sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O Lorax: Em busca da Trúfula perdida


Mais uma prova que as animações da atualidade superam em muito a qualidade de qualquer outra produção. Mesmo sendo mais dirigido ao público infantil (ou não), com uma moral da história já batida (mas nunca esgotada), e com algumas passagens mais previsíveis, o Lorax é um filme fora de série, agradável do começo ao fim.

Tudo é multi colorido. No geral, a parte técnica é espetacular. Tantos detalhes, minuciosamente caprichados para o deleite do espectador.

Junte a isso personagens extremamente atraentes, que agregam muito valor à trama, passagens musicais deliciosas e muito divertidas, e uma história que tem tudo para agradar crianças e adultos.

Depois de Rango, acreditei que nenhum outro filme, ou animação, poderiam ter tanta riqueza de detalhes. Lorax iguala e até supera, apesar de ser um tipo completamente diferente de filme. Dos mesmos produtores de Horton e o Mundo dos Quem, Lorax é um filme fantástico, e tão divertido quanto seu antecessor.

No filme, o menino Ted descobriu que o sonho de sua paixão, a bela Audrey , é ver uma árvore de verdade, algo em extinção. Disposto a realizar este desejo, ele embarca numa aventura por uma terra desconhecida, cheia de cor, natureza e árvores. É lá que conhece também o simpático e ao mesmo tempo rabugento Lorax, uma criatura curiosa preocupada com o futuro de seu próprio mundo.

Excelente produção, Lorax supera as expectativas e consegue agradar todos os tipos de público. Acerta em cheio nas piadas, e consegue entregar um produto final cheio de recursos inusitados, boas músicas, mensagem agradável, e animação de primeiríssima qualidade. Peca pela previsibilidade em algumas passagens, mas ao final, deixa um delicioso gostinho de quero mais. Pra assistir e repetir.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Chris Renaud, Kyle Balda
Produção: Janet Healy, Christopher Meledandri
Roteiro: Ken Daurio, Cinco Paul
Duração: 94 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Illumination Entertainment / Universal Pictures
Classificação: 12 anos





quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Conheça os longas selecionados para o Festival do Rio 2012

Foram divulgados os longas selecionados para a Première Brasil do Festival do Rio 2012. O evento ocorre na capital carioca entre os dias 27 de setembro e 11 de outubro de 2012. Durante essas duas semanas, a cidade vai ser tomada por grandes nomes do cinema brasileiro e mundial.

Na última edição foram premiados os filmes: A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Vinicius Coimbra, como Melhor Longa-Metragem de Ficção; Sudoeste, de Eduardo Nunes, com o Prêmio Especial do Júri e As Canções, de Eduardo Coutinho, como Melhor Longa-Metragem Documentário.
Na mostra competitiva deste ano destaque para Disparos, de Juliana Reis. A cineasta e jornalista, que viveu 16 anos na França e voltou ao Brasil em 2005, se manteve no cinema escrevendo roteiros para os diretores João Jardim (A Vida de Julia) e Murilo Salles (O Fim e os meios). Disparos marca sua estreia na direção de um longa.

Na Mostra Novo Rumos, o longa de Francisco César Filho, Augustas, merece ser citado. Com 26 anos de carreira, este é o primeiro longa do diretor, que teve sua pré-estreia na Mostra de Tiradentes de 2012 e retrata o universo do "baixo augusta", região paulistana com forte vida noturna.

Destaque também para Colegas, o vencedor do Festival de Gramado 2012. O filme de Marcelo Galvão será exibido fora de competição, ao lado de Ritos de Passagem, produção assinada pelo baiano Chico Liberato.

Confira abaixo a lista completa do longas que serão exibidos na edição 2012. Os curtas ainda não foram anunciados.

