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terça-feira, 23 de abril de 2013

Veterana atriz Kim Novak é convidada de honra no Festival de Cannes

Kim Novak em cena de 'Um corpo que cai' (1958), de Alfred Hitchcock (Foto: Divulgação)

A atriz americana Kim Novak será convidada de honra da 66ª edição do Festival de Cinema de Cannes, durante a qual será exibida uma cópia restaurada do clássico "Um corpo de cai" (1958), de Alfred Hitchcock.

A atriz de 80 anos também participará na cerimônia de encerramento do festival – que vai de 15 a 26 de maio – quando entregará um dos prêmios principais.

Sobre seu papel no clássico de Hitchcock, Kim Novak comentou na ocasião: "O interessante é que o roteiro me remeteu ao que eu vivia na época; era a história de uma mulher que é forçada a ser alguém que ela não é".

Afastada das telas e agora dedicada à pintura, Novak participou de filmes como "Sortilégio de amor", "Meus dois carinhos", "Beija-me, idiota" e "Aconteceu num apartamento".

Competição
Filmes dos irmãos Ethan e Joel Coen (EUA), Steven Soderbergh (EUA), Nicolas Winding Refn (Dinamarca) e Paolo Sorrentino (Itália) estão entre os 19 que disputarão a Palma de Ouro do Festival de Cannes.

Inspirada na figura do extravagante pianista Liberace e interpretado por Michael Douglas e Matt Damon, "Behind the candelabra" de Sodergergh (Oscar de Melhor Diretor em 2001 com "Traffic" e Palma de Ouro em 1989 com "Sexo, mentiras e videotape") está entre os escolhidos. Também integram a lista "La grande belleza" de Sorrentino e "Only Gods forgive" de Refn.

Outro destaque é o novo filme dos irmãos Coen, "Inside Llewyn Davis", protagonizado por Oscar Isaac, Carey Mulligan e Justin Timberlake, que narra a história de um compositor folk nos anos 60 em Nova York. O representante latino-americano é "Heli", terceiro longa-metragem do mexicano Amat Escalante.

O primeiro filme americano do francês Guillaume Canet "Blood ties", com Clive Owen, Billy Crudup e Marion Cotillard, que mostra a rivalidade de dois irmãos, um policial e um criminoso, também está na mostra, mas fora de competição, assim como "All is lost", do americano JC Chandor, no qual Robert Redford interpreta um homem que deve sobreviver depois de cair no mar.

"O grande Gatsby" do australiano Baz Luhrmann, com Leonardo DiCaprio, abrirá o festival em 15 de maio. "Zulu", do francês Jérôme Salle, com Forest Whitaker e Orlando Bloom, encerrará o evento em 26 de maio.

O cineasta americano Steven Spielberg será o presidente do júri internacional do festival. O diretor artístico do festival, Thierry Frémaux, comandou o comitê de seleção que escolheu entre 1.859 longas-metragens de todo o mundo.

Veja a lista dos dezenove filmes selecionados para disputar a Palma de Ouro no 66º Festival de Cannes:

- "Un château en Italie", Valeria Bruni-Tedeschi
- "Inside Llewyn Davis", Joel e Ethan Coen
- "Michael Kohlhaas", Arnaud Despallières
- "Jimmy P. (Psychotherapy of a Plains Indian)", Arnaud Desplechin
- "Heli", Amat Escalante
- "Le passé", Asghar Farhadi
- "The immigrant", James Gray
- "Grisgris", Mahamat-Saleh Haroun
- "Tian Zhu Ding" ("A touch of sin"), Jia Zhangke
- "Soshite Chichi Ni Naru" ("Like father, like son"), Kore-Eda Hirokazu
- "La vie d'Adèle", Abdellatif Kechiche
- "Wara No Tate" ("Shield of straw"), Takashi Miike
- "Jeune et jolie", François Ozon
- "Nebraska", Alexander Payne
- "La Vénus à la fourrure", Roman Polanski
- "Behind the Candelabra", Steven Soderbergh
- "La grande bellezza", de Paolo Sorrentino
- "Borgman", Alex Van Warmerdam
- "Only God forgives", Nicolas Winding Refn

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ladrão de Casaca

206320Cary Grant e Grace Kelly, em um filme de Alfred Hitchcock, poderia ser pedida melhor? Dificilmente. Adicione a isso uma produção com fotografia fantástica, marca de Hitchcock, mas com uma pegada extra (de verdade, você percebe que o visual do filme é diferente já na primeira sequência), e um roteiro inteligente e com um começo, meio e fim bem caracterizados.

