparativos para o Oscar 2012 e terminou com a troca de produtor e apresentador.

Estas mudanças foram inesperadas, mas fãs da corrida do ouro já podem se preparar para mais novidades a partir de 2013. Com certeza teremos indicados e prêmios mais cedo : a entrega do Oscar de 2013 está marcada para 27 de janeiro, o que pode alterar também as datas dos Globos de Ouro. E, se uma ala muito ativa da diretoria da Academia triunfar, teremos também o exílio dos prêmios técnicos – som, fotografia, efeitos, maquiagem, figurino, direção de arte, montagem – para uma cerimônia separada, prévia, como a que hoje abriga os Oscars honorários.

“Posso ser sincero? Nós estamos no meio do maior tumulto. Vocês, pelo contrário, estão tranquilos”, me confessou um acadêmico (que estava mesmo usando um terno Armani, saindo do almoço).

“Nós”, no caso, somos os votantes dos Globos de Ouro. Que, na verdade, também não passamos uma semana muito tranquila. Entendo perfeitamente os dois lados da discussão pró e contra a volta de Ricky Gervais. Os 16 colegas que votaram contra tem uma metáfora válida: você convidaria para sua festa uma pessoa que só fala mal dos outros convidados? Os Globos tem mesmo um clima de festança informal e divertida, onde astros e estrelas se sentem à vontade - é uma parte importante do charme do evento.

Mas o executivo da NBC e os que votaram a favor também tem razão. Os tempos mudaram, a competição ficou mais agressiva na selva da TV, há mais prêmios que coisas a serem premiadas, e a mistura de estabilidade e crescimento que os Globos tem mantido tem que ser defendida cuidadosamente. Todo mundo – votantes e emissora- concorda que Gervais errou no tom, em janeiro deste ano. Falha de todos porque, ao contrário do que o público pensa, todo show que é transmitido ao vivo é rigorosamente roteirizado e ensaiado. Quem tivesse comparecido aos ensaios saberia em que direção Gervais estava indo.

Sim, o público adora ver os famosos em saia justa. Os Oscars e Emmys, quando acertam, fazem isso muito bem. O segredo está em achar o tom certo, equilibrar a piada de modo a não tirar o gume cortante do apresentador nem deixar na distinta plateia o clima de mal-estar que reinava no salão do Beverly Hilton em janeiro deste ano.

É o desafio dos Globos este ano. A maioria das estrelas vai comparacer, não se preocupem. Na verdade, Kate Winslet e George Clooney já aceitaram convites para apresentar prêmios. Todo mundo é profissional e sabe desenvolver defesas, ser imune a alfinetadas e gozações. É tudo parte do ofício - e da corrida do ouro.

Por Ana Maria Bahiana, em 17/11/2011, no link http://anamariabahiana.blogosfera.uol.com.br/2011/11/17/numa-semana-tumultuada-o-futuro-dos-dois-premios-mais-importantes-da-temporada/

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Eu queria ter a sua vida



Marido troca de corpo com a esposa... mãe troca de corpo com a filha... filho troca de corpo com o pai... cachorro troca de lugar com o dono... menina fica mais velha... menino fica mais velho... e por aí vai... o que esses filmes (ou propostas de filmes) têm em comum? A mesma trama... a mesma aposta em um roteiro que pode ter elementos ou personagens diferentes, mas que no fim, parece causar o mesmo efeito. Mostrar como seria a vida de duas pessoas que mudam de corpos.

O roteiro não é muito inovador, mas é possível imaginar o tipo de enrascadas que os dois amigos que trocam de lugar se meterão ao longo da trama. O que se pode esperar, são momentos bastante previsíveis, e a velha moral da história de sempre. A diferença, talvez, fique na versão mais chula das que já foram lançadas até agora. Humor escatológico é o que não falta.

Jason Bateman e Ryan Reynolds vão bem juntos, e fazem bem o estilo de comédia pastelão com humor mais pesado. Isso não chega a ser um ponto positivo, até porque suas atuações são exageradas. Bem ao estilo já manjado de Bateman.

No mais, é uma comédia bastante normal, com momentos com alguma graça, mas que se perde na intenção de aliviar isso ao longo do filme. A direção se perde em alguns momentos, e o filme é um pouco cansativo em outros.

A história gira em torno de dois melhores amigos. Dave (Jason Bateman) é um marido e pai exausto e frustrado com os afazeres domésticos, enquanto Mitch (Ryan Reynolds) é um solteirão que vai saltando de cama em cama. Ambos invejam a vida do outro, até ao dia em que trocam de corpo.

Um filme comum, com uma história já explorada à exaustão. Um elenco esforçado, mas que não convence. Sem nada de especial, e que apela para o humor mais pesado para convencer ou se fazer valer. Vale como curiosidade, mas não chega a ser uma produção fantástica. Com alguns momentos um pouco mais engraçados, o filme pode até provocar sono.

FICHA TÉCNICA
Diretor: David Dobkin
Elenco: Jason Bateman, Ryan Reynolds, Olivia Wilde, Leslie Mann, Alan Arkin, Mircea Monroe, Gregory Itzin, Ned Schmidtke, Sydney Rouviere, Dax Griffin
Produção: Neal H. Moritz, David Dobkin
Roteiro: Jon Lucas, Scott Moore
Fotografia: Eric Alan Edwards
Trilha Sonora: John Debney
Duração: 113 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Universal Pictures
Classificação: 14 anos