sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock'n Roll



Típico humor brasileiro de qualidade. Baseado nas tirinhas de Angeli, o filme, na verdade um desenho animado, aproveita as "melhores" características desses personagens pra lá de malucos. A produção, que tem a mesma verve de graça das tirinhas, é maluca o bastante para ser bem agradável.

De verdade, é a típica produção que poderia ser repetida e continuada à exaustão. Um humor com pitadas mais adultas, sem apelação, mas apimentada na medida certa.

O filme conta que no réveillon de 1972, na casa de Cosmo, os então jovens Wood, Stock, Lady Jane, Rê Bordosa, Rampal, Nanico e Meiaoito vivem intensamente suas existências hippies. Trinta anos depois, os personagens sentem o peso do tempo passado em suas realidades adultas. Para tentar retomar os velhos tempos, eles promovem um reencontro de sua antiga banda de rock.

Boa produção nacional. Divertida, ácida, inteligente, com elementos suficientes para agradar os mais exigentes. Uma boa pedida para quem procura um filme nacional diferente, que foge da realidade, mas divertido e engraçado na medida certa.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Otto Guerra
Elenco: Vozes de: Zé Vitor Castiel, Sepé Tiaraju de Los Santos, Janaína Kremer, Rita Lee, Tom Zé.
Produção: Orro Guerra, Marta Machado
Roteiro: Rodrigo John, com a colaboração de Angeli, Otto Guerra, Marta Machado, Tomas Creus, Lucia Koch
Fotografia: - desenho animado -
Trilha Sonora: Matheus Walter, Flu
Duração: 81 min.
Ano: 2006
País: Brasil
Gênero: Desenho Animado
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Otto Desenhos Animados LTDA.
Classificação: 16 anos

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Trocando as Bolas



Ah, um filme pra constar como clássico. Que deveria servir de modelo para muitas das produções atuais. Uma comédia genuína, engraçada de verdade, sem apelar para o escatológico ou sexo. Um daqueles filmes em que os atores seguram toda a onda da história, fantástica, diga-se de passagem, e que não precisam de efeitos mirabolantes ou jogos de cena bonitinhos pra dar classe ao filme.

Dois monstros do cinema, em atuações maravilhosas. Dan Aykroyd e Eddie Murphy. No topo das suas carreiras, antes de sumirem com atuações em filmes menores. Do melhor jeito. Humor de verdade, real, com doses garantidas de risada para todos os gostos.

O roteiro é muito inovador, e se mantém fresco apesar do tempo. Uma direção fantástica, de John Landis, que deixa o filme interessante, leve, e com uma narrativa envolvente, que não permite repetições desnecessárias, detalhes irritantes, ou extensões fora do contexto.

No filme, um milionário acredita que é possível transformar um pilantra qualquer num executivo de sucesso, e, também, ser possível transformar um executivo de sucesso num zé-ninguém. Como seu irmão duvida, eles fazem uma aposta de um dólar e armam uma brincadeira para ver quem está certo. Pra começar, dão um jeito de fazer com que o executivo Louis Winthorpe III (Dan Aykroyd) seja tido como ladrão, perca o emprego, a casa e a namorada. Já o pilantra pé-rapado Billy Ray (Eddie Murphy) ganha um bom emprego e uma boa vida. Mas as duas "cobaias" descobrem a brincadeira e se unem para dar o troco aos dois milionários.

Simplesmente maravilhoso. Um filme para ser assistido e repetido até cansar. Para constar na coleção de todo fanático. Excelente elenco e atuações, roteiro apurado e história pra lá de original, entretenimento garantido para todos os espectadores. Recomendadíssimo!!! Esse vale a pena, com toda a certeza. Classe A+++++!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: John Landis
Elenco: Dan Aykroyd, Eddie Murphy, Ralph Bellamy, Don Ameche, Jamie Lee Curtis, Denholm Elliot, Kristin Holby.
Produção: Aaron Russo
Roteiro: Timothy Harris, John Landis, Herschel Weingrod
Fotografia: Robert Paynter
Trilha Sonora: Elmer Bernstein
Duração: 117 min.
Ano: 1983
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Bicho vai Pegar



Esse, sem dúvida nenhuma, o mais engraçado da trilogia. Inusitada, divertida, inteligente, leve, desengonçada e maluca. São alguns adjetivos que definem bem essa produção. Os personagens pra lá de malucos garantem boas risadas. Por mais que o costume seja o de se criar uma história cheia de sentido, aqui o que vale é a falta total dele.

A animação é uma boa representação do que seria uma comédia sem compromisso. História leve e divertida, personagens muito bem caracterizados e que funcionam muito bem, com uma narrativa rápida e dinâmica, com muita cor, e engraçada de verdade.

No filme, Elliot é veado um camarada que, quando surge na cidade de Timberline, provoca confusões na vida do urso Boog, criado por Bete com todos os mimos de um bicho de estimação. Mas ele é enviado à floresta por sua dona, que acredita ser hora do animal explorar seus instintos. Juntos, Elliot e Boog passam por apuros durante o período de caça.

