quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Passageiros



Uma produção surpreendente, não só pela atuação de Anne Hathaway em um drama, mas pelas próprias surpresas contidas em seu roteiro. O filme pode ser chamado de tudo, menos previsível. E, por incrível que pareça, mesmo após tanto tempo do seu lançamento, não creio que o filme tenha tido o destaque merecido em vídeo ou na TV.

É uma produção fora do comum. Surpreendente de verdade. Que o tempo todo lida com a dor da perda, mas faz seu espectador entrar nos mistérios da trama, e que alcança o seu ápice com um final inimaginável. Claro que não estragarei a surpresa para aqueles que não assistiram o filme.

O roteiro funciona perfeitamente com o tom da narrativa, que não consegue deixar o filme cansativo. Soma-se a isso belos efeitos especiais, e uma bela fotografia, que fecham com estilo o conjunto da produção.

Claro que o elenco sobressai. Anne Hathaway vai muito bem ao longo de todo o filme. Justamente em um momento em que participa mais de comédias românticas ou filmes mais leves, sua partcipação em um drama desse tipo sai do estilo mais determinante dessa bela atriz. O elenco tem ainda Patrick Wilson, David Morse, Diane Wiest, e o fantástico Andre Braugher.

No filme, após a queda de uma avião, uma jovem psicóloga Claire (Anne Hathaway) é escalada para dar apoio psicológico aos que sobreviveram ao acidente aéreo. Na medida em que conhece suas memórias relacionadas ao acidente, a psicóloga fica particularmente intrigada por Eric (Patrick Wilson), o mais enigmático dos sobreviventes. Quando os passageiros começam a desaparecer misteriosamente, Claire desconfia que um deles pode ter a resposta do mistério.

Um filme imperdível, com história inteligente, elenco de nível, com personagens envolventes, e que deixa o espectador curioso o tempo todo, sem cansar. Uma excelente pedida para quem procura um filme muito acima da média. Altamente recomendável, mesmo não sendo muito divulgado, é uma produção de alto nível.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Rodrigo García
Elenco: Anne Hathaway, Patrick Wilson, Clea DuVall, David Morse, Dianne Wiest.
Produção: Joseph Drake, Nathan Kahane, Julie Lynn, Judd Payne, Matthew Rhodes, Keri Selig
Roteiro: Ronnie Christensen
Fotografia: Igor Jadue-Lillo
Trilha Sonora: Ed Shearmur
Duração: 93 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: 12 anos

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Bobeou dançou



Mais um filme metido a satirizar outras produções. Como tantos outros que existem no mercado. Aqui, pelo menos, conseguem arrancar algumas risadas. Muito por causa do envolvimento (desde a produção, direção, e por compor quase todo o elenco) da família Wayans, que tem em seu currículo, bons filmes de comédia.

Nesta produção, tudo é mais exagerado. Humor forçado, atuações forçadas, roteiro forçado. Nem por isso chega a ser o pior dos filmes, mas é daqueles que vai agradar mais o espectador que se sente confortável com esse estilo. Talvez, por abusar dos excessos para fazer graça, o que convenhamos, nem sempre se transforma em algo agradável.

Mas o elenco, apesar de forçado, com atuações exageradas, funciona com o tipo de trama. Parecem querer dar a impressão que estão fazendo piada. O que destoa de outros tipos de comédias mais comuns, em que a piada é natural. No mais, é mesmo um filme que não tem muito o que provar. Se presta a fazer piada de outras produções. E para isso, usa e abusa dos exageros e do politicamente incorreto.

No filome, Tracy Transfat (Chelsea Makela) é uma menina inocente que encontra na dança uma forma de concretizar seus maiores sonhos. As confusões pioram quando ela conhece um malandro que não quer saber de se esforçar, preferindo dançar nas ruas.

Uma comédia comum, que consegue algumas risadas, mas que fica bastante abaixo do nível de outros filmes do mesmo gênero, que também têm a intenção de servir de sátira de outras produções. Não é fantástico, pega pelo humor exagerado. Mas vale pela curiosidade. É um filme para a sessão da tarde de sábado. No mais, no conjunto, é apenas uma produção razoável.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Damien Wayans
Elenco: Chelsea Makela, Brennan Hillard, Shawn Wayans, Marlon Wayans, Kim Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans, Damon Wayans Jr..
Produção: Rick Alvarez, Keenen Ivory Wayans, Marlon Wayans, Shawn Wayans
Roteiro: Damien Dante Wayans, Craig Wayans, Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans
Fotografia: Mark Irwin
Duração: 83 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Home Video
Estúdio: MTV Films

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O caminho para El Dorado



Um dos desenhos animados mais fantásticos de todos os tempos. O caminho para El Dorado é um filme fora do comum, muito acima da média, com tudo para entrar no topo da lista de qualquer espectador. Mesmo dos mais exigentes. História inteligente, excelente humor, personagens cativantes, ótima técnica, direção perfeita, ótima trilha sonora, e uma narrativa que acerta o timing, que deixa aquele delicioso gostinho de quero mais.

