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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Filmes sentimentais podem fortalecer relacionamento, diz estudo

Segundo estudo, assistir a esse tipo de filme tem efeito semelhante à terapia de casal
Segundo estudo, assistir a esse tipo de filme tem efeito semelhante à terapia de casal

Um dos grandes abismos nos relacionamentos entre um homem e uma mulher é aquilo que muitos consideram como "filme para mulher" --um filme como "Laços de Ternura" ou "Diário de Uma Paixão"-- que geralmente leva as mulheres às lágrimas e deixa os homens entediados. Agora, porém, um estudo da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, mostra que os filmes sentimentais feitos em Hollywood podem ajudar a fortalecer relacionamentos na vida real.

A pesquisa, realizada com 174 recém-casados, descobriu que aqueles que assistiram e conversaram sobre questões levantadas em filmes como "Flores de Aço" e "Love Story" tinham menos chances de se separar do que casais em um grupo de controle. Surpreendentemente, a intervenção de "Love Story" foi tão eficiente em manter casais juntos quanto dois métodos intensivos conduzidos por terapeutas.

Os resultados, mesmo sendo preliminares, têm implicações importantes para o aconselhamento a casais com problemas de relacionamento. A intervenção com filmes pode se tornar uma opção de autoajuda para casais relutantes em iniciar sessões formais de terapia, ou àqueles que moram em áreas com menos acesso a terapeutas.
 
"Um filme é uma maneira não ameaçadora de iniciar a conversa", explica Ronald D. Rogge, professor de Psicologia na Universidade de Rochester e principal autor do estudo. "Isso é realmente empolgante, pois torna muito mais fácil atingir os casais e ajudá-los a fortalecer seus relacionamentos em ampla escala". 

O objetivo inicial do estudo era avaliar dois tipos de intervenções terapêuticas, chamadas de CARE e PREP nos Estados Unidos. O método CARE tem como objetivo a aceitação e empatia no aconselhamento de casais, enquanto o PREP é voltado a um estilo específico de comunicação que os casais usam para solucionar problemas. Os pesquisadores queriam uma terceira opção que permitisse uma interação entre os casais sem envolver um aconselhamento intensivo.

Rogge e o autor sênior Thomas N. Bradbury, diretor do Relationship Institute da University of California, em Los Angeles, publicaram as descobertas na edição de dezembro da revista "The Journal of Consulting and Clinical Psychology".

Efeito terapêutico

Os pesquisadores fizeram os casais assistirem a cinco filmes e participarem de discussões orientadas em seguida. Um quarto grupo de casais não recebeu qualquer aconselhamento ou tarefas de autoajuda, servindo como grupo controle.

No início do estudo, os pesquisadores esperavam que os métodos CARE e PREP surtissem um efeito pronunciado sobre os relacionamentos, e que a intervenção com filmes pudesse resultar em algumas melhorias leves à qualidade das relações. Mas a intervenção com filmes funcionou tão bem quanto os dois métodos estabelecidos de terapia para reduzir os divórcios e separações.

Entre os 174 casais estudados, os que receberam aconselhamento matrimonial ou participaram da intervenção com filmes mostraram 50% menos chances de se divorciar ou separar após três anos do que os casais no grupo de controle, que não sofreram nenhuma intervenção. A taxa de divórcio ou separação foi de 11% nos grupos com intervenções, frente a 24% no grupo de controle.
 
Ao determinar a lista de filmes que poderiam ser úteis a casais, os pesquisadores eliminaram comédias românticas populares como "Sintonia de Amor" ou "Harry e Sally – Feitos um para o Outro". Em vez disso, eles fizeram uma lista de filmes que mostram casais em pontos altos e baixos de suas relações.

"Hollywood pode colocar expectativas bastante irreais nos relacionamentos românticos", afirma Rogge. "A ideia de que você precisa se apaixonar de forma fácil e instantânea não é uma realidade, e não é relevante para a maioria dos casais que estão em um relacionamento há dois, três ou quatro anos".