MOSTRA COMPETITIVA

Ficção
1. A BUSCA (Father’s Chair), de Luciano Moura
2. A COLEÇÃO INVISÍVEL (The Invisible Collection), de Bernard Attal
3. A FLORESTA DE JONATHAS (Jonathas’ Forest), de Sérgio Andrade
4. DISPAROS (AE-AutoExposure), de Juliana Reis
5. DORES DE AMORES (Love Aches), de Raphael Vieira
6. ÉDEN (Eden), de Bruno Safadi
7. ENTRE VALES (Between Valleys), de Philippe Barcinsky
8. MEU PÉ DE LARANJA LIMA (My Sweet Orange Tree), de Marcos Bernstein
9. O GORILA (The Gorilla), de José Eduardo Belmonte
10. O SOM AO REDOR (Neighbouring Sounds), de Kleber Mendonça Filho
11. PRIMEIRO DIA DE UM ANO QUALQUER (First Day, Any Year), de Domingos Oliveira
12. UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA (Rio 2096 a story of love and fury), de Luiz Bolognesi

Documentários

1. CORAÇÃO DO BRASIL (Heart of Brasil), de Daniel Santiago
2. DOSSIÊ JANGO (Jango Report ), de Paulo Henrique Fontenelle
3. HÉLIO OITICICA (Hélio Oiticica), de César Oiticica Filho
4. JARDS (Jards), de Eryk Rocha
5. MARGARET MEE E A FLOR DA LUA (Margaret Mee and the Moonflower), de Malu de Martino
6. O DIA QUE DUROU 21 ANOS (The day that lasted 21 years), de Camilo Tavares
7.OUVIR O RIO: UMA ESCULTURA SONORA DE CILDO MEIRELES (Listening to the River: a sound sculpture by Cildo Meireles), de Marcela Lordy
8. RIO ANOS 70 (Rio 70's), de Maurício Branco e Patrícia Faloppa
9. SATYRIANAS, 78 HORAS EM 78 MINUTOS (Satyrianas, 78 Hours in 78 minutes), de Daniel Gaggini, Fausto Noro e Otávio Pacheco
10. SOBRAL (Sobral), de Paula Fiuza

MOSTRA NOVOS RUMOS

Ficção
AUGUSTAS (Augustas), de Francisco César Filho
ESTADO DE EXCEÇÃO (State of exception), de Juan Posada
SUPER NADA (Super Nothing), de Rubens Rewald
EU NÃO FAÇO A MENOR IDEIA DO QUE TÔ FAZENDO COM A MINHA VIDA, de Matheus Souza

Documentários
A BATALHA DO PASSINHO (Passinho Dance Off), de Emílio Domingos
HYSTERIA (Hysteria), de Evaldo Mocarzel e Ava Rocha

HORS CONCOURS

Ficção
1. CHAMADA A COBRAR (Collect Call), de Anna Muylaert
2. COLEGAS (Buddies), de Marcelo Galvão
3. INFÂNCIA CLANDESTINA (Clandestine Childhood), de Benjamín Ávila (Argentina, Espanha, Brasil – 112');
4. RITOS DE PASSAGEM (Rites of Passage), de Chico Liberato

Documentários
5. A MULHER DE LONGE (The woman who came from afar), de Luiz Carlos Lacerda
6. AMAZÔNIA ETERNA (Eternal Amazon), de Belisário Franca
7. RAÇA (Raça), de Joel Zito Araújo e Megan Mylan

MOSTRA RETRATOS

1. CIRANDEIRO (Cirandeiro), de Claudio Boeckel
2. DALUA DOWNHILL (Dalua Downhill), de Rodrigo Pesavento, Fernanda Franke Krumel e Tiago de Castro
3. DINO CAZZOLA – UMA FILMOGRAFIA DE BRASÍLIA (Dino Cazzola - a filmography of Brazilia), de Andreas Prates e Cleisson Vidal
4. JORGE MAUTNER- O FILHO DO HOLOCAUSTO (Jorge Mautner - The Son of The Holocaust), de Pedro Bial e Heitor D 'Allincourt
5. OS IRMÃOS ROBERTO (The Roberto Brothers), de Ivana Mendes e Tiago Arakilian
6. SINAIS DE CINZA, de Henrique Dantas

MOSTRA MUSICAL

1. MPB DE CÂMARA, CANÇÃO BRASILEIRA (MPB Chamber, The Brazilian Song), de Walter Lima Jr.
2. PARTIDEIROS (Partideiros), de Luis Guimarães de Castro
3. PERNAMCUBANOS (PERNAMCUBANOS), de Nilton Pereira de Melo
4. SIBA – NOS BALÉS DA TORMENTA (Siba - a Poet Through the Storm), de Caio Jobim e Pablo Francischelli