Ladrão de Casaca é tudo isso e muito mais. Mesmo sendo colocado no gênero suspense, é uma produção que mistura ação, romance, e até uma pitada de comédia. Para um filme de 1955, tudo parece funcionar perfeitamente.

O roteiro vai bem do começo ao fim, com uma narrativa perfeita, que não se prende a detalhes desnecessários, nem é rápida demais. Quando o filme acaba, a sensação é a de que você teve a dose exata de entretenimento.

A combinação de um bom elenco, com uma história inteligente e agradável, com a parte audio visual de primeiríssima qualidade, resultam em um filme super atraente, e que tem tudo para conquistar o espectador.

No filme, um ladrão aposentado (Cary Grant) deve ajudar a polícia francesa e uma rica viúva a encontrar o ladrão que está roubando joias na Riviera Francesa para que ele mesmo, como principal suspeito, não acabe preso.

Uma produção que tem tudo para agradar todos os tipos de audiência. Elenco de primeira qualidade, um excelente diretor, destaque na qualidade audio visual, e uma história que combina ação, romance, suspense, humor, muito bem balanceados, e de maneira agradável, com gostinho de quero mais. Grande pedida para quem curte um clássico que se mantêm atual.
 

FICHA TÉCNICA

Diretor: Alfred Hitchcock
Elenco: Cary Grant, Grace Kelly, Jessie Royce Landis, John Williams, Charles Vanel, Brigitte Auber, Jean Martinelli, Georgette Anys
Produção: Alfred Hitchcock
Roteiro: John Michael Hayes
Fotografia: Robert Burks
Trilha Sonora: Lyn Murray
Duração: 106 min.
Ano: 1955
País: EUA
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Paramount Pictures

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Paramount celebra 100 anos e lança 'Asas' em Blu-Ray


Primeiro filme inteiramente feito em Hollywood - "The Squaw Woman", de Cecil B. De Mille. Primeiro vencedor do Oscar - "Asas", de William A. Wellman. A história de Hollywood passa por um estúdio que nesta quinta-feira, exatamente, completa 100 anos e, se é verdade que Hollywood foi um sonho de imigrantes judeus fugidos de progroms na Europa, a Paramount foi uma criação do lendário Adolph Zukor. Ele passou os primeiros 15 de seus 103 anos na Hungria e os últimos 64 anos na Califórnia, lutando para consolidar e, finalmente, num cargo honorífico, desfrutando da benesse de ter sido o idealizador da marca que é chamada ''das estrelas''.

Parabéns a você! A Paramount do Brasil comemora o centenário da matriz lançando em Blu-Ray o primeiro filme oscarizado da história, o clássico de aviação "Asas" (Wings). A especialista Andrea Kalas conta como restaurou a obra famosa e também que finaliza, atualmente, o restauro de "Crepúsculo dos Deuses" (Sunset Boulevard), de Billy Wilder, para o fecho das comemorações dos 100 anos. A empresa disponibiliza um catálogo de clássicos e cults para cinéfilo nenhum botar defeito. Haja emoção - thrillers de Alfred Hitchcock, westerns de Howard Hawks, Henry Hathaway e John Ford e os blockbusters dos anos 1970 ("Love Story" e "O Poderoso Chefão 1 e 2", de Francis Ford Coppola) e 80 ("Os Caçadores da Arca Perdida", de Steven Spielberg, o primeiro "Indiana Jones").

Durante parte da década de 1910, o nome Paramount era apenas um braço da companhia cinematográfica chamada Famous Players-Lasky, que pertencia a Jesse Lasky. O húngaro Zukor, que atravessara o Atlântico na esperança de fazer a América, começou como faxineiro, mas se integrou à parceria criando uma rede de distribuição para os filmes que, da base na Melrose Avenue, em Hollywood, incluía centenas de salas - formando, já na origem, uma gigantesca corporação. Em 1925, a Famous Players-Lasky virou definitivamente Paramount, mas a história oficial do estúdio começa quando o primeiro filme - "Rainha Elizabeth", com Sarah Bernhardt - estreou no Lyceum Theatre, em 12 de julho de 1912.

