terça-feira, 31 de maio de 2011

Estão todos bem


Estão todos bem é um daqueles filmes com cara de filme para TV, embora o elenco seja de cinema. Não pelo tema em si, ou pela proposta da história. Essa sensação acontece pela narrativa do filme, leveza da situação como um todo, mais investimento na história do que no cenário, na construção dos personagens, enfim, cara de filme de TV.

Mas isso não diminui a qualidade do filme. Muito pelo contrário. A produção remete a acontecimentos recorrentes na atualidade. A falta de tempo para os pais, o investimento na carreira dos filhos, e com isso a projeção dos sonhos dos pais na vida dos filhos, a mentira, a sociedade moderna, o progresso, e o valor da família.

Impossível dizer que o filme não é tocante. Robert De Niro é sensacional em sua atuação. E seus filhos, Drew Barrymore, Kate Beckinsale e Sam Rockwell, mesmo que coadjuvantes, também são determinantes para o andamento da história.

No filme, Frank (Robert De Niro) é um viúvo que achava que a única ligação com o resto da família era por meio da esposa. Em um feriado, após seus filhos não conseguirem visitá-lo decide realizar uma viagem por todo o país a fim de reunir cada um de seus filhos, Amy (Kate Beckinsale), Rosie (Drew Barrymore) e Robert (Sam Rockwell).

Uma produção tocante, real. Para fazer refletir sobre o valor da família e sobre o que buscamos em nossas vidas. Sensacional o paralelo com os fios de telefonia que acompanham Frank por toda a sua viagem (ele encapava fios antes de se aposentar). Em alguns momentos parece que sua vida toda foi construída ao redor disso, fazendo com que esquecesse, em alguns momentos, da importância de seus filhos em sua vida.

Um belo filme para se ver a qualquer momento. Um drama bem dirigido. Rápido. Tocante e real. Vale o valor da locação.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Kirk Jones
Elenco: Robert De Niro, Drew Barrymore, Kate Beckinsale, Sam Rockwell, Katherine Moennig, Melissa Leo, Lucian Maisel
Produção: Vittorio Cecchi Gori, Ted Field, Glynis Murray, Gianni Nunnari
Roteiro: Massimo De Rita
Trilha Sonora: Dario Marianelli
Duração: 110 min.
Ano: 2009
País: EUA/ Itália
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Disney
Estúdio: Cecchi Gori Pictures

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Foras-da-Lei





Uma bela produção franco-argelina que apresenta de uma maneira muito particular a formação de três irmãos, desde a sua infância na Argélia, passando por uma revolução política no país (o movimento de independência) que mata o pai e as irmãs, quando um deles é preso, outro vai servir o exército, e o terceiro, com a mãe, se vêem obrigados a mudar para a França.


Novamente, em narrativas paralelas, é possível acompanhar o drama dos três irmãos. Até que acontece a reunião da família e, dessa vez, em terra distante, eles precisam retomar suas vidas. Só que os acontecimentos do passado formaram adultos que buscarão a vingança.


O elenco funciona muito bem. A narrativa alterna sua velocida em momentos de ação e outros que exigem uma atenção extra. A direção e a fotografia de excelente qualidade ilustram muito bem esse momento da história.


No filme, expulsos de suas terras na Argélia, três irmãos e sua mãe são obrigados a se separar. Messaoud (Roschdy Zem) alista-se como soldado na Indochina. Em Paris, Abdelkader (Sami Bouajila) lidera o movimento pela independência da Argélia, enquanto Said (Jamel Debbouze) faz fortuna nos cassinos e nos clubes de boxe de Pigalle. O destino deles, selado em torno do amor à mãe (Chafia Boudraa), se cruza com o de uma nação que luta pela liberdade.


É um filme bastante diferente dos padrões de drama ou ação estilo americano. Uma produção com uma mensagem que por vezes lembra casos recentes de revanchismo (como o caso entre EUA e Afeganistão), mas tem todo o peso da luta entre Argélia e França. Uma boa pedida para quem quer um filme mais intelectual, mas ainda assim com boas doses de ação.


FICHA TÉCNICA
Diretor: Rachid Bouchareb
Elenco: Jamel Debbouze, Roschdy Zem, Sami Bouajila, Chafia Boudraa, Bernard Blancan, Sabrina Seyvecou, Assaad Bouab, Thibault de Montalembert, Samir Guesmi
Produção: Jean Bréhat
Roteiro: Rachid Bouchareb
Fotografia: Christophe Beaucarne
Trilha Sonora: Armand Amar
Duração: 138 min.
Ano: 2010
País: França/ Argélia/ Bélgica
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Califórnia Filmes
Estúdio: Tessalit Productions
Classificação: 16 anos





sexta-feira, 27 de maio de 2011

O Mágico





Esse é um caso típico de desenho voltado para o público adulto. Muito bonito, e com um tempo de narrativa sem igual, o filme apresenta de uma maneira deliciosa a mudança dos tempos. O fim do romantismo da era dos mágicos, e o início dos tempos modernos com a TV.