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Festival reúne grandes nomes em busca de espaço


Começa nesta quarta-feira (29/8) o 69º Festival de Veneza, com nomes uma mistura de nomes consagrados, como Brian de Palma, Paul Thomas Anderson, Terrence Malick, Takeshi Kitano e recentes com Selena Gomez e Vanessa Hudgens e Zac Efron. Ao todo, 50 filmes estreiam no evento.
O thiller político, The Reluctant Fundamentalist, dirigido pela indiana Mira Nair e baseado em best-seller homônimo de Mohsin Hamid, abre o mais antigo festival de cinema no mundo. A trama mostra as contradições de um jovem paquistanês que persegue um sonho em Wall Street ante o fanatismo após os atentados de 11 de setembro de 2011.

Não há nenhum filme latino-americano na cada vez mais compacta seleção da competição , que começa nesta quarta e vai até 8 de setembro. São 18 longas-metragens, enquanto no ano passado, foram 23. Em 2011, aconteceu a mesma coisa: nenhum competidor latino.

A mostra competitiva tem alguns filmes bastante esperados, como The Master, de Paul Thomas Anderson (Magnólia), sobre um culto religioso que se assemelha com a Cientologia, e Passion, de Brian de Palma (Scarface), sobre uma jovem executiva que planeja vingança depois que sua chefe e mentora rouba uma ideia sua.

James Franco, Selena Gomez e Vanessa Hudgens aparecem em Spring Breakers,roubar uma lanchonete para pagar as férias. Fora de competição, serão exibidos The Company You Keep, de Robert Redford, com Shia LaBeouf.

O curta-metragem brasileiro O Afinador, de Fernando Camargo e Matheus Parizi, também participa do festival, mas somente na mostra competitiva Horizontes. Além disso, o diretor Spike Lee (Malcom X) será homenageado com o prêmio Jaeger-LeCoultre Glory to the Filmmaker, entregue a  "uma grande personalidade que trouxe inovação ao cinema contemporâneo", anunciou o festival nesta sexta-feira (3/7).

Este ano, Lee exibe, fora da competição, o documentário Bad 25, sobre os 25 anos do álbum Bad, de Michael Jackson.

Veneza tenta a todo custo recuperar o espaço perdido para o festival de Toronto e procura mesclar filmes de grandes estúdios e obras de baixo orçamento de todo o mundo, ingredientes vitais para a sobrevivência do festival que, este ano, lança um pequeno mercado cinematográfico para ajudar a competir com Cannes e Berlim, cuja chave para o sucesso é a compra e venda de filmes.
O 69º Festival de Cinema de Veneza acontece até 8 de setembro.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O Grande Dave

Mais um filme sem muita expressão no currículo de Eddie Murphy. Apesar que, se comparado a alguns outros, como O Professor Aloprado e Imagine Só, O Grande Dave é muito melhor.

Eddie Murphy está na sua zona de conforto. Lidera um elenco esforçado e controla seu personagem sem muito esforço. Divide ainda a tela com um robô (o grande Dave), interpretado também por ele. Consegue fazer algumas piadas interessantes, mas no geral, é um filme sem compromisso, com uma história leve, que acerta em alguns momentos, erra em outros, mas que no geral, consegue gerar boa dose de entretenimento.

Não se trata de um filme completamente perdido. Ele tem suas qualidades. Boa fotografia, bons personagens, e uma trama que atrai e chama a atenção. Mas algumas passagens são meio forçadas, e ao invés de gerarem graça, geram tédio, tornando o filme cansativo e previsível. A produção conta ainda com bons efeitos especiais, que ajudam a dar uma incrementada no resultado geral.

O filme conta que em busca de uma saída para evitar a destruição de seu planeta, seres extra-terrestres chegam à Terra. Eles possuem a forma de seres humanos, mas são bem menores. Para observar e aprender sobre a rotina terráquea eles passam a abrigar naves que tem o formato de humanos normais. Uma delas é Dave (Eddie Murphy), que precisa agir como uma pessoa normal para não despertar suspeitas.