O roteiro é brilhante, uma sacada perfeita, inteligente, que leva o espectador para dentro da trama. Piadas engraçadas na medida certa. Sem exageros ou momentos sem sentido. Envolvente, assim como seus personagens. Destaque especial para o cavalo que acompanha os protagonistas (e que se parece demais com o cavalo de Enrolados), com suas feições e atitudes pra lá de engraçadas.

O filme é muito colorido e tem tudo para agradar a criançada, mas o público mais velho também vai aprovar esta produção deliciosa. Outro destaque é para a trilha sonora, com músicas de Elton John, que se encaixam perfeitamente no teor latino da história.

No filme, Túlio e Miguel são dois vigaristas que acabam presos no navio de Cortez, legendário conquistador espanhol, enquanto este procurava o caminho para El Dorado, a cidade perdida do ouro. A sorte sorri para os dois rapazes e eles encontram um povoado no México que acreditam ser El Dorado; no entanto, apesar de acolhidos pelo povo Maia, eles chegaram justamente no momento em que o povo local realiza sacrifícios humanos. O filme é repleto de confusões.

Um filme fantástico, para ser assistido e fazer parte da coleção de todos os cinéfilos. História de alto nível, personagens de primeira linha, excelente música, boa animação, que acerta nas piadas, e supera as espectativas. Diversão e entretenimento de qualidade altíssima para todos os espectadores. Para assistir, repetir até cansar, e voltar a ver mesmo depois disso. Classe A********** !!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Eric Bergerone e Don Paul
Elenco: Vozes na versão original: Kevin Kline, Kenneth Branagh, Rosie Perez, Armand Assante, Edward James Olmos.
Produção: Bonne Radford, Brooke Breton
Roteiro: Ted Elliot e Terry Rossio
Fotografia: Animação
Trilha Sonora: Elton John, John Powell, Hans Zimmer
Duração: 89 min.
Ano: 2000
País: EUA
Gênero: Desenho Animado
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Dreamworks
Classificação: Livre

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Numa semana tumultuada, o futuro dos dois prêmios mais importantes da temporada



Mas que semana, hein? Tudo começou sexta feira passada, no final do dia, quando a verificação de dados dos filmes inscritos para a categoria “filme estrangeiro” revelou que Tropa de Elite 2 estava fora do prazo necessário para a competição. E terminou com o anúncio da volta de Ricky Gervais como host dos Globos 2012, pela terceira vez.

Entre uma coisa e outra, a Academia distribuiu seus prêmios honorários num almoço de gala, em clima Star Wars. O presidente Tom Sherak entrou no salão de festas do complexo Hollywood/Highland (onde está o teatro Kodak) vestido de Darth Vader e acompanhado por um pelotão de “storm troppers”. “Como foi a semana de vocês?”, ele disse saudando a ilustre plateia de acadêmicos e convidados, que desatou a gargalhar. Era ao mesmo tempo uma referência a um dos premiados da tarde, James Earl Jones, a eterna voz de Lord Vader, e ao tumulto que quase paralisou os preparativos para o Oscar 2012 e terminou com a troca de produtor e apresentador.

Estas mudanças foram inesperadas, mas fãs da corrida do ouro já podem se preparar para mais novidades a partir de 2013. Com certeza teremos indicados e prêmios mais cedo : a entrega do Oscar de 2013 está marcada para 27 de janeiro, o que pode alterar também as datas dos Globos de Ouro. E, se uma ala muito ativa da diretoria da Academia triunfar, teremos também o exílio dos prêmios técnicos – som, fotografia, efeitos, maquiagem, figurino, direção de arte, montagem – para uma cerimônia separada, prévia, como a que hoje abriga os Oscars honorários.

“Posso ser sincero? Nós estamos no meio do maior tumulto. Vocês, pelo contrário, estão tranquilos”, me confessou um acadêmico (que estava mesmo usando um terno Armani, saindo do almoço).