Alguns dos filmes na lista, como "Encontro de Casais", são engraçados e não necessariamente realistas. "Mas eles são suficientes para iniciar um diálogo", explica Rogge.

Desde a conclusão do estudo inicial, Rogge e seus colegas vêm recrutando casais para estudar o efeito da intervenção com filmes sobre diferentes relacionamentos, incluindo casamentos antigos e casais do mesmo sexo.
 
Megan Clifton, estudante de 27 anos de Knoxville, no Tennessee, mora com o namorado há quase dois anos. Mesmo garantindo que os dois têm "uma comunicação excelente", ela decidiu tentar a intervenção com filmes.

Enquanto viam o filme "Uma Noite Fora de Série", com Tina Fey e Steve Carell, o casal riu durante uma cena onde o marido não consegue fechar gavetas e portas de armários. "Ele deixa os armários abertos o tempo todo, e eu me transformo na namorada chata e ele fica meio chateado", explica Megan. "Quando estávamos assistindo ao filme, eu disse: 'Esse é você!', e foi engraçado. Acabamos rindo de tudo, e aquilo nos ajudou a enxergar nosso relacionamento e nossos problemas de forma bem-humorada".

Matt e Kellie Butler de Ashtabula, Ohio, são casados há 16 anos e também acham que a intervenção com filmes ajudou no relacionamento. Até agora, eles assistiram a "Amor e Outras Drogas" e "Ela Vai Ter um Bebê".

"Isso é algo poderoso", diz Matt Butler. "É como acompanhar a criação de personagens em uma sessão de terapia em grupo, mas é um filme --e por isso é menos ameaçador e mais divertido".
Segundo Butler, embora ele e sua mulher tenham um forte vínculo, casais juntos há muito tempo às vezes se esquecem de discutir seus relacionamentos. "Somos casados há 16 anos, mas isso não é algo que você senta e conversa a respeito", diz ele. "Quando você vê um filme, ele te leva a discutir o relacionamento".

Rogge observou que mais pesquisas são necessárias para determinar o efeito sobre uma variedade de casais. Uma falha do estudo é que o grupo de controle não era realmente aleatório. Embora os casais no grupo de controle parecessem similares a outros casais no estudo, em termos de demografia e qualidade do relacionamento, mais pesquisas são necessárias para validar o método dos filmes.

"Analisando a profundidade das discussões que ocorrem após cada filme, e quanto esforço, tempo e introspecção os casais colocam nessas discussões, acredito que poderemos prever como caminharão os relacionamentos", afirma Rogge.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O virgem de 40 anos



Difícil encontrar uma comédia que não apele para o escatológico nos dias de hoje. É uma das frentes de O virgem de 40 anos. Uma história absurda, que precisa se segurar em elementos absurdos e escatológicos para garantir suas risadas. Isso não quer dizer que o filme não tenha seus momentos engraçados. Existe a garantia de boas risadas, mas também existem muitos daqueles momentos de vergonha alheia, sabe? Quando o que acontece na tela causa um certo desconforto no espectador.

Sem falso moralismo. Se é o que vende, é o que entregamos. Mesmo assim, a história ficou devendo no tempero. Começa mais pesada, ousada, parece se arrepender no meio do caminho, com uma mensagem de entusiasmo, e até um certo romantismo de seu protagonista, e depois volta a chutar o balde e insiste no humor mais pesado. Com a passagem lenta, a trama perde um pouco e se torna chata e previsível.

Show mesmo é a atuação de Steve Carell. Fantástico! Consegue salvar a cena em vários momentos, e até se expõe em momentos mais ridículos, como a inesquecível cena da depilação, que ocorreu de verdade. Paul Rudd e Seth Rogen completam o grupo, com seus estilos pouco usuais, que já servem como modelos neste estilo de filme.