Mais do que isso, o desenho apresenta a diferença das necessidades do artista e de seu público. Como os dois são dependentes entre si, até que ocorra um rompimento. Quando isso acontece, é então o momento para procurar novos públicos. Acontece que com a modernidade, esse público pode ter deixado de existir. Sendo assim, como viveria esse artista? Será que seu antigo público sentirá sua falta?


No filme, a mágica ilusionista e tradicional de Tatischeff está em decadência. Ele passa por várias cidades tentando sobreviver tirando coelho da cartola, fazendo brotar buquês de flores, descobrindo moedas atrás de orelhas de crianças. Sua glória, no entanto, é roubada por estrelas do rock e pelas novidades mostradas pela TV. Diante dessa nova realidade, o mágico se vê forçado a aceitar tarefas cada vez mais obscuras, como se apresentar em bares falidos e festas. Numa dessas apresentações pouco inspiradoras, conhece uma jovem fã, Alice, que vai mudar sua vida para sempre.


É o típico caso de uma produção deliciosa. Com poucos diálogos, e um padrão de desenho com fino acabamento, não se trata de um filme como os desenhos atuais. Ele exige um diálogo com o seu espectador, que faz perguntas e, algumas vezes, se surpreende com as respostas.


Com uma pitada filosófica e uma história com uma mensagem muito atual, este filme está acima de qualquer espectativa. E a cada repetição é possível identificar uma nova lição. Perfeito e sem exageros, é indicação certa para o público que curte pensar junto com o filme. Imperdível.


FICHA TÉCNICA
Diretor: Sylvain Chomet
Elenco: - Animação -
Produção: Sally Chomet, Bob Last
Roteiro: Sylvain Chomet
Trilha Sonora: Sylvain Chomet
Duração: 80 min.
Ano: 2010
País: França/ Inglaterra
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: PlayArte
Estúdio: Ciné B / France 3 Cinéma
Classificação: 12 anos

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Cannes 2011: Os Vencedores do 64º Festival de Cannes


O júri do Festival de Cannes, presidido este ano por Robert de Niro, revelou ontem os vencedores do 64º Festival de Cannes.

O vencedor da Palma de Ouro foi anunciado na cerimônia de encerramento do festival, tendo sido atribuido a Terrence Malick, pelo seu filme ‘A Árvore da Vida’.

Conheça a lista completa dos vencedores do Festival de Cannes 2011:

Palma de Ouro
‘A Árvore da Vida’, de Terrence Malick

Grand Prêmio (Ex-aequo)
‘Le gamin au vélo’, de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne
‘Once Upon a time in Anatolia’, de Nuri Bilge Ceylan

Melhor Atriz
Kirsten Dunst por ‘Melancholia’, de Lars von Trier

Melhor Ator
Jean Dujardin por ‘The Artist’, de Michel Hazanavicius

Melhor Realizador
Nicolas Winding Refn, por ‘Drive’

Melhor Argumento
‘Footnote’, de Joseph Cedar

Câmara de Ouro
‘Las Acacias’, de Pablo Giorgelli

Prêmio do Júri
‘Polisse’, de Maiwenn Le Besco

Palma de Ouro para Melhor Curta-Metragem
‘Cross’, de Maryna Vroda

Prêmio do Júri para Melhor Curta-Metragem
‘Badpakje 46′, de Wannes Destoop

Melhor Realizador Un Certain Regard
‘Be Omid é didar’, de Mohammad Rasoulof

Prêmio Especial do Júri Un Certain Regard
‘Elena’, de Andrey Zvyagintsev

Prêmio de Un Certain Regard Ex-aequo
‘Arirang’, de Kim Ki-Duk

Prêmio da Quinzena dos realizadores
‘Les géants’, de Bouli Lanners

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A Rede Social



A primeira sequência do filme já avisa o que espectador terá pela frente. Muita falação. Muitos diálogos afiados. Muita discussão. E, por fim, um filme comum, que apresenta um outro lado do mundo virtual, com suas vinganças e decisões equivocadas, mas que justificam o resultado final almejado: o sucesso.


Havia visto algumas críticas do filme, e agora, após assistí-lo, li algumas outras opiniões, e não sei se vi o mesmo filme que as outras pessoas. Na verdade, o filme é inteligente, com umas sacadas interessantes, que apresenta a dura vida do camarada que criou uma rede social, mas tirando o problema de aceitação do cara, e suas próprias dificuldades sociais, o filme não chega a ser uma produção fantástica.