É a data que se comemora nesta quinta e, dois anos mais tarde, estreava o primeiro filme completamente hollywoodiano da Paramount, "The Squaw Woman". Cecil B. De Mille deveria realizá-lo em New Jersey, mas como a produção envolvia um ataque de índios, o diretor convenceu Lasky de que a filmagem deveria ser no Arizona. Foi parar na Califórnia, no sítio chamado de Hollywood, onde alugou o que lhe parecia a extensão apropriada de terra para a cena por US$ 75. Como diretor, De Mille virou a cara da Paramount e permaneceu no estúdio até sua morte, em 1955. Bem antes disso, sucessos de Mae West e dos Irmãos Marx nos anos 1920, somados ao fato de que a Paramount possuía a própria rede de salas, fizeram do estúdio o mais rentável de Hollywood.

Em 1927/28, a recém-formada Academia de Cinema instituiu um prêmio - e o primeiro Oscar foi para "Wings". Veio a crise e a Paramount sobreviveu à crise e à depressão econômica pós-1929. Baque maior sofreu em 1949, quando a Suprema Corte dos EUA, que julgava a empresa por formação de truste, ordenou que se desfizesse das salas de cinema. A Paramount diminuiu os lucros que o controle da cadeia cinematográfica lhe davam, ficando só com a produção e distribuição de filmes. Os êxitos dos anos 1980 e 90 recuperaram os grandes números. Tudo isso compõe a história destes 100 anos, mesmo que, para o público, o que importa sejam os filmes. E os astros e estrelas.

História

A história da Paramount Pictures se confunde com a do próprio cinema. Ela nasceu sete anos depois da inauguração da primeira sala de exibição de filmes americana, quando esses espaços ainda eram chamados de nickelodeons – uma alusão ao preço do ingresso, que custava um níquel, ou seja, meros cinco centavos de dólar.

Por ser proprietário de um cinema em Nova York, o húngaro Adolf Zukor conquistou o direito de distribuir, nos Estados Unidos, quatro rolos da produção Queen Elizabeth, estrelado pela atriz Sarah Bernhardt. Foi assim que, de forma tímida, a Paramount deu seus primeiros passos, no mesmo dia em que estreava o longa-metragem sobre a rainha inglesa, em 12 de julho de 1912.
 
Ano após ano, a empresa foi ampliando o seu catálogo e, em 1927, já comemorava o primeiro Oscar. O filme mudo Wings (Asas), sobre pilotos de caça da Primeira Guerra Mundial, ficou nada menos que 63 semanas em cartaz e, até 2012, tinha sido a única produção sem áudio a levar a estatueta de Melhor Filme. Feito que, hoje, divide com o francês O Artista, o último vencedor nessa categoria.

Na década de 40, apesar do caos mundial instalado pela Segunda Guerra, a empresa viveu a sua “Era de ouro”. Ela teve o maior faturamento já registrado até então por um estúdio hollywoodiano – quase 40 milhões de dólares – e passou a acumular Oscars em sua estante: Going My Way (O Bom Pastor) e The Lost Weekend (Farrapo Humano), conquistados em anos consecutivos, foram apenas dois deles.
 
De lá para cá, o lançamento de sucessos não parou mais. Desde Queen Elizabeth, a biblioteca de Paramount contabiliza mais de 900 títulos. Bonequinha de Luxo, a primeira versão de Romeu e Julieta e Chinatown, de Roman Polanski, são alguns dos clássicos produzidos entre os anos 60 e 70.
 
A lista de filmes marcantes da década de 80 é ainda mais extensa: Jornada nas Estrelas, Sexta-Feira 13, Top Gun - Ases Indomáveis, Curtindo a Vida Adoidado, Flashdance, Ghost e Grease – Nos Tempos da Brilhantina. Sem contar Forrest Gump e Coração Valente, nos anos 90, e Kung Fu Panda, O Curioso Caso de Benjamim Button e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, a partir de 2000.

Ao completar seu 100º aniversário, os negócios da Paramount vão além da produção e distribuição de filmes. O grupo também integra outras empresas de entretenimento, como a MTV Films, a Nickelodeon Movies e a Paramount Home Entertainment – esta última, representada no Brasil desde 1985. É, ainda, a distribuidora oficial dos quadrinhos de heróis da Marvel e a principal produtora da DreamWorks Animation, um dos maiores estúdios de animação do mundo.