É uma produção mediana, com alguns pontos altos, e outros nem tanto. Tem em seu elenco o excepcional (embora sem muita sorte na escolha de papeis) Eddie Murphy, que até se esforça para agradar, mas no geral, não consegue arrancar mais do que alguns risos de simpatia. O filme tem boa fotografia e bons efeitos especiais, mas é na história que acaba se perdendo, com algumas passagens que abusam do absurdo, e deixam o espectador com impressão de que as coisas podiam ter sido melhores. Um filme interessante para uma sessão da tarde ou a matinê do final de semana. Boa pedida para um filme em família.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Brian Robbins
Elenco: Elizabeth Banks, Eddie Murphy, Gabrielle Union, Ed Helms, Judah Friedlander, Shawn Christian.
Produção: David T. Friendly, Todd Komarnicki
Roteiro: Rob Greenberg, Bill Corbett
Fotografia: Clark Mathis
Trilha Sonora: John Debney
Duração: 90 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: Livre

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Zohan - O Agente bom de Corte

Zohan é um filme com a cara de Adam Sandler. Com humor apelativo e cheio de passagens escatológicas, força a barra para fazer graça, se perde em um roteiro fraco e, por fim, entrega aos seu espectador algumas poucas risadas amarelas e boa dose de desconforto.

Ok, sem falso moralismo, mas não é o tipo de filme para se assistir em família. Francamente, achar que as apelativas e bastante encardidas piadas possam provocar algum humor é, de fato, algo característico nos filmes de Sandler.

O filme conta em seu elenco, com todos os amigos de Sandler, daqueles que costumam participar usualmente das suas produções, casos de Rob Schneider, John Turturro, Henry Winkler, e até Chris Rock.

Com a ideia de vender o americanismo em seu roteiro, o filme se prende a passagens políticas que só são engraçadas para o público americano. É o típico caso de humor americano feito para americanos. Com essas e outras, assistir o filme até o fim torna-se um grande e enfadonho esforço, em que o grande derrotado é o espectador.

No filme, um agente secreto do Mossad (Adam Sandler), agência de Israel, forja sua própria morte. A intenção é poder ressurgir sob nova identidade - Emmanuelle Chriqui - e com um novo trabalho: um famoso cabeleireiro em Nova York que atente a personalidades, como a cantora Mariah Carey.
De verdade, se você procura uma boa comédia, ou um filme inteligente e que garanta seu entretenimento, fique longe de Zohan. Claro que existem pessoas que curtem um estilo de humor mais ácido, ou sujo mesmo. Para esses casos, o filme pode ser uma grande pedida. No geral, a produção investe em muitas piadas sujas e sem sentido no conceito feral da trama, exigindo certo esforço para se chegar ao fim do filme. Já assisti muitos filmes ruins, e que até merecem ser vistos para formação de opinião, mas o caso de Zohan é completamente perdido. Para passar bem longe.....

FICHA TÉCNICA

Diretor: Dennis Dugan
Elenco: Adam Sandler, Emmanuelle Chriqui, Rob Schneider, Henry Winkler, Mariah Carey, John Farley, Shelley Berman, Barry Livingston.
Produção: Adam Sandler
Roteiro: Judd Apatow, Adam Sandler, Robert Smigel
Fotografia: Michael Barrett
Trilha Sonora: Rupert Gregson-Williams
Duração: 113 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Happy Madison Productions

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Bolas em Pânico

É o tipo de filme que se espera um pouco mais. Mais piadas, mais qualidade, mais emoção, mais entretenimento. Não é bem assim. Garante boa diversão, mas deixa aquele gostinho de decepção ou de que podia ter sido bem melhor.

A ideia geral do roteiro é bastante interessante. Imagine um campeonato de tênis de mesa, ou ping pong, em que seus atletas competem até a morte, ou pela morte do parceiro abatido. Lembra aqueles filmes de Van Damme, de lutas marciais.

O elenco é esforçado, funciona bem, e fica devendo no fator risada. O ponto forte é Christopher Walken, que é um ator além da média. Alguns elementos são fracos, e os pontos que seriam mais engraçados são deixados de lado. Nesse ponto a trama perde a sua força. Apesar da boa ideia, o filme é cansativo e previsível. Chato, até, pela falta de graça.