No filme, Andy Stitzer (Steve Carell) tem 40 anos e conquistou algumas coisas em sua vida. Tem um emprego estável, um bom apartamento e uma bela coleção de bonecos e revistas em quadrinhos. Mas tem uma coisa que ele ainda não conseguiu nesses anos: experiência sexual. Para ele não se trata de um grande problema o fato de ainda ser virgem, mas seus amigos não se conformam. Para eles, é sua obrigação fazer com que Andy perca a virgindade e é Trish (Catherine Keener), uma mãe de 40 anos, a escolhida para ser a parceira de Andy nessa experiência única.

É uma comédia interessante, que investe em um assunto curioso, mas apela para o sexo e o humor pesado como a maior parte das comédias atuais. É bem produzido, com boa qualidade visual, e elenco que se destaca por causa de Steve Carell. Engraçado em alguns momento, mas decepcionante em outros. É um filme interessante, que consegue algumas doses de risadas, mas está longe de ser magnífico.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Judd Apatow
Elenco: Steve Carell, Catherine Keener, Paul Rudd, Romany Malco, Seth Rogen, Shelley Malil.
Produção: Judd Apatow, Shauna Robertson, Clayton Townsend
Roteiro: Judd Apatow, Steve Carell
Fotografia: Jack N. Green
Trilha Sonora: Lyle Workman
Duração: 117 min.
Ano: 2005
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: UIP
Estúdio: Universal Pictures / Apatow Productions
Classificação: 16 anos

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A volta do todo poderoso



A continuação de Todo Poderoso (veja post de ontem neste blog) perde Jim Carrey, mas nem por isso deixa cair sua qualidade. Desta vez, quem assume como protagonista é Steve Carell, que tinha feito uma ponta marcante no filme anterior, mas consegue igualar a qualidade da atuação de Carrey.

A trama aposta em uma mensagem diferente, mas igualmente forte. Novamente, um dos pontos fortes do filme é o seu elenco, com atuações de peso, além de Steve Carell, Morgan Freeman retorna no papel de Deus, e Lauren Graham (a esposa de Steve no filme) também é muito agradável.

Com efeitos especiais de primeira, o filme consegue repetir a graça do primeiro, com tiradas inteligentes e engraçadas na medida certa. Daqueles filmes que entregam exatamente o que prometem ao seu espectador: entretenimento de qualidade.

Nessa continuação, Evan Baxter (Steve Carell) é o personagem que estava sendo atormentado por Bruce Nolan em Todo Poderoso. O tempo passa e Evan já fez as pazes com Bruce, mas ele é inserido num contexto muito maior quando é eleito para o Congresso em Washington D.C.. Quando se prepara para seu primeiro dia de trabalho como deputado, Deus (Morgan Freeman) pede a Evan que o ajude a "mudar o mundo" e o incumbe da responsabilidade de construir uma arca, como a de Noé, para salvar seus amigos e sua família de uma inundação iminente.

Um filme fantástico. Uma comédia com classe. História inteligente, elenco com atuações magníficas, efeitos especiais eficientes, em uma produção de primeira linha. Filme perfeito para toda a família, e diversão garantido para quem procura entretenimento e diversão. Imperdível!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Tom Shadyac
Elenco: Steve Carell, Lauren Graham, Jimmy Bennett, Johnny Simmons, Morgan Freeman, Jonah Hill, Wanda Sykes. John Goodman, Ed Helms, John Michael Higgins.
Produção: Gary Barber, Roger Birnbaum, Michael Bostick, Steve Carell, Neal H. Moritz, Tom Shadyac
Roteiro: Robert Florsheim, Josh Stolberg, Steve Oedekerk
Fotografia: Ian Baker
Trilha Sonora: John Debney
Duração: 90 min.
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Universal Pictures / Spyglass Entertainment / Original Film
Classificação: 12 anos

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Todo Poderoso



Uma comédia como não vejo já faz um tempo. Com a cara de Jim Carrey. O Jim Carrey dos bons tempo, que abusa das caretas e dos trejeitos esquisitos, mas que consegue arrancar gargalhadas do seu espectador. A história pode até ter um ar de previsível. Daquelas que você sabe o que vai acontecer, ou te dá aquela sensação de "eu já vi isso antes". Mesmo assim, a ideia é boa e funciona.

