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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Eu queria ter a sua vida



Marido troca de corpo com a esposa... mãe troca de corpo com a filha... filho troca de corpo com o pai... cachorro troca de lugar com o dono... menina fica mais velha... menino fica mais velho... e por aí vai... o que esses filmes (ou propostas de filmes) têm em comum? A mesma trama... a mesma aposta em um roteiro que pode ter elementos ou personagens diferentes, mas que no fim, parece causar o mesmo efeito. Mostrar como seria a vida de duas pessoas que mudam de corpos.

O roteiro não é muito inovador, mas é possível imaginar o tipo de enrascadas que os dois amigos que trocam de lugar se meterão ao longo da trama. O que se pode esperar, são momentos bastante previsíveis, e a velha moral da história de sempre. A diferença, talvez, fique na versão mais chula das que já foram lançadas até agora. Humor escatológico é o que não falta.

Jason Bateman e Ryan Reynolds vão bem juntos, e fazem bem o estilo de comédia pastelão com humor mais pesado. Isso não chega a ser um ponto positivo, até porque suas atuações são exageradas. Bem ao estilo já manjado de Bateman.

No mais, é uma comédia bastante normal, com momentos com alguma graça, mas que se perde na intenção de aliviar isso ao longo do filme. A direção se perde em alguns momentos, e o filme é um pouco cansativo em outros.

A história gira em torno de dois melhores amigos. Dave (Jason Bateman) é um marido e pai exausto e frustrado com os afazeres domésticos, enquanto Mitch (Ryan Reynolds) é um solteirão que vai saltando de cama em cama. Ambos invejam a vida do outro, até ao dia em que trocam de corpo.

Um filme comum, com uma história já explorada à exaustão. Um elenco esforçado, mas que não convence. Sem nada de especial, e que apela para o humor mais pesado para convencer ou se fazer valer. Vale como curiosidade, mas não chega a ser uma produção fantástica. Com alguns momentos um pouco mais engraçados, o filme pode até provocar sono.

FICHA TÉCNICA
Diretor: David Dobkin
Elenco: Jason Bateman, Ryan Reynolds, Olivia Wilde, Leslie Mann, Alan Arkin, Mircea Monroe, Gregory Itzin, Ned Schmidtke, Sydney Rouviere, Dax Griffin
Produção: Neal H. Moritz, David Dobkin
Roteiro: Jon Lucas, Scott Moore
Fotografia: Eric Alan Edwards
Trilha Sonora: John Debney
Duração: 113 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Universal Pictures
Classificação: 14 anos

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

E você, ri do quê?



Mais uma prova que elenco não é nada sem uma boa trama. Tá rindo do quê? é um daqueles filmes que não explica ao que vem. Adam Sandler e Seth Rogen juntos, por seus históricos em comédias, atrai. No entanto, o que desencadeia nessa história sem muito sentido, é uma tentativa de se fazer um filme dramático engraçadinho.

Pode se dizer que a tentativa é um fracasso total. O filme não consegue ser engraçado e muito menos envolvente a ponto de comover. E as mais de duas horas de duração são um duro teste aos seus espectadores. Quando você imagina que o filme já deveria ter acabado há tempos, eis que ele ressurge num epílogo longo e chato.

Na história, George (Adam Sandler) é um comediante stand up de tremendo sucesso que, um dia, descobre ter uma doença incurável e pouco menos de um ano de vida. Ira (Seth Rogen) também é comediante, possui um grande talento, mas trabalha num restaurante e ainda sonha em se tornar um artista de respeito nas poucas vezes que sobe ao palco. Certa noite, no entanto, os dois homens acabam se apresentando no mesmo local. George, imediatamente, decide contratá-lo para ser seu assistente pessoal. Nasce, então, uma grande amizade entre eles.

Rogen incorporou a figura dos seus papeis em comédias com teor mais pesado, geralmente ligadas a algum excesso (drogas ou álcool), tanto que na tentativa de ser sério não consegue agradar. O mesmo acontece com Sandler. Apesar de já ter participado de outros filmes mais sérios (Embriagado de Amor ou Reine Sobre Mim), suas características fizeram com que a gente se acostumasse com os seus personagens em comédias (algumas delas bastante razoáveis e engraçadas).

Não que seja impossível um ator tentar um filme diferente de vez em quando, completamente nada a ver com os seus papeis de costume (aqueles que só fazem comédias, partirem para um drama ou aventura, ou vice versa), mas o costume da audiência costuma rejeitar essas tentativas, a menos que seja um sucesso absoluto. Caso contrário, a estranheza causada pode prejudicar a qualidade da produção.

Aqui o drama engraçadinho não pegou muito bem. O filme é cansativo, lento, cheio de diálogos desnecessários, com uma direção confusa e sem sentido. O produto se tornou um filme que não acrescenta muito à vida de quem o assiste. Muito menos com a sua mensagem há tempos usada e superada. Definitivamente, não vale o preço da locação.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Judd Apatow
Elenco: Adam Sandler, Seth Rogen, Leslie Mann, Eric Bana, Jonah Hill, Jason Schwartzman, Aziz Ansari.
Produção: Judd Apatow, Jack Giarraputo, Evan Goldberg, Seth Rogen, Adam Sandler
Roteiro: Judd Apatow
Fotografia: Janusz Kaminski
Trilha Sonora: Jason Schwartzman
Duração: 146 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Universal Pictures
Estúdio: Apatow Productions / Columbia Pictures / Universal Pictures / Mr. Madison Productions