No filme, o chefe do crime Feng (Christopher Walken) é um fanático jogador de pingue-pongue que se refugia em um local desconhecido pelas autoridades. Para caçá-lo, o FBI escala o inexperiente Randy Datona (Dan Fogler) como participante do torneio secreto que o criminoso irá organizar em seu esconderijo. Mal sabem os agentes da polícia que, se o espião não vencer as partidas um tanto quanto exóticas da modalidade, terá que ser sacrificado.
Produção bastante interessante, mas que perde força por não ter se esforçado em fazer seu espectador rir. É competente em apresentar uma história agradável, mas não chega a empolgar. Tem um bom elenco, bons efeitos, boa dinâmica, e não se perde em detalhes. Mas fica cansativa depois da metade e previsível. Perde força e não consegue arrancar nem um sorriso amarelo. Interessante para uma sessão da tarde, ou para uma matinê no fim de semana.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Ben Garant
Elenco: Dan Fogler, Masi Oka, Christopher Walken, Maggie Q, Jason Scott Lee, Terry Crews, David Koechner, Aisha Tyler, Patton Oswalt, Diedrich Bader, Cary-Hiroyuki Tagawa, Thomas Lennon, George Lopez, James Hong, Kerri Kenney, David Proval.
Produção: Gary Barber, Roger Birnbaum, Ben Garant, Jonathan Glickman
Roteiro: Ben Garant, Thomas Lennon
Fotografia: Thomas E. Ackerman
Trilha Sonora: Randy Edelman
Duração: 90 min.
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Spyglass Entertainment
Classificação: 12 anos

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

ROCKnROLLA - A Grande Roubada

Mais um filme de ritmo e história alucinante. Tudo é velocidade, tudo é ação. E a combinação entre o diretor Guy Ritchie e o ator Gerard Butler parece funcionar muito bem. Toda a produção vai bem e consegue agradar em cheio seu público.

A fotografia do filme tem seu charme à parte. Segue uma coloração diferenciada, que não cansa a vista e não choca pelo excesso de sangue que pode aparecer nas cenas. A produção não se preocupa com inteligência, mas sim com a ação.

Mesmo assim, a história não tem nada de fraca. Consegue entregar uma trama bem razoável, com começo, meio e fim, sem ter que se ater a diálogos cansativos que expliquem suas passagens. As peças se encaixam a cada passagem e o espectador se delicia com a alta dose de ação do filme. Realmente fantástico!!!

Gerard Butler lidera o elenco e mostra que sabe fazer bons filmes de ação. Por sinal, é mesmo um dos poucos atores que mesclam bons papeis tanto em filmes de ação quanto em filmes de outros estilos.

O filme conta que quando descobre-se que o próximo grande negócio de um mafioso russo dá errado, milhões de dólares ficam à solta e prontos para ser agarrados. Todos os principais bandidos em Londres estão à caça do dinheiro. Desde um chefão do crime até uma contadora sexy, todos querem a chance de enriquecer rapidamente.
Grande filme, com altas doses de ação, tiroteios, cenas de lutas, ótimos efeitos e alta qualidade de vídeo. Realmente, grande pedida para quem curte o estilo, e quer um filme que entrega bom entretenimento, associado a um roteiro bem construído. O elenco garante qualidade extra à trama. Enfim, uma excelente produção, com ação e movimento do começo ao fim. Não é o tipo de filme para toda a família (especialmente as crianças), mas tem tudo para agradar os mais marmanjos.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Guy Ritchie
Elenco: Gerard Butler, Gemma Arterton, Jamie Campbell Bower, Jeremy Piven, Thandie Newton, Tom Wilkinson, Mark Strong, Idris Elba, Ludacris, Tom Hardy, Toby Kebbell, Karel Roden, Roland Manookian, Geoff Bell, Matt King.
Produção: Steve Clark-Hall, Susan Downey, Joel Silver, Guy Ritchie
Roteiro: Guy Ritchie
Fotografia: David Higgs
Trilha Sonora: Steve Isles
Duração: 114 min.
Ano: 2008
País: Inglaterra
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Dark Castle Entertainment
Classificação: 16 anos