A direção deixa o filme evoluir muito rapidamente. Não existem diálogos cansativos ou detalhes desnecessários. Mesmo com uma lição de moral meio batida, a trama funciona. Ponto positivo também para a fotografia do filme e os efeitos especiais.

Destaque também para o elenco, que além de Carrey, ainda tem Jennifer Aniston, atuando um pouco fora das suas características, mas muito eficiente, e o ilustre Morgan Freeman, que é perfeito para o papel de Deus. Fantástica combinação, com personagens fortes e envolventes.

No filme, o jornalista nova-iorquino Bruce Nolan (Jim Carrey) vive descontente com a própria vida, apesar de ter um bom emprego na TV e uma bela namorada, Grace (Jennifer Aniston). Depois de um dia de cão, o repórter começa a xingar e a questionar Deus. Porém, surpreendentemente, Ele responde e decide vir à Terra na forma de um homem comum (Morgan Freeman). Também cansado de suas tarefas, o Todo-Poderoso dá a Bruce poderes especiais para que ele possa governar o mundo da maneira que acha melhor. O problema é que não é tão fácil ser Deus.

Uma produção fantástica. Uma comédia divertida e engraçada de verdade. Programa perfeito para toda a família. Excelentes atores, em uma história surpreendente e super divertida. Sem dúvida, um daqueles filmes para assistir e repetir até cansar. Simplesmente classe A!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Tom Shadyac
Elenco: Jim Carrey, Jennifer Aniston, Morgan Freeman, Lisa Ann Walter, Steve Carell.
Produção: Michael Bostick, James D. Brubaker, Jim Carrey, Tom Shadyac
Roteiro: Tom Shadyac, Steve Oedekerk, Mark O'Keefe
Fotografia: Dean Semler
Trilha Sonora: John Debney
Duração: 101 min.
Ano: 2003
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Universal Pictures / Interscope Communications
Classificação: Livre

terça-feira, 26 de julho de 2011

Um jantar para idiotas



Um jantar para idiotas não é daqueles filmes que chamam a atenção por seu título pomposo. Mas a sua trama, e até a sua mensagem acabam conquistando seu espectador.

Confesso que não sou grande fã de Paul Rudd. Acho o cara forçadão, e seus filmes costumam apelar para um humor muito escrachado. Diferente de Steve Carell, que mesmo nos seus piores papéis, acaba agradando, por ter um jeito mais simpático. Mas a questão aqui é que os dois funcionam muito bem juntos, e até Rudd acaba agradando.

O filme tem uma bela fotografia, e embora apele para a diferença entre pessoas "inteligentes" e "idiotas", o que sempre gera um estresse por ser ofensivo, consegue ter boas tiradas engraçadas e remete a uma moral da história que funciona.

No filme, Tim (Paul Rudd) é um empresário em ascensão que ganha a vida achando convidados perfeitos para o evento mensal que seu chefe organiza, um jantar entre executivas com competições esdrúxulas. Ele encontra o personagem perfeito, Barry (Steve Carell), que parece ser o rei dos idiotas.