Diálogos inteligentes e desafiadores, daqueles que não observam o respeito por quem está do outro lado. Se você acha que está certo, então vale uma resposta que lhe vier à cabeça. Essa é a base do filme. Ok, você precisa se defender do mundo cão que o cerca, mas às vezes as coisas não funcionam bem assim. Exceto no filme.


A produção conta como em uma noite de outono, em 2003, graduado em Harvard e gênio em programação de computadores, Mark Zuckerberg senta diante de seu computador e, acaloradamente, começa a trabalhar em uma nova ideia. No furor dos blogs e programação, o que começa em seu quarto logo se torna uma rede social global e uma revolução na comunicação: o Facebook. Em apenas seis anos e 500 milhões de amigos mais tarde, Mark Zuckerberg é o mais jovem bilionário da história... Mas, para este empresário, o sucesso traz complicações pessoais e legais.


O elenco funciona bem, com Jesse Eisenberg e até Justin Timberlake convencendo em seus papeis. Convivendo em uma relação de amor e ódio muito interessante, que até justificaria a comparação com a realidade... ao menos no mundo dos nerds.


No mais, é um filme cansativo, com uma bela fotografia, mas com suas limitações. Vale assistir, mas sem muitas expectativas. É uma produção interessante, mas que no fundo, não acrescenta muito ao espectador.


FICHA TÉCNICA
Diretor: David Fincher
Elenco: Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Rashida Jones, Brenda Song, Justin Timberlake, John Getz, Dakota Johnson, Mark Saul, Brian Palermo.
Produção: Dana Brunetti, Ceán Chaffin, Michael De Luca, Scott Rudin
Roteiro: Aaron Sorkin, baseado no livro de Ben Mezrich
Fotografia: Jeff Cronenweth
Trilha Sonora: Trent Reznor, Atticus Ross
Duração: 117 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Michael De Luca Productions / Scott Rudin Productions / Trigger Street Productions
Classificação: 14 anos

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Descubra quais são os dez filmes mais vistos do fim de semana




"Velozes e Furiosos 5" foi o filme mais visto do último fim de semana (de sexta a domingo) no Brasil. A aventura "Thor" e o terror "Padre" ficaram em segundo e terceiro lugares, nessa ordem.


Abaixo, saiba detalhes sobre cada um dos dez líderes de bilheteria, além de informações completas sobre salas em cartaz e horários.


Mais vistos do fim de semana (13 a 15 de maio):


1 - Velozes e Furiosos 5

No quinto filme da franquia, cuja história se passa no Rio de Janeiro, Dominic, Brian e Mia pretendem roubar 100 milhões de dólares do poderoso Reyes, chefão do crime organizado carioca.


2 - Thor

O guerreiro Thor é expulso do reino de Asgard e enviado para viver entre os seres humanos na Terra.


3 - Padre

Em um mundo devastado por uma guerra entre humanos e vampiros, um padre guerreiro parte em busca ao resgate de sua sobrinha, sequestrada por vampiros.


4 - Rio

Na animação, a arara Blu vai ao Rio de Janeiro para encontrar a última fêmea da espécie. Mas o casal é sequestrado por um bando de contrabandistas de animais e é ajudado por outros bichos para fugir.


5 - O Noivo da Minha Melhor Amiga

Na comemoração de seu aniversário de 30 anos, Rachel acaba bebendo demais e se envolve com Dex, amigo de faculdade e também noivo da sua melhor amiga, Darcy.


6 - Os Agentes do Destino

Homens misteriosos conspiram para manter um político ambicioso longe da mulher por quem ele se apaixonou.


7 - Água para Elefantes

Um órfão entra em um trem de passagem e acaba em um circo, onde se torna responsável pelos animais. Ele conhece uma domadora de cavalos casada, e os três desenvolvem um triângulo amoroso.


8 - A Garota da Capa Vermelha

Uma versão crepuscular da história de Chapeuzinho Vermelho, o longa narra a história de uma jovem, apaixonada por um órfão lenhador, mas que foi prometida pela família a outro homem.


9 - Caminho da Liberdade

Em 1940, sete prisioneiros pegos pelo regime stalinista fogem durante uma nevasca.


10 - Todo Mundo Tem Problemas Sexuais

Cinco histórias que tem em comum questões sexuais, como a impotência e perversão em que personagens vivem situações decisivas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Voto do público via internet vai eleger melhor filme do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro



O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro revelou seus finalistas (veja abaixo a lista) e, nesta edição, o voto popular aparece como um elemento importante. Clicando aqui, você pode ir diretamente para o site do evento e escolher seu filme favorito em três categorias distintas: Melhor Longa-Metragem, Melhor Longa-Metragem Estrangeiro e Melhor Documentário.