Para celebrar o centenário, desde abril, a Paramount tem lançado a Coleção The Best Of Paramount. Isso significa que, até novembro, edições limitadas e restauradas de produções memoráveis estarão disponíveis em Blu-Ray - todas acompanhadas com um ímã exclusivo do filme, para colecionadores. Chinatown, Ladrão de Casaca, Armações do Amor e Uma Mente Brilhante foram os primeiros a ganhar a versão especial. Para este mês, é a vez de Escola do Rock e Desventuras em Série. Também fazem parte da seleção Náufrago, Sabrina, Prenda-me se For Capaz e a quadrilogia de Indiana Jones, que chegarão em breve. Até mesmo o épico Wings (Asas) terá suas cenas aéreas transportadas para alta definição. Afinal, a intenção da Paramount é fazer o que já era bom ficar ainda melhor.

Cartaz

Um cartaz minimalista foi criado para ilustrar esse século de vida. Será que você conhece todos os filmes que aparecem na imagem? Tente!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Meio século de "Psicose", a obra icônica de Alfred Hitchcock



O clássico de Alfred Hitchcock "Psicose" completa 50 anos como a obra-prima do cinema de suspense reconhecido mundialmente por sua já mítica cena do assassinato no banheiro executado pelo alienado Norman Bates.

Apesar de ter estreado com algumas críticas desfavoráveis em 16 de junho de 1960 em uma sala nova-iorquina, o filme acabou convencendo a indústria e o público, que meio século depois continua fã desta obra emblemática.

"Psicose" voltou aos cinemas em abril no Reino Unido e em 19 de outubro vai ganhar uma edição especial em formato blu-ray.

"Psycho 50th Anniversary Edition" incluirá uma versão remasterizada do filme em alta definição e contará com inúmeros conteúdos extras, entre estes um documentário sobre como foi realizado o filme, o trailer original e uma análise da inconfundível cena do chuveiro.

O filme, protagonizado por Janet Leigh e Anthony Perkins, leva o espectador a um estranho hotel administrado por Norman Bates, um homem que aparentemente vive submisso a mãe, onde chega uma mulher que foge para a Califórnia para começar uma nova vida com seu namorado, após ter roubado US$ 40 mil de sua empresa.

Uma parada no caminho que será a última para a personagem interpretada por Leigh, que morrerá esfaqueada enquanto toma banho, em uma sequência tão reconhecida por suas imagens quanto pela sua trilha sonora.

Os violinos serviram para o compositor Bernard Herrmann para gerar a tensa melodia que vai "crescendo", enquanto ocorre o ataque que em 2009 foi votado como a mais aterrorizante da história do cinema em uma pesquisa realizada pela entidade de direitos autorais de propriedade intelectual britânica PRS for Music.

Além de seu impacto audiovisual, esse crime de ficção chegou a se transformar em objeto de livros, como o publicado em março por Robert Graysmith, "The Girl in Alfred Hitchcock's Shower", dedicado a falar da vida dupla de Leigh em "Psicose".

O corpo nu da atriz na famosa cena era de Marli Renfro, uma mulher que chegou a ser capa da "Playboy" antes de desaparecer e correr a notícia equivocada de que havia sido assassinada.

O papel de Renfro em "Psicose" foi mantido em sigilo pelo interesse da produção em 1960, tanto pelo diretor quanto pela estrela do filme, Leigh, quem por pudor se negou a tirar a roupa diante das câmeras.

Essa não foi a única artimanha do "mestre do suspense" para o lançamento do filme, que se baseou no romance homônimo publicado em 1959 por Robert Bloch, inspirado na figura de Eddie Gein, um assassino em série de Wisconsin que nos anos 50 colecionava restos humanos em sua fazenda.

Uma vez que decidiu fazer "Psicose", Hitchcock iniciou uma campanha para impedir que o público conhecesse antecipadamente o fim da trama, por isso comprou todas as cópias da primeira edição do livro, cujos direitos tinha adquirido por US$ 9 mil.

"Psicose" foi gravado em um entorno fechado e obrigou a todos os trabalhadores a assinar um contrato que os obrigava a não mencionar o fim para ninguém.

Com a ideia de manter a tensão durante as projeções, Hitchcock aparecia nos cartazes do filme alertando os espectadores que não aceitaria ninguém na sala após o início da sessão.

"Psicose" é possivelmente o título mais conhecido da filmografia deste cineasta, que também fez produções como "Os 39 passos" (1935), "Interlúdio" (1946), "Janela Indiscreta" (1954), "O homem que sabia demais" (1956) e "Intriga Internacional" (1959). EFE