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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O virgem de 40 anos



Difícil encontrar uma comédia que não apele para o escatológico nos dias de hoje. É uma das frentes de O virgem de 40 anos. Uma história absurda, que precisa se segurar em elementos absurdos e escatológicos para garantir suas risadas. Isso não quer dizer que o filme não tenha seus momentos engraçados. Existe a garantia de boas risadas, mas também existem muitos daqueles momentos de vergonha alheia, sabe? Quando o que acontece na tela causa um certo desconforto no espectador.

Sem falso moralismo. Se é o que vende, é o que entregamos. Mesmo assim, a história ficou devendo no tempero. Começa mais pesada, ousada, parece se arrepender no meio do caminho, com uma mensagem de entusiasmo, e até um certo romantismo de seu protagonista, e depois volta a chutar o balde e insiste no humor mais pesado. Com a passagem lenta, a trama perde um pouco e se torna chata e previsível.

Show mesmo é a atuação de Steve Carell. Fantástico! Consegue salvar a cena em vários momentos, e até se expõe em momentos mais ridículos, como a inesquecível cena da depilação, que ocorreu de verdade. Paul Rudd e Seth Rogen completam o grupo, com seus estilos pouco usuais, que já servem como modelos neste estilo de filme.

No filme, Andy Stitzer (Steve Carell) tem 40 anos e conquistou algumas coisas em sua vida. Tem um emprego estável, um bom apartamento e uma bela coleção de bonecos e revistas em quadrinhos. Mas tem uma coisa que ele ainda não conseguiu nesses anos: experiência sexual. Para ele não se trata de um grande problema o fato de ainda ser virgem, mas seus amigos não se conformam. Para eles, é sua obrigação fazer com que Andy perca a virgindade e é Trish (Catherine Keener), uma mãe de 40 anos, a escolhida para ser a parceira de Andy nessa experiência única.

É uma comédia interessante, que investe em um assunto curioso, mas apela para o sexo e o humor pesado como a maior parte das comédias atuais. É bem produzido, com boa qualidade visual, e elenco que se destaca por causa de Steve Carell. Engraçado em alguns momento, mas decepcionante em outros. É um filme interessante, que consegue algumas doses de risadas, mas está longe de ser magnífico.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Judd Apatow
Elenco: Steve Carell, Catherine Keener, Paul Rudd, Romany Malco, Seth Rogen, Shelley Malil.
Produção: Judd Apatow, Shauna Robertson, Clayton Townsend
Roteiro: Judd Apatow, Steve Carell
Fotografia: Jack N. Green
Trilha Sonora: Lyle Workman
Duração: 117 min.
Ano: 2005
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: UIP
Estúdio: Universal Pictures / Apatow Productions
Classificação: 16 anos

terça-feira, 26 de julho de 2011

Um jantar para idiotas



Um jantar para idiotas não é daqueles filmes que chamam a atenção por seu título pomposo. Mas a sua trama, e até a sua mensagem acabam conquistando seu espectador.

Confesso que não sou grande fã de Paul Rudd. Acho o cara forçadão, e seus filmes costumam apelar para um humor muito escrachado. Diferente de Steve Carell, que mesmo nos seus piores papéis, acaba agradando, por ter um jeito mais simpático. Mas a questão aqui é que os dois funcionam muito bem juntos, e até Rudd acaba agradando.

O filme tem uma bela fotografia, e embora apele para a diferença entre pessoas "inteligentes" e "idiotas", o que sempre gera um estresse por ser ofensivo, consegue ter boas tiradas engraçadas e remete a uma moral da história que funciona.

No filme, Tim (Paul Rudd) é um empresário em ascensão que ganha a vida achando convidados perfeitos para o evento mensal que seu chefe organiza, um jantar entre executivas com competições esdrúxulas. Ele encontra o personagem perfeito, Barry (Steve Carell), que parece ser o rei dos idiotas.

O título pode assustar, mas o filme é uma boa pedida, principalmente pra quem quer uma comédia que realmente diverte e ainda vende uma boa história. A produção tem a cara de Steve Carell, e o seu personagem, pode ser mais inteligente do que parece a princípio. Enfim, um filme agradável, que pode ser encaixado na sua sessão matinê de vídeo, ou até naquela sessãozinha de início da noite.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jay Roach
Elenco: Steve Carell, Paul Rudd, Jemaine Clement, Jeff Dunham, Bruce Greenwood, Ron Livingston, Stephanie Szostak
Produção: Laurie MacDonald, Walter F. Parkes
Roteiro: Andy Borowitz, David Guion, Michael Handelman
Fotografia: Jim Denault
Trilha Sonora: Theodore Shapiro
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: DreamWorks SKG

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Eu te odeio, cara...

Curto e grosso? Fraquíssimo, do início ao fim. Essa é uma daquelas produções que promete risadas ininterruptas, mas usam no trailer todas as passagens mais engraçadas.
Na história, um agente imobiliário está noivo da mulher dos seus sonhos, mas durante os preparativos do casamento, ela e suas amigas percebem que ele é meio esquisito por não ter amigos próximos o suficiente para serem seus padrinhos na cerimônia. Ele resolve conhecer homens para serem seus amigos. Depois de uma série de encontros bizarros com esse objetivo, conhece um camarada, com quem se identifica. No entanto, na medida em que a amizade cresce, mais o relacionamento sofre.
O filme tem várias combinações estranhas e, arrisco dizer, mal exploradas. Questões, como o maridão esquisito de uma das amigas da noiva, que cisma bancar o machão, que poderia ser mais engraçado. Os encontros dele com outros homens. No entanto, tudo é previsível e sem graça.
Produzido por John Hamburg (Quero ficar com Polly), o filme tem entre seus protagonistas Paul Rudd (O Virgem de 40 anos) e Jason Segel, além de Rashida Jones, Jon Favreau, Carla Gallo Lou Ferrigno, Liz Cackowski, Vitaliy Versace, Aaron D. Spears e Sonia Laszlo.
Nada de risadas fáceis. O filme abusa de clichês sem um pingo de humor. A história é fraca, com atuações ainda mais fracas, em um filme que precisa de muito esforço para ser assistido até o fim. Perda de tempo gigante.......