Entre os longas na competição estão o sucesso de bilheteria Tropa de Elite 2, indicado a sete outras categorias da premiação, a cinebiografia Chico Xavier, 5x Favela - Agora por nós mesmos, As Melhores Coisas do Mundo, Olhos Azuis e Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo.


A disputa entre os estrangeiros conta com nomes muito premiados no exterior. A Fita Branca (vencedor da Palma de Ouro em 2009) tem como concorrentes A Origem (4 Oscars), O Segredo dos seus Olhos (Melhor Filme Estrangeiro em 2010), A Rede Social (3 Oscars) e a produção francesa O Pequeno Nicolau.


Os documentários possuem uma grande variedade temática, indo desde os festivais de música de 67 até Rita Cadillac e José Saramago. Os seguintes títulos concorrem na categoria: Dzi Croquettes, O homem que engarrafava nuvens, José e Pilar, Uma Noite em 67 e Rita Cadillac - A lady do povo.


Além do voto popular, também são contabilizadas as escolhas feitas pelos integrantes da Academia Brasileira de Cinema, que contém atores, atrizes, produtores, diretores e técnicos. A cerimônia do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro acontecerá em 31 demaio, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro.


Veja a lista:

Melhor longa-metragem:

- "5x Favela - Agora por nós mesmos"

- "Chico Xavier"

- "As melhores coisas do mundo"

- "Olhos azuis"

- "Tropa de elite 2"

- "Viajo porque preciso, volto porque te amo"


Melhor documentário:

- "Dzi Croquettes"

- "O homem que engarrafava nuvens"

- "José e Pilar"

- "Noite em 67"

- "Rita Cadillac - A lady do povo"


Melhor direção:

- Daniel Filho - "Chico Xavier"

- José Joffily - "Olhos azuis"

- José Padilha - "Tropa de elite 2"

- Karin Ainouz e Marcelo Gomes - "Viajo porque preciso, volto porque te amo"

- Laís Bodanzky - "As melhores coisas do mundo"


Melhor atriz:

- Alice Braga - "Cabeça a prêmio"

- Christiane Torloni - "Chico Xavier"

- Ingrid Guimarães - "De pernas pro ar"

- Glória Pires - "Lula, o filho do Brasil"

- Marieta Severo - "Quincas Berro d'Água"


Melhor ator:

- Ângelo Antonio - "Chico Xavier"

- Chico Diaz - "O sol do meio-dia"

- Marco Nanini - "O bem amado"

- Nelson Xavier - "Chico Xavier"

- Paulo José - "Quincas Berro D'Água"

- Wagner Moura - "Tropa de elite 2"


Melhor atriz coadjuvante:

- Cássia Kiss - "Chico Xavier"

- Denise Fraga - "As melhores coisas do mundo"

- Elke Maravilha - "A suprema felicidade"

- Leandra Leal - "Insolação"

- Roberta Rodrigues - "5x favela - Agora por nós mesmos"

- Tainá Muller - "Tropa de elite 2"


Melhor ator coadjuvante:

- André Mattos - "Tropa de elite 2"

- André Ramiro - "Tropa de elite 2"

- Caio Blat - "As melhores coisas do mundo"

- Cassio Gabus Mendes - "Chico Xavier"

- Hugo Carvana - "5x favela - Agora por nós mesmos"

- Irandhir Santos - "Tropa de elite 2"


Melhor roteiro original:

- Braulio Mantovani e José Padilha - "Tropa de elite 2"

- Bruno Mazzeo, João Avelino e Rosana Ferrão - "Muita calma nessa hora"

- José Antonio da Silva e outros - "5x favela - Agora por nós mesmos"

- Karim Ainouz e Marcelo Gomes - "Viajo porque preciso, volto porque te amo"

- Luiz Bolognesi - "As melhores coisas do mundo"

- Marcelo Saback e Paulo Cursino - "De pernas pro ar"

- Melanie Dimantas e Paulo Halm - "Olhos azuis"


Melhor roteiro adaptado:

- Adriana Falcão, Bernardo Guilherme e outros - "Eu e meu guarda-chuva"

- Claudio Paiva e Guel Arraes - "O bem amado"

- Esmir Filho e Ismael Caneppelle - "Os famosos e os duendes da morte"

- Marcos Bernstein - "Chico Xavier"

- Sérgio Machado - "Quincas Berro D'água"


Melhor longa-metragem estrangeiro:

- "A fita branca" (Alemanha), de Michael Haneke

- "A origem" (EUA), de Christopher Nolan

- "O pequeno Nicolau" (França), de Laurent Tirard

- "A rede social" (EUA), de David Fincher

- "O segredo dos teus olhos" (Argentina / Espanha), de Juan José Campanella