O absurdo reina do começo ao fim. Então imagine um urso criado como cachorro de estimação, e um veado de chifre quebrado metido a revolucionário que só se dá mal. O resultado disso é um balde de risadas. Não existe nada de previsível, por mais que possa parecer.

Uma animação deliciosa, sem compromisso, rápida, com excelentes elementos que, juntos, resultam em uma boa dose de entretenimento. O filme entrega ao espectador a dose certa de diversão prometida. Pra ser assistido e repetido até cansar.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jill Culton, Anthony Stacchi
Elenco: Vozes na versão original de Ashton Kutcher, Martin Lawrence, Debra Messing, Paul Westerberg
Produção: John B. Carls, Steve Moore
Roteiro: Steve Bencich, Ron Friedman
Duração: 87 min.
Ano: 2006
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Sony Pictures Animation
Classificação: Livre

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Casa Monstro



Quem disse que uma animação não pode dar sustos? Nada de animação infantil, A Casa Monstro é uma produção voltada ao público mais adulto, capaz de assustar mesmo os mais acostumados. Não que seja um filme de terror, mas dentro do universo de animações mais animadas, esse filme tem um lado mais obscuro, que procura entreter por meio de sustos.

O uso de uma tecnologia especial (Real D), que utiliza o movimento de atores reais para então serem animados, dá uma nova perspectiva, mas apesar de querer impressionar e causar um efeito natural, não tem um acabamento que o aproxime do real, e também fica meio longe da qualidade de outras animações. O resultado não é ruim, mas causa um estranhamento, principalmente nas características de alguns personagens.

Algumas cenas lembram, inclusive, outras de filmes reais. O resultado é muito bom, apesar de a história querer aplicar uma espécie de epílogo quando tudo parece ter terminado. Com isso o filme se alonga demais, dá voltas com explicações que o espectador não precisaria, e deixa algumas dúvidas no ar.

No filme, três crianças atravessam para o outro lado da rua para desvendarem um mistério e viverem a maior aventura de suas vidas. DJ, a criança do outro lado da rua, é quem tem o plano. Jenny, a novata, tem a inteligência e Bocão, o melhor amigo de DJ, não tem a menor idéia de nada.

Uma produção interessante, com personagens previsíveis, mas uma temática inovadora para uma animação. Boa pedida para quem curte uns sustos leves. A história poderia ser mais curta, e menos cansativa, mas isso não tira tantos pontos do filme. Não se trata de um filme fantástico, como podem ser outras animações, mas ainda assim é uma boa pedida.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Gil Kenan
Elenco: Mitchel Musso, Sam Lerner, Spencer Locke, Steve Buscemi, Nick Cannon, Matthew Fahey, Maggie Gyllenhaal, Kathleen Turner, Jason Lee.
Produção: Jack Rapke, Steve Starkey
Roteiro: Dan Harmon, Gil Kenan, Pamela Pettler, Rob Schrab
Fotografia: Paul C. Babin, Xavier Pérez Grobet
Duração: 90 min.
Ano: 2006
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Sony Pictures Animation / Amblin Entertainment
Classificação: Livre

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Zumbilândia



Zumbilândia era um dos filmes que estava havia muito tempo na minha lista de filmes a serem vistos, mas que sempre perdiam a vez para outras produções. Finalmente consegui assisti-lo e devo dizer que o filme não é nada ruim. Na verdade, a combinação criada é super divertida. Como uma sátira aos filmes de terror e zumbis, é uma produção que apela para os absurdos dessas histórias, tornando engraçada a vida em um mundo dominado por esses seres.

O elenco funciona muito bem junto. Com destaque para o cowboy machão, interpretado por Woody Harrelson. No mais, atores jovens (Emma Stone, Abigail Breslin e Jesse Eisenberg), mas experientes, em um filme com uma trama bem sacada e um roteiro bastante divertido.

Não chega a ser um filme exageradamente engraçado, mas fica longe de provocar sustos. É um balanço perfeito entre os dois estilos, com um resultado interessante e inteligente. Não comete os mesmos erros de outras sátiras. Apelando para detalhes irritantes e exagerando no humor negro. Consegue agradar bastante, com boas tiradas cômicas e boas doses de entretenimento.

No filme, Columbus (Jesse Eisenberg) criou o hábito de fugir daquilo que o assusta. Já Tallahassee (Woody Harrelson) não tem medo de nada. Em um mundo cheio de zumbis, os dois trabalham juntos para sobreviver, sem se darem conta que podem acabar matando um ao outro.