“Nós”, no caso, somos os votantes dos Globos de Ouro. Que, na verdade, também não passamos uma semana muito tranquila. Entendo perfeitamente os dois lados da discussão pró e contra a volta de Ricky Gervais. Os 16 colegas que votaram contra tem uma metáfora válida: você convidaria para sua festa uma pessoa que só fala mal dos outros convidados? Os Globos tem mesmo um clima de festança informal e divertida, onde astros e estrelas se sentem à vontade - é uma parte importante do charme do evento.

Mas o executivo da NBC e os que votaram a favor também tem razão. Os tempos mudaram, a competição ficou mais agressiva na selva da TV, há mais prêmios que coisas a serem premiadas, e a mistura de estabilidade e crescimento que os Globos tem mantido tem que ser defendida cuidadosamente. Todo mundo – votantes e emissora- concorda que Gervais errou no tom, em janeiro deste ano. Falha de todos porque, ao contrário do que o público pensa, todo show que é transmitido ao vivo é rigorosamente roteirizado e ensaiado. Quem tivesse comparecido aos ensaios saberia em que direção Gervais estava indo.

Sim, o público adora ver os famosos em saia justa. Os Oscars e Emmys, quando acertam, fazem isso muito bem. O segredo está em achar o tom certo, equilibrar a piada de modo a não tirar o gume cortante do apresentador nem deixar na distinta plateia o clima de mal-estar que reinava no salão do Beverly Hilton em janeiro deste ano.

É o desafio dos Globos este ano. A maioria das estrelas vai comparacer, não se preocupem. Na verdade, Kate Winslet e George Clooney já aceitaram convites para apresentar prêmios. Todo mundo é profissional e sabe desenvolver defesas, ser imune a alfinetadas e gozações. É tudo parte do ofício - e da corrida do ouro.

Por Ana Maria Bahiana, em 17/11/2011, no link http://anamariabahiana.blogosfera.uol.com.br/2011/11/17/numa-semana-tumultuada-o-futuro-dos-dois-premios-mais-importantes-da-temporada/

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Eu queria ter a sua vida



Marido troca de corpo com a esposa... mãe troca de corpo com a filha... filho troca de corpo com o pai... cachorro troca de lugar com o dono... menina fica mais velha... menino fica mais velho... e por aí vai... o que esses filmes (ou propostas de filmes) têm em comum? A mesma trama... a mesma aposta em um roteiro que pode ter elementos ou personagens diferentes, mas que no fim, parece causar o mesmo efeito. Mostrar como seria a vida de duas pessoas que mudam de corpos.

O roteiro não é muito inovador, mas é possível imaginar o tipo de enrascadas que os dois amigos que trocam de lugar se meterão ao longo da trama. O que se pode esperar, são momentos bastante previsíveis, e a velha moral da história de sempre. A diferença, talvez, fique na versão mais chula das que já foram lançadas até agora. Humor escatológico é o que não falta.

Jason Bateman e Ryan Reynolds vão bem juntos, e fazem bem o estilo de comédia pastelão com humor mais pesado. Isso não chega a ser um ponto positivo, até porque suas atuações são exageradas. Bem ao estilo já manjado de Bateman.

No mais, é uma comédia bastante normal, com momentos com alguma graça, mas que se perde na intenção de aliviar isso ao longo do filme. A direção se perde em alguns momentos, e o filme é um pouco cansativo em outros.

A história gira em torno de dois melhores amigos. Dave (Jason Bateman) é um marido e pai exausto e frustrado com os afazeres domésticos, enquanto Mitch (Ryan Reynolds) é um solteirão que vai saltando de cama em cama. Ambos invejam a vida do outro, até ao dia em que trocam de corpo.

Um filme comum, com uma história já explorada à exaustão. Um elenco esforçado, mas que não convence. Sem nada de especial, e que apela para o humor mais pesado para convencer ou se fazer valer. Vale como curiosidade, mas não chega a ser uma produção fantástica. Com alguns momentos um pouco mais engraçados, o filme pode até provocar sono.

FICHA TÉCNICA
Diretor: David Dobkin
Elenco: Jason Bateman, Ryan Reynolds, Olivia Wilde, Leslie Mann, Alan Arkin, Mircea Monroe, Gregory Itzin, Ned Schmidtke, Sydney Rouviere, Dax Griffin
Produção: Neal H. Moritz, David Dobkin
Roteiro: Jon Lucas, Scott Moore
Fotografia: Eric Alan Edwards
Trilha Sonora: John Debney
Duração: 113 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Universal Pictures
Classificação: 14 anos

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Os Agentes do Destino



Os Agentes do Destino é uma produção interessante, diferente de muito do que se vê nos filmes atuais, ou que tenta mudar isso. Sua trama é o ponto forte, com uma tirada inteligente que mistura ação com romance, e uma pitada (disfarçada e bem leve) religiosa. Aqui, explico, não é necessariamente e explicitamente o caso de um enredo com teor religioso, mas com uma mensagem que se apóia em elementos de fé, cuja intenção é a de provocar uma reflexão por parte do seu espectador.