O título pode assustar, mas o filme é uma boa pedida, principalmente pra quem quer uma comédia que realmente diverte e ainda vende uma boa história. A produção tem a cara de Steve Carell, e o seu personagem, pode ser mais inteligente do que parece a princípio. Enfim, um filme agradável, que pode ser encaixado na sua sessão matinê de vídeo, ou até naquela sessãozinha de início da noite.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jay Roach
Elenco: Steve Carell, Paul Rudd, Jemaine Clement, Jeff Dunham, Bruce Greenwood, Ron Livingston, Stephanie Szostak
Produção: Laurie MacDonald, Walter F. Parkes
Roteiro: Andy Borowitz, David Guion, Michael Handelman
Fotografia: Jim Denault
Trilha Sonora: Theodore Shapiro
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: DreamWorks SKG

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Favorito de verdade


Mais uma encantadora animação. Divertida, inteligente, dinâmica, com personagens eficientes e bem construídos, um enredo bem produzido, e uma história agradável para todos os tipos de público. Com uma ótima narração, piadas engraçadas de verdade, e um apelo excelente que atrai a criançada e os mais velhos.

Na história Gru (Steve Carell) é o maior vilão do momento, mas tem seu posto abalado pelo novato Vetor (Jason Segel). Para recuperar o topo, ele planeja roubar a Lua, auxiliado pelas criaturas Minion. O problema é que três meninas órfãs veem nele a figura de um pai. Diante disso, Gru fica dividido entre roubar a Lua e abandonar as pequenas ou ficar com elas e desistir dos seus planos.

Disputa o título de melhor animação do ano com Toy Story 3 e Como Treinar seu Dragão. Não acho que seja forte o suficiente para chegar ao páreo, mas nem por isso deixa de ser uma boa produção.

É um daqueles filmes que vale a pena ser assistido a qualquer momento, com toda a família, ou não, com direito a muitos repetecos. Engraçado na medida certa, com uma boa mensagem, bastante atraente, colorido como deve ser, bem dirigido, com ótimo roteiro. Vale assistir e repetir. Grande produção do ano.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Pierre Coffin, Chris Renaud, Sergio Pablos
Elenco: Vozes no original de: Jason Segel, Russell Brand, Steve Carell, Kristen Wiig, Miranda Cosgrove, Ken Jeong, Julie Andrews, Jemaine Clement.
Produção: John Cohen, Janet Healy, Christopher Meledandri
Roteiro: Ken Daurio, Cinco Paul
Trilha Sonora: Heitor Pereira, Pharrell Williams
Duração: 92 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Universal
Estúdio: Illumination Entertainment
Classificação: Livre

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Que fora...



Deveria ser um filme fora de série. Steve Carell e Tina Fey juntos. Deveria ser um filme engraçado (muito engraçado). Deveria ser um filme inteligente. Deveria ser um filme, no mínimo, bom. Mas nada disso se confirma em Uma Noite Fora de Série.

Na história, Phil (Steve Carell) e Clara (Tina Fey) formam um casal sem muitas emoções. Mas, em uma noite, eles são confundidos com outras pessoas e, com isso, iniciam uma alucinada jornada para escapar de dois bandidos.

Acho que a coisa toda foi mal explorada, e o humor ficou superficial, com raros toques engraçados, sem as tiradas comuns e inteligentes que comumente vemos em produções de Steve e Tina (ok, nem sempre).

No geral, o filme se parece muito com Perdidos em Nova York (original de 1970, com Jack Lemmon e Sandy Dennis, e depois em 1999, com Steve Martin e Goldie Hawn), o que perde aquela sensação de novo. Apelando para velhos clichês que tornam o filme cansativo e desengonçado.

Não chega a ser um fracasso total, mas é um filme bastante fraco se você busca uma comédia divertida e que faça rir. A fotografia é bonita, e o roteiro é bem dirigido, mas o resultado final acaba sendo previsível e cansativo. Se não é a sua praia, fique longe.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Shawn Levy
Elenco: Steve Carell, Tina Fey, Mila Kunis, Leighton Meester, Mark Wahlberg, James Franco, Mark Ruffalo, Kristen Wiig, Ray Liotta, Olivia Munn, Taraji P. Henson.
Produção: Shawn Levy, Tom McNulty
Roteiro: Josh Klausner
Fotografia: Dean Semler
Trilha Sonora: Christophe Beck
Duração: 88 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: 21 Laps Entertainment
Classificação: 12 anos