Uma boa pedida para quem procura um filme divertido. Não se trata de uma comédia engraçadíssima, nem um terror assustador. É uma produção equilibrada, com um elenco forte, uma história bem construída, e elementos que garantem uma boa diversão. Não se trata de um filme imperdível, mas uma boa pedida para quem quer entretenimento sem compromisso. Se bobear, vale até o repeteco.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Ruben Fleischer
Elenco: Amber Heard, Emma Stone, Bill Murray, Abigail Breslin, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Mike White.
Produção: Gavin Polone
Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick
Fotografia: Michael Bonvillain
Trilha Sonora: David Sardy
Duração: 81 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Classificação: 14 anos

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A volta do todo poderoso



A continuação de Todo Poderoso (veja post de ontem neste blog) perde Jim Carrey, mas nem por isso deixa cair sua qualidade. Desta vez, quem assume como protagonista é Steve Carell, que tinha feito uma ponta marcante no filme anterior, mas consegue igualar a qualidade da atuação de Carrey.

A trama aposta em uma mensagem diferente, mas igualmente forte. Novamente, um dos pontos fortes do filme é o seu elenco, com atuações de peso, além de Steve Carell, Morgan Freeman retorna no papel de Deus, e Lauren Graham (a esposa de Steve no filme) também é muito agradável.

Com efeitos especiais de primeira, o filme consegue repetir a graça do primeiro, com tiradas inteligentes e engraçadas na medida certa. Daqueles filmes que entregam exatamente o que prometem ao seu espectador: entretenimento de qualidade.

Nessa continuação, Evan Baxter (Steve Carell) é o personagem que estava sendo atormentado por Bruce Nolan em Todo Poderoso. O tempo passa e Evan já fez as pazes com Bruce, mas ele é inserido num contexto muito maior quando é eleito para o Congresso em Washington D.C.. Quando se prepara para seu primeiro dia de trabalho como deputado, Deus (Morgan Freeman) pede a Evan que o ajude a "mudar o mundo" e o incumbe da responsabilidade de construir uma arca, como a de Noé, para salvar seus amigos e sua família de uma inundação iminente.

Um filme fantástico. Uma comédia com classe. História inteligente, elenco com atuações magníficas, efeitos especiais eficientes, em uma produção de primeira linha. Filme perfeito para toda a família, e diversão garantido para quem procura entretenimento e diversão. Imperdível!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Tom Shadyac
Elenco: Steve Carell, Lauren Graham, Jimmy Bennett, Johnny Simmons, Morgan Freeman, Jonah Hill, Wanda Sykes. John Goodman, Ed Helms, John Michael Higgins.
Produção: Gary Barber, Roger Birnbaum, Michael Bostick, Steve Carell, Neal H. Moritz, Tom Shadyac
Roteiro: Robert Florsheim, Josh Stolberg, Steve Oedekerk
Fotografia: Ian Baker
Trilha Sonora: John Debney
Duração: 90 min.
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Universal Pictures / Spyglass Entertainment / Original Film
Classificação: 12 anos

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Todo Poderoso



Uma comédia como não vejo já faz um tempo. Com a cara de Jim Carrey. O Jim Carrey dos bons tempo, que abusa das caretas e dos trejeitos esquisitos, mas que consegue arrancar gargalhadas do seu espectador. A história pode até ter um ar de previsível. Daquelas que você sabe o que vai acontecer, ou te dá aquela sensação de "eu já vi isso antes". Mesmo assim, a ideia é boa e funciona.

A direção deixa o filme evoluir muito rapidamente. Não existem diálogos cansativos ou detalhes desnecessários. Mesmo com uma lição de moral meio batida, a trama funciona. Ponto positivo também para a fotografia do filme e os efeitos especiais.

Destaque também para o elenco, que além de Carrey, ainda tem Jennifer Aniston, atuando um pouco fora das suas características, mas muito eficiente, e o ilustre Morgan Freeman, que é perfeito para o papel de Deus. Fantástica combinação, com personagens fortes e envolventes.

No filme, o jornalista nova-iorquino Bruce Nolan (Jim Carrey) vive descontente com a própria vida, apesar de ter um bom emprego na TV e uma bela namorada, Grace (Jennifer Aniston). Depois de um dia de cão, o repórter começa a xingar e a questionar Deus. Porém, surpreendentemente, Ele responde e decide vir à Terra na forma de um homem comum (Morgan Freeman). Também cansado de suas tarefas, o Todo-Poderoso dá a Bruce poderes especiais para que ele possa governar o mundo da maneira que acha melhor. O problema é que não é tão fácil ser Deus.

Uma produção fantástica. Uma comédia divertida e engraçada de verdade. Programa perfeito para toda a família. Excelentes atores, em uma história surpreendente e super divertida. Sem dúvida, um daqueles filmes para assistir e repetir até cansar. Simplesmente classe A!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Tom Shadyac
Elenco: Jim Carrey, Jennifer Aniston, Morgan Freeman, Lisa Ann Walter, Steve Carell.
Produção: Michael Bostick, James D. Brubaker, Jim Carrey, Tom Shadyac
Roteiro: Tom Shadyac, Steve Oedekerk, Mark O'Keefe
Fotografia: Dean Semler
Trilha Sonora: John Debney
Duração: 101 min.
Ano: 2003
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Universal Pictures / Interscope Communications
Classificação: Livre