Um jeito diferente de encarar um roteiro, e que agrada bastante. Sai da mesmice e é sutil na sua moral da história. Inteligente na medida certa.

O elenco funciona bem. O casal formado por Matt Damon e Emily Bunt é envolvente, e os personagens têm um bom apelo, cativando o espectador.

A direção constrói uma narrativa que não deixa o filme esfriar. O tempo parece voar, e não há momentos lentos e mais chatos. Soma-se a isso uma boa conjunção de efeitos, belas locações em Nova York, com excelentes cenas de perseguição e ação.

O filme questiona quem controla o destino? Este é o ponto que vai atravessar a vida do político David Norris (Matt Damon). Perto de se eleger senador nos Estados Unidos, ele se apaixona pela dançarina Elise Sellas (Emily Bunt). Quando descobre esse amor e decide vivê-lo, David começa a enfrentar homens misteriosos que querem mantê-los afastados: são os Agentes do Destino.

Uma bela produção, que tem tudo para agradar até os mais exigentes. História inteligente, personagens cativantes, boa dinâmica, com belas locações e efeitos especiais. Boa pedida para aquela sessão de vídeo em família.

FICHA TÉCNICA
Diretor: George Nolfi
Elenco: Matt Damon, Emily Bunt, John Slattery, Daniel Dae Kim, Terence Stamp, Anthony Mackie, Shohreh Aghdashloo, Michael Kelly, David Alan Basche.
Produção: Bill Carraro, Michael Hackett, Chris Moore, George Nolfi
Roteiro: George Nolfi, baseado no curta Adjustment Team, de Philip K. Dick
Fotografia: John Toll
Trilha Sonora: James Horner
Duração: 106 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Ficção Científica
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Universal Pictures / Electric Shepherd Productions / Media Rights Capital
Classificação: 12 anos

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Rango



Fantástico é dizer pouco. Rango é uma animação fora de série, que agrada do começo ao fim, em cada pedacinho da trama ou detalhe do seu desenho. Mesmo com personagens pouco usuais (se é que podemos chamá-los assim), feios e mal acabados, os detalhes são riquíssimos. Não me lembro de nada semelhante no mercado.

E por falar em personagens, Rango é dublado (no original em inglês) por Johnny Depp, e também teve seus movimentos copiados para o pequeno camaleão. Para quem gosta de ursinhos, cachorrinhos, gatinhos ou outros animais fofos, aqui a coisa muda de figura. Animais de deserto, "durões" e com feição de maus revezam espaço na tela. Mas tudo de maneira muito divertida e super envolvente.

Por falar em diversão, o roteiro pode até parecer previsível, mas nem por isso deixa escapar a diversão. Garante risadas do começo ao fim. E faz uma sátira/homenagem aos velhos filmes de faroeste. Mesmo para quem não é fã, a trama não se prende a detalhes desse estilo, e surpreende a cada pasagem.

Destaque extra para a qualidade da animação. Os detalhes surpreendem e deixam o espectador boquiaberto. Mesmo que os personagens não sejam muito lindinhos, os detalhes do cenário, de luz e vento, são maravilhosos.

No filme, Rango é um camaleão com crise de identidade que, ao se ver numa cidade do Velho Oeste infestada de bandidos, transforma-se sem querer em herói e é forçado a protegê-la. Naturalmente, acaba enfrentando mais dificuldades do que poderia imaginar.

Uma produção fantástica, pedida certa para todos os públicos. A criançada vai adorar, e os marmanjos se deliciarão. Entrega exatamente o que promete, diversão e entretenimento de alta qualidade e com elementos de primeiríssima linha. Imperdível!!! Vale assistir e repetir até cansar.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Gore Verbinski
Elenco: Vozes de: Johnny Depp, Abigail Breslin, Bill Nighy, Isla Fisher, Claudia Black, Alanna Ubach, Stephen Root, Gil Birmingham, Beth Grant, Kym Whitley, Ian Abercrombie,Maile Flanagan, John Cothran Jr,Hemky Madera, Jordi Caballero.
Produção: John B. Carls, Graham King, Gore Verbinski
Roteiro: James Ward Byrkit , John Logan
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Nickelodeon Movies / Blind Wink / GK Films
Classificação